Diploma Avançado em Gestão e Políticas Internacionais de Saúde e Soberania em Saúde
5ª turma | Modalidade virtual
COORDENAÇÃO ACADÊMICA:
Gonzalo Basile (Programa Internacional de Saúde FLACSO, República Dominicana / Coordenação do Grupo de Trabalho Internacional de Saúde CLACSO) | Leny Trad (Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Brasil / Coordenação Internacional de GT em Saúde do CLACSO)
EQUIPE DE PROFESSORES:
Oscar Feio (Universidade de Carabobo, Venezuela) | Leny Trad (Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Brasil) | Karina Batthyany (Universidade da República, Uruguai) | Jaime Breilh (Universidade Andina Simón Bolívar, Equador) | Yuderkys Espinosa Miñoso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, República Dominicana) | Ochy Curiel (Universidade Nacional da Colômbia, República Dominicana) | Naomar Almeida Filho (Instituto de Estudos Avançados, Universidade de São Paulo, Brasil) | Tahina Ojeda (Instituto Universitário para o Desenvolvimento e a Cooperação, Universidade Complutense de Madrid, Espanha) | Damian Verzeñassi (Instituto ISSA, Universidade de Rosário, Argentina) | Madrigal de Odeth Santos (UNAM, México) | Karina Boggio (Universidade da República, Uruguai) | Valentina Fajreldin (Universidade do Chile) | Roxana Mazzola (FLACSO Argentina, Argentina)| Antônio Hernández Reyes (FLACSO, El Salvador) | Luisa Iñiguez (FLACSO, Cuba) |Pedro Luís Castellanos (INTEC, República Dominicana) |Diana Anunciação Santos (Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO, Brasil) |Ana Gabriela Fernández (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Uruguai) Júlio Piovani (Universidade Nacional de La Plata, Argentina) | Rafael Bautista Segales (Bolívia) | Juan Pablo Murillo (Universidade Nacional de San Marcos, Peru) | Erika Aragão (ISC – UFBA, Brasil) | Marco Valência (Bolívia) | Adelyne Mendes Pereira y Roberta Godim (FIOCRUZ, Brasil) | Carolina Corcho (ex-Ministro da Saúde e Proteção Social da Colômbia) | Noly Fernández (UCS, Venezuela) | Diocelinda Iza e Freddy Iza (CONAIE, Equador)
EQUIPE DE TUTORIA/PROFESSOR:
Antônio Hernández Reyes (FLACSO, El Salvador) | Odeth Santos (UNAM, México) Oscar Feio (Universidade de Carabobo, Venezuela)| Adelyne Mendes Pereira (FIOCRUZ, Brasil)
Modalidade virtual | Abril a Julho 2024
Este Diploma Superior visa promover um conhecimento amplo e crítico sobre a gestão, as políticas e a governança da saúde internacional e da soberania em saúde, partindo da necessidade de construir um quadro teórico e uma ação geopolítica em saúde a partir da perspectiva da Saúde a partir do Sul.
O Diploma Avançado propõe a necessidade de construir uma epistemologia da saúde a partir do Sul Global. Nas últimas décadas, desenvolveu-se uma nova vertente, conhecida como Saúde Internacional Sul-Sul (SISS), cujo objetivo central é promover uma mudança decolonial e a construção da soberania em saúde em Abya Yala, nossa região da América Latina e do Caribe.
Este diploma avançado apresenta os novos fundamentos do pensamento crítico latino-americano em saúde e epidemiologia crítica.
Com base nisso, o diploma avançado examina o campo da Saúde Internacional, os paradigmas atuais da doutrina pan-americana de saúde pública e da saúde global contemporânea, a saúde como uma questão colonial e internacional, analisa os atores e a agenda global das políticas de saúde, os determinantes internacionais da saúde que impactam o Sul Global, a geopolítica e o sistema de cooperação internacional na área da saúde no século XXI, estuda sistemas de saúde comparados na América Latina e no Caribe e a gestão de organizações e políticas públicas para a integração regional em saúde, especialmente no que diz respeito à estratégia de soberania em saúde na América Latina e no Caribe. Explora diferentes referenciais teóricos e metodológicos e discute epistemologicamente referenciais conceituais hegemônicos dominantes e alternativos, a colonialidade em teorias e políticas globais e regionais e seus impactos nacionais e locais.
