Racismo e criminologia

 Racismo e criminologia

Seminário 2010

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Evandro Piza Duarte (Universidade de Brasília, Brasil) e Dina Alves (Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, Brasil)


Home: 26 / 03 / 2020 | Registo: 20/12/2019 al 25/03/2020

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Este seminário visa proporcionar uma análise interseccional dos atributos de gênero, raça e classe na distribuição de punições nos sistemas de justiça criminal da América Latina e do Caribe. O sistema de justiça criminal funciona como um instrumento de dominação racial, uma vez que é em sua administração que se criam categorias de indivíduos puníveis.

  • Racismo e Criminologia? Em que falhamos?
  • Paradigmas em Criminologia e Relações Raciais: A Raça e a Criminologia no Paradigma Etiológico. A Escola Positiva e a Criminologia no Brasil.
  • Como hipóteses críticas sobre o sistema penal no âmbito da criminologia crítica e em diálogo com perspectivas críticas sobre a colonialidade I
  • Como hipóteses críticas sobre o sistema penal no âmbito da criminologia crítica e em diálogo com perspectivas críticas sobre a colonialidade I
  • Criminologia das Ausências e Crítica do Poder 
  • Políticas de segurança pública e de combate ao genocídio de pessoas negras
  • A interseccionalidade de gênero, raça e classe na produção da punição: o feminismo negro como metodologia de análise. 
  • Branquidade e Sistema de Justiça Criminal: Rés Negros, Juízes Brancos
  • No mundo do crime: a guerra às drogas e o encarceramento de mulheres negras. 
  • Temas dos Cativos de Mulheres Negras: Breves Aproximações sobre a “Colonialidade” do Sistema de Justiça Criminal Brasileiro
  • Alves, D. (2017). Carne negra, suco branco: uma análise da interseccionalidade de gênero, raça e classe na produção de punição em uma prisão de São Paulo. CS Magazine 21(21), 97-120.
  • Alves, J. A. (2011). Topografias da violência: necropoder e governança espacial em São Paulo. Revista do Departamento de Geografia da USP 22(2011), 108-134.
  • Andrade, Vera Regina Pereira de. Do paradigma etiológico ao paradigma da reação social: mudança e permanência dos paradigmas criminológicos na ciência e no senso comum. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, IBCCrim, n. 14, pág. 276-287, abr./jun. 1996.
  • Bertúlio, Dora Lúcia de Lima. Direito e relações raciais: uma introdução crítica ao racismo. Dissertação de mestrado em direito. Florianópolis: UFSC, 1989. Apenas o primeiro capítulo. 
  • Calazans, Márcia Esteves de; DUARTE, Evandro Piza; PRANDO, Camila; CAPPI, Ricardo. Criminologia Crítica e Questão Racial. Cadernos do CEAS, Salvador, n. 238, pág. 450-463, 2016.
  • Carneiro, S. (1995). Gênero, raça e ascensão social. Estudos Feministas, 3(2), 544-552.
  • Carneiro, Sueli. A Construção do Outro como Não-Ser como Fundamento do Ser. Tese de doutorado defendida no programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo, 2005. Apenas uma introdução.
  • Davis, A. (2009). A democracia dá abolição: pelo fim do império das prisões e da tortura. Rio de Janeiro: DIFEL.
  • Duarte, Evandro C. Piza. Formação do Sistema Penal no Brasil: perspectivas criminológicas a partir da crítica da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 130, p. 203-235, 2017.
  • Duarte, Evandro C. Piza; QUEIROZ, Marcos V. Lustosa; COSTA, Pedro H. Argolo. Uma Hipótese Colonial, um diálogo com Michel Foucault: a Modernidade e o Atlântico Negro no centro do debate sobre Racismo e Sistema Penal. Universidade Jus, v. 27, p. 01-31, 2016.
  • Duarte, Evandro Piza. Criminologia e Racismo: A Construção Discursiva da Criminologia Positiva Brasileira e a Negação da Cidadania no Brasil. In: CARVALHO, Salo & DUARTE, Evandro Piza Duarte. Criminologia Preconceito. Saraiva, 2017.
  • Flauzina, Ana Luiza. Corpo negro caído não mais: o sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2008.
  • Franco, M. (2016). UPP: Uma redução da favela a três letras (Dissertação de mestrado). Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro.
  • Rusche, Georg e Kirchheimer, Otto. Punição e Estrutura Social. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1999. (introdução).
  • Segato, R. A cor da prisão na América Latina: notas sobre a colonialidade da justiça em um continente em desconstrução. Nueva Sociedad, 2007, v. 208, 142-161.
  • Vargas, J.C. (2010). Uma diáspora negra como genocídio: Brasil, Estados Unidos ou uma geografia supranacional de mortes e suas alternativas. ABPN Magazine, 1(2), 31-66.

 

 

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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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