Libertem Lula – Justiça para Marielle
Em 7 de abril, da prisão, o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva denunciado: "Estou preso injustamente há um ano, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. A cada dia que passo aqui, minha indignação aumenta, mas mantenho a fé em um julgamento justo, onde a verdade prevalecerá. Posso dormir com a consciência tranquila. Duvido que aqueles que me condenaram nessa farsa judicial consigam dormir bem."
Semanas antes, em 14 de março, completou-se um ano do assassinato de [nome do assassino] no Rio de Janeiro. Marielle Franco, socióloga, feminista, ativista dos direitos humanos e defensora das mulheres negras no Brasil, com foco nas favelas do país.
Erguendo as bandeiras da libertação de Lula e da memória e exemplo de Marielle Franco, o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais promove a constituição do Comitê “Libertem Lula e façam justiça a Marielle!"na Argentina."
Para o lançamento, está sendo realizado um evento público em Buenos Aires, com a presença do ex-presidente. Dilma Rousseff, rodeado por organizações sociais, acadêmicas, sindicais, de direitos humanos, artistas e líderes políticos de diferentes setores.
A reunião é Quinta-feira, 25 de abril, às 18.00h, na Avenida Santa Fe, 4389, Cidade Autônoma de Buenos Aires..

O local tem capacidade limitada. O evento será transmitido online.
“Quero agradecer aos nossos irmãos e irmãs argentinos pela solidariedade. Estarei com vocês na próxima quinta-feira em Buenos Aires. No Brasil, essa luta dupla é a quintessência da luta democrática, porque expõe a natureza autoritária e neoliberal do governo brasileiro e as ações das milícias paramilitares.” Rousseff disse isso em uma conversa telefônica com os organizadores reunidos na Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho (UMET).
Mais informações em: www.lulalibre.org
Manifestações de apoio do Comitê Argentino pela Liberdade e Justiça de Lula para Marielle
O alvorecer do novo século trouxe uma nova oportunidade para o nosso continente. A ascensão de governos progressistas e populistas foi consequência das lutas históricas das nossas sociedades e de um anseio coletivo por um futuro melhor. Uma mudança copernicana ocorreu graças ao apoio da maioria, o que permitiu o aprofundamento dos processos de integração com os Estados-nação que assumiram papéis de liderança. Esses processos implicaram progressos substanciais na distribuição de riqueza e na expansão dos direitos.
Mas toda ação provoca uma reação daqueles que resistem a perder seus privilégios. Interromper as transformações tornou-se um imperativo, e nossas democracias, por caminhos diferentes dos do passado, foram mais uma vez atacadas.
O Brasil é um exemplo disso.
O golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, que instaurou um estado de emergência ainda em vigor, foi acompanhado pela condenação de uma mulher inocente para impor sua inelegibilidade e aprofundar a crise democrática. A prisão injusta de Lula, por meio da manipulação do sistema judiciário, confirmada pela nomeação do juiz Sergio Moro como Ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, expôs a farsa.
A violência política é outro elemento que enfraquece a realidade de nossa nação irmã. O assassinato, ainda impune, da líder social e política Marielle Franco é uma afronta que deveria nos envergonhar a todos.
Como latino-americanos, estamos unidos na defesa da verdadeira democracia em nosso continente. Para tanto, é imprescindível afirmar “Libertem Lula” e “Justiça para Marielle”.
Por todos esses motivos, apoiamos o Comitê Argentino pela Liberdade de Lula e Justiça para Marielle.