Comparação em ciências sociais e análise de políticas públicas na América Latina e no Caribe

 Comparação em ciências sociais e análise de políticas públicas na América Latina e no Caribe

Seminário 1919

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Juan Bautista Lucca e José Francisco Puello-Socarrás (FI/ESAP, Colômbia)
Home: 24 / 06 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 21/06/2019

Equipe de ensino: Juan Bautista Lucca, José Francisco Puello-Socarrás, Carlos Wladimir Gómez Cárdenas e María Angélica Gunturiz Rodríguez

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 14/06/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:

A primeira parte deste seminário introduz o debate sobre a comparação e seus métodos a partir de uma perspectiva interdisciplinar, com contribuições de diversas áreas das ciências sociais, como história, ciência política e sociologia. Os seis primeiros módulos apresentam as estratégias e os desafios inerentes à abordagem comparativa, enfatizando as realidades da América Latina e do Caribe. Introduzem também uma crítica epistemológica da produção de conhecimento na região, particularmente por meio do método comparativo. Esta parte do programa conclui com uma apresentação sobre o papel específico da comparação na análise de políticas públicas em nossos países.

A segunda parte aborda a comparação como ferramenta fundamental na análise dos processos de mudança social, enfatizando os desafios que envolvem o desenvolvimento nos países da América Latina e do Caribe. Examina políticas públicas relacionadas à reforma e organização do Estado, problematizando novos mecanismos de produção de políticas públicas. Em seguida, aborda os desafios do desenvolvimento e sua dimensão social por meio de uma análise dos sistemas de políticas sociais na região. Por fim, revisa discursos emergentes sobre desenvolvimento a partir de uma perspectiva comparativa.

Conteúdo:

  • O que é comparação (e o que não é). Análise, método(s) e lógicas de pesquisa a partir de uma interpretação crítica.
  • Interstícios do desenvolvimento da sensibilidade comparativa nas ciências sociais na América Latina.
  • Ferramentas e estratégias de comparação na América Latina e no Caribe.
  • O desafio de comparar políticas públicas.
  • Mecanismos causais e perspectiva dinâmica da mudança institucional como ferramentas de comparação em políticas públicas.
  • Governança e governança numa perspectiva comparada: Avaliação e perspectivas críticas na América Latina e no Caribe.
  • Transformações do Estado na reconfiguração das relações com o Governo, a Sociedade e o Mercado na América Latina e no Caribe.
  • Regimes de bem-estar social e horizontes das políticas sociais na América Latina: abordagens comparativas.
  • Neoliberalismo(s), antineoliberalismo(s) e pós-neoliberalismo(s): uma abordagem comparativa.
  • Pós-neoliberalismos do bem-viver: políticas públicas alternativas e nativas?

  • Sartori, G. 2002. “Para onde vai a ciência política?”, Política e Governo, Vol. XI, nº 2, Segundo semestre de 2002, pp. 349-354.

  • Raveca, P. 2010. “A política da Ciência Política. Um ensaio de introspecção disciplinar da América Latina contemporânea”, América Latina. Revista do Doutorado em Processos Sociais e Políticos na América Latina (Santiago do Chile: Universidade ARCIS) nº 9, pp. 173-210.

  • Puello-Socarrás, JF. 2011. “Convencionalismos e subversões epistemológicas”. Crítica Contemporânea. Revista de Teoría Política (Montevidéu: Universidad de la República) No. 1, pp.

  • BELTRÁN VILLEGAS, Miguel Ángel. (2014). “Análise comparativa: algumas contribuições latino-americanas na segunda metade do século XX”. Revista Mexicana de Ciências Políticas e Sociais, 59 (221), 145-174.

  • GIORDANO, Verónica (2011) “Um apelo em favor de uma sociologia histórica comparativa da América Latina”, em Trabalho e Sociedade, nº 17, Universidade de Santiago del Estero, pp. 41-48.

  • LUCCA, Juan Bautista e PINILLOS, Cintia (2015). “A agenda da política comparada na América Latina”. El@tina. Revista Eletrônica de Estudos Latino-Americanos, 14(53), 1-15.

  • RAGIN, Charles (2007) “A construção da pesquisa social”. Siglo del Hombre – Universidade dos Andes: Bogotá. Págs.177-211

  • DELLA PORTA, Donatella (2013). “Análise comparativa: pesquisa baseada em casos versus pesquisa baseada em variáveis”. In Abordagens e metodologias das ciências sociais. Editora AKAL. Madrid. Pp. 211-237.

  • LUCCA, Juan Bautista (2019). “Conceitos de política comparativa latino-americana”. Espiral Estudos sobre Estado e Sociedade, 2019, 26(74), 9-48. ISSN: 2594-021X.

  • LUCCA, Juan Bautista e PINILLOS, Cintia (2015) “Decisões teórico-metodológicas na construção de estudos comparativos à luz dos fenômenos ibero-americanos”. Working Papers #25. Instituto Ibero-Americano. Universidade de Salamanca.

  • BULCOURF, Pablo e Nelson CARDOZO (2008): “Por que comparar políticas públicas?”, em Política Comparada - Documento de Trabalho nº 3. Argentina.

