Liberdade acadêmica no Sul Global: lições sociais e institucionais aprendidas na América Latina, no Caribe e na África.
Desde o ano 2021, o Rede de Conhecimento sobre o Direito ao Ensino Superior no Sul Global (REGS) O projeto visa consolidar uma rede internacional de pesquisa, diálogo e produção de conhecimento que problematize as desigualdades educacionais e promova abordagens alternativas para garantir o direito à educação no Sul Global.
Nesta ocasião, o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) e o Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais na África (CODESRIA), como parte das instituições que compõem e apoiam esta rede, convidam equipes de pesquisa a submeter projetos que abordem de forma crítica e contextualizada os desafios da Liberdade Acadêmica nas regiões da América Latina, Caribe e África.
O prazo para inscrição termina na sexta-feira, 29 de maio.
INSCRIÇÃO
Num contexto global marcado por transformações políticas, sociais e tecnológicas, a liberdade acadêmica — entendida não apenas como um direito individual de docentes e discentes, mas também como um pilar fundamental da autonomia universitária, da democracia e do fortalecimento dos espaços cívicos — enfrenta ameaças crescentes. Esta chamada de propostas busca promover o pensamento crítico e a produção de conhecimento original que nos permita compreender, tornar visíveis e defender os espaços de produção de conhecimento contra a censura, o assédio, a precariedade e a mercantilização, com foco particular no fomento do diálogo Sul-Sul.
Objetivos da Chamada de Propostas
Promover a pesquisa empírica e teórica sobre o estado da liberdade acadêmica na América Latina, no Caribe e na África.
Fortalecer a cooperação acadêmica e o intercâmbio de experiências e aprendizados entre equipes de pesquisa de ambas as regiões.
Produzir conteúdos que contribuam para o debate público e influenciem as políticas de ensino superior, garantindo a autonomia e o direito à ciência.
Áreas temáticas de interesse
Os projetos de pesquisa devem ser registrados em um ou mais dos seguintes eixos:
Democracia, autonomia e liberdade acadêmica: impacto na liberdade acadêmica, na liberdade de aprendizagem e nas agendas de pesquisa. Resistência a pressões externas, assédio e negacionismo.
-Liberdade acadêmica e governança universitária: o papel dos estudantes, do corpo docente e da equipe acadêmica na governança da universidade.
- Direito humano à ciência e ao conhecimento: Lacunas de acesso e seu impacto na liberdade de pensamento e no trabalho intelectual. Produção e circulação social do conhecimento como um bem público e comum.
-Interseccionalidade e Liberdade Acadêmica: Análise das desigualdades de gênero, raça, etnia, território e classe nas trajetórias de produção educacional, acadêmica e científica.
Igualdade socioeducacional: Diversidade epistêmica e soberania cognitiva: Diálogos entre o saber acadêmico, ancestral e popular. Estratégias contra a hegemonia epistêmica e a defesa dos sistemas de conhecimento locais.
-Conhecimento em Resistência: O Bem Viver e o Ubuntu como horizontes para uma Liberdade Acadêmica Pluriversal.
Liberdade acadêmica na era da pós-verdade: desinformação, algoritmos e o direito humano à ciência.
-Metodologias para a avaliação qualitativa e quantitativa da liberdade acadêmica no Sul Global.
-Estudos comparativos: Análises transregionais entre países da América Latina, Caribe e África.
-Liberdade acadêmica na era digital: Inteligência artificial, vieses, soberania de dados, justiça algorítmica e suas implicações para a liberdade acadêmica.
-A universidade em um contexto neoliberal: a questão da liberdade intelectual, integridade institucional e acadêmica, trabalho do corpo docente e sindicalização, a mercantilização da educação, o neogerencialismo.
REGRAS PARA A CHAMADA DE CANDIDATURAS