"Sem orçamento, não há futuro."

 "Sem orçamento, não há futuro."

A Quarta Marcha Universitária Federal da Argentina tomou as ruas de diversas cidades do país, com foco na capital Buenos Aires, na terça-feira, 12 de maio, unidas sob o lema «Sem orçamento, não há futuro.".

Essa mobilização é uma continuação de um conflito que se intensificou devido à falta de implementação da Lei de Financiamento Universitário, aprovada pelo Congresso no final de 2025, que o governo libertário de Javier Milei se recusa a aplicar.  

A questão central é a exigência de que o Governo Nacional cumpra a Lei de Financiamento Universitário, que atualmente é objeto de disputa judicial após ter sido ratificada pelo Congresso, apesar do veto presidencial. Os principais pontos são:

-Reestruturação salarial: Denunciam que os salários de professores e funcionários não docentes perderam aproximadamente 34% do seu poder de compra desde o final de 2023.

-Orçamento operacional: Exigem a atualização das rubricas orçamentais para o funcionamento das faculdades e a manutenção dos hospitais universitários.

-Bolsas de estudo e ciência: Há incerteza quanto à continuidade dos programas de bolsas de estudo para estudantes e ao financiamento de projetos de pesquisa científica.

A marcha contou com amplo apoio de diversos setores da comunidade acadêmica e científica, como o Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), que reúne os reitores das universidades nacionais, e a Confederação das Universidades Argentinas (FUA), que representa os centros estudantis em todo o país. A participação do Centros CLACSO da Argentina e os endossos e o apoio recebidos de instituições e redes em outros países.

Além disso, aderiram: a Frente Sindical Universitária, os sindicatos CGT e CTA, movimentos sociais e diversos setores políticos.

No dia anterior, como prelúdio, foram realizadas aulas públicas em diversas faculdades para destacar a deterioração dos salários e do funcionamento das instituições de ensino, causada pela falta de financiamento em conformidade com a lei.

A CLACSO reafirma seu compromisso com a educação pública e se opõe às tentativas de cortar o financiamento da pesquisa científica.


O documento lido em todas as manifestações pelo país conclui da seguinte forma: "Não podemos permitir que os pilares de nossas universidades — docentes, funcionários, pesquisadores e estudantes — sejam expulsos do sistema. Se não defendermos nossas universidades hoje, um futuro próspero para o nosso país continuará sendo apenas um sonho. É aqui e agora! As universidades públicas devem ser defendidas! Por mais e melhor educação pública e ciência!"

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