Fortalecer o arcabouço teórico e metodológico para a organização, gestão e avaliação de programas, serviços e sistemas de saúde, utilizando modelos de atenção integral baseados no pensamento crítico latino-americano em saúde, a partir de uma perspectiva intercultural, decolonial e feminista decolonial. Isso inclui também contribuir com conhecimento da teoria epidemiológica crítica e suas aplicações à análise da situação em saúde e a sistemas de informação abertos, pesquisa em saúde e tomada de decisão na gestão de sistemas e serviços de saúde pública.
O Diploma Superior visa ser um exercício teórico-acadêmico de alto nível e constituir uma proposta de formação regional para pesquisadores, acadêmicos, ativistas de movimentos sociais, ONGs, gestores públicos, planejadores e avaliadores na área de saúde internacional e políticas de saúde pública.
OBJETIVO PRINCIPAL
Proporcionar formação especializada em Gestão e Políticas na área da Saúde Internacional, dentro de um quadro conceptual e metodológico de geopolítica Sul-Sul, decolonial, feminista e de soberania em saúde.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
● Estudar os fundamentos do pensamento crítico latino-americano em saúde a partir do Sul e a epidemiologia crítica no século XXI
● Identificar as bases conceituais e as dependências epistemológicas do pan-americanismo na saúde internacional e na saúde global liberal.
● Compreender e refletir sobre o processo de construção de uma nova epistemologia da Saúde a partir do Sul e a estratégia regional de Soberania em Saúde.
● Analisar os atores hegemônicos no sistema de cooperação internacional em saúde e as estratégias de integração regional para a soberania em saúde na América Latina e no Caribe.
● Estudar as teorias e políticas sobre sistemas de saúde e assistência para a descolonização e refundação no século XXI
O Diploma Superior em A Gestão e as Políticas de Saúde Internacional e Soberania em Saúde estão voltadas para Este programa é destinado a profissionais e estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos, nas áreas de ciências da saúde e ciências sociais. Também se destina a profissionais de saúde, cientistas sociais, trabalhadores de serviços públicos de saúde, ativistas sociais e sindicais pelo Direito à Saúde e à Segurança Social, professores universitários e outros trabalhadores que contribuem para as equipes de saúde e para o campo da segurança.
• Oscar Feo (Universidade de Carabobo, Venezuela)
• Leny Trad (Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Brasil)
• Karina Batthyany (Universidade da República, Uruguai)
• Jaime Breilh (Universidade Andina Simón Bolívar, Equador)
• Yuderkys Espinosa Miñoso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, República Dominicana)
• Ochy Curiel (Universidade Nacional da Colômbia, República Dominicana)
• Naomar Almeida Filho (Instituto de Estudos Avançados, Universidade de São Paulo, Brasil)
• Tahina Ojeda (Instituto Universitário para o Desenvolvimento e a Cooperação, Universidade Complutense de Madrid, Espanha)
• Damián Verzeñassi (Instituto ISSA, Universidade de Rosário, Argentina)
• Odeth Santos Madrigal (UNAM, México)
• Karina Boggio (Universidade da República, Uruguai)
• Valentina Fajreldin (Universidade do Chile)
• Roxana Mazzola (FLACSO Argentina, Argentina)
• Antonio Hernández Reyes (FLACSO, El Salvador)
• Luisa Iñiguez (FLACSO, Cuba)
• Pedro Luis Castellanos (INTEC, República Dominicana)
• Diana Anunciação Santos (Associação Brasileira de Saúde Coletiva-ABRASCO, Brasil)
• Ana Gabriela Fernández (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Uruguai)
• Julio Piovani (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)
• Rafael Bautista Segales (Bolívia)
• Juan Pablo Murillo (Universidade Nacional de San Marcos, Peru)
• Érika Aragão (ISC - UFBA, Brasil)
• Marco Valencia (Bolívia)
• Adelyne Mendes Pereira e Roberta Godim (FIOCRUZ, Brasil)
• Carolina Corcho (ex-Ministra da Saúde e Proteção Social da Colômbia)
• Noly Fernández (UCS, Venezuela)
• Diocelinda Iza e Freddy Iza (CONAIE, Equador)
O Diploma Superior é composto por 5 módulos com 3 aulas cada. e a elaboração de um Projeto Final Obrigatório (PFO). A participação em fóruns e atividades, bem como o trabalho de integração solicitado ao final de cada módulo, serão avaliados.
