Terceiro Plano Nacional de Cuidados no Uruguai

 Terceiro Plano Nacional de Cuidados no Uruguai

Com a presença do Presidente da República Oriental do Uruguai, Yamandu OrsiEm 20 de abril, o governo apresentou o Terceiro Plano Nacional de Cuidados 2026-2030 Com o objetivo de promover uma mudança cultural para deixar de conceber o cuidado como um fardo privado e passar a considerá-lo um direito social, focando na profissionalização do trabalho no setor, na geração de conhecimento e na promoção de uma mudança cultural rumo a uma sociedade mais corresponsável.

O Diretor do Secretariado Nacional de Cuidados Susana Muñiz Ele especificou que o plano é para um “financiamento universal e baseado na solidariedade”, com ações coordenadas de diversas agências públicas, como INAU, ANEP, BPS e INEFOP, entre outras, e a participação de vários ministérios, como Desenvolvimento Social, Saúde Pública, Educação e Trabalho.

Valentina PerrottaO Diretor de Cuidados foi um dos palestrantes em um evento que contou com a participação de representantes do Comitê Consultivo de Cuidados. Karina Batthyany (ex-diretor executivo da CLACSO) e Clara Fassler.

Valentina Perrotta, também co-coordenadora do Grupo de Trabalho “Cuidado e Gênero” da CLACSO, destacou os quatro objetivos específicos do Plano de Cuidado: “Promover o direito universal ao cuidado; Promover trabalho e formação de qualidade para cuidadores; Gerar e disponibilizar informações e conhecimentos de qualidade; e Promover a mudança cultural.”

Ela explicou, dizendo que “o foco inicial é adaptar os serviços existentes às necessidades das famílias e dos indivíduos. Isso envolve a ampliação do horário de atendimento, especialmente para a primeira infância e a infância; o governo se comprometeu a dobrar a cobertura para crianças que atualmente frequentam escolas em turnos duplos, o que significa mais horas de atendimento. Mas também envolve a criação de novos mecanismos de atendimento, como os Centros de Atendimento Comunitário, que serão estabelecidos em instalações comunitárias já existentes, como centros de convivência, residências para idosos e centros do Ministério do Desenvolvimento Social, onde podemos introduzir novas funções na comunidade, como gestores comunitários e cuidadores comunitários.” Essas pessoas serão responsáveis ​​por cuidar delas de outras na região, de acordo com suas necessidades (uma hora por dia, algumas horas, etc.), com visitas diárias variadas. O objetivo é que elas possam continuar morando em suas próprias casas, evitando a institucionalização e tendo suas necessidades diárias atendidas.

No próximo podcast, Valentina Perrotta O documento explica a importância e o alcance do novo plano.


O roteiro fortalece as políticas de assistência pública, promove melhores condições para quem trabalha no setor e amplia o acesso a serviços de qualidade para todas as pessoas ao longo do ciclo de vida.

De acordo com o documento oficial, o novo plano estabelece os seguintes objetivos:

-Promover o direito ao cuidado, com serviços, subsídios e programas de assistência ao longo da vida e regulamentação da qualidade.

- Promover trabalho e formação de qualidade, garantindo condições de trabalho dignas no setor de cuidados.

-Gerar e disponibilizar informações e conhecimentos de qualidade e em tempo oportuno para a tomada de decisões e reflexão sobre políticas de saúde pública.

- Promover a mudança cultural para transformar a atual organização social do cuidado.

Durante o período de cinco anos, as ações delineadas buscarão reduzir as lacunas no acesso e na qualidade do atendimento e do apoio necessários para as pessoas que precisam de cuidados, dignificar o trabalho de cuidado e fortalecer a corresponsabilidade entre o Estado, as famílias, a comunidade e o mercado.

“O cuidado com outras pessoas deixará de ser visto como um fardo privado e passará a ser considerado um direito social e um pilar do bem-estar social uruguaio. Dessa forma, o país continuará avançando rumo a uma sociedade mais justa e solidária, com igualdade de oportunidades para todos”, resume o novo plano.


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Fotos: Camilo Dos Santos, Pablo La Rosa e a Presidência da República Oriental do Uruguai