Movimentos sociais na América Latina. Teorias e práticas do antagonismo.

 Movimentos sociais na América Latina. Teorias e práticas do antagonismo.


Seminário 2124

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Máximo Modonesi (Universidade Nacional Autônoma do México)

Equipe de ensino: Massimo Modonesi e César Enrique Pineda (Universidade Nacional Autônoma do México)

Home: 31 / 05 / 2021 | Registo: 20/03/2021 al 24/05/2021

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Na interseção entre historicização e teorização, o seminário, voltado para estudantes e pesquisadores de movimentos sociais, abre um espaço para o debate teórico e analítico visando a compreensão do lugar e do papel dos movimentos sociais na dinâmica política da América Latina contemporânea.

Ao longo do curso, iremos defender e testar a eficácia interpretativa de uma abordagem teórica baseada na análise das relações e experiências interligadas de subalternidade, antagonismo e autonomia.

A compreensão histórica e política dos processos nacionais, da cartografia, da periodização e, naturalmente, dos estudos de caso, que constituirão a base do curso, requer a formulação de hipóteses críticas que emergem do diálogo entre os ramos da sociologia da ação coletiva, o pensamento marxista e neomarxista sobre a subjetivação política e as teorizações latino-americanas desafiadas pelo surgimento de movimentos antissistêmicos nas últimas décadas.

O curso está estruturado em 10 sessões: as três primeiras sobre questões teóricas, as três seguintes sobre análise histórica dos ciclos de mobilização e desmobilização, e as quatro últimas sobre a caracterização dos movimentos atuais.

OBJETIVO GERAL

Criar um espaço para análise e aprendizado sobre os movimentos sociais latino-americanos, onde os participantes possam – por meio de ferramentas teóricas críticas não convencionais – analisar a realidade política regional a partir das intervenções de uma série de sujeitos antagônicos, compreendendo seus limites subalternos e seus potenciais autônomos e emancipatórios.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Que os alunos:

  • Aprenda, discuta e utilize categorias teóricas críticas para o estudo dos movimentos sociais latino-americanos.
  • Construir uma visão panorâmica continental dos movimentos sociais, avaliando seus limites e potencial como atores de transformação social.
  • Desenvolva uma perspectiva histórica analisando os ciclos de mobilização na região.
  • Analise os limites subalternos e os poderes autônomos dos sujeitos antagônicos na atualidade, a partir de uma perspectiva regional e comparativa.
  • Prática de análises e interpretações, baseadas nas ferramentas teóricas e metodológicas do curso, em processos investigativos ou exercícios dos próprios participantes.
  • Delinear uma agenda teórica e metodológica crítica para o estudo dos movimentos sociais a partir de uma perspectiva do Sul e da América Latina.

 

  • Teorias e conceitos para o estudo de movimentos antagônicos
  • Movimentos comunitários, infrapolítica, indignação e antagonismo.
  • Teorizações sobre movimentos sociais na América Latina
  • Ciclos históricos de mobilização nacional-popular e socialista-revolucionária
  • Ciclo de contestação do neoliberalismo 1994-2005
  • Governos progressistas e revoluções passivas
  • Movimentos em defesa da terra e do território na América Latina
  • Indignados e feminismos na América Latina
  • Rebeliões do Presente
  • Movimentos antissistêmicos diante da crise global e da pandemia

 

  • Gago, Verónica, O poder feminista ou o desejo de mudar tudo, Madri, Traficantes de Sueños, 2019.
  • García, Sergio, “Movimentos tecnopolíticos na América Latina: uma comparação entre #YoSoy132 e o movimento estudantil chileno” em Revista Internacional de Pensamento Político1ª Era - Vol. 12, 2017 (17-34)
  • Pineda, César, “Ayotzinapa: Indignação e Antagonismo. Movimento Estudantil e Política de Assembleia” em Modonesi Massimo (coord.) Militância, antagonismo e politização da juventude no México. UNAM-ITACA, 2017
  • Araujo, Kathya, Fios apertados. Para ler o outubro chilenoUniversidade de Santiago do Chile, 2019.
  • Eckstein, Susan (coord.), Poder e protesto popular.  movimentos sociais latino-americanos. México, século XXI, 2001.
  • Gaudichaud, Franck, Massimo Modonesi e Jeffery Webber, Os governos progressistas da América Latina do século XXI, UNAM, México, 2019.
  • Massimo Modonesi, “Crise da hegemonia?”, Jacobino América Latina, nº 1, Buenos Aires, 2020.
  • Modonesi, Massimo e Mónica Iglesias, “Perspectivas teóricas para o estudo dos movimentos sociopolíticos na América Latina: mudança de era ou década perdida?” em De origem diversa, Nº 5., Estudos de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos, UNAM, 2016.
  • Modonesi, Massimo, “Movimentos antagônicos e uma era de mudanças na América Latina” em Lucio Oliver e Nayar López, América Latina: uma região em conflitoPlaza y Valdés, México, 2009.
  • Modonesi, Massimo, O princípio antagônico. Marxismo e ação política., FCPyS-UNAM e Itaca, México, 2016.
  • Modonesi, Massimo, Revoluções passivas na América LatinaÍtaca, México, 2017.
  • Pineda, César, “Corporações Transnacionais versus Ambientalismo Comunitário: Antagonismos e Conflitos Ambientais”, em Revista Mexicana de Ciências SociaisMéxico, 2020.
  • Pineda, César E., “Comunidade, autonomia e emancipação” em Gaya Makaran (comp.), Retorno à Autonomia: Debates e Experiências para a Emancipação Social na América Latina CIALC-UNAM, CIDES-UMSA, IIGG – UBA, 2019. 
  • Ramírez, Gallegos, Franklin, (coord.) Outubro e o Direito à Resistência: Revolta Popular e Neoliberalismo Autoritário no Equador Cidade Autônoma de Buenos Aires, CLACSO, 2020.
  • Sandro Mezzadra, “Dentro e contra a crise da pandemia: hipóteses de estabilização capitalista e luta de classes”, setembro de 2020
  • Svampa, Maristella. As fronteiras do neoextrativismo na América Latina: conflitos socioambientais, a virada ecoterritorial e novas dependências.Universidade de Guadalajara. CALAS.
  • Zibechi, Raúl, Movimentos sociais na América Latina. O “outro” mundo em movimento.Edições Underground, 2017

 



Desconto para pagamentos efetuados antes de 17/05

Pagamento único

CM Plenos

75 USD

150 USD

CM Associates

95 USD

190 USD

Sem link

95 USD

190 USD


Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Serão creditadas 48 horas de trabalho com o instrutor e 90 horas de dedicação total.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

Pagamento único: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Pagamento ANTES de 17/05/2021: USD 75 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).


Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:
Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
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Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:
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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.