Pandemia, racismo e genocídio indígena e negro no Brasil: coronavírus e política de extermínio

 Pandemia, racismo e genocídio indígena e negro no Brasil: coronavírus e política de extermínio

Felipe Milanez[I] e Samuel Vida[Ii]

As tragédias são sempre socialmente desiguais e expõem de forma mais impactante as desigualdades historicamente construídas, como o grau de exposição aos abismos e a construção de vulnerabilidades. O novo coronavírus Sars-CoV-2 é um agente não humano originário de uma zoonose que infecta pessoas e causa infecções respiratórias, e não foi produzido por humanos em laboratórios, como especulam algumas teorias da conspiração. Trata-se de um novo vírus que circula entre humanos e se espalha rapidamente por todos os continentes. No entanto, a exposição a vírus e o tratamento de seus efeitos infecciosos entre as populações humanas têm sido distribuídos de forma extremamente desigual. Enquanto algumas pessoas têm acesso privilegiado a cuidados médicos, a equipamentos que garantem o direito de respirar, de inspirar oxigênio, outros grupos sociais lidam desproporcionalmente com esses dois males, em uma lógica estruturada de classificação social. Essa distribuição desigual pode ser manipulada para controlar vidas e expor ainda mais grupos sociais à morte, um exercício típico de necropolítica (Mbembe, 2018, 2020).

Entre os crimes que caracterizam o crime de genocídio, segundo a Convenção da ONU de 1948, está a “submissão intencional de um grupo a condições de existência que causem destruição física total ou parcial”. O novo relator especial da ONU para os direitos dos povos indígenas, José Francisco Cali Tzay, do povo maia Kaqchikel da Guatemala, cujo ex-presidente Efraín Ríos Montt foi condenado por genocídio, teve uma longa trajetória de combate ao racismo em seu país. Em sua primeira declaração oficial no novo cargo, destaque que “a Covid-19 está devastando comunidades indígenas em todo o mundo e não se trata apenas de saúde”[III]No Brasil, Abdias Nascimento (1978) desmascarou de forma pioneira a ligação direta entre racismo e genocídio negro, que o atual momento de crise não apenas expõe, como também se acelera, e que também atinge os povos indígenas. A Comissão Nacional da Verdade reconhece a responsabilidade do Estado pela morte de 8.350 indígenas, ou seja, pelo desmatamento das terras indígenas e pelas violações de direitos “por esta razão ou omissão”. O crime de genocídio não se caracteriza pelo número ou quantidade de mortos, nem pela manifestação expressa de intencionalidade genocida, mas sim pelo modo comissivo ou omissivo das ações realizadas e seus efeitos objetivos. Qualquer morte causada pelo interesse de exterminar um grupo afeta toda a dinâmica existencial do grupo, direta e indiretamente, comprometendo sua autonomia, enfraquecendo seu protagonismo político e suas estratégias de resistência cultural, contribuindo para a desintegração de suas identidades e seu desaparecimento físico.

No caso do Brasil, mesmo antes da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, o uso político do coronavírus como elemento para produzir mortes de grupos sociais específicos e racialmente definidos assume a característica de genocídio. O Ministro da Educação não precisa disfarçar a ideologia fascista ao dizer que odeia “o termo 'povos indígenas'”, “povos ciganos”, “pode ser preto, pode ser branco”, ou “descendente de índios”, e se vitimiza para “acabar com esse negócio de povos e privilégios”, para expor como a pandemia acelerou a implementação de uma política fascista que se materializa em extermínio. São mais de 24 mil mortes, e elas não estão distribuídas, devido à natureza do vírus, entre os mais de 380 mil infectados no segundo país mais afetado do mundo. Numa sociedade historicamente estruturada por assimetrias sociorraciais que atravessam até mesmo as classes sociais, definindo grupos diferenciados de reconstituição e acesso aos direitos sociais, cívicos e políticos básicos, as preferências das vítimas deste genocídio são, fundamentalmente, as comunidades negras urbanas (favelas, invasões, cortiços, vilas, ocupações etc.) e rurais (quilombos, comunidades agrícolas e pastoris, entre outras formas tradicionais de ocupação de territórios) e os diversos grupos étnicos de povos indígenas, genericamente chamados de povos indígenas, que vivem também em contextos urbanos, em áreas rurais e em florestas.

