V Escola Internacional de Pós-Graduação: Além da Década Internacional dos Afrodescendentes

 V Escola Internacional de Pós-Graduação: Além da Década Internacional dos Afrodescendentes

Para além da Década Internacional dos Afrodescendentes. Desafios e perspectivas para a segunda década

Cidade do México, 18 a 21 de novembro de 2025



O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), o Grupo de Trabalho (GT) sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas e o Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade da Universidade Nacional Autônoma do México (PUIC-UNAM) convidam mestrandos e doutorandos, funcionários públicos, bem como líderes e ativistas de organizações do movimento afrodescendente na América Latina e no Caribe interessados ​​no tema, a submeterem suas candidaturas para participar da V Escola Internacional de Pós-Graduação “Além da Década Internacional dos Afrodescendentes: Desafios e Horizontes para a Segunda Década”, que será realizada de [data a ser inserida] a [data a ser inserida]. De 18 a 21 de novembro na Cidade do México.

Sede: Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade da Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México)

Até 50 bolsas de estudo serão concedidas a estudantes da América Latina e do Caribe.


INSTITUIÇÕES ORGANIZADORAS:

  • Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO)
  • Grupo de Trabalho (GT) da CLACSO: Afrodescendentes e propostas contra-hegemônicas.
  • Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade da Universidade Nacional Autônoma do México

INSTITUIÇÕES COLABORADORAS:

  • Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências e Humanidades (CEIICH-UNAM).
  • Centro Nacional de Direitos Humanos Rosario Ibarra de Piedra, México.
  • Cátedra Nelson Mandela de Estudos sobre Afrodescendentes, Cuba.
  • Associação de Pesquisadores Afro-Latino-Americanos e Caribenhos (AINALC).
  • Grupo de Trabalho CLACSO sobre Epistemologias do Sul, Argentina.
  • Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Saúde Internacional e Soberania em Saúde, Argentina.
  • Grupo de Pesquisa em Teoria Social, Estudos Decoloniais e Pensamento Crítico (G-TEP). Universidade de Mar del Plata, Argentina.
  • Departamento de Serviço Social, Universidade Católica de Temuco, Chile. Doutorado em Comunicação. Universidade de La Frontera-Universidade Australiana do Chile.
  • Associação Internacional para o Desenvolvimento Afro-Feminista (AIDAF), Colômbia.
  • Rede Internacional de Vozes Afrofeministas. 
  • Programa de Pós-Graduação em Estudos de Gênero, UNAM México
  • Comissão Nacional de Direitos Humanos, México (CNDH)
  • Mão amiga do Costa Chica AC
  • AFROPODEROSAS, México
  • Instituto de Liderança Simone de Beauvoir (ILSB)  

