Ensino de Ciências Sociais

2ª Turma (2022-2023)
MODO VIRTUAL
Especialização: 40 créditos, 360 horas/aula
Curso internacional: 9 créditos, 90 horas/aula
Duração: abril de 2022 e março de 2023.
A certificação da Especialização e do Curso Internacional será realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).
COORDENAÇÃO GERAL:
Inés Dussel (DIE-CINVESTAV, México) e Nicolás Arata (CLACSO e Universidade de Buenos Aires, Argentina)
COORDENAÇÃO ACADÊMICA:
Inés Dussel (DIE-CINVESTAV, México e Universidade Nacional Pedagógica, Argentina)
Nicolás Arata (CLACSO e Universidade de Buenos Aires, Argentina)
Rebecca Igreja (Flacso Brasil e Universidade de Brasília, Brasil)
Rogério Heasbert (Universidade Federal Fluminense, Brasil)
Odile Hoffmann (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, França)
EQUIPE DE PROFESSORES:
Enrique Leff (UNAM, México) | Gerardo Caetano (Udelar, Uruguai) | Myriam Southwell (UNLP e Flacso, Argentina) | Alicia De Alba (UNAM, México) | Rogério Heasbert (UFF, Brasil) | Rita Segato (UnB, Brasil-Argentina) | Freddy Álvarez (UNAM, Equador-México) | Adriana Puiggrós (UNIPE e UBA, Argentina) | Elsie Rockwell (CINVESTAV, México) | Anne-Marie Chartier (INRP, França) | Darío Pulfer (UNIPE, Argentina) | Pablo Yankelevich (CEH-Colmex, México) | Martha Cecilia Herrera (UPN, Colômbia) | Ana Longoni (MACBA, Espanha e UBA, Argentina) | Antonio Ibarra (UNAM, México) | Lilia Moritz Schwarcz (USP, Brasil) | Leonor Arfuch (UBA, Argentina) | Enrique Dussel (UNAM, México) | María Laura Canciani (UBA, Argentina) | Rebecca Lemos Igreja (Flacso e UnB, Brasil) | Patrícia Ferrante (UNIPE, Argentina) | John Harold Córdoba Aldana (UPN, Colômbia) | Edgar González Gaudiano (UNED, México) | Aldana Telias (UBA, Argentina) | Odile Hoffmann (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, França – México) | Isabelino Siede (Unlp, Argentina) | Hellen Charlot Cristancho Garrido (Unal, Colômbia) | Camilo Negri (Flacso e UnB, Brasil) | Sebastián Plá (IISUE, México) | Ivan Jablonka (Universidade Paris XIII, França) | Gustavo Ogarrio (UNAM, México) | Sandra Patricia Rodríguez Ávila (UPN, Colômbia) | Wilson Acosta, Jiménez (UPN, Colômbia) | Manuel Becerra (UNIPE, Argentina) | Inés Dussel (DIE-CINVESTAV, México e UNIPE, Argentina) | Nicolás Arata (CLACSO e UBA, Argentina)
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA:
Camila Downar (CLACSO)
Nos últimos anos, o campo educacional das ciências sociais e humanas tem se consolidado como um polo de formação, pesquisa e construção de propostas pedagógicas renovadas. Essas iniciativas, promovidas por redes acadêmicas, equipes de pesquisa e cátedras universitárias, ocorrem em um contexto de fortes ataques às ciências sociais e humanas. Manifestam-se por meio de tribunais extrajudiciais, campanhas midiáticas e perseguições ideológicas baseadas em um exacerbado anti-intelectualismo. Esse ataque impacta especialmente a região da América Latina e do Caribe, onde as sociedades convivem com os maiores índices de desigualdade do planeta (expressos por múltiplos indicadores, como violência de gênero, dificuldades de acesso a um ambiente saudável ou condições mínimas de trabalho).
Com efeito, é aqui que os conhecimento e conhecimento que dedica-se à desconstrução dessas situações de desigualdade e à disseminação de ideias e projetos para combatêlas Para erradicá-los, precisamos estar mais presentes e desenvolvidos. Precisamente, o fato de a colossal crise desencadeada pela pandemia do coronavírus expor e não poder ser ignorada ressalta a importância prática de duas contribuições teóricas das ciências sociais e humanas para a resolução de problemas complexos, especialmente em uma região que se encontra na periferia do conhecimento científico global.
Nesse sentido, a Especialização oferece um espaço formativo que articula perspectivas atualizadas sobre os problemas, leituras e concepções das ciências sociais com os processos de renovação – pedagógica e didática – que permitem abordá-las como objetos de ensino. Essa abordagem requer destacar e valorizar a especificidade (tanto pela sua qualidade quanto pelo seu caráter crítico) do saber produzido pelas ciências sociais na região. Busca também discutir o complexo de inferioridade e subordinação acadêmica e epistemológica que as ciências sociais da região vivenciam em relação ao saber eurocêntrico, cujos efeitos ainda não são compreendidos. Por fim, tenta contribuir para os processos de despatriarcalização, desmercantilização e descolonização que pesam sobre nossas sociedades (Sousa Santos, 2018).
O ensino das ciências sociais desempenha um papel fundamental na disseminação de conceitos, perspectivas e métodos adequados à produção de conhecimento sobre a sociedade regional, permitindo transcender os antigos marcos nacionais tradicionais e afirmar um conhecimento crítico, bem fundamentado e rigoroso que contribua para os processos de integração. Para que esse papel se desenvolva e alcance resultados maiores e melhores na aprendizagem dos alunos, o ensino das ciências sociais deve ser fortalecido conceitual e didaticamente, renovando suas buscas e métodos de trabalho em sala de aula.
Objetivos gerais
A Especialização visa articular os problemas, leituras e conceitos das ciências sociais e humanas, bem como os processos de renovação das abordagens pedagógicas e estratégias didáticas, promovendo e ensinando as ciências sociais em uma perspectiva crítica e em harmonia com as produções do campo dos estudos latino-americanos e caribenhos.
Os objetivos específicos
Promover uma abordagem conceitual e metodologicamente renovada para o ensino das ciências sociais, em diálogo com os desafios colocados pelo trabalho em diferentes níveis de ensino em diferentes instituições educacionais.
Promover estratégias de ensino de ciências sociais baseadas em uma ampla variedade de abordagens temáticas e em diversos níveis: local, nacional e regional, enquadradas e discutidas com os produtos e abordagens do contexto global.
Desenvolver abordagens temáticas, disciplinares e conceituais que contribuam para a construção de um conjunto de ferramentas para o projeto de salas de aula e propostas de formação em ciências sociais e humanas a partir de uma perspectiva regional, tendendo a levar em consideração os novos ambientes sociotécnicos.
Ao promover uma nova perspectiva sobre o ensino das ciências sociais, procuro considerar os desafios colocados pelas diferentes situações e particularidades dos espaços de ensino da região.
O Curso de Especialização e Internacional destina-se a educadores, professores e docentes do sistema de ensino formal; a estudantes de universidades pedagógicas e instituições regionais de formação de professores; a responsáveis por políticas públicas relacionadas à educação e a membros de movimentos sociais cujo trabalho se direciona ao campo da educação popular, interessados em renovar suas perspectivas teórico-metodológicas e didáticas em relação ao ensino das ciências sociais em diversos níveis e modalidades de ensino, dentro e fora do sistema de ensino formal.
O Curso Internacional terá duração de um ano e exigirá participação em fóruns de discussão e a conclusão de um projeto final para a obtenção do certificado.
A Especialização em Ensino de Ciências Sociais terá duração de um ano e, para sua obtenção, exige apenas a conclusão e aprovação do Curso Internacional; a realização de dois seminários virtuais eletivos disponíveis na estrutura curricular; um trabalho de metodologia e um trabalho final de especialização.
O Curso de Especialização Internacional ocorrerá entre abril de 2022 e março de 2023.
Os seminários e as aulas virtuais do Curso Internacional serão oferecidos igualmente em espanhol ou português. Essas duas línguas são utilizadas apenas por professores e tutores, mas isso não significa que os professores as tenham como língua materna.
A bibliografia será disponibilizada nos idiomas oficiais do curso – espanhol e/ou português –, conforme disponibilidade. As intervenções de dois alunos nos fóruns de discussão também deverão ser feitas em idiomas diferentes. O trabalho monográfico final pode ser entregue em português ou espanhol.
Os alunos da Especialização e do Curso Internacional recebem o apoio de tutores acadêmicos que acompanharão o curso com dois seminários virtuais e orientarão a conclusão do trabalho final.
Os seminários virtuais serão oferecidos igualmente em espanhol, português ou inglês. A bibliografia poderá ser disponibilizada nos três idiomas oficiais do curso, conforme a disponibilidade. Como haverá participação de dois alunos, nossos fóruns de discussão poderão ser em idiomas diferentes. O trabalho monográfico final pode ser em espanhol, português ou inglês.
Curso Internacional: Ensino de Ciências Sociais a partir de uma perspectiva latino-americana e caribenha: problemas, abordagens e ferramentas
Eu resumir: O Curso Internacional retoma e promove uma série de debates sobre o ensino das ciências sociais a partir de uma perspectiva latino-americana e caribenha. Uma proposta é inserir e resgatar a tradição das pedagogias críticas, problematizando dois espaços e formas de ensino instituídos, e buscar e resgatar alternativas pedagógicas (Puiggrós, 1990). Defende-se, ainda, a importância de articular processos e resultados de pesquisa com intervenções e propostas didáticas, centrando-se na concepção da sala de aula como um processo de pesquisa onde o saber e o saber se encontram em um mesmo espaço com o propósito de transmitir a crítica do mesmo. Dessa forma, e para organizar os processos e dimensões formativas, aborda-se propositadamente, de maneira articulada, problemas relacionados ao ensino das ciências sociais e humanas, privilegiando três dimensões: 1. Áreas do saber: estudando formas como o ensino de história, geografia, educação cívica, entre outras, foi e pode ser abordado; 2. Abordagens conceituais: levantando os debates em torno das categorias centrais das ciências sociais latino-americanas (memória, raça, bem-viver, entre outras); 3. Abordagens didáticas e perspectivas curriculares: resgatando estratégias e métodos de ensino típicos das pedagogias críticas e sua relação com os debates curriculares contemporâneos.
Salas de aula e professores:
Desafios do ensino de ciências sociais para a integração regional - Gerardo Caetano (Uruguai).
Folha de ensinamento: chaves para interpretar um mundo complexo sem diálogo intergeracional. - Myriam Southwell (Argentina).
Teorias e debates em torno do currículo latino-americano. - Alicia De Alba (México).
Novas perspectivas para abordar as dimensões espaciais na América Latina. - Rogério Heasbert (Brasil)
Raça, etnia, classe e gênero em perspectiva colonial. - Rita Segato (Argentina).
Outra reflexão: uma abordagem alternativa para o Bem Viver. - Freddy Álvarez (Equador-México).
Ensino de Ciências Sociais numa perspectiva ambiental. - Enrique Leff (México)
Educação na América Latina: desafios pós-pandemia. - Adriana Puiggrós (Argentina)
O ensino da história numa perspectiva etnográfica. - Elsie Rockwell (México)
Inovação curricular e práticas pedagógicas. - Anne-Marie Chartier (França)
História recente: como ensinar? - Pablo Yankelevich (México)
A história do passado recente na América Latina - Martha Cecilia Herrera (Colômbia)
Museu localizado: arquivo comum, espaço para defesa e articulação, fórum para debates públicos. - Ana Longoni (Espanha / Argentina)
Uma nação, uma região ou algo transnacional. O americano antes e depois do nascimento. - Antonio Ibarra (México)
O estudo do autoritarismo na região. - Lilia Moritz Schwarcz (Brasil)
Entrevista e biografia em ciências sociais. - Leonor Arfuch (Argentina)
Para a América Latina: como pensar um mundo interconectado? - Enrique Dussel (México)
A história como literatura contemporânea - Ivan Jablonka (França)
Professores: Inés Dussel (DIE-CINVESTAV, México) e Nicolás Arata (CLACSO/UBA, Argentina)
ResumoO laboratório de metodologia é um espaço de formação que visa orientar a elaboração do trabalho monográfico final do curso de especialização. Acompanhará os alunos na elaboração do objeto de análise, na sua transposição para o problema de estudo de vida, na construção de um plano de trabalho, no desenvolvimento de linhas argumentativas e na formulação de conclusões analíticas. Estas tarefas serão realizadas individualmente e coletivamente, através de trocas entre pares e com a supervisão de um professor responsável pelo laboratório, seguindo a modalidade de fórum de discussão.
Professores: Rebecca Lemos Igreja (Flacso Brasil e Universidade de Brasília, Brasil), Odile Hoffmann (IRD/França e CIESAS/México) e Camilo Negri (Flacso Brasil e Universidade de Brasília, Brasil)
Eu resumir: Neste seminário, abordaremos o ensino das ciências sociais a partir de uma perspectiva inédita, ou melhor, da discussão sobre o papel das ciências sociais e dos cientistas sociais na interpretação da realidade e na busca de soluções para novos problemas contemporâneos. Um ensino que tem como centro experiências de pesquisa, uma discussão sobre a produção do pensamento crítico e a construção de categorias sociais de forma articulada com o contexto histórico, sociocultural e econômico em que são produzidas. Indo além, propomos, como parte do seminário, uma reflexão sobre as possibilidades do mercado de trabalho e as oportunidades de intervenção na sociedade para os cientistas sociais. O objetivo é pensar ou "fazer" as ciências sociais na América Latina, a partir de diferentes disciplinas, como antropologia, sociologia, ciência política, direção, geografia, entre outras, traçando contribuições de pesquisadores que refletiram sobre o tema, sempre em conexão com a academia, ou mundo técnico, da pesquisa e do ensino nacional e internacional.
Abordaremos, inicialmente e brevemente, o fenômeno da internacionalização das ciências sociais, questionando o papel das ciências sociais latino-americanas no mundo, os espaços de ação e intervenção e as formas de avaliação científica. Discutiremos também medidas de produtividade acadêmica e ética científica. Em seguida, refletiremos sobre como as posições de dominância e assimetria são tratadas entre os atores envolvidos em uma pesquisa, inclusive em um contexto político e acadêmico mais amplo. Essas construções afetam a metodologia, o conteúdo, os resultados e as avaliações das investigações. O objetivo é fundamentar essa reflexão em situações concretas, estudos de caso, questionando metodologias e técnicas de pesquisa. Por fim, o seminário buscará discutir a seleção e a construção de categorias sociais. A ideia é pensar, a partir de experiências de pesquisa, como os cientistas sociais refletem sobre as categorias que utilizam e como estas evoluem em função de dois temas e contextos: pesquisa e desenvolvimento de políticas públicas.
Professores: Isabelino Siede (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)
Eu resumir: O propósito da formação para a cidadania está presente nos sistemas educacionais americanos desde os seus princípios fundadores, quando toda a escolaridade era concebida como um meio de preparação para o exercício da soberania popular, com as limitações inerentes a cada contexto. Essa longa presença no currículo escolar, contudo, coexiste com pouco desenvolvimento de critérios didáticos que contemplem esse objetivo específico de instrução. Com o avanço do século XXI, torna-se necessário rever o significado de educar para a cidadania e quais ferramentas são utilizadas para tal. Neste seminário, pretendemos analisar dois debates curriculares sobre a educação para a cidadania e sugerir algumas alternativas metodológicas de ensino.
No contexto de uma ordem social que exige fidelidade, coesão e sujeição à lei, educar para a liberdade é, à primeira vista, impossível. Isso justifica as perguntas que nos fazemos repetidamente a partir de uma perspectiva emancipadora: como educar um sujeito livre? Como educar uma cidade crítica? Pode a escola ser ensinada e livre, sendo uma instituição enviada pela lógica do Estado? Estamos convencidos de que o conhecimento pode ser uma ferramenta de liberdade, mas existem abordagens pedagógicas que privilegiam essa qualidade e outras que não. Entender o ensino como um espaço de provocação cultural significa que a sala de aula é um campo de questionamentos, discordâncias, discussões e construções coletivas, onde cada pessoa se sente convidada a recriar os fundamentos da vida em sociedade.