Carga horária total de 128 horas
AULA 1: Paradigma empírico-funcional da biomedicina à saúde pública
Coordenadores de Ensino: Leny Trad (ISC-UFBA, Brasil) e Gonzalo Basile (FLACSO RD - CLACSO)
Conteúdos
Biomedicina e o modelo biomédico hegemônico. Paradigma empírico funcional em saúde pública - Saúde Pública Funcionalista -
Objetivos
- Compreender os processos epistêmico-teóricos de construção do paradigma empírico funcional da Biomedicina Ocidental para a Saúde Pública funcionalista.
- Identificar a relação entre o processo de expansão capitalista e a expansão do modelo funcionalista de saúde pública na América Latina e no Caribe.
- Estudar essa relação por meio de diversos casos históricos e da compreensão dos processos de saúde e doença: febre amarela, malária, ancilostomíase e cólera.
AULA 2: Fundamentos do Pensamento Crítico Latino-Americano em Saúde no Século XXI
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile (FLACSO, CLACSO) e Oscar Feo (Venezuela)
Conteúdos
Intersecções entre Ciências Sociais, Ciências da Saúde e Pensamento Crítico Latino-Americano e Caribenho. Teoria Crítica em Saúde. Fundamentos da Medicina Social e Saúde Coletiva na América Latina no Século XX. Pensamento Crítico Latino-Americano em Saúde.
Determinantes socioambientais da saúde e diferenças entre seus determinantes.
Objetivos:
- Compreender as intersecções epistêmicas fundamentais do pensamento crítico latino-americano sobre saúde no século XXI.
- Identificar as diversas correntes da teoria crítica em saúde nos séculos XX e XXI na América Latina e no Caribe.
- Estudar o quadro teórico dos determinantes sociais da saúde, identificando as diferenças com o conceito de determinantes e fatores de risco.
AULA 3: Teorias Feministas e Saúde Coletiva. Raça, Gênero e Saúde.
Coordenada. Professoras: Leny Trad (Instituto Saúde Coletiva-UFBA Brasil), Diana Anunciação Santos e Roberta Godim (ABRASCO, Brasil) e Odeth Santos (UNAM, México). Professores convidados: Yuderkys Espinosa Miñoso (República Dominicana) e Ochy Curiel (UNC, RD)
Conteúdos
Teorias feministas e feminismo decolonial – Abordagem e perspectivas de gênero. Interseccionalidade. Teoria crítica da etnicidade, gênero, classe social e saúde coletiva.
Objetivos:
- Compreender os processos históricos de construção do paradigma da Modernidade, Colonialidade, Capitalismo e Patriarcado.
- Identificar as ordens hierárquicas estabelecidas pelo colonialismo, capitalismo e patriarcado.
- Abordar os fundamentos das teorias feministas e feministas decoloniais.
- Identificar as diferenças entre a perspectiva da sexualidade e a perspectiva de gênero.
- Reconhecer os ciclos de expansão do colonialismo, do capitalismo e do patriarcado na abordagem de gênero. Teoria do Desenvolvimento.
AULA 1: Introdução à Epidemiologia Crítica
Coordenador do curso: Oscar Feo (Venezuela). Palestrante convidado: Jaime Breilh (Equador).