COMISSÃO ACADÊMICA

  • Rosa Campoalegre Septien (Cuba) – PUIC UNAM; GT Afrodescendências e propostas contra-hegemónicas (CLACSO); Cátedra Nelson Mandela (Cuba).
  • Pablo Vommaro – Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).
  • Carolina Sánchez García. Programa Universitário de Estudos da Diversidade Cultural e Interculturalidade da Universidade Nacional Autônoma do México (PUIC-UNAM).
  • Anny Ocoró-Loango – Associação de Pesquisadores Afro-Latino-Americanos e Caribenhos (AINALC); GT Afrodescendentes e propostas contra-hegemônicas (CLACSO); Universidade Nacional de Tres de Febrero (UNTREF) e CONICET (Argentina).
  • Karina Bidaseca – GT. Epistemologias do Sul e GT Afrodescendentes e propostas contra-hegemônicas (CLACSO). Universidade Nacional de San Martín (UNSAM, Argentina).
  • Pastor Elias Murillo. Fórum Permanente de Afrodescendentes. Nações Unidas, Colômbia.
  • Nilma Lino Gómes – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil) e GT Afrodescendencias y propuestas contrahegemónicas (CLACSO), Brasil.
  • Santiago Arboleda Quiñones – Universidad Andina Simón Bolívar (UASB, Equador) e GT Afrodescendencias y propuestas contrahegemónicas (CLACSO), Equador.
  • Felicitas López Sotolongo – GT Afrodescendencias y propuestas contrahegemónicas (CLACSO) e Centro de Investigaciones Psicológicas y Sociológicas (CIPS, Cuba).
  • Lina Rosa Berrio Palomo – Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social (CIESAS Pacífico Sul, México) e Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-hegemônicas (CLACSO), México
  • Carlos Álvarez – Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-hegemônicas (CLACSO). Argentina.
  • Odeth Santos – Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e GT Saúde Internacional e Soberania em Saúde (CLACSO) e GT Afrodescendentes e propostas contra-hegemônicas (CLACSO). México.
  • Elena Loirac. Movimento reconhecido. República Dominicana.
  • Elia Avendaño Villafuerte. Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade, Universidade Nacional Autônoma do México (PUIC-UNAM) e Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas (CLACSO). México
  • Roberto Carlos da Silva Borges (Brasil) – Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas; Associação de Pesquisadores Afro-Latino-Americanos e Caribenhos (AINALC). Brasil
  • Claudia Miranda – GT Afrodescendencias y propuestas contrahegemónicas e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO, Brasil).
  • Jesus Maria Serna. Afro-Indo-América. México
  • Celeste Sánchez surgiu. Afrodescendentes. México
  • Arbey Bustamante – Universidade San Buenaventura. Associação de Pesquisadores Afro-Latino-Americanos e Caribenhos (AINALC) Colômbia.
  • Lourdes Martínez Betervides. Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes e Propostas Contra-hegemônicas, Uruguai
  • Jorge García Rincón. Associação de Pesquisadores Afro-Latino-Americanos e Caribenhos (AINALC), Colômbia.
  • Helena Cosma da Graça Fonseca Veloso – Centro Interdisciplinar de Estudos e Investigação da Universidade Católica de Angola.
  • Cintia Santos Diallo, Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul – UEMS.
  • Nathalie Cook Reyes. Instituto de Pesquisa AfroLeaders sobre Tecnologia, Inteligência Artificial e Equidade Racial.

RESULTADOS

Agradecemos a todos os estudantes de mestrado e doutorado, funcionários de políticas públicas e representantes de organizações sociais pela resposta positiva a esta chamada.

Temos recebido 50 aplicações As candidaturas foram avaliadas por um júri internacional composto por membros da comissão organizadora, cuja equipe foi responsável por considerar a qualidade, a relevância e a coerência das mesmas, de acordo com os termos do edital.

Em conformidade com o exposto acima, os participantes selecionados para a Escola são:

Nombre y apellidoPaís de residência
Aleida Monserrat Alarcón DominguezMéxico
Alessandra Kelly Tavares De OliveiraBrasil
Amanda Dos Santos VieiraBrasil
Ana Kalliny De Sousa SeveroBrasil
Anderson Dos Santos Alves De AbreuBrasil
Camila Estévez CorporánRepública Dominicana
Carlos Alberto Verdún MaduroVenezuela
Cristian Camilo MosqueraEquador
Danilo Melo De Morais CarvalhoBrasil
Eduardo Rafael Ávila AraújoVenezuela
Fausto Alejandro Tingo ProanoMéxico
Fernanda Cardoso AlmeidaBrasil
Jackeline Maria Da SilvaBrasil
Jennifer CobosMéxico
Jhonny GutiérrezVenezuela
Jorge Iván Marín TapieiroColômbia
Katherine Kenisha Avila GrantHonduras
Keldy Odeth Bermudez PadillaHonduras
Laura Daniela Palácios BonillaColômbia
Laura Escobar ColmenaresMéxico
Leidy Vanessa Useche AcevedoMéxico
Lidiette Silvana Amarilis Martínez CayetanoGuatemala
Lina María Velásquez RodríguezMéxico
Lizbeth Herrera BautistaMéxico
Luciana Oliver BarragánMéxico
Marcela AlarconArgentina
Maria Hilda LagunasChile
Mariana RibeiroBrasil
Marta Mariano AlvesBrasil
Maria José Bravo PérezMéxico
Neilis Ransay Puñales RodríguezMéxico
Neyda Aracelly Neri PatMéxico
Ofmara RiveraPanamá
Oscar RorraUruguai
Patrícia SilvaMéxico
Paula Haydée Guillarón CarrilloCuba
Rosario Zonaly Hernandez RiveraEstados Unidos
Sergio Aramis Figueroa PierceMéxico
Simone Dos Santos PereiraBrasil
Susana Alejandra Sotomayor SandovalMéxico
Thaynara Floriano Batista Da SilvaBrasil
Tobyanne LedesmaMéxico
Victor Aaron Liendo MolinaVenezuela
William López FernándezMéxico
Wilson Jair Ordoñez LassoEquador
Yona Dos SantosBrasil

