Democracia, um princípio sem fim
O sociólogo português e diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, participou no início de fevereiro, no México, do Diálogo “Autoritarismo Neoliberal ou Democratização da Democracia?: A Disputa pelo Futuro na América Latina”, organizado em conjunto pelo CLACSO e pelo Programa Universitário de Estudos sobre Democracia, Justiça e Sociedade (PUEDJS-UNAM).
Em entrevista à CLACSO TV, ele afirmou: “A democracia é um princípio sem fim; por isso devemos democratizar, mas de forma intercultural e não monocultural”.
Entrevistado por Gustavo Lema
Considerando o Chile como um laboratório para o neoliberalismo no continente, De Sousa Santos destacou as lutas que eclodiram no país sul-americano em outubro de 2019: “Todas as informações que tenho sobre os movimentos que lutam por uma assembleia constituinte plurinacional demonstram uma forte consciência da pluralidade e também do plurinacionalismo. Isso significa que homens e mulheres brancos e mestiços estão muito conscientes de que os pioneiros dessa luta contra o neoliberalismo foram o povo Mapuche, e é por isso que existe uma ideia plurinacional. Os Mapuche têm seus próprios métodos democráticos de deliberação. Tenho certeza de que isso contribuirá para ampliar o conceito de democracia no continente.”
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