Tendências recentes em políticas de ciência aberta e acesso aberto à ciência na Ibero-América

 Tendências recentes em políticas de ciência aberta e acesso aberto à ciência na Ibero-América

Na terça-feira, 16 de dezembro, foi apresentada a publicação “Tendências Recentes em Políticas Científicas de Ciência Aberta e Acesso Aberto na Ibero-América”, produzida pela CLACSO e pela Fundação Carolina, que reconstrói e analisa o estado das políticas de pesquisa e científicas em acesso aberto, dados de pesquisa abertos e ciência aberta na Ibero-América e investiga seu impacto na avaliação das trajetórias de pesquisa, publicações científicas e indicadores de impacto da pesquisa.

O relatório elaborado por Dominique Babini e Laura Rovelli, do Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica (FOLEC) da CLACSO, com assistência técnica no levantamento de campo prestada por Paola Oliveira e revisão geral por Pablo Vommaro, convida-nos a atualizar os debates em curso e a reafirmar as contribuições e posições da Ibero-América sobre o tema, tendo em conta o cenário privilegiado da elaboração da recomendação global da UNESCO sobre ciência aberta.



Observações iniciais:
Lidia Brito, Diretora do Escritório Regional da UNESCO para a Ciência na América Latina e no Caribe
Karina Batthyány, Secretária Executiva da CLACSO
José Antonio Sanahuja, Diretor da Fundação Carolina
Moderado por: Pablo Vommaro, Diretor de Pesquisa da CLACSO


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A pesquisa apresenta informações atualizadas de nove países da região ibero-americana: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México e Peru.

Alguns dos principais resultados do estudo revelam que, tanto internacional quanto regionalmente, o acesso aberto é um movimento de longa data, impulsionado desde meados da década de 1990; enquanto a ciência aberta, como força motriz, ganhou destaque desde o início do novo século e está ficando para trás em relação a alternativas que aprimoram os processos de pesquisa individuais e colaborativos, sua comunicação e reprodutibilidade, a fim de acelerar a produção e o uso de novos conhecimentos na sociedade.

Em pronunciamentos sobre este tema provenientes da América Latina e do Caribe, destaca-se a abordagem do conhecimento como bem público e do acesso aberto gerido pela comunidade acadêmica como bem comum, sem fins lucrativos. A isso se somam propostas de revisão das políticas de avaliação baseadas em incentivos à publicação com fatores de impacto, na medida em que afetam a autonomia local das agendas de pesquisa, ao mesmo tempo que desencorajam boas práticas de acesso aberto e processos de pesquisa que interajam com a sociedade.

Uma das tendências predominantes atuais, impulsionada por organizações internacionais e regionais, é a expansão da ciência aberta por meio da ampliação de plataformas onde pesquisadores compartilham dados, publicações, experimentos e equipamentos.


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