Lutas das mulheres no Sul Global: América Latina, África e Oriente Médio

 Lutas das mulheres no Sul Global: América Latina, África e Oriente Médio

Seminário 1904

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Karina Bidaseca (UNSAM, Argentina)
Home: 02 / 05 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 22/04/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
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  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

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  • Pagamento único ANTES de 16/02/2020: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:
Este seminário aborda as genealogias das lutas das mulheres contra as experiências contemporâneas da colonialidade como um fenômeno cultural disruptivo dentro da pluriversalidade encontrada nos chamados Outros Suls: Outras Áfricas, Outros Orientes, Outras Ásias, Outras Oceanias, Outras Europas. As lutas de mulheres indígenas e camponesas contra o agronegócio; mulheres refugiadas saarauís; a atuação de mulheres muçulmanas; mulheres afrodescendentes e africanas, palestinas e asiáticas constituem um exemplo concreto dos impactos do poder sobre a vida de comunidades no Sul Global afetadas por guerras e seu silenciamento. Transpondo fronteiras disciplinares, o curso se concentrará nas contribuições contemporâneas de escritoras feministas negras caribenhas. nos estudos da interseccionalidade do afrofeminismo, do feminismo decolonial e pós-colonial, na estética de diferentes artistas, bem como nas etnografias realizadas no Oriente que informam sobre os planos do real e do simbólico, as vidas etéreas nas fronteiras entre o Ocidente e seus outros, a racialização dos corpos escrita sob o roteiro dos fundamentalismos culturais.

Conteúdo:

  • Franco: Uma crítica à razão imperial. Enxergando o Sul com outros olhos.
  • Feminismos decoloniais e pós-coloniais - Razão imperial - Colonialidade de gênero - Lutas das mulheres - Estética decolonial
  • Memórias divergentes, narrativas discrepantes e histórias contrastantes: as lutas das mulheres e as epistemologias do Sul.
  • Lutas de mulheres; Moçambique; Timor-Leste; pode; estrias; Sul
  • Uma Busca Colonial e Nacional na África: Entre Feminismos e Pós-Colonialismos
  • Os processos de colonialismo e descolonização em contextos africanos: impactos nas dinâmicas de gênero.
  • Críticas ao feminismo como imperialismo
  • Utilização das categorias de “gênero” e “raça” como ferramentas de desconstrução dos processos racistas e sexistas que estruturam o patriarcado colonial.
  • Cabo Verde: colonialidade, crioulidade e género
  • Feminismos decoloniais. Mulheres saarauís.

  • Lorde, Audre (1988) “A casa do senhor não cai com as ferramentas do senhor.” Em CHERRÍE MORAGA, Ch. e CASTILLO A. (orgs.) Esta ponte é as minhas costas. Vozes de mulheres do Terceiro Mundo nos Estados Unidos, São Francisco: Ism press, 1988.
  • Crenshaw, Kimberlé Williams (1995) “Mapeando as margens: interseccionalidade, política de identidade e violência contra mulheres de cor”.
  • Bidaseca, Karina. (2012) “Vozes e lutas contemporâneas do feminismo negro. Políticas corporais da violência sexual racializada.” Publicado originalmente em Afrodescendencia. Abordagens contemporâneas da América Latina e do Caribe. Coletânea de ensaios do Centro de Informação das Nações Unidas para o México, Cuba e República Dominicana, no âmbito do Ano Internacional dos Afrodescendentes, ONU, México, 2012.
  • Carneiro, S. [2002]. “Negritude do feminismo”. Conferência apresentada em Durban, 2002.
  • Segato, Rita Laura (2016) “A norma e o sexo. Frente estatal, patriarcado, desapropriação, colonialidade”. In Bidaseca, Karina (Coord.) Genealogias Críticas da Colonialidade na América Latina, África e Oriente. (Buenos Aires: CLACSO/IDAES-UNSAM). Coleção Sul-Sul.
  • Lugones, Maria [2008]. «Colonialidade e género», in Tabula Rasa. Bogotá - Colômbia, No.9: 73-101, julho-dezembro de 2008
  • Bidaseca, Karina. “8 de março. O mundo vai tremer. Greve Mundial das Mulheres”. Megafone nº 13. Março de 2017. CLACSO.
  • Cunha, Teresa; da Silva, Terezinha (2016), "Mulheres de saia. Descolonizando os feminismos em Moçambique", WiCDS Descolonizando o Feminismo. Joanesburgo, Universidade de Wits.
  • OYEWUMI, Oyeronke (2003), A Invenção das Mulheres: Fazendo um Sentido Africano dos Discursos Ocidentais de Gênero. Minneapolis: University of Minnesota Press (121-156).
  • MONTEIRO, Eurídice (2016), “Crioulidade, Colonialidade e Género: As Representações de Cabo Verde”, Estudos Feministas, Florianópolis, 24(3): 983-996.
  • Aghazarian, Elise. “Pós-Primavera Árabe: Corpo, Espaço e Militarização”. In Crítica & Emancipación. Revista Latino-Americana de Ciências Sociais (Segundo Semestre de 2014).
  • Mahmood, Saba “Teoria feminista, agência e sujeito libertador: algumas reflexões sobre o renascimento islâmico no Egito”, em Revista Etnográfica, Vol.
  • Mohanty, Chandra Tapalde. (2008) “Sob os olhos do Ocidente: Academia feminista e discurso colonial”. In Hernández, Rosalva Aída e Suárez, Liliana. Descolonizando o feminismo: Teorias e práticas das margens. (Madrid: Cátedra)

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



Desconto para pagamento único até 16/03

Em um único pagamento após 16/03

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