Um genocídio relacionado tanto à limpeza étnica quanto ao interesse na exploração econômica de terras e corpos — significa trabalhadores negros submetidos a um regime de superexposição aos riscos de contágio para a manutenção de atividades domésticas. residências de famílias brancas[IV], há dois trabalhadores negros no mercado informal, há dois trabalhadores indígenas e negros ligados à produção agrícola, há comunidades indígenas e quilombolas saqueadas de suas terras em medidas que visam legalizar garimpos e grilagem aprovadas em meio à pandemia. Fanon havia identificado uma correlação perfeita entre economia e ideologia em uma sociedade racista: "Numa cultura com racismo, o racista é, pois, normal. A adequação das relações econômicas e da ideologia é, nele, perfeita" (2018, p. 86). E, no caso de Bolsonaro e de um governo que demonstrou inspiração no regime nazista e, soma-se, também, um eugenia com a exposição à morte de pessoas talentosas, marginalizadas e muito talentosas[V]Na mesma reunião ministerial, os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente, desenvolveram o alinhamento entre a ideologia do bósnio e o interesse econômico por meio da implementação de políticas fascistas, como Fanon havia denunciado: uma “oportunidade” que é o momento de “tranquilidade” do genocídio. Oferece expansão de lucros, mineração, novas terras para o agronegócio escravagista, além de ter sido colocada uma “granada” na mochila da classe trabalhadora.

Não existe um Brasil sem racismo institucional (Carmichael; Hamilton, 1967) impregnado nas estruturas e políticas públicas estabelecidas por Aimé Césaire (1978) e Frantz Fanon (2005). A plasticidade das práticas racistas adotadas ao longo da longa história de formação social e institucional do país possibilita uma vigorosa reelaboração e adaptação às novas conjunturas da pandemia do coronavírus. O pacto narcisista da branquiitude (Bento, 2002) produz uma legitimidade para as políticas racistas, provocando um silenciamento em larga escala de setores autodeclarados progressistas, incluindo seus partidos políticos e instituições representativas da sociedade civil, hegemonizados por setores brancos historicamente beneficiários de políticas de exclusão racial de negros e indígenas, bem como pela apropriação desigual de recursos materiais e simbólicos e pelo acesso desigual às estruturas político-jurídicas. Cida Bento identificou essas alianças intergrupais entre brancos, ou “pactos”, que são narcisistas porque construíram um projeto sobre o homem negro carregado de negatividade, inventando um outro inferior, ameaçador, diante da superioridade do branco. Essa negação evita o enfrentamento do problema de manter dois privilégios raciais, ou mesmo perdê-los. Esse silenciamento promove a interdição de negros e indígenas em espaços de poder e a exclusão de espaços vitais, como o acesso a respiradores mecânicos.

Em pouco mais de dois meses de enfrentamento da pandemia no Brasil, observa-se também uma estratégia política criminosa do governo federal para minimizar os riscos da pandemia e dificultar o estabelecimento de uma estratégia comum, coordenada e estruturada em conjunto com os estados e municípios, bem como as políticas e ações empreendidas pelos governos estaduais e municipais, marcadas por recursos, medidas e discursos tipicamente direcionados aos segmentos brancos que compõem as classes média e alta urbanas e rurais. E quando isso não basta, Elite branca embarca em um avião UTI para acesso diferenciado ao tratamento em um hospital para brancos na sede do centro do capitalismo nacional.[Vi].

Em suma, as políticas adotadas para o combate à pandemia centram-se num objetivo supostamente geral e universal que, a meu ver, não leva em consideração as circunstâncias de vida e os recursos acessíveis aos segmentos brancos da sociedade brasileira. Assim, as principais diretrizes e medidas, como a intensificação da higiene por meio do uso de álcool em gel, água e sabão, o acréscimo do isolamento social, o desenvolvimento de atividades laborais em regime de teletrabalho, a suspensão das atividades escolares e de parte de dois serviços e atividades públicas, não são essenciais, além de outras práticas de distanciamento social, sendo que estas se mostram efetivamente viáveis ​​apenas para os segmentos brancos da sociedade brasileira.

Não existem políticas específicas para comunidades negras e indígenas, considerando sua histórica privação material, sua concentração na esfera precária do trabalho de serviços, no mercado informal e em atividades rurais ligadas à produção de alimentos e à agroindústria, as peculiaridades de suas sociabilidades comunitárias, especialmente em situações de moradias precárias, com alta densidade demográfica e carência de infraestrutura básica, sua dificuldade de acesso a itens básicos para a higiene intensiva prescrita, bem como suas singularidades socioculturais. Diante dessa omissão criminosa, proliferamos os dados que confirmam uma maior letalidade entre esses grupos, que são efetivamente deixados para morrer[Vii].

O novo coronavírus é uma novidade epidemiológica para a espécie humana. Não há vulnerabilidade devido a contatos prévios, como em antigas epidemias que possam ter surgido na Ásia, África e Europa e se disseminado para as Américas. Todos os seres humanos são igualmente vulneráveis, mas alguns morreram mais do que outros. Não existe uma estrutura genética que explique e justifique as diferenças no porquê de o Brasil não ter morrido mais vezes. preto cinco vezes milho[Viii] Quais são os riscos da covid-19, ou por que a taxa de infecção é tão alta? principal entre os povos indígenas, até 744%, do que entre brancos[Ix]. UMA diferenças está no muroDe que lado estão os povos indígenas e os negros, e de que lado do muro estão os brancos?[X]Este muro expande o território num movimento estruturado pelo racismo ambiental (Bullard e Wright, 2009), expondo ao risco populações racialmente inferiorizadas, como, por exemplo, o destino de um hotel para isolamento social nas proximidades do território Tupinambá na Bahia,[Xi] ou a ação policial irresponsável para reintegrar pessoas verificadas em São Paulo, que resultou no despejo de 50 famílias.[Xii]ou ainda uma decisão criminosa do governo federal[Xiii] de despejar 800 famílias quilombolas a pretexto da instalação da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão.

Da mesma forma, com a alarmante expansão da letalidade junto a grupos raciais historicamente vulneráveis, os diversos governos começam a delinear um discurso cínico de responsabilidade para com as vítimas, baseado em sugestões como a alegada “indisciplina” e a insistência na violação das regras de isolamento e distanciamento social, além de medidas de intensificação da repressão policial, criminalização e aumento da opressão contra esses grupos, indicando o “lockdown” como a última solução. Nos espaços urbanos, não precisamos elaborar e adotar outras políticas adaptadas às especificidades desses grupos.

Assim, pessoas pertencentes a povos indígenas morrem com medo de que sua identidade seja negada. Da mesma forma, no momento da morte, pessoas pertencentes a povos originários têm sua identidade negada e, portanto, sem consulta, contra ou desejo de seus familiares, são enterradas como “marrons", enquanto gritamos por ajuda[XIV]Entre os Kokama do Alto Amazonas, por exemplo, mais do que entre os demais ramos da sociedade nacional, o novo coronavírus tem um “alta letalidade"[XV] O que diferencia o segmento branco da sociedade nacional? Mas suas mortes não constam na lista oficial do Ministério da Saúde. Por essa razão, o movimento indígena, por meio da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), passou a realizar sua própria transmissão de óbitos e infectados para denunciar a política de extermínio e cremação do Comitê Nacional de Vida e Memória Indígena. Essa diferença entre os dados do movimento e do governo federal ultrapassa 100% no número de mortes: 143 óbitos registrados pelo Comitê até 26 de maio, enquanto o Governo Federal, nos mesmos dados, contabiliza 40 mortes e ignora o caso de outros 103 indígenas que morreram naquele período. Esses dados revelam que a taxa de letalidade entre indígenas, que já atingiu 67 países, pode ser superior a 16%, comparada a aproximadamente 6% da população brasileira em geral. Situação semelhante confronta a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), que teve a mesma iniciativa e passou a produzir um boletim epidemiológico próprio dada a inviabilidade e negacionismo do Estado. Nele, identificaremos 48 mortes, 200 casos, em 1º estados diferentes, e um caso trágico noticiado especificamente no curso não-Amapá com relação às populações quilombolas, e “negligência por parte de dois governos locais"[xvi]. Uma entidade quilombola lançada manifesto[xvii] Vidas Quilombolas Importam. Ambas as coligações de movimentos denunciam racismo institucional como subnotule[xviii] como estratégia de invisibilização do extermínio, e construir boletins epidemiológicos próprios e independentes do Estado.

