“Sou um defensor incondicional da autodeterminação dos povos.”
Entrevistado por Gustavo Lema
Boaventura de Sousa Santos, Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais do Colégio de San Jerónimo, Coimbra, Portugal, participou do InfoCLACSo de 23 de março de 2022, no qual apresentou diversas definições sobre a guerra Rússia-Ucrânia, o papel da OTAN, da Europa e da China no conflito, bem como sobre eventos atuais na América Latina e no Caribe: Gabriel Boric no Chile; Guillermo Petro e Francia Márquez na Colômbia; eleições no Brasil; Argentina e o FMI.
Em relação ao conflito na Europa Oriental, ele opinou: “Criou-se a ideia de que compreensão é sinônimo de perdão, que tentar comparar é relativizar, que se eu condenar uma pessoa, tenho que absolver outra. Não posso condenar ambas?” Ele então afirmou que “há uma invasão de um país e eu sou contra; sou um defensor incondicional da autodeterminação dos povos. É por isso que não quero que os Estados Unidos invadam Cuba, Venezuela, Síria ou Iraque… A OTAN é um instrumento dos Estados Unidos e eles querem manter uma política de expansão para o leste.”
Em relação à situação em nossa região, ele afirmou que “no Chile temos a nova geração de políticos, pessoas que vêm das revoltas sociais, dos movimentos sociais, e com mentes completamente abertas” e que “Boric conseguiu realizar a política simbólica mais poderosa do continente”.
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