Vigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança

A pesquisa realizada no Grupo de Trabalho Vigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança Partem do contexto latino-americano atual, que exige uma reflexão sobre a relação entre democracia e violência. A região caracteriza-se hoje por economias de mercado desregulamentadas, desigualdades crescentes, empobrecimento e vulnerabilidade social, bem como pelo surgimento de mercados ilícitos que transformam a sociedade.
A violência como recurso estrutural.
O Grupo de Trabalho amplia a discussão sobre violência e democracia para o campo do vigilantismo, reunindo no centro da análise diversas formas de participação — que exibem graus variados de organização, intensidade e legitimidade — na coprodução da “segurança” e suas relações com atores estatais. Investigamos as ações de contenção, regulação e controle, bem como a violência coletiva punitiva (como linchamentos) realizadas por comunidades rurais, organizações urbanas de base, grupos de bairros de classe média e alta, grupos de autodefesa, guardas comunitários, grupos criminosos e redes informais de segurança de rua.
Entendemos que essas organizações podem desempenhar papéis ambivalentes, mantendo relações igualmente ambivalentes com o Estado: reproduzindo discursos punitivos e legitimando respostas violentas; ou articulando resistência, práticas de cuidado e demandas por justiça não punitiva. Essa tensão torna a sociedade civil um ator indispensável para a compreensão do vigilantismo e para a participação em debates sobre segurança e democracia. Por essa razão, nosso Grupo de Trabalho considera uma tarefa acadêmica e política fortalecer as colaborações com movimentos, coletivos e organizações territoriais que abordam questões de segurança sob a perspectiva dos direitos humanos.
coordenada
Fabio Magalhães Candotti
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
[email protected]
Loreto Francisca Quiroz Rojas
Instituto do Milênio para Pesquisa sobre Violência e Democracia
Chile
[email protected]
Antonio Fuentes Díaz
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
[email protected]
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