A afirmação de que há um genocídio em curso no Brasil não é retórica. Ela tem sido denunciada pelo movimento indígena e negro como uma “política de extermínio”. O genocídio é um processo. Há uma “bomba atômica” sendo detonada no local. Esse processo de genocídio de povos indígenas e negros, que se acelera e se torna explícito sob o governo Bolsonaro, em meio à pandemia de Covid-19, pode ser usado como uma “solução final” para o avanço da agricultura e da gestão de terras indígenas, bem como para o aprofundamento de políticas de desconstitucionalização de direitos sociais e o aumento da criminalização e da repressão de comunidades negras urbanas e rurais.

Quando o silêncio ensurdecedor é produzido pelo pacto narcisista da tranquilidade, devemos reavaliar a relação entre racismo, colonialismo e genocídio, pois alertar Chefe Juliana Kerexu[xix] É pertinente e fundamental compreender o que está acontecendo especificamente no Brasil, mas também pode ser reproduzido em outras situações com contextos semelhantes. Vale lembrar que, historicamente, todas as guerras de conquista se beneficiaram de epidemias para ocupar territórios, contra quilombolas ou, principalmente, povos indígenas. Além disso, sob o pretexto de combater epidemias, verdadeiros faxes étnicos foram implementados em grandes cidades da diáspora, especialmente no início do século XX, visando à exclusão de comunidades negras, promovendo morros, guetos e outras áreas de abandono e à ausência de benefícios e serviços públicos.

Além de buscar a mobilização de alianças políticas com a sociedade brasileira e os movimentos sociais para deter e reverter a situação atual, pressionando os Poderes Públicos a adotarem políticas específicas para o enfrentamento da pandemia nas comunidades negras e indígenas, é necessário também convencer instituições jurídicas como o Ministério Público Federal e os MPEs, a Defensoria Pública da União e os DPEs, a cumprirem seus poderes constitucionais e atuarem em defesa dos direitos difusos e coletivos desses segmentos. Nesse sentido, a opinião pública internacional pode desempenhar um papel importante como valiosa aliada na luta contra o genocídio indígena e negro no Brasil. Por fim, haverá também um esforço conjunto para acionar as instâncias de proteção dos Direitos Humanos em âmbito regional, como a OEA, e em âmbito global, como a ONU, impactando as denúncias e responsabilizando os governos pelo genocídio em curso.

Aimé Césaire mostrou que uma sociedade que remonta aos seus problemas mais cruciais é uma sociedade que ensina. A hipocrisia da burguesia colonialista europeia, produzida por Hitler dentro da própria Europa, por tolerar o nazismo quando este era praticado como qualquer outro, antes de sofrer e ser sua própria vítima. Césaire denunciou que o hitlerismo vivia dentro do humanismo burguês, era o seu demônio, e que Hitler era um crime contra o homem branco, devido à aplicação na Europa de processos colonialistas que, assim que colonizados, eram subordinados. Ninguém coloniza impunemente.

Se o Brasil não tiver incentivos governamentais, isso agravará a situação de invasão de terras e assassinatos de indígenas e quilombolas, como afirmou Ailton em entrevista recente. Krenak, chamando Césaire de defensor da doença da sociedade produzida pelo nazismo, ou genocídio e a política da morte que confronta a vida de todos os brasileiros. O problema, diz Krenak, é que “os brans continuam fazendo isso porque temos um país civilizado”.[xx].


Professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da Universidade Federal da Bahia, integra o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade. Professor de sociologia na Universidade de Coimbra e coordenador do Grupo de Trabalho Ecologia(s) Política(s) do Sul/Abya Yala do CLACSO. Foi editor da revista National Geographic Brasil e da revista Brasil Indígena (Funai). Autor de Memórias Sertanistas (Ed. Sesc) e Guerras da Conquista (Harper Collins).

