Participação no evento "Unidade Pan-Africana ou Perecimento: Um Apelo à Abolição do Neocolonialismo"
No segundo dia da Convenção "Unidade Pan-Africana ou Perecimento: Um Apelo à Abolição do Neocolonialismo"Karina Bidaseca, co-coordenadora do Grupo de Trabalho Epistemologias do Sul da CLACSO, e Rosa Campoalegre Septien, coordenadora do Grupo de Trabalho Afrodescendentes e Propostas Contra-hegemônicas da CLACSO, foram convidadas a participar.
O evento mencionado, organizado pelo Movimento de Unidade Africana para a Descolonização, ocorreu entre 21 e 23 de julho e contou com a participação de importantes pensadores da América Latina e do Caribe, bem como expoentes das ciências sociais e humanas da África e da Europa.
Os pesquisadores da CLACSO mencionados anteriormente fizeram uma apresentação intitulada "Descolonizando a História: A Criação da Universidade da Diáspora Africana no Âmbito da Década dos Afrodescendentes" em que recuperaram o legado de grandes afrofeministas como Audre Lorde, Angela Davis e Lélia González; pensadores caribenhos como Frantz Fanon e Édouard Glissant; e o princípio africano Ubuntu: Eu sou porque nós somos.
Como prática de descolonização, propuseram a criação da Universidade da Diáspora Africana em 2020, que funciona como um espaço pedagógico que acolhe uma ampla gama de programas educacionais. Ela se fundamenta no conhecimento ancestral, nos avanços científicos e tecnológicos em diversas áreas e na colaboração entre a academia e o movimento afrodescendente.
Além disso, citando a grande obra de Audre Lorde, "Sister Outsider", Bidaseca e Campoalegre enfatizaram que "Sem comunidade não há libertação", assim como "A casa do senhor não se desmonta com as ferramentas do senhor", celebrando o amor e os laços de fraternidade para fundar a solidariedade internacional Sul-Sul entre os povos.
Em seguida, convidamos você a reviver as intervenções deles no âmbito dessa importante atividade: