Março, Mês da Mulher

 Março, Mês da Mulher

"A obsessão com o que acontece na barriga das mulheres"

"É um símbolo da fraqueza de um Estado" – Rita Segato

O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais promoveu e participou ativamente em 8M, no âmbito de “Março, Mês da Mulher.

Como parte dessa presença nas lutas feministas, a Secretária Executiva da CLACSO, Karina Batthyany, manteve um diálogo profundo com a antropóloga e feminista Rita Segato, abordando em conjunto diversos aspectos: a trajetória pela história patriarcal da humanidade; a incorporação das mulheres na esfera pública; mulheres e trabalho; os avanços no campo do reconhecimento dos direitos das mulheres; a violência de gênero; os direitos sexuais e reprodutivos ainda não resolvidos, entre outros temas.

Você pode conferir esse encontro individual entre Karina Batthyány e Rita Segato no vídeo a seguir:

“Observamos a escolha das meninas, das muito jovens, sua reflexão, sua maneira de argumentar, o que nos tranquiliza, porque a posição feminista e o discurso das mulheres já foram catapultados para o futuro.”

Rita Segato

“Não podemos negar os progressos alcançados no campo do reconhecimento dos direitos das mulheres, mas ainda encontramos grandes obstáculos que nos fazem questionar como, em pleno século XXI, continuamos a ter níveis tão elevados de violência de gênero e problemas relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos que permanecem sem solução.”

Karina Batthyany

"A obsessão com o que acontece dentro da barriga das mulheres é um símbolo da fraqueza de um Estado."

Rita Segato

Queremos mostrar, de uma perspectiva feminista, outra forma de fazer política. Uma forma feminista de fazer política, bastante diferente da política como a conhecemos, e especialmente da política dentro da estrutura do sistema patriarcal. Para mim, é disso que se trata o dia 8 de março, e é disso que se trata março, o #MêsDaMulher.”

Karina Batthyany

“Não se trata do movimento Me Too; o Me Too é outra coisa. Nossas histórias são duas, originárias de colonizações diferentes. De modo geral, chamo a vertente setentrional do feminismo de feminismo peregrino, ou seja, um feminismo puritano.”

Rita Segato