Professores: Darío Pulfer (Universidade Pedagógica, Argentina) e Nicolás Arata (CLACSO)
Eu resumir: Este seminário aborda a questão do uso de fontes e do acesso a informações confiáveis para uso em sala de aula. Uma das características que distingue as sociedades contemporâneas na era da internet é a disponibilidade de informação. Essa disponibilidade, porém, não corresponde diretamente ao uso e à apropriação dos materiais por diferentes usuários, principalmente professores. O objetivo deste seminário é disponibilizar e apresentar um conjunto de recursos disponíveis em repositórios digitais para que sejam considerados em termos de um trabalho de transmissão cultural em larga escala, e não apenas para aproveitar recursos disponíveis que enriqueçam o espaço de vida dos usuários e as oportunidades pedagógicas para escolas, bibliotecas, museus, meios de comunicação e centros culturais.
Eu resumir: A geografia tem estado presente no currículo escolar como parte do processo de formação de meninas, meninos e jovens. Por muito tempo, seu ensino esteve atrelado à consolidação de dois Estados territoriais nacionais a partir da aprendizagem das características da geografia física e humana de diversas regiões naturais. Essa abordagem “tradicional” utiliza materiais obsoletos e gera processos de ensino-aprendizagem mecânicos e de curto prazo, no contexto mais próximo de dois anos, e ignora a complexidade da realidade social contemporânea. Atualmente, essas perspectivas são questionadas em prol da construção de uma pedagogia e de uma geografia crítica que busquem transformar a realidade de meninas, meninos e jovens em diferentes escalas, a partir de diversas circunstâncias cotidianas. Este seminário aborda a emergência da pedagogia crítica na América Latina, juntamente com a origem de um pensamento crítico da geografia, que se nutre, a partir deste lado do continente, de perspectivas pós-coloniais, decoloniais, marxistas e anarquistas, preocupadas com as diferenças sociais expressas em classes sociais, diversidade sexual e a questão das mudanças climáticas, ou diretamente com a cidade, a proteção da natureza, os mecanismos de reprodução das desigualdades, as disputas globais por recursos naturais estratégicos, etc.
Professores: Edgar González Gaudiano (UNED, México), María Laura Canciani e Aldana Telias (UBA, Argentina)
Eu resumir: A educação ambiental é um campo emergente e interdisciplinar de intervenção político-pedagógica, inscrito em processos históricos e sociais mais amplos, com características e particularidades específicas, que surge em resposta à aceleração e ao aprofundamento da crise ambiental e ganha visibilidade global em meados do século XX. Vivemos uma crise ambiental e climática sem precedentes na história da humanidade, os conflitos ambientais se intensificam em territórios cada vez mais desfavorecidos e os jovens vislumbram futuros incertos, desiguais e com poucos agentes de mudança, o que estimula sua participação na esfera pública. Nesse contexto, torna-se essencial retornar à questão de como e por que educar em um contexto de emergência ambiental e climática.
Propomos apresentar uma abordagem pedagógica denominada Pedagogia do Conflito Ambiental, que tem o desafio de integrar a dimensão ambiental às ciências sociais, promovendo uma educação ambiental crítica, abrangente e comunitária. Essa abordagem promove a compreensão do complexo contexto social, histórico e cultural em que se desenrolam os conflitos ambientais e territoriais e busca gerar práticas pedagógicas que desafiem os múltiplos extrativismos, suas dinâmicas, disputas e controvérsias; e, ao mesmo tempo, questionem os padrões hegemônicos de construção e transmissão do conhecimento cristalizados na instituição escolar. Buscamos promover nas organizações escolares uma perspectiva ambiental que consiga desconstruir, perturbar, comover e mobilizar os sujeitos e suas práticas; e, fundamentalmente, fornecer ferramentas para o desenvolvimento de projetos ambientais participativos cujo horizonte é a afirmação de uma sociedade com direitos ambientalmente justos, mais dignos e sustentáveis.
