Infância e Juventude: Violência, Memórias e Processos de Construção da Paz

 Infância e Juventude: Violência, Memórias e Processos de Construção da Paz

Seminário 1937

Cadeira: CLASSO
Coordenação: María Camila Ospina (CINDE-UManizales, Colômbia) e Daniel Llanos (CICSHE/UPS, Equador)
Home: 08 / 08 / 2019 | Inscrição: 04/02/2019 a 05/08/2019

Equipe de ensino: María Camila Ospina Alvarado (Colômbia), Daniel Llanos (Equador), Lina Marcela Cardona (Colômbia), Julián Loaiza (Colômbia), Marisa Feffermann (Brasil), Miriam Abramovay (Brasil), Rosana Mendoza (Peru), Juan Carlos Amador (Colômbia), Adriana Arroyo (Colômbia), Alfredo Nateras (México), Alejandra Barcala (Argentina),

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 29/07/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:
Este seminário visa contribuir, por meio de diversas perspectivas desenvolvidas em pesquisas sociais em países da América Latina, para a compreensão de como crianças e jovens são moldados em contextos de violência. Examina tanto elementos de nível macro, envolvendo história e dinâmicas nacionais, quanto processos relacionais nos quais a violência é normalizada como parte da vida social. O seminário busca compreender não apenas o impacto da violência, mas principalmente como crianças e jovens emergem como sujeitos políticos capazes de contribuir para a construção da paz. A compreensão desses fenômenos e dinâmicas ajuda a identificar experiências e possíveis caminhos na socialização política e na educação cívica de crianças e jovens, fomentando novas formas de participação e novas maneiras de distribuir o poder que se aproximem da democracia em nosso continente. A compreensão dessas dinâmicas ajuda a orientar políticas públicas relativas à educação cívica nas escolas e à inclusão e participação de crianças e jovens nas dinâmicas de nossas sociedades.

Conteúdo:

  • Cidadania infantil e juvenil em contextos de violações de direitos.
  • Capacidades políticas e mediações pacifistas de crianças e jovens em territórios em transição.
  • Juventude e violência ou juventude e múltiplas violências: a situação de dois jovens no Brasil.
  • A juventude no contexto da existência do Estado Penal nos países da América Latina: novas formas de sociabilidade contemporânea: gangues, grupos criminosos e jovens envolvidos com o narcotráfico.
  • Educação e conflito armado interno: impacto na vida de crianças e jovens indígenas no Peru.
  • Pedagogias da memória para a reparação simbólica de crianças e jovens vítimas de violência.
  • Cartografias corporais da juventude para a construção da paz: continuidades, fugas e rupturas.
  • Etnografias nos limiares da violência: reflexões teóricas e metodológicas.
  • Infância e direitos humanos: violência contra crianças em situação de vulnerabilidade e estigma.
  • Construindo paz e memórias em contextos de violência e conflito: da vitimização às narrativas geradoras de crianças, suas famílias e outros agentes relacionais.