[Ii] Ogã de Xangô do Terreiro do Cobre, Salvador, Bahia. Militante do Movimento Negro. Doutorando em Direito, Estado e Constituição, UNB. Professor de Direito da Universidade Federal da Bahia. Coordenador do Programa de Relações Diretas e Raciais (PDRR/UFBA). Secretário Executivo do Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica (AGANJU). Atuou como consultor do PNUD/ONU e da Câmara dos Deputados na elaboração do Estatuto da Igualdade Racial. Coordenar a campanha Na Fé e Na Raça.

[III] Veja: “A COVID-19 está devastando as comunidades indígenas do mundo e não se trata apenas de saúde”, alerta especialista da ONU. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, 18 de maio de 2020. Disponível em: https://www.ohchr.org/SP/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=25893&LangID=S
[IV] Veja a seguinte notícia: “Pais da primeira pessoa a morrer de coronavírus no Brasil revelam que ainda não foram submetidos a testes”. O Globo, 17 de março de 2020. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/parentes-do-primeiro-morto-pelo-coronavirus-no-brasil-revelam-que-ainda-nao-foram-submetidos-teste-24310745“Governo da República Dominicana confirma primeira morte por coronavírus.” G1, 19 de março de 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/03/19/rj-confirma-a-primeira-morte-por-coronavirus.ghtml“Casamento na Bahia se torna foco do coronavírus”. Estado de S. Paulo, 12 de março de 2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/03/12/casamento-na-bahia-vira-foco-do-coronavirus.htm“Empresário está em isolamento após testar positivo para covid-19 e revitaliza a PGE.” Tarde, 17 de março de 2020. Disponível em: https://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/2123285-empresario-foge-de-isolamento-apos-testar-positivo-para-covid19-e-vira-alvo-da-pge
[V] “Diretora da HC vê eugenia em relatório de Bolsonaro sobre a pandemia.” Uol, 12 de maio de 2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/05/12/diretor-do-hospital-das-clinicas-eugenia.htm
[Vi] “Coronavírus: Ricos de Belém fogem da UTI aérea desabada nos hospitais da cidade.” Em Época06 de maio de 2020. Disponível em: https://epoca.globo.com/sociedade/coronavirus-ricos-de-belem-escapam-em-uti-aerea-de-colapso-nos-hospitais-da-cidade-1-24412850
[Vii] “Sem proteção social, o coronavírus deve afetar negros, pobres e indígenas com mais severidade, afirma Opas.” Radioagência Nacional, 17 de abril de 2020. Disponível em: https://radioagencianacional.ebc.com.br/internacional/audio/2020-04/sem-protecao-social-coronavirus-deve-atingir-mais-severamente-negros
[Viii] “Em duas semanas, o número de negros que morrem por coronavírus é cinco vezes maior no Brasil” A Pública, 06 de maio de 2020, disponível em https://apublica.org/2020/05/em-duas-semanas-numero-de-negros-mortos-por-coronavirus-e-cinco-vezes-maior-no-brasil/
[Ix] “Número de casos de indígenas infectados pelo coronavírus triplica a cada 5 dias no país; aldeia no Amazonas registra 33 novos casos”, O Globo, 24 de abril de 2020, disponível em https://outline.com/sjBK8Z https://oglobo.globo.com/brasil/numero-de-casos-de-indigenas-infectados-por-coronavirus-triplicacada-5-dias-no-pais-aldeia-no-amazonas-tem-33-novos-registros-24390810
[X] “Morumbi tem mais casos de coronavírus e Brasil tem mais mortes” G1, 18 de abril, disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/18/morumbi-tem-mais-casos-de-coronavirus-e-brasilandia-mais-mortes-obitos-crescem-60percent-em-uma-semana-em-sp.ghtml
[Xi] “Primeiro hotel para isolamento de pessoas infectadas em quarentena física em Olivença.” Bahia Notícias, 11 de maio de 2020. Disponível em: http://www.jornalbahiaonline.com.br/noticia/38936/Primeiro-hotel-para-isolamento-de-infectados-em-quarentena-fica-em-Oliven%C3%A7a.html
[Xii] “Em meio a uma pandemia, a PM realiza a reintegração de funcionários dentro da SP.” CartaCapital, 7 de maio de 2020. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/em-meio-a-pandemia-pm-realiza-reintegracao-de-posse-no-interior-de-sp/
[Xiii] “Confinamento Direto: Heleno manda retirar quilombos de Alcântara (MA) durante a pandemia.” Instituto Socioambiental, 01º de abril de 2020. Disponível em: https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-isa/direto-do-confinamento-heleno-ordena-remocao-de-quilombos-em-alcantara-ma-durante-pandemia
[XIV] “Povo Kokama pede ajuda e afirma que mortes por Covid-19 estão sendo registradas como sendo da raça marrom.” Observe os ruralistas.03 de maio de 2020. Disponível em: https://deolhonosruralistas.com.br/2020/05/03/povo-kokama-pede-socorro-e-diz-que-mortos-pela-covid-19-estao-sendo-registrados-como-pardos/
[XV] “Alerta APIB nº 17: Alta taxa de mortalidade por Covid-19 no Brasil atinge violentamente Kokama.” APIB, 9 de maio de 2020. Disponível em: http://apib.info/2020/05/09/17-alta-letalidade-da-covid-19-no-brasil-atinge-violentamente-povo-kokama/
[xvi] “COVID-19: Sem período de 25 dias. O Amapá representa 41% das mortes mapeadas entre a população quilombola.” CONAQ, 5 de maio de 2020. Disponível em: http://conaq.org.br/noticias/alerta-publico/
[xvii] Manifesto Vidas Quilombolas Importam, lançado em 12 de maio de 2020. Disponível em: http://conaq.org.br/noticias/manifesto-vidas-quilombolas-importam/
[xviii] “O crescimento da Covid-19 e a subnotificação de óbitos entre a população indígena no Brasil.” APIB Quarentena, 6 de maio de 2020. Disponível em: http://quarentenaindigena.info/2020/05/06/o-crescimento-do-covid-19-e-a-subnotificacao-de-casos-de-obitos-na-populacao-indigena-no-brasil/
[xix] “Para o cacique do Paraná, a pandemia do coronavírus repete a tragédia da colonização.” Brasil de Fato, 12 de maio de 2020. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2020/05/12/para-cacique-do-parana-pandemia-de-coronavirus-repete-a-tragedia-da-colonizacao
[xx] “Bolsonaro confronta a vida de todos, denuncia Ailton Krenak” Tutaméia, 4 de maio de 2020. Disponível em: https://tutameia.jor.br/bolsonaro-afronta-a-vida-de-todos-denuncia-ailton-krenak/

