Sensibilidades, subjetividades e pobreza

 Sensibilidades, subjetividades e pobreza

Embora a questão da pobreza não seja nova nem recente na América Latina, ela começou a ser intimamente ligada às políticas sociais nas décadas de 80 e, especialmente, de 90. Da mesma forma, desde o início do século XXI, os processos de estruturação social têm sido caracterizados por mudanças em seu conteúdo, limites e

O alcance das políticas sociais como construtoras de sensibilidades específicas, que entrelaçam as tensões entre pobreza, intervenção estatal e gestão de conflitos sociais. Embora a questão da pobreza não seja nova nem recente na América Latina, ela começou a ser intimamente ligada às políticas sociais nas décadas de 80 e, especialmente, de 90. Da mesma forma, desde o início do século XXI, os processos de estruturação social têm sido caracterizados por mutações no conteúdo, nos limites e no alcance das políticas sociais como construtoras de sensibilidades específicas, que entrelaçam as tensões entre pobreza, intervenção estatal e gestão de conflitos sociais. Essas políticas têm tido um papel importante na gestão das sensibilidades daqueles a quem se pode apenas "assistir", como práticas estatais que... desempenho O âmbito social tem a capacidade de construir a sociabilidade. A normalização do social é tanto consequência quanto geradora de mecanismos de tolerabilidade social e dispositivos para regular as sensações, que são produtos de processos de estruturação social que constroem novas realidades, transmitindo certas "imagens do mundo" que implicam a maneira como os agentes pressupõem seu modo de existência, tempo, espaço e relações com a realidade.

Observar a pobreza significa examinar as políticas sociais como construtoras de sensibilidades específicas que entrelaçam a intervenção estatal e a gestão do conflito social; visto que essas políticas "fazem a sociedade" na medida em que se posicionam como intervenções estatais direcionadas à produção e reprodução das condições de vida de diferentes setores da sociedade. Sua análise permite acessar as formas pelas quais se resolvem a transformação das condições de produção e as possibilidades de reprodução das populações — ou seja, as relações entre acumulação de capital e consumo.

Em direta conexão com o estado atual tanto dos vetores de estruturação social quanto dos nós da política das sensibilidades, surge um conjunto de desafios para a compreensão e explicação da sociedade, para a justificação desse conhecimento e para a intervenção na esfera social, que tanto consolidam quanto questionam as conjecturas apresentadas. Essas dimensões produzem modificações nas geometrias dos corpos e nas gramáticas das ações que constituem a política dos corpos e a política das emoções, e que se apresentam como os nós centrais da política das sensibilidades em transformação.

coordenada

Angélica De Sena
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina

Edwin Catacora
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional do Altiplano
Peru

Jeanie Maritza Herrera Nájera
Instituto de Pesquisa Política e Social
Faculdade de Ciências Políticas
Universidade de São Carlos da Guatemala

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Foto tirada por Joel Gómez como parte de uma investigação da Universidade Nacional de La Matanza, Província de Buenos Aires, Argentina (novembro de 2019)


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