Conteúdo
A evolução do campo da Epidemiologia: teorias, perspectivas e abordagens. Epidemiologia crítica/sociocultural para o estudo dos Determinantes Internacionais da Saúde. Epidemiologia internacional como campo de ação geopolítica, políticas públicas e conhecimento: direcionalidade Sul-Sul / Norte-Sul / Global? Marcos conceituais e modelos analíticos.
Objetivos
- Compreender o campo da epidemiologia, suas teorias, abordagens e paradigmas.
- Reflita sobre a aplicação da epidemiologia crítica e sociocultural ao estudo.
- Determinantes Internacionais da Saúde.
- Epidemiologia internacional (crítica) como campo de ação geopolítica, políticas públicas e campo do conhecimento: Direcionalidade Sul-Sul / Norte-Sul / Global? Esquemas conceituais e modelos de análise.
AULA 2: Desenho e Estudos Epidemiológicos
Coordenada. Professor: Naomar Almeida Filho (Brasil) e Pedro Luis Castellanos (República Dominicana)
Conteúdo
Medidas epidemiológicas. Desenho do estudo. Estudos combinados. Metodologia qualitativa e quantitativa. Pesquisa social em saúde pública.
Objetivos:
- Estudar estratégias metodológicas na perspectiva da epidemiologia latino-americana.
- Conhecer os tipos de delineamentos de estudos epidemiológicos.
AULA 3: Epidemiologia das Cidades
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile - Professora Convidada: Luisa Iñiguez (Cuba)
Conteúdo
Planejamento urbano, desigualdade e saúde. Epidemiologia das cidades. O direito à cidade. Geografia crítica - Geografia social - Teorias do espaço.
Objetivos:
- Compreender o campo da epidemiologia e da saúde nas cidades.
- Problematizar as teorias do espaço e da geografia social para o campo da epidemiologia crítica.
- Para compreender o estudo do urbanismo, dos estilos de vida e dos perfis epidemiológicos desiguais.
AULA 1: A saúde como questão colonial e internacional: Do colonialismo sanitário à saúde pública do Estado moderno
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile (FLACSO RD)
conteúdo:
A evolução da saúde como questão internacional: origem, características e dimensões. Início do século XX: o surgimento da Saúde Internacional em nosso continente, cólera versus febre amarela, mercantilismo versus quarentenas, militarização da medicina.
Colônia, Doenças e Comércio. Matriz fundamental das questões de saúde na esfera internacional.
Objetivos
- Compreender os processos históricos que posicionaram a saúde como uma questão internacional e sua relação com o colonialismo e o capitalismo.
- Relacione esse contexto com a criação, o desenvolvimento e o papel atual da autoridade médica internacional da OMS e da autoridade regional OPAS-OMS na América Latina e no Caribe.
- Identificar as diferentes fases históricas e paradigmas da Organização Mundial da Saúde (OMS) desde a sua criação em 1948.
AULA 2: Saúde Internacional Pan-Americana (SIP): Doutrina e Teoria Pan-Americana do Desenvolvimento da Saúde
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile (FLACSO-CLACSO)
Conteúdos
Teoria do Pan-Americanismo – Teoria do Desenvolvimento e da Saúde – Saúde Internacional Pan-Americana: significados e trajetórias históricas. Epidemias e endemias, fronteiras e Estados-nação. Política externa, relações intergovernamentais e atores globais na saúde pan-americana.
Objetivos
- Reconhecer os fundamentos conceituais da Saúde Internacional Pan-Americana
- Analisar a teoria do desenvolvimento da saúde na América Latina e no Caribe
- Aprofundar as transformações produzidas nos Estados-nação e nos sistemas de saúde no âmbito do pan-americanismo e do desenvolvimento em saúde.
- Identificar as diferentes fases históricas e paradigmas da doutrina pan-americana de saúde desde o seu surgimento em 1902.
Relacione esse contexto com a criação, o desenvolvimento e o papel atual da OPAS/OMS na América Latina e no Caribe.
