"A Amazônia só pode ser protegida a partir de uma perspectiva global e holística."

 "A Amazônia só pode ser protegida a partir de uma perspectiva global e holística."

No âmbito do fórum internacional "As Novas Dinâmicas das Relações Sul-Sul e os Desafios da Integração Latino-Americana", realizado de 22 a 25 de abril no Rio de Janeiro, Brasil, Mônica Bruckmann, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Grupo de Trabalho do CLACSO “Geopolítica, integração regional e sistema mundial”, conversou com CLACSO.tv.

Bruckmann referiu-se ao compromisso do Brasil em desenvolver uma agenda ambiental séria, mais especificamente em relação à região amazônica, onde "desde a década de 90 temos visto enormes perdas em termos de área florestal amazônica. A cada cinco anos, perdemos aproximadamente 4 milhões de hectares desde o final da década de 90 até o presente", uma situação que se agravou durante o governo de Jair Bolsonaro, "porque essa perda está relacionada à atividade econômica, principalmente ao agronegócio e à pecuária".

Além disso, ele destacou que “para considerar a proteção da Amazônia, como o sistema ecológico continental que ela é, é necessário um nível de coordenação entre os países amazônicos. Por exemplo, contaminar os afluentes do rio Amazonas no Peru com cianeto e outros ácidos por meio da mineração de ouro significa contaminar toda a região, toda a bacia amazônica. Portanto, acredito que este é um problema que só pode ser abordado a partir de uma perspectiva global e holística.”

Entrevista concedida a Gustavo Lema.


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