Marcos regulatórios nacionais para a proteção dos defensores dos direitos humanos e sua implementação territorial na América Latina

 Marcos regulatórios nacionais para a proteção dos defensores dos direitos humanos e sua implementação territorial na América Latina

Em ordem alfabética, os autores que participaram deste trabalho são:

Denisse Roca-Servat (Colômbia)
María Elena Attard Bellido (Bolívia)
Mauricio Madrigal (Colômbia)
Guillermo Luévano Bustamante com a colaboração de María Shuey Tristán Rodríguez (México)
Raquel Neyra Soupplet (Peru)

Coordenação de publicação: Marta Ribera Carbó e Irene Escorihuela Blasco.


O objetivo deste estudo foi investigar a existência de marcos regulatórios para a proteção dos defensores dos direitos humanos em geral e dos direitos ambientais e da Mãe Natureza em particular.

Dados estatísticos fornecidos por organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, como a Global Witness e as ouvidorias de diversos estados latino-americanos, documentam as graves e sistêmicas violações dos direitos dos defensores do meio ambiente. Isso ressalta a importância do Acordo de Escazú na região, que visa criar obrigações internacionais para que os estados-membros respeitem e garantam direitos, incluindo o acesso à informação, a participação e a justiça em questões ambientais. No entanto, apesar de ter sido assinado por todos e ratificado por muitos, o acordo praticamente não é implementado, demonstrando mais uma vez essa lacuna e a captura de nossos estados por poderes econômicos e políticos.

Por essas razões, esta pesquisa busca compreender como a ratificação do Acordo de Escazú, ou a sua ausência, afetou o desenvolvimento de marcos legais para a proteção de defensores de direitos humanos. Ela identifica avanços e retrocessos no reconhecimento desses direitos e examina o impacto do modelo neoliberal extrativista sobre a violação dos direitos dos defensores de direitos humanos.

Foram escolhidos quatro países: três gravemente afetados por ataques contra defensores dos direitos humanos – México, Colômbia e Peru – e um com progresso legislativo significativo em defesa da Mãe Terra, como a Bolívia.

Foram estudados os seus marcos regulatórios, ou a sua ausência, bem como o seu alcance e aplicação. O relatório, que integra os esforços da CLACSO para promover diálogos sociais que impactem a transformação da discriminação, da perseguição e das violações dos direitos humanos na região, apresenta conclusões gerais comuns aos quatro casos analisados ​​e partilha recomendações específicas para cada um deles.



O relatório foi apresentado pessoalmente por Raquel Neyra Soupplet, co-coordenadora do Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Ecologias Políticas do Sul/Abya-Yala, no âmbito de Congresso Internacional: Rumo à Due Diligence Obrigatória em Direitos Humanos: Propostas Regulatórias e Lições Aprendidas, que ocorreu nos dias 13 e 14 de julho de 2023 na Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Rovira i Virgili, em Tarragona, Espanha.