Edição para o Primeiro Colóquio Internacional: Deslocamento e expansão em ritmo acelerado

 Edição para o Primeiro Colóquio Internacional: Deslocamento e expansão em ritmo acelerado

Clique aqui para ver o edital de convocação de candidaturas em espanhol.

Nova data: inscrições abertas até 19 de abril.

Modalidade virtual – 10 e 11 de junho de 2021

O Grupo de Trabalho da CLACSO “Bairros, famílias e presos no circuito” O evento promove o Primeiro Colóquio Internacional “Deslocamento e expansão do sistema prisional: uma aproximação ao estado da pesquisa na região”, que acontecerá em formato virtual nos dias 10 e 11 de junho, organizado pelo curso de Sociologia do Instituto de Pesquisas Sociológicas (IDIS) da Universidade Mayor de San Andrés, pelo Centro de Investigações Partners (CIS) da Vice-Presidência do Estado Plurinacional da Bolívia e pelo Centro de Pensamento dos Egressos Prisionais (CPPP) da Universidade Nacional da Colômbia.

Este Colóquio pretende dar continuidade ao debate iniciado no último Encontro de Antropologia do Mercosul (XIII RAM, 2019), no qual foram apresentados e divulgados os primeiros trabalhos realizados na perspectiva da remoção dos espaços prisionais, e que foi retomado no último congresso da Associação Latino-Americana de Antropologia (VI ALA, 2020), formato que incorpora os estudos de mobilidade que se desenrolam em torno do encarceramento. Propomos, neste momento, ampliar a conversa buscando um panorama das pesquisas sobre o tema em nossa região, aprofundando alguns dos resultados de análises que se mostraram particularmente úteis em nossos estudos anteriores.

Convidamos pesquisadores das Ciências Sociais e Humanas que estudam os efeitos do encarceramento, em particular sob perspectivas de gênero, geografia dos espaços prisionais, antropologia da violência, sociologia urbana e estudos carcerários, a apresentarem o progresso de suas pesquisas, resultados de trabalhos em andamento e já concluídos, a fim de construirmos colaborativamente um panorama do estado da pesquisa neste campo amplo e, ao mesmo tempo, específico, que cruza os estudos sobre prisão, conflito urbano, segregação social e violência. Consideramos necessário estabelecer dois avanços em nossa pesquisa para permitir o debate das categorias à medida que trabalhamos.

Para esses fins, organizamos cinco mesas temáticas:

  1. Prisões e enfermarias itinerantesFluxos, mobilidade, dinâmicas e estratégias de presos, suas famílias e organizações sociais. Trajetórias anteriores, intra e extramurais, e formas de sociabilidade. A experiência prisional concentrada. Estratégias metodológicas.
  2. Governo das Prisões e Bairros: a governança de espaços separados mas em comunicação: continuidades/descontinuidades. A seletividade dos dois órgãos penais e do governo dos territórios. Continuum da agência de política criminal e social.
  3. Encarceramento, território e tráfico de drogas: As guerras “contra o narcotráfico”, “contra o crime organizado” e “contra a pobreza” na região: suas consequências dentro dos presídios. Intervenções policiais em bairros problemáticos e encarceramento sob uma perspectiva de gênero. Reformas penais, aumento da população carcerária e violência institucional.
  4. Organizações sociais e efeitos do encarceramentoEstratégias de reintegração social, trabalho com populações vulneráveis. Relações com o Estado (condicionamento mútuo, articulações). Cooperativas de trabalho. Dependência química e reincidência. Famílias e reincidência. Prática religiosa e reincidência.
  5. Aspectos metodológicos da pesquisa na área dos efeitos do encarceramentoFerramentas para descentralizar a pesquisa. O escopo do «campo» e sua relação com as categorias nativas. Quem são “parentes de prisioneiros”? Estudos longitudinais e etnografia. Pandemia e acesso ao campo: reconfiguração.

Apresentação e descrição dos produtos:

Em resumo, devemos nos referir aos resultados de processos de pesquisa específicos, em andamento ou concluídos. Serão priorizados aqueles que se referem especificamente à América Latina, América Central ou Caribe e que utilizam principalmente elementos de pesquisa empírica.

Essas apresentações devem ser estruturadas em dois eixos de cinco pontos:

  1. Prisões e penitenciárias no circuito
  2. Governo das prisões e dos bairros
  3. Prisão, território e tráfico de drogas
  4. Organizações sociais e os efeitos do encarceramento
  5. Aspectos metodológicos da pesquisa na área dos efeitos do encarceramento.



Entrega completa das apresentações:
Tamanho máximo de 25 páginas (incluindo notas e bibliografia), espaçamento entre linhas de 1,5, fonte Times New Roman, tamanho 12.

O prazo para envio da apresentação final é 31º de maio de 2021.

Organização:
Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Bairros, Famílias e Prisões do Circuito
Departamento de Sociologia, UMSA (Bolívia)
Instituto de Pesquisa Sociológica, UMSA (Bolívia)
Centro de Pesquisa Social, Vice-Presidência do Estado Plurinacional da Bolívia
Centro de Estudos Pós-Condenatórios, UNAL (Colômbia)

Apoio: 
Construir a base
Programa Alternativas à Violência (Bolívia)
Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento Local (Bolívia)
Fundação Seed Action (Bolívia)
Rede de Apoio às Famílias de Detidos (Argentina)