Não seremos indiferentes.
Pairam sobre a humanidade: catástrofes irreversíveis. As ameaças de guerras nucleares, eventos climáticos extremos e regressões civilizacionais são observadas, mensuradas e comparadas, resultantes de políticas conservadoras, ultraneoliberais e extremistas-diretas, impostas pelas forças dos mecanismos internacionais de ajustes estruturais capitalistas, militaristas e imperialistas. É essencial, diante desse cenário, defender o projeto histórico que supera as guerras, a devastação da natureza, a perda da soberania nacional e a supressão de direitos e conquistas sociais decorrentes de lutas sociais permanentes.
A possibilidade de aprofundamento ou não perda de soberania, com imposições e interferência estrangeira nos processos eleitorais, a destruição do Estado Democrático de Direito, a erosão das conquistas da classe trabalhadora, a luta por políticas públicas de maior alcance e qualidade, mesmo que mudanças radicais não ocorram, é evidente no cenário político, tanto nas sucessivas tentativas de golpe no Brasil quanto nos Programas de Governo apresentados para as eleições de 2026 (que ocorrerão no primeiro turno em 04 de outubro e, em um eventual segundo turno, em 25 de outubro de 2026).

Há uma necessidade urgente de defender políticas públicas mais amplas e qualificadas para a reversão da comercialização em duas vertentes, ou para a restauração dos valores constitucionais relacionados à educação, saúde, ciência, arte e cultura, a fim de evitar que as decisões políticas vitais para a população brasileira continuem sendo dominadas pelo capital financeiro.
Diante desses acontecimentos, não podemos permanecer indiferentes. Manifestamo-nos, enquanto entidade científica, enquanto humanistas e progressistas, em defesa da vida e de um projeto de sociedade que não se coaduna com guerras devastadoras, destruição da soberania, da democracia, dos dois direitos e das conquistas operárias.
Defendemos, contudo, uma mudança radical e profunda por políticas públicas ampliadas e qualificadas, que garantam uma vida digna. Isso nos leva a afirmar que estamos usando as urnas para definir os rumos políticos nas eleições de 2026, não o Brasil, para votar em candidatos com orientação humanista e progressista, verdadeiramente focados na promoção dos interesses e demandas concretas dos trabalhadores. Essas candidaturas devem permitir avanços civilizatórios, e não retrocessos.
Afirmamos, portanto, sem ilusões e de forma crítica, NOSSO APOIO À CANDIDATURA DE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA À PRESIDÊNCIA DO BRASIL (LULA 13) , reconhecendo que existe uma luta permanente para superar os retrocessos civilizatórios.
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