"Nunca mais sem nós"

 "Nunca mais sem nós"

Por 28 votos a favor, 6 contra e 4 abstenções, o Senado aprovou a paridade de gênero para a Convenção Constitucional na tarde de quarta-feira, 4 de março. Esta convenção será convocada caso as opções "Aprovar" e "Convenção Constitucional" sejam vencedoras no plebiscito de 26 de abril. Nesse dia, o povo chileno decidirá se continua com a Constituição de Augusto Pinochet ou se a substitui por uma nova Carta Fundamental, e qual será o mecanismo de elaboração. As opções são uma Convenção Mista (composta por metade de parlamentares em exercício e metade de pessoas eleitas especificamente para esta tarefa) ou uma Convenção Constitucional (100% eleita).

Após três meses de debate, houve avanços nas reivindicações dos protestos de rua que começaram em outubro passado. Graças à pressão exercida pelo movimento social — com participação significativa e ativa dos movimentos feministas — alguns obstáculos e limitações impostos pelo governo atual foram superados. Essas medidas incluem a incorporação da paridade de gênero, a reserva de vagas para povos indígenas e a facilitação — ainda que limitada — da participação de candidatos independentes.

"Nunca mais sem nós" foi o lema entoado por mulheres e movimentos feministas que ecoou nos corredores do Congresso Nacional em Valparaíso.

As mulheres representam 51% da população do Chile, mas têm apenas 22% de representação no Congresso.


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