Esta decisão é final e irrevogável.


A V Escola Internacional de Pós-Graduação da CLACSO “Para Além da Década Internacional dos Afrodescendentes”, doravante “a Escola”, dá continuidade ao percurso da luta antirracista, fundamentada no paradigma da Reparação Histórica, concebida em seu caráter integral, simbólico e material, interseccional e emancipatório.

A Escola surge num contexto marcado pela reconfiguração do racismo sistémico e estrutural, no início da Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes (2024-2034). Este novo ciclo inicia-se com os principais objetivos da Primeira Década ainda pendentes, o que nos obriga a reconhecer que, desde a sua formulação, passando pelos ciclos de políticas públicas, até à sua avaliação, os afrodescendentes são sujeitos coletivos de direitos e não meros indivíduos isolados..

Apesar de alguns progressos em iniciativas internacionais e do ímpeto do movimento afrodescendente, os pilares do Reconhecimento, da Justiça e do Desenvolvimento permanecem objetivos centrais e, simultaneamente, fontes de tensão. Um ponto crucial de controvérsia no debate atual gira em torno da "Declaração Internacional para a Promoção, Garantia e Pleno Respeito dos Direitos dos Afrodescendentes". Esta declaração se refere à tensão entre os direitos individuais e os direitos coletivos de um povo, e à erosão destes últimos como parte da policrise global.

Diante desse panorama, novos cenários emergem, exigindo uma desconstrução da agenda antirracista e uma preparação rigorosa para sustentá-la. A advertência de Frantz Fanon permanece relevante — sua relevância reforçada por ocasião do centenário de seu nascimento — quando, ao final de sua obra clássica e impactante "Pele Negra, Máscaras Brancas", ele apontou um caminho para os estudos afrodescendentes: "Ao final desta obra, gostaria que vocês sentissem, como nós, a dimensão aberta de toda consciência. Meu último apelo: Ó, meu corpo, fazei-me sempre um homem que questiona!" (2009, p. 190).

Nesse contexto, a Escola concentra sua atenção em três linhas estruturantes:

  1. Formação de pós-graduação antirracista, a partir da articulação das academias e do movimento afrodescendente, com o protagonismo de suas vozes.
  2. A agenda do conhecimento situado, ancorada na Amefricanidade (Gonzáles, 1998) e nas contribuições de intelectuais do campo afro-diaspórico.
  3. Influência nas políticas públicas, com base na terceira geração de direitos dos povos afrodescendentes.

Questionar as realidades para transformá-las, a partir de uma perspectiva antirracista e do ponto de vista dos povos afrodescendentes, é a marca registrada da nossa Escola. Nesse contexto, o Grupo de Trabalho (GT) “Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas” está organizando a 5ª Escola Internacional de Pós-Graduação da CLACSO, que acontecerá na sede do Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade da Universidade Nacional Autônoma do México (PUIC-UNAM).

  • Consolidar um espaço para formação de pós-graduação e ação antirracista com impacto nas políticas públicas para a promoção, garantia e pleno respeito dos direitos dos povos afrodescendentes a partir do paradigma emergente da Reparação Histórica.
  • Tornar visível o pensamento e a ação política de referências, acadêmicos e líderes ativistas do movimento afrodescendente.
  • Contribuir para a construção e consolidação da agenda antirracista, como premissa para a realização bem-sucedida da Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes.
  • Promover o fortalecimento das redes afro-diaspóricas focadas no combate ao racismo sistêmico e estrutural e no desenvolvimento de propostas emancipatórias.