AULA 3: Saúde Global Liberal (SGL). Globalização e a aceleração da mercantilização da vida.
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile (FLACSO-CLACSO) e Oscar Feo (Venezuela) / Palestrante convidada: Anne Emmanuel Birn (Canadá)
Conteúdos
Fundamentos da mudança estrutural no setor da saúde – Globalização neoliberal e a emergência da saúde global – Saúde global: significados e trajetórias históricas, dimensões-chave e novos atores globais – O papel dos direitos humanos e da perspectiva de gênero na transição da saúde internacional pan-americana para a saúde global liberal – Filantrocapitalismo
Objetivos
- Analisar o surgimento e a expansão do conceito de Saúde Global, seus atores, conteúdos, agenda e geopolítica.
- Para entender as implicações do filantrocapitalismo na saúde
- Analisar criticamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) anteriores, particularmente aqueles relacionados ao setor da saúde. Isso envolve a revisão das perspectivas a partir das quais essas agendas são construídas, suas implicações geopolíticas e seu propósito e justificativa.
- Estudar o desenvolvimento do Complexo Médico-Industrial-Farmacêutico-Financeiro (CMIFF) e a aceleração da financeirização e do lucro na área da saúde.
AULA 1: Determinantes Internacionais da Saúde
Coordenador de Ensino: Gonzalo Basile (Argentina).
Conteúdo
Determinantes Internacionais da Saúde. Epidemiologia Internacional como campo de ação geopolítica, políticas públicas e conhecimento: Direcionalidade Sul-Sul / Norte-Sul / Global? Marcos Conceituais e Modelos Analíticos.
Objetivos
- Caracterizar a categoria Determinantes Internacionais da Saúde.
AULA 2: Epistemologias da Saúde a partir do Sul: rumo a uma virada decolonial e epistemológica
Coordenador Acadêmico: Gonzalo Basile. Professor Convidado: Rafael Bautista (Bolívia)
Conteúdo
Teorizando a saúde internacional Sul-Sul: dimensões, princípios e teses centrais. Diferenças entre abordagens decoloniais e pós-coloniais. As quatro rupturas epistêmicas na saúde a partir do Sul. Epistemologias do Sul na saúde internacional.
Objetivos
- Reconhecer os fundamentos epistêmicos da Saúde a partir do Sul.
- Descreva as dimensões da Saúde a partir da perspectiva do Sul: Colonialidade do Poder e do Conhecimento, Dependência em Saúde e a transição de uma geopolítica Norte-Sul para uma geopolítica Sul-Sul.
- Problematizar as implicações conceituais e metodológicas e as rupturas epistêmicas das epistemologias da saúde do Sul.
AULA 3: Integração Regional e a Estratégia de Soberania em Saúde
Coordenador do curso: Gonzalo Basile. Palestrantes convidados: Consuelo Paz (Chile) e Nayar Lopez (México).
Conteúdos
Teoria da Autonomia e Integração Regional. Teoria da Dependência e Desconexão. Principais tradições intelectuais latino-americanas e caribenhas e sua contribuição para a regionalização das políticas públicas, especialmente em saúde internacional. Integração regional para a soberania em saúde: como estratégia, política, tensões, desafios e limitações. Desenvolvimento de diversas iniciativas regionais de saúde, como MERCOSUL, UNASUL, Comunidade Andina (ORAS), SICA-COMISCA, CARICOM, ALBA e CELAC: diferenças e pontos de convergência. Estudo de caso da UNASUL Saúde: suas contribuições e limitações em termos de tentativas de construir uma nova diplomacia da saúde emancipadora.
Objetivos
- Compreender os progressos e os desafios na Soberania da Saúde: o papel da integração regional e das redes Sul-Sul.
- Refletir sobre as principais tradições intelectuais latino-americanas e sua contribuição para o processo de regionalização de políticas, especialmente na área da saúde.
- Compreender e analisar o processo de integração regional, as tensões e limitações, e identificar o processo de formação dos diferentes blocos regionais, bem como suas principais características e objetivos.