Professores: Sebastián Plá (IISUE, México)
ResumoEste seminário visa abordar as diferentes vertentes escolares do passado e suas manifestações curriculares em relação à produção acadêmica, aos usos públicos da história, ao lugar das comemorações e rituais nacionais e aos desafios do ensino da memória recente, bem como a problemas socialmente relevantes, entre outros temas. Trata-se de atualizar alguns dos problemas ligados à problemática da história a serviço das identidades nacionais, pensando-os a partir da perspectiva das aspirações de integração regional; dos processos de transformação que atravessam os países da região nos últimos dois séculos; e das novas formas de pensar ou ensinar história nos contextos das reformas educacionais latino-americanas das últimas décadas.
O seminário abrirá um espaço de reflexão para realizar uma análise crítica das narrativas históricas nas redes escolares da região, a partir de diversas perspectivas pedagógicas, históricas e de pesquisa que não se limitam ao ensino de História na região. Serão abordados os seguintes temas: historicidade dos versos escolares do passado; construção da América Latina: localidade, nação e região na formação de identidades coletivas; as diferentes posições teóricas no ensino de História e Ciências Sociais; as relações entre História, Ciências Sociais e problemas socialmente relevantes; ausências e fragmentos não ensinam História; desafios do ensino da memória recente; a performatividade da História em efemérides e ritos nacionais; o estudo comparativo das reformas curriculares em História e Ciências Sociais nos últimos vinte anos.
Professores: Inés Dussel (DIE-CINVESTAV, México), Patricia Ferrante e Manuel Becerra (UNIPE, Argentina).
Eu resumir: Este seminário visa abordar os desafios da digitalização na produção de conhecimento em ciências sociais, e não no seu ensino. Para tanto, examina os debates em torno das humanidades digitais, especialmente no que diz respeito às novas fontes e formas de produção e disseminação de registros de processos sociais, e analisa suas repercussões no campo do ensino das ciências sociais. O seminário aprofundará algumas práticas difundidas no mundo digital, como a pesquisa na internet e o uso e produção de materiais audiovisuais, a fim de explicar as possibilidades que se abrem e as limitações ou dificuldades que surgem ao trabalhar com os conceitos e linguagens das ciências sociais. Serão apresentados alguns exemplos de aulas e promovida uma reflexão crítica sobre os novos ensinos da área.
| CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO E INTERNACIONAL - TURMA 2022-2023 | |||||||
| 2022-2023 | Cursos virtuais | ||||||
| Abril | Curso Internacional "O ensino das ciências sociais a partir de uma perspectiva latino-americana e caribenha: desafios, abordagens e ferramentas" | Seminário Opcional I "Fazendo as ciências sociais na América Latina: ensino e pesquisa" | Seminário eletivo I "Objetivos e abordagens para a educação de cidadãos" | Seminário Opcional I "Arquivos, fontes e repositórios digitais: conservação, acesso e possibilidades de uso em sala de aula" | |||
| maio | |||||||
| junho | |||||||
| julho | |||||||
| agosto | Seminário Opcional II "Minha experiência no ensino de história a partir de uma perspectiva latino-americana: problemas e desafios" | Seminário Opcional II "Geopedagogias Críticas" | Seminário eletivo II "O ensino das ciências sociais diante dos desafios digitais" | Seminário Opcional II "Educação ambiental: uma abordagem a partir da pedagogia do conflito ambiental" | |||
| Sete | |||||||
| outubro | Escritório metodológico com o objetivo de elaborar o trabalho final. | ||||||
| novembro | |||||||
| dic | |||||||
| enes | |||||||
| fevereiro | |||||||
| março | |||||||
CM Pleno: Você pertence a um Centro Plenário de Membros da CLACSO.
Associado de CM: Você pertence a um Centro Associado à CLACSO.
Link do Sem: Você não possui nenhum vínculo com a CLACSO.
|
Pagamento em encomenda até 11/04 |
Pagamento em encomenda até 20/02 |
Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 570 USD | 460 USD | USD 750 (3 x USD 250) |
| Associado de CM | 700 USD | 590 USD | USD 1020 (3 x USD 340) |
| Ligação Sem | 960 USD | 720 USD | USD 1290 (3 x USD 430) |
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por carta de crédito, depósito ou transferência bancária.
A certificação da Especialização e do Curso Internacional será realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).
CM Pleno: Você pertence a um Centro Membro Plenário da CLACSO.
Associado de CM: Você pertence a um Centro Associado à CLACSO.
