Raça, gênero e direitos na perspectiva da colonialidade
Seminário 1903
Cadeira: CLASSO
Coordenação: Rita Segato (UnB, Brasil)
Home: 30 / 04 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 20/04/2019
Carga horária: (12 semanas) 48 horas de trabalho com um professor e 120 horas de dedicação total.
Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:
- Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Se você NÃO Possui ligação com um Centro Associado da CLACSO:
- Pagamento único ANTES de 31/03/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
- Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Apresentação do curso:
Este curso aborda as interseções de raça e gênero em todo o continente. Desenvolve uma crítica aos discursos multiculturais e essencialistas sobre raça e gênero, resgatando a historicidade de ambas as hierarquias. Examina o impacto da modernidade colonial nas estruturas de gênero das comunidades pré-coloniais/de intrusão estatal. Elabora uma crítica à influência negativa das políticas de identidade global sobre raça e gênero, relocalizando ambas dentro de matrizes nacionais e regionais de alteridade histórica.
Conteúdo:
- A questão da nação como tema fundamental: Formações nacionais de alteridade e crítica ao multiculturalismo global.
- A perspectiva teórica e política da crítica à colonialidade.
- Uma diferença fundamental em relação à teoria pós-colonial.
- Dilemas que surgem quando o Estado procura abraçar ou legislar sobre a diferença.
- Da Justiça Comunitária à Lei de Demarcação: o difícil caminho da experiência boliviana
- Os desafios de se tentar um constitucionalismo pluralista, com exemplos da Bolívia e do Equador.
- A solução através do relativismo radical, defendida por Esther Sánchez Botero com base em sua experiência colombiana.
- A solução através do pluralismo histórico e o retorno da jurisdição deliberativa comunitária a partir de um debate brasileiro sobre um caso limítrofe
- Raça e racismo numa perspectiva latino-americana
- Quando a universidade quer abraçar a diferença: uma reflexão baseada na luta por “cotas” para estudantes negros no Brasil.
- Interseccionalidade a partir de dois casos brasileiros: onde estão as mulheres negras?
- Historicizando o gênero: a inflexão colonial captura o patriarcado de baixo impacto e o transforma no patriarcado letal do colonialismo/modernidade.
- Gênero como invenção colonial
- Inconsistências na análise de Oyeronke Oyewumi: o gênero não existia ou era diferente?
- Os caminhos do capital na fase apocalíptica do colonialismo/modernidade: o pacto Estado-Capital como pacto de um Estado criminoso.
- Segato, Rita Laura: “Introdução” e “Identidades Políticas/Alteridades Históricas: Uma Crítica às Certezas do Pluralismo Global” em A Nação e seus Outros. Raça, Etnicidade e Diversidade Religiosa em Tempos de Políticas de Identidade (Buenos Aires: Prometeo, 2007)
- Rufer, Mario: “Temporalidade como política: nação, formas do passado e perspectivas pós-coloniais”, Mem.soc / Bogotá (Colômbia), 14 (28): 11-31 / Janeiro-Junho 2010
- Segato, Rita Laura: "Aníbal Quijano e a perspectiva da colonialidade do poder" em Segato, Rita. A crítica da colonialidade em oito ensaios e uma antropologia sob demanda. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Quijano, Aníbal: “'Raça', 'etnia' e 'nação' em Mariategui: questões abertas”; “E a raça!”; e “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”, em Palermo, Zulma e Pablo Quintero (eds.): Aníbal Quijano. Textos fundadores. Buenos Aires: Edições del Signo, Coleção El desprendimiento, 2014.
- Xavier Albó: “Principais características do Direito Consuetudinário”, resumo de alguns elementos do documento mais amplo “Comentário sobre os estudos de caso do Projeto Justiça Comunitária 1” (mimeografado)
- _: “Justiça Indígena na Bolívia Plurinacional”. Em Boaventura de Souza Santos e José Luis Exeni Rodríguez (eds), Justiça Indígena, Plurinacionalidade e Interculturalidade na Bolívia. La Paz: Fundação Rosa Luxemburgo e Abya-Yala eds., 2012, pp.
- Yrigoyen Fajardo, Raquel Z.: “O horizonte do constitucionalismo pluralista: do multiculturalismo à descolonização”. Apresentado no VII Congresso da RELAJU, Lima, Peru, 2010.