Referências
Bento, Maria Aparecida Silva. Pactos narcisistas sem racismo: transparência e poder em organizações empresariais e no poder público.. Este doutorado é apresentado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 169 p., 2002.
Bullard, Robert D. e Wright, Beverly (orgs.). Raça, Lugar e Justiça Ambiental Após o Furacão Katrina: Lutas para Recuperar, Reconstruir e Revitalizar Nova Orleans e a Costa do GolfoNova Iorque, Hachette Book, 2009.
Carmichael, Stokely; Hamilton, Charles. Poder negro: a política de libertação na AméricaNova Iorque, Random House, 1967.
Césaire, Aimé Discurso sobre o colonialismo. Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1978.
Fanon, Frantz. Os Condenados da Terra. Ed. Universidade Federal de Juiz de Fora, 2005.
“Racismo e Cultura”. Revista Convergência crítica. Dossiê: Busca ambiental na atualidade. n. 13, 2018. Texto da intervenção de Frantz Fanon no Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros em Paris, setembro de 1956. Publicado na edição especial da Présence Africaine, junho-novembro de 1956.
Krenak, Ailton. O Asi Não está à receita. Cia das Letras, São Paulo, 2002.
Mbembe, Aquiles. Políticas de ImizaçãoLisboa: Antígona, 2017.
Necropolítica. São Paulo, N-1 Edições, 2018.
O Direito Universal à Respiração. São Paulo, N-1 Edições. Disponível em https://n-1edicoes.org/020 2020.
Nascimento, Óbdias. O Genocídio Negro Brasileiro.


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