Link do Sem: Você não possui nenhum vínculo com a CLACSO.
| Pagamento em encomenda até 11/04 |
Pagamento em encomenda até 20/02 |
Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 230 USD | 175 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 290 USD | 235 USD | USD 360 (3 x USD 140) |
| Ligação Sem | 360 USD | 300 USD | USD 450 (3 x USD 180) |
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por carta de crédito, depósito ou transferência bancária.
A certificação da Especialização e do Curso Internacional será realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).
O Curso de Especialização Internacional destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todas as idades; ativistas e militantes de organizações sindicais, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos e agentes da área jurídica, trabalhadores diaristas, comunicadores e consultores de imprensa; membros e líderes de organizações não governamentais e profissionais interessados no assunto.
Para participar, você precisa se cadastrar no site.
As inscrições estarão abertas entre 12 de dezembro e 5 de abril.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
Caso alguma das sessões de treinamento obrigatórias não seja concluída, em todos os casos, um valor adicional deverá ser pago para recuperar o crédito mencionado.
Caso o aluno decida não participar da Especialização ou do Curso Internacional antes do seu início formal, poderá solicitar o reembolso da taxa de inscrição. A CLACSO calculará o valor equivalente a 10% das despesas administrativas.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais, durante os dois primeiros meses do início da especialização, é possível solicitar o desligamento do curso e o retorno no ano seguinte. Em todos os casos, as razões que justificam a solicitação devem ser apresentadas por escrito. Após dois meses do início do curso, não será mais possível solicitar esse procedimento.
Caso o aluno decida não frequentar o Curso Internacional ou de Especialização antes do seu início formal, poderá solicitar o reembolso da taxa de inscrição. A CLACSO calculará o valor equivalente a 10% das despesas administrativas. Após esse período, não haverá reembolso integral.
As aulas começarão a ser ministradas em abril de 2022 e serão concluídas em março de 2023.
Todos os participantes inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as salas de aula, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Treinamento Virtual da CLACSO.
O acesso à plataforma de treinamento virtual é feito de forma simples e intuitiva. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre à sua disposição.
Você deve credenciar o Curso Internacional, dois (2) Seminários Virtuais eletivos, um escritório de apoio para realizar o trabalho final e realizar o trabalho final.
Para obter o título de Especialização, você deve concluir um trabalho monográfico final. O serviço de apoio à conclusão do trabalho final é obrigatório e irá auxiliá-lo durante todo o processo.
Você deve participar das aulas e atividades propostas pelos professores e realizar o trabalho monográfico final.
No entanto, o Curso de Especialização Internacional exige certificados da Flacso Brasil e da CLACSO.
A especialização tem uma carga horária total de 360 horas e um curso internacional de 90 horas.
A submissão da declaração de conclusão será feita digitalmente e é totalmente gratuita.
O diploma internacional de Especialista é emitido pela Secretaria-Geral do Flacso, localizada na Costa Rica. Os valores e procedimentos para emissão e envio do diploma internacional podem ser consultados na página do Flacso Brasil: https://flacso.org.br/?page_id=24376
A especialização no Curso Internacional exige credenciais da Flacso Brasil e da CLACSO.
O diploma internacional de Especialista é emitido pela Secretaria-Geral do Flacso, localizada na Costa Rica. Os valores e procedimentos para emissão e envio do diploma internacional podem ser consultados na página do Flacso Brasil: https://flacso.org.br/?page_id=24376.
Consulte a tabela de preços e modalidades, disponível acima.
Caso a certificação internacional não seja emitida pela Secretaria Geral da Flacso, será cobrada uma taxa adicional.*
*A emissão do diploma impresso, juntamente com o histórico escolar, custa USD 200,00 (dois dólares). O valor inclui o envio de duas vias impressas e autenticadas para o endereço residencial do aluno. Os procedimentos para emissão e envio do diploma internacional podem ser consultados na página do Flacso Brasil: https://flacso.org.br/?page_id=24376.
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco por meio de dois e-mails. [email protected] ou [email protected]
Ou envie um WhatsApp para+5491138801388
Para descontos para grupos e instituições, entre em contato conosco. arte para [email protected]
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