"Existe um sentimento anti-Correa que é visceral."
Como resultado da violação do direito internacional pelo governo equatoriano, em 10 de abril Stalin Herrera, pesquisadora do Instituto de Estudos Equatorianos e membro do Comitê Diretivo do CLACSO, conversou com CLACSO.tv.
O pesquisador equatoriano identifica uma tentativa na mídia de justificar as ações do governo de seu país por meio de duas linhas de argumentação: “Por um lado, justificando-as porque [o presidente Daniel Noboa] é jovem, porque é inexperiente, porque é um idiota. E, por outro lado, justificando as ações do governo em relação à possível fuga de Jorge Glass, que é um representante do regime de Correa.”
Herrera, por sua vez, acredita que “existe um sentimento popular visceral contra Correa, enraizado no senso comum das pessoas. Essas pessoas percebem isso e aplaudem, pensando que, ao prender Glass, resolvem esses problemas e desferem um golpe no regime de Correa”. Mas ele enfatiza que essa não é a opinião da maioria sobre o assunto: “Há uma percepção de que a maioria está apoiando o México e de que há uma enorme crítica ao governo. Principalmente porque, com isso, o governo está deixando cair a máscara e revelando uma agenda complexa, violenta e perigosa. Eles estão tentando ativar um nacionalismo que não é como o do México, que não funciona da mesma maneira no Equador, e isso é vivenciado como uma afronta, como uma vergonha. Como um governo ruim, para dizer o mínimo”.
Entrevista concedida a Gustavo Lema.
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