- Sánchez Botero, Esther: “Direito em excesso e antropologia insuficiente: o impacto negativo do direito globalizado nas sociedades étnicas” (texto final a ser publicado)
- Segato, Rita Laura: “Que cada povo teça os fios da sua história: O pluralismo Jurídico em diálogo didático com legisladores”. Sua versão mais recente e revisada na Rev. Direito.UnB, Vol. 1, nº 1, janeiro a junho de 2014. Versão em espanhol: “Que cada pueblo teja los hilos de su historia: la colonialidad legislativa de los salvadores de la infancia indígena”, em Segato, Rita: La Crítica de la Colonialidad en ocho ensayos y una Antropología por demanda. Buenos Aires: Prometeu, 2015
- Segato, Rita Laura: “A Monocromaticidade do Mito, ou Onde Encontrar a África na Nação”, em A Nação e Seus Outros: Raça, Etnicidade e Diversidade Religiosa em Tempos de Políticas de Identidade. Buenos Aires: Prometeo, 2007.
- Segato, Rita Laura: "A Cor da Prisão na América Latina: Notas sobre a Colonialidade da Justiça em um Continente em Desconstrução", Nueva Sociedad nº 208, março-abril de 2007. Também em Segato, Rita: A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios e uma Antropologia a Pedido. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Segato, Rita Laura: “Os canais profundos da raça latino-americana – uma releitura da mestiçagem.” Buenos Aires: Revista Crítica y Emancipación, Ano II, Nº 3, 2010. Também em Segato, Rita: A crítica da colonialidade em oito ensaios e uma antropologia sob demanda. Buenos Aires: Prometeu, 2015
- Segato, Rita Laura: "Cotas: por que reagimos?" Revista USP, São Paulo, no. 68, pág. 76-87, dez. janeiro fevereiro. 2005/2006
- Segato, Rita Laura: “A raça é um sinal”, em A Nação e seus Outros. Raça, etnia e diversidade religiosa em tempos de política identitária. Buenos Aires: Prometeo, 2007.
- Segato, Rita Laura: “Introdução: Colonialidade do Poder e uma Antropologia a Pedido”, em Segato, Rita. A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios e uma Antropologia a Pedido. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Segato, Rita Laura: "Lacunas Decoloniais para uma Universidade Latino-Americana." Havana, Cuba: Revista Casa de las Américas nº 266, 2012. Também em Segato, Rita: A crítica da colonialidade em oito ensaios e uma antropologia sob demanda. Buenos Aires: Prometeo, 2015
- Segato, Rita Laura: L'Oedipe Noir. Das mães e dos nutrientes. Paris: Payot et Rivages, Petite Collection Payot, 2014. Versão em espanhol “El Oedipe brasilero: colonialidad y forclusión de género y raza” em Segato, Rita La Crítica de la Colonialidad en ocho ensayos y una Antropología por demanda. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Segato, Rita Laura: MULHERES NEGRAS = ASSUNTO DE DIREITOS e as Convenções para a Eliminação da Discriminação, Brasília-DF: AGENDE-UNIFEM-DFID, 2006.
- Lugones, María: “Heterossexualismo e o sistema colonial/moderno de gênero”, Hypatia vol. 22, não. 1 (inverno de 2007)
- Segato, Rita Laura: "Gênero, Política e Hibridismo na Transnacionalização da Cultura Iorubá", em As Estruturas Elementares da Violência. Buenos Aires: Prometeo, 2013 (1ª edição de 2003). Segato, Rita Laura: "Gênero e Colonialidade: Do Patriarcado Comunitário de Baixa Intensidade ao Patriarcado Colonial-Moderno de Alta Intensidade", em Segato, Rita: A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios e uma Antropologia Sob Demanda. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Segato, Rita Laura: “Sexo e norma: frente estatal, patriarcado, desapropriação, colonização”, Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, 22(2): 304, maio-agosto de 2014, e em Segato, Rita: A Crítica da Colonialidade em oito ensaios e uma Antropologia sob demanda. Buenos Aires: Prometeo, 2015.
- Segato, Rita Laura: “Introdução”, em Segato, Rita: A Guerra Contra as Mulheres. Madrid: Traficantes de Sueños, 2016. Segato, Rita Laura: “Escrevendo sobre os corpos de mulheres assassinadas em Ciudad Juárez”. Cidade do México: Ediciones de la Universidad de Claustro de Sor Juana, 2006. Também em Segato, Rita: The War Against Women. Madri: Traficantes de Sueños, 2016
- Segato, Rita Laura: "As novas formas de guerra e os corpos das mulheres", REv. Sociedade e Estado, Volume 29 Número 2, Maio/Agosto 2014. Também em Segato, Rita: A Guerra Contra as Mulheres. Madri: Traficantes de Sueños, 2016
- Segato, Rita Laura: “Patriarcado das margens ao centro: Disciplina, territorialidade e crueldade na fase apocalíptica do capital”, Segato, Rita: A Guerra Contra as Mulheres. Madrid: Traficantes de Sueños, 2016.
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
|
|
Desconto para pagamento único até 16/03 |
Em um único pagamento após 16/03 |
|
CM Plenos |
75 USD |
150 USD |
|
CM Associates |
95 USD |
190 USD |
|
Sem link |
95 USD |
190 USD |