AULA 1: Mudanças Estruturais no Setor da Saúde e Ciclos de Reformas Neoclássicas nos Sistemas de Saúde
Coordenadores de Ensino: Antonio Hernández (El Salvador), Juan Pablo Murillo (Peru), Samuel Arias (Colômbia) e Odeth Santos (México)
Conteúdos
O processo de construção da agenda e os ciclos de reforma da Seguridade Social na América Latina e no Caribe. Sistemas previdenciários. Proteções sociais. Papel das organizações internacionais: Banco Mundial, BID, FMI e OPAS/OMS. Mudança estrutural no setor da saúde. Teoria do pluralismo estruturado. Cobertura universal de saúde e sistemas de seguro saúde. Estudos de caso: Chile, Colômbia, Peru, República Dominicana e México.
Objetivos
- Vincular a agenda de reforma do setor de saúde à 1ª e 2ª Reformas do Estado.
- Compreender os componentes da atualização da agenda global para a gestão de riscos sociais, a teoria do pluralismo estruturado e sua relação com as reformas nos sistemas de saúde e segurança social.
- Identificar os papéis e funções de organizações multilaterais como o Banco Mundial, o BID, a OPAS/OMS e as agências de cooperação internacional nas reformas dos sistemas e políticas de saúde.
AULA 2: Epistemologia da Refundação dos Sistemas de Saúde no Século XXI
Coordenador do Curso: Gonzalo Basile (Argentina). Professor Convidado: Rafael Bautista Segales (Bolívia)
Conteúdos
Redefinindo os Sistemas de Saúde. Dimensões dos Sistemas de Saúde no Século XXI. Teorizando sobre a Refundação dos Sistemas de Saúde. Descolonização do Estado, descolonização das Teorias e Políticas dos Sistemas de Saúde. Sistemas Universais.
Objetivos
- Para compreender os fundamentos da descolonização do Estado
- Problematizar o propósito e as razões dos Sistemas de Saúde no século XXI
- Reflexões sobre os Sistemas Universais no Século XX e os Sistemas Universais e Interculturais de Saúde no Século XXI
- Estudar os fundamentos epistemológicos da refundação dos sistemas de saúde.
AULA 3: Novas Arquiteturas Organizacionais e Territoriais de Sistemas de Saúde: Do mito da APS à Atenção Primária à Saúde, de Redes Integradas ao Mapeamento Sistema-Rede
Coordenadores de Ensino: Oscar Feo (Venezuela) – Antonio Hernández (El Salvador) – Marco Valencia (Bolívia) – Juan Carlos Verdugo (Guatemala)
Conteúdos
Modelos Organizacionais de Cuidados Biomédicos Curativos – Produção de Cuidados de Saúde – Espiral do Cuidado – Atenção Primária à Saúde – Cuidado Integral – Redes de Saúde – Territórios e Sistemas-Rede
Objetivos
- Identificar os modelos organizacionais de assistência biomédica curativa.
- Para compreender os componentes das estratégias abrangentes de prevenção e promoção: Sujeito-Família-Comunidade-Território
- Analisar as diferenças entre Atenção Primária à Saúde e Atenção Integral à Saúde.
- Estudar a construção territorial de sistemas de rede.
- Estudar os métodos de financiamento de sistemas na América Latina e no Caribe.
| Em um único pagamento até 30/03 | Em um único pagamento após 30/03 | Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 185 USD | 240 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 185 USD | 240 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Sem link | 310 USD | 370 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
Para participar, é essencial que você se inscreva usando o formulário online.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em abril e terminarão em julho de 2024.
Todos os participantes inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Treinamento Virtual da CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre à sua disposição.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais, e dentro do primeiro mês de início do programa de Diploma Avançado, os alunos podem solicitar o desligamento da turma e retornar no ano seguinte. Em todos os casos, os motivos da solicitação devem ser apresentados por escrito. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
O pagamento pode ser feito em uma única parcela por cartão de crédito, depósito bancário ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]