"A universidade não é o problema, ela faz parte da solução."

Assim como em 23 de abril, as universidades públicas da Argentina se mobilizaram novamente em todo o país na quarta-feira, 2 de outubro, sob o lema " A universidade não é o problema, é parte da solução ", em protesto contra o desfinanciamento das universidades públicas, a deterioração dos salários de professores e funcionários administrativos e o veto do presidente Javier Milei à Lei de Financiamento Universitário aprovada pelas duas casas do Congresso Nacional.
A Marcha Universitária Federal, realizada em cidades de todo o país, com epicentro na capital argentina, foi convocada por toda a comunidade universitária: a Frente Sindical Universitária, a Confederação das Universidades Argentinas (FUA), o Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), com o apoio da CGT, da CTA dos Trabalhadores, da CTA Autônoma, de organizações estudantis, políticas e sociais.

A Lei de Financiamento Universitário estipulava uma atualização orçamentária e reajustes salariais em linha com a inflação. O Congresso Nacional teve a oportunidade de derrubar o veto do Poder Executivo e ratificar a lei com maioria de dois terços, mas o governo obteve mais de um terço dos votos na sessão de 9 de outubro, ignorando os apelos por uma defesa forte e justa das universidades públicas na Argentina.

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