  • GARCIA MONTERO, Mercedes (2017) “Políticas públicas e sua análise”, em Curso de Ciência Política, Marti i Puig, S.; Solis Delgadillo, JM; Sanchez, F. (orgs.). Cidade do México: Senado da República do México. Pp. 577-616.

  • GUNTURIZ, Angélica; José Francisco PUELLO-SOCARRÁS; Carlos GÓMEZ CÁRDENAS e Juan B. LUCCA (2018) “O método comparativo e o estudo de políticas sociais na América Latina e no Caribe”. Revista Latino-Americana de Metodologia em Ciências Sociais (ISSN 1853-7863) Volume 8 Número 2.

  • Gómez, A. (2015). Abordagens recentes para a análise da mudança institucional: A teoria distributiva da mudança gradual. Política e governo, 22(2), 391-415.

  • González, F. (2016). Mecanismos sociais e sua relação com a distinção micro-macro. Cinta moebio 55: 16-28.

  • Saavedra-Echeverry, S. (2016). Análise do desenvolvimento institucional a partir da abordagem institucional histórica. Papel Político, 21(1), 81-100.

  • Mayorga, F., & Córdova, E. (2007). Governabilidade e governança na América Latina. Governabilidade e Governança In: América Latina - Documento de Trabalho NCCR Norte-Sul IP8, Genebra, 18-20.

  • Vidal-Beneyto, J. (2013). As palavras império, governabilidade e governança.

  • Olivo Pérez, M. Á., Alaníz Hernández, C., & Reyes García, L. (2011). Crítica dos conceitos de governabilidade e governança: uma discussão com referência aos conselhos escolares para a participação social no México. Revista Mexicana de Pesquisa Educacional, 16(50), 775-799.

  • Jiménez, C., Puello-Socarrás, JF, Corredor, AR, & Ibáñez, MR (2017). O COMUM: ALTERNATIVAS POLÍTICAS DA DIVERSIDADE. CDPAZ-PLANETAPAZ, Bogotá, 2017.

  • OSTROM, E. 1994. “Reflexões sobre os bens comuns”. A governança dos bens comuns. A evolução das instituições de ação coletiva, pp. 35-75.

  • HARVEY, D. 2013. “A criação de bens comuns urbanos”. Cidades Rebeldes. Do direito à cidade à revolução urbana. Madrid: Akal, pp. 107-136.

  • Del Valle, Alejandro H (2009). Regimes de bem-estar social na América Latina. Revista AMÉRIKA, 2, 28.

  • Mirza, Christian Adel (2014). Conclusões provisórias. In: (Re)construção das matrizes do bem-estar na América Latina: os dilemas da esquerda latino-americana. CLACSO, Buenos Aires.

  • Sojo, A. (2017) Disputas sobre proteção social na América Latina: do reducionismo à heterodoxia. In Proteção social na América Latina: desigualdade em julgamento. Livros da CEPAL, nº 143. Santiago: Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

  • Puello-Socarrás, JF 2015. "Neoliberalismo, Antineoliberalismo e Novo Neoliberalismo. Episódios e Trajetórias Econômico-Políticas Sul-Americanas (1973-2015)" em: Puello-Socarrás et al. (coord. Luis Rojas Villagra) Neoliberalismo na América Latina. Crise, Tendências e Alternativas. Buenos Aires: CLACSO, pp.

  • Puello-Socarrás, JF 2013. 'Oito teses sobre o neoliberalismo (1973-2013)', em H. Ramírez (ed.), O neoliberalismo sul-americano em chave transnacional: raizamento, apogeu e crise, 13-57. São Leopoldo: Oikos - Unisinos.

  • Puello-Socarrás, JF. 2015. DESENVOLVIMENTO. Paleontologia (política) de uma ideia (neoliberal). Estudos Críticos do Desenvolvimento. Vol. V, nº 8, pp. 47-81.

  • Medina, J. 2011. Sobre Suma Qamaña em: Farah, I. & Vasapollo, L. Viver bem: um paradigma não capitalista? La Paz: CIDES-UMSA, pp.

  • Dávalos, P. 2008. 'Reflexões sobre Sumak Kawsay (Boa Vida) e teorias do desenvolvimento' e 'Sumak Kawsay (“Boa Vida”) e as censuras ao desenvolvimento', em AL Hidalgo-Capitán, A. Guillén García e N. Deleg Guazha (eds.), Sumak Kawsay Yuyay. Antologia do pensamento indígena equatoriano sobre Sumak Kawsay, pp. Huelva e Cuenca: Universidade de Huelva.

  • Ascarrunz, B. 2011. "Viver bem como significado e orientação das políticas públicas", em: Farah, I. & Vasapollo, L. Viver bem: paradigma não capitalista? La Paz: CIDES-UMSA, pp. 423-437.
  • Perguntas frequentes

    Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

    • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
    • Acesso à Internet.
    • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
    • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
    Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
    O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

     



    Desconto para pagamento único até 16/03

    Em um único pagamento após 16/03

    CM Plenos

    75 USD

    150 USD

    CM Associates

    95 USD

    190 USD

    Sem link

    95 USD

    190 USD

    Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.