Dia Mundial do Refugiado
Em 2001, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu o dia 20 de junho como “Dia Mundial do Refugiado"como uma expressão de solidariedade, conscientização e responsabilidade para com as pessoas deslocadas."
Refugiados são pessoas que fogem de conflitos e perseguições. Seu status e proteção são definidos pelo direito internacional, e eles não devem ser expulsos ou devolvidos a situações onde suas vidas e liberdades estejam em risco. Essa categoria também inclui pessoas deslocadas internamente (PDI), aquelas que fogem de suas casas por razões semelhantes às que motivam os refugiados a fugir, mas que não cruzam uma fronteira internacional.
Os refugiados na América Latina não são mais apenas uma resposta às ditaduras tradicionais ou às guerras abertas do passado, mas também a novas realidades interconectadas: violência generalizada, o impacto das mudanças climáticas e o necropoder (forças que tornam a vida tão precária que provocam deslocamentos em massa). Em resposta, os Estados da região devem defender o princípio da não repulsão e flexibilizar os mecanismos legais de regularização.
Desde a sua criação, o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais Aborda a questão dos refugiados sob uma perspectiva acadêmica, política e de direitos humanos, com foco na realidade da América Latina e do Caribe, e dedica uma de suas Plataformas de Diálogo Social a esse tema: Migração e mobilidade humana: direitos, deslocamento e políticas contestadas.
As atividades da CLACSO concentram-se na defesa de políticas públicas, pesquisa aplicada e proteção acadêmica. Elas incluem:
1. Financiamento para Pesquisa e Advocacia Pública: A CLACSO lança editais de pesquisa específicos para aprimorar as políticas públicas de asilo. O objetivo final dessa pesquisa não é apenas a análise teórica, mas também a elaboração de Documentos de Diretrizes de Ação (DAAs) que sirvam como subsídio direto para governos e organizações sociais aprimorarem seus protocolos de asilo.
A CLACSO também participa como nó coordenador em grandes consórcios de pesquisa financiados por fundos internacionais, como o projeto INCASI2 (Rede Internacional para Análise Comparativa das Desigualdades Sociais). Através dessas estruturas, promovem-se os seguintes objetivos:
Estágios de pesquisa e mobilidade acadêmica: Intercâmbios entre pesquisadores da América Latina e da Europa para comparar os marcos regulatórios do asilo e a dinâmica das desigualdades socioeconômicas que afetam as populações deslocadas.
Espaços de codesign metodológico: Oficinas e seminários para padronizar a coleta de dados sobre fluxos migratórios e refúgio em contextos fronteiriços complexos.
2. Grupo de Trabalho «Migração e fronteiras Sul-Sul"Este grupo de trabalho estuda os corredores migratórios, os refugiados na região e a situação específica de grupos vulneráveis (como crianças e jovens migrantes ou a comunidade LGBTQ+ em situação de refúgio). Este grupo desenvolve suas avaliações diretamente com organizações de base e grupos de refugiados na área."
3. Rede de Pós-Graduação e Formação: A plataforma virtual Sala de aula CLACSOOferece cursos, seminários e especializações focados em mobilidade humana, refugiados ambientais/climáticos e a criminalização de protestos que levam ao exílio. Isso ajuda a capacitar formuladores de políticas e ativistas com uma abordagem rigorosa em direitos humanos.
AÇÕES E PRODUÇÕES CLACSO
Diálogo magistral no #CLACSO2025: Deslocamentos humanos sob uma perspectiva latino-americana e caribenha
Palestrantes: Gioconda Herrera | Maurício Jaramillo | Rebeca Peralta Mariñelarena | Silvia Elena Giorguli Saucedo. Moderado por Handerson Joseph

Diploma Avançado em Cartografias Críticas e Territórios em Tensão
Coordenação acadêmica: Rolando Durán Cavieres (Coletivo Cartografias da Memória, Chile) e Jorge Leal (Departamento de Ciências Sociais do Centro Universitário Regional Litoral Norte da Universidade da República, Uruguai)
Data de início: 19/08/2026 – Inscreva-se já com desconto até 07 de julho.
Movimentos migratórios Sul-Sul: Fronteiras, trajetórias e desigualdades




Boletim nº 4: Fronteiras, espaços da globalização

Dia Internacional das Pessoass Migrantes 2025

Impactos graves no direito à saúde na República Dominicana

“Border Hopper” no CLACSO.CINE
O diretor Nico Casavecchia conta: “Em 1999, eu tinha 19 anos e saí de Buenos Aires para um estágio de três meses na Europa. Poucas semanas antes do meu retorno, a economia argentina entrou em colapso. De repente, não tinha para onde voltar. Decidi ficar e construir uma vida para mim em Barcelona, mas meu visto logo expirou e me tornei um 'imigrante ilegal'. Levei três anos e incontáveis horas preenchendo formulários, ficando em filas e aceitando rejeições com um sorriso para me tornar 'legal' na Europa.”

-Memória e solidariedade em CLACSO
Apresentação de reconhecimento aos países e povos que acolheram refugiados da Argentina, 50 anos após o golpe cívico-militar de 24 de março de 1976.