Trata-se de um programa intensivo de formação de pós-graduação que integra perspectivas afrocentradas, afrofeministas e decoloniais críticas. Realizado desde 2017, encontra-se atualmente em sua quinta edição. É voltado para ativistas e líderes de organizações do movimento afrodescendente, estudantes de mestrado e doutorado, e profissionais responsáveis ​​pela formulação, gestão e avaliação de políticas públicas. O diferencial do programa reside na sua colaboração entre a academia e o movimento afrodescendente na América Latina e no Caribe.

O tema central da Escola é Os desafios da Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes e pela Declaração Internacional dos Direitos Humanos Esses são desafios cruciais do Sul Global.

As principais áreas temáticas da Escola são as seguintes:

  • Uma nova geração de direitos para os afrodescendentes com base em reparações históricas. Abordagens e cenários políticos de luta na Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes.
  • Feminismos negros decoloniais e o movimento de mulheres afrodescendentes nas Américas e na África. A des/construção da agenda antirracista a partir de uma perspectiva afrofeminista.
  • O Haiti no centro das reparações históricas. Experiências e estratégias de luta.
  • Inteligência artificial, racismo algorítmico e seus desafios para a promoção, garantia e pleno usufruto dos direitos dos afrodescendentes.
  • Migrações racializadas e os desafios para as políticas públicas na região.

O programa será oferecido presencialmente, com um total de 21 horas acadêmicas, distribuídas entre palestras, seminários temáticos e oficinas de discussão em grupo. Trata-se de um programa de pós-graduação que combina excelência acadêmica, produção de conhecimento contextualizado e desenvolvimento de uma agenda para a defesa de causas políticas e sociais. Será dada especial atenção ao engajamento com o movimento afro-mexicano por meio de análises interseccionais e comparativas.

O concurso destina-se a:

  • Jovens estudantes de pós-graduação, pesquisadores e educadores afrodescendentes que abordaram o tema.
  • Ativistas e líderes de organizações afrodescendentes, com ênfase em mulheres.
  • Estudantes de mestrado ou doutorado com projetos de tese relacionados ao tema da Escola.
  • Representantes de políticas públicas, ONGs e agências de cooperação envolvidas e interessadas no tema.

A seleção inclui ambos os participação na Escola como sua acreditaçãoAs instituições que organizam a escola Eles não cobrirão despesas com transporte aéreo ou terrestre, nem com hospedagem..

Um júri internacional, composto por membros da comissão acadêmica e outros avaliadores designados, será responsável pela seleção dos participantes. A avaliação levará em consideração critérios acadêmicos, gênero, ascendência afrodescendente, afiliação geográfica e institucional e ativismo social, a fim de garantir a participação de estudantes de diversos países e instituições. A decisão do júri será final e irrecorrível.

Um total de 50 participantes.

O resultado será anunciado nos sites da CLACSO.

 Os interessados ​​devem se cadastrar no site da CLACSO. Para isso, precisam preencher o formulário. seguintes requisitos:

  • Formulário online com dados pessoais
  • Resumo do seu projeto de pesquisa (estudantes de pós-graduação) / projeto de plano de intervenção territorial (representantes de organizações da sociedade civil e funcionários de políticas públicas). O trabalho deve estar alinhado a um dos temas estabelecidos pela escola, mencionados acima. O documento deve ter no máximo 5 páginas. 
  • Currículo ou resumo profissional
  • Carta de intenções
  • Carta de recomendação (requisito obrigatório para representantes de organizações da sociedade civil e autoridades de políticas públicas)

As inscrições estarão abertas até 15 de outubro de 2025. 

Publicação dos resultados: 20 outubro 2025

Serão entregues certificados de participação a todos os alunos que comparecerem a todas as atividades propostas pela Escola.



Consultas: [email protected]