Os movimentos sociais populares defendem as causas da grande maioria.

 Os movimentos sociais populares defendem as causas da grande maioria.

Transcrição da coluna de Karina Batthyány
Em InfoCLACSO – 9 de outubro de 2024

Realizamos uma reunião com o Comitê Diretivo da CLACSO na Universidade de Havana, Cuba, onde revisamos as atividades dos últimos seis meses e discutimos as prioridades futuras para o trabalho da nossa Rede CLACSO. Além disso, enfrentamos o desafio de que nossa próxima Conferência, #CLACSO2025, acontecerá daqui a oito meses em Bogotá, Colômbia, também com duas assembleias. Este é o momento mais importante para a nossa Rede CLACSO em termos de definição de prioridades para os próximos três anos.

Dentro de alguns dias, publicaremos a convocação da Assembleia, que foi aprovada pelo nosso Comitê Diretivo, para que todos saibam quem compõe nossos Centros Membros.

– No âmbito do Fórum sobre Ativismo e Movimentos Sociais na América Latina e no Caribe, qual a importância de se abordar esse tema 65 anos após a Revolução Cubana?

– O fórum se refere, naturalmente, aos movimentos sociais de base que atuam no âmbito do pensamento crítico e, portanto, defendem as causas da grande maioria em nossos territórios. Hoje, estamos em um momento crucial para refletir sobre as demandas e ações desses movimentos e organizações sociais. Observamos certas ameaças à democracia ou expressões antidemocráticas da extrema direita que questionam algumas das conquistas alcançadas na região da América Latina e do Caribe, por exemplo, tudo o que se relaciona às conquistas em matéria de direitos das mulheres e ao trabalho que o movimento feminista vem realizando há muitos anos.

O movimento feminista é um movimento social que, sem dúvida, se destacou em nossa região nos últimos tempos por ter impulsionado as maiores transformações. Além disso, devemos destacar as questões relacionadas aos movimentos ambientalistas, à defesa dos direitos dos migrantes e, de modo geral, aos movimentos sociais que atuam de forma coordenada em torno da questão da desigualdade.

Lembremos que Movimentos Sociais e Ativismo na América Latina é uma de nossas Plataformas de Diálogo Social (PDS). Portanto, o que ocorreu neste Fórum foi um diálogo social contínuo em torno dessa questão e suas diversas dimensões de desigualdade, como as de gênero, geracional, ambiental e territorial.

Em resumo, estamos convencidos de que somente articulando conhecimento, movimentos sociais e políticas públicas poderemos promover as transformações necessárias em nossa América. Gostaria de destacar a participação de colegas dos Centros Membros da CLACSO em Cuba, bem como de toda a América Latina e Caribe. Os participantes vieram de diversos setores, como os Grupos de Trabalho da CLACSO, a rede de pós-graduação e as diferentes atividades que desenvolvemos. No total, mais de 150 pessoas se inscreveram para participar do Fórum sobre Ativismo e Movimentos Sociais, que aconteceu em diversos espaços da Universidade de Havana.

– A abertura do Fórum contou com a participação do Ministro da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (CITMA), do Reitor da Universidade de Havana e do representante do Comitê Diretivo da CLACSO para Cuba. Como foram esses encontros e discussões bilaterais?

O fato de a inauguração ter ocorrido no Auditório Magna da Universidade de Havana demonstra a importância que a rede de Centros Membros da CLACSO em Cuba atribui a este evento. Na inauguração, tivemos o privilégio e a honra da participação do Ministro da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Eduardo Martínez Díaz, da Reitora da Universidade de Havana, Miriam Nicado García, e minha, representando a CLACSO. Dar destaque às vozes, iniciativas e propostas que emergem dos movimentos e organizações sociais é mais importante do que nunca para o Caribe e para toda a América Latina.


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