  • Alvarado, SV, Muñoz, G., Botero, P., Ospina HF. As tramas da subjetividade política e os desafios à educação cívica dos jovens. Revista Latino-Americana de Sociologia.
  • Alvarado, SV, Ospina, HF, Quintero, M., Luna, MT, Ospina-Alvarado, MC, & Patiño, JA (2012). Socialização e configuração da subjetividade política de crianças como construtoras da paz em contextos de conflito armado. Escolas como territórios de paz. Construção social de crianças como sujeitos políticos em contextos de conflito armado. Capítulo 8, pp. 243-261. Buenos Aires: CLACSO.
  • Muñoz, F. Paz imperfeita em um mundo de conflitos. Instituto de Estudos da Paz e Conflitos, Universidade de Granada.
  • FEIXA, C. & GONZALES, Y. (2006). Territórios Estéreis: Identidades de Jovens Indígenas e Rurais na América Latina. In: Papers Journal, nº 79, pp. 171-193. Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Documento online disponível em: http://papers.uab.cat/article/view/v79-feixa-gonzalez/pdf-es
  • UNDA, R. & LLANOS, D. (2013). Produção social da infância em contextos de mudanças e transformações “rurbanas”. In: LLOBET, V. Pensando a infância na América Latina. Coletânea da Rede de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).
  • DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix (2005) O que é Filosofia. Capítulo 7: Percepção, afeto e conceito (pp. 164-201). Barcelona: Anagrama.
  • KANDINSKY, Wassily (1989) Sobre o Espiritual na Arte. Introdução (págs. 7-14). México: Premia Editores
  • Feffermann, M. Gangues, Maras e Pandilhas. Coletânea sobre juventude. Ed. Cortez. São Paulo. não Prelo.
  • Feffermann, M. Vidas Arriscadas. O cotidiano de dois jovens traficantes de drogas. Além das pnadilhas: violência, juventude e resistência no mundo globalizado. 2010
  • ABRAMOVAY, Miriam; CASTRO, Maria Garcia; MACHADO DA SILVA, Luís Antonio; PEREIRA LEITE, Márcia; FRIDMAN, Luís Carlos; FARIAS, Juliana.; VITAL, Cristina; ALMENDRA, Dinaldo e SANTOS MATTOS, Carla dos. (2012) Jovens em comunidades com Unidades de Polícia do Pacífico (UPPs): Perfil, expectativas e projetos para suas comunidades. Rio de Janeiro: FLACSO/BID. 181 pág. Não publicado.
  • ALMEIDA, Maria Isabel Mendes de, EUGÊNIO, Fernanda. (organizações). (2006) Culturas jovens: novos mapas de afeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 239 pág.
  • BOURDON, R.; BARRICAULD, F. Violência In: BOURDON, R.; BARRICAUD, F. Dicionário crítico de sociologia. São Paulo: EdÁtica, 1993. p. 505-614.
  • BOURDIEU, Pierre. (1983) “Gosto de classe e estilos de vida”. In: Ortiz, Renato (organizadores). Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo: Ática. págs. 82-121.
  • CHAUÍ, M. “Uma ideologia perversa: as explicações para a violência impedem que a violência real se torne compreensível.” In: Folha de S.Paulo, 14 de março de 19999 (Caderno Mais!, p. 3-5).
  • USECHE, O (2009). A juventude produzindo a sociedade. Capítulo 1. “Investigando o poder das subjetividades juvenis”, pp. 27-40. UNIMINUTO, Prefeitura de Bogotá, OXFM Grã-Bretanha. Bogotá.
  • REGUILLO, R. (2004). Tempo de híbridos.
  • Unicef ​​​​(2011). A jornada, a migração e a infância.
  • Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (2014). Crianças em fuga. Crianças desacompanhadas que fogem da América Central e do México e a necessidade de proteção internacional.
  • LLOBET, Valeria. No prelo. E o que você sabe se não viveu isso? Infância e ditadura em uma cidade do interior. A Contracorriente. Revista de História Social e Literatura da América Latina.
  • Villalta, Carla. 2012. De Dotações e Sequestros. Buenos Aires. Edições do Porto.
  • Bustelo E (2007) Biopolítica da infância, capítulo 1 do texto A Recreação da Infância
  • Amador-Baquiro, JC (2016). Juventude, temporalidades e narrativas visuais no conflito armado colombiano. Revista Latino-Americana de Ciências Sociais, Infância e Juventude, 14 (2)
  • Ospina-Alvarado, MC, Carmona-Parra, JA, Alvarado-Salgado, SV (2014). Crianças no Contexto do Conflito Armado: Narrativas Gerativas de Paz. Revista infâncias imagens. Vol. 13 No. 1 janeiro-junho. pp. 52-60.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



Desconto para pagamento único até 16/03

Em um único pagamento após 16/03

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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.