Liberdade acadêmica afro-diaspórica
Associações de pesquisadores afrodescendentes e seu papel na luta contra o sexismo e o racismo na academia.
Existe liberdade acadêmica para afro-diaspóricos em universidades da América Latina e do Caribe?
por Jorge Enrique García Rincón
Historicamente, a universidade tem sido um espaço distante — e muitas vezes hostil — para as populações afrodescendentes. Devido à escravidão e ao racismo ao longo da história, essas comunidades foram incorporadas à educação formal tardiamente e em um ambiente racista.
Um desses mecanismos é o racismo epistêmico, que deriva da suposição de que as pessoas da diáspora africana não possuem a capacidade nem as condições para contribuir com novos conhecimentos. Consequentemente, as trajetórias intelectuais negras são invisibilizadas nos currículos, e a história afro-diaspórica é silenciada. Portanto, o que esses povos vivenciam constantemente é a violência epistêmica, que se manifesta na obstrução do estudo de sua produção científica nas universidades.
Ao descartar o pensamento dos povos negros como conhecimento científico, a academia ocidental e ocidentalizada aplica a característica mais flagrante do racismo: a desumanização.
Produto desenvolvido durante a fase de extensão do Chamada para apresentação de propostas: Fortalecimento da pesquisa comparativa e do pensamento crítico no âmbito da liberdade acadêmica nas Américas