III Congresso Nacional de Sociologia / AAS – UNSJ «Reflexões e negociações de uma ciência crítica: Meio século de sociologia na Argentina»
PRE ALAS PERU 2019 / 2ª Conferência de Sociologia San Juan.
http://www.sociologiasanjuan.com.ar/programas.html
4, 5 e 6 de setembro, San Juan, Argentina.
Como parte do Congresso, Karina Batthyány, Secretária Executiva da CLACSO, participará com uma conferência intitulada “Conhecer a realidade para transformá-la: a importância das Ciências Sociais na conjuntura atual”, na sexta-feira, 6 de setembro, às 17h30.
O programa completo está disponível em: http://www.sociologiasanjuan.com.ar/Programa%20General.pdf
Fundação:
A sociologia tem sua origem em meados do século XIX, particularmente em sociedades europeias que vivenciaram processos de transformação social no contexto da Revolução Industrial.
As mudanças radicais de ordem social, cultural, econômica e produtiva exigiram novas estruturas de compreensão e conhecimento social. A sociologia não é resultado de uma formação aleatória; ela faz parte de um longo processo de conhecimento social que, sob uma combinação específica de fatores, surge em resposta às novas questões levantadas pelas sociedades mencionadas.
No contexto nacional, a sociologia argentina surgiu precocemente no meio acadêmico com a cátedra ocupada por Antonio Dellepiane no final do século XIX (1898) na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires. Contudo, é difícil considerar o surgimento de uma ciência sociológica nacional antes do século XX. A obra de Gino Germani, iniciada na quarta década do século XX, representa o primeiro passo rumo à formalização científica.
Em nível institucional, a criação do programa de Sociologia na Universidade de Buenos Aires (1957) marcou o início do que pode ser entendido como o momento inaugural na estruturação da área. A partir desse ponto, a nova disciplina na Argentina encontrou terreno fértil na região de Cuyo para uma expansão que começava a tomar forma.
Em 1965, o segundo programa de Sociologia no setor público nacional, e o primeiro no resto do país, foi criado na então Universidade Provincial D. F. Sarmiento, na cidade de San Juan. Três anos depois, outra cidade produtora de vinho juntou-se ao avanço da Sociologia. Na província de Mendoza, dentro da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais (Universidade Nacional de Cuyo), foi estabelecido o terceiro programa nacional (gerido pelo setor público) de Sociologia, que posteriormente se expandiu por todo o país, chegando hoje a doze universidades públicas.
A distância de mais de seis décadas, no caso da Universidade de Buenos Aires, abordada na Conferência: Trajetórias de uma (In)disciplina. Sociologia Sessenta Anos Após a Fundação do Programa (agosto de 2017), bem como na Conferência Provincial de San Juan: Meio Século de Sociologia em San Juan. O Desafio do Saber (2017); somada à obra publicada 50 Anos de Sociologia em Mendoza (2018), nos incentiva a investigar o alcance, os desafios, as trajetórias, os debates, os obstáculos e as práticas de nossa ciência em seu primeiro meio século.
Nesse contexto, o Congresso busca fomentar um fórum de debates e trocas para refletir sobre os caminhos percorridos e os desafios que surgem em um cenário da Sociologia argentina composto por doze universidades nacionais e públicas que desenvolvem a ciência e um número menor de universidades privadas.
Além disso, este Congresso ocorre num momento em que os poderes constituídos demonstram uma força esmagadora em todo o mundo, resultando numa grande crise global, tanto ambiental e humanitária quanto política, cultural e econômica.
Na América Latina, a ofensiva neoliberal, aliada à profunda erosão da democracia, desafia as ciências sociais, e a sociologia em particular. É uma ciência da ordem ou da transformação? Este encontro nos convida a questionar a suposta neutralidade proclamada pela ciência dominante diante das consequências práticas do nosso conhecimento. Simultaneamente, afirmamos a necessidade de criar um espaço de introspecção para desnaturalizar, repensar e analisar nossas próprias práticas disciplinares em um contexto que exige novos compromissos da nossa área.
Por fim, é importante destacar que, desde sua criação, há 10 anos, a Associação Argentina de Sociologia (AAS) tem incluído entre seus objetivos a organização de atividades e congressos, com a contribuição e participação de todas as universidades nacionais do país, promovendo e consolidando a visibilidade da sociologia argentina nos âmbitos nacional, regional e internacional. Para tanto, trabalha em conjunto com a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS), a Associação Internacional de Sociologia (ISA) e o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO). Cabe ressaltar, como contexto para essa experiência, que os dois congressos anteriores da AAS foram eventos pré-ALAS. O primeiro, "Novos Protagonistas no Contexto da América Latina e do Caribe", Pré-ALAS 2014, foi organizado em conjunto com a Universidade Nacional do Nordeste (UNNE). O segundo evento, "Ciências Sociais na América Latina e no Caribe Hoje: Perspectivas, Debates e Agendas de Pesquisa", Pré-ALAS 2017 e Fórum Sul-Sul, foi coorganizado com o Departamento de Sociologia da Universidade Nacional de Villa María (UNVM). Ambos os eventos foram patrocinados pela ISA e pela CLACSO, e por todos os departamentos de sociologia do país que fazem parte do Conselho Consultivo da AAS.
Nesse sentido, e seguindo os arranjos institucionais, a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS) endossa o 3º Congresso Nacional de Sociologia AAS – UNSJ – San Juan 2019 – Reflexões e Práticas de uma Ciência Crítica: Meio Século de Sociologia na Argentina, como um Congresso Pré-ALAS para a Argentina, no âmbito do XXXII Congresso Internacional da ALAS Peru 2019 – Rumo a um Novo Horizonte de Significado Histórico de uma Civilização da Vida, a ser realizado na cidade de Lima.

Eixos temáticos:
EIXO A: Teorias e metodologias: caminhos e desafios do conhecimento sociológico na Argentina.
Tabela nº 1: Teorias sociológicas: debates e pesquisas atuais.
Tabela nº 3: Pesquisa social sobre o estado da questão a partir de um exercício reflexivo
EIXO B: Estudos de sociologia histórica argentina e regional
Tabela nº 4: O desafio da análise de processos. Estudos e pesquisas a partir de uma abordagem sócio-histórica.
Tabela nº 5: Direitos humanos e memória social em nossa história recente. Terrorismo de Estado e genocídio na última ditadura militar (1976-1983).
Tabela nº 6: Elites, política de direita e poder na América Latina (1998-2019).
EIXO C: Trabalho e emprego.
Tabela nº 7: Trabalho e emprego.
Tabela nº 8: Trabalho e trabalhadores em conflito
Eixo D: Estrutura social, população e demografia
Tabela nº 10: Dinâmica demográfica e horizontes da desigualdade socioeconômica
Tabela nº 12: Migração e educação: um caminho para a mobilidade social?
Eixo E: Problemas espaciais, meio ambiente e territorialidade.
Tabela nº 13: Ruralidade no século XXI: estudos multidimensionais sobre a evolução do setor
Eixo F: Movimentos sociais, conflitos e ações coletivas.
Tabela nº 14: Novos movimentos sociais? Práxis pública das mobilizações intelectuais latino-americanas no século XXI
Eixo G: Estado, planejamento social e políticas públicas.
Tabela nº 15: Desenvolvimento, território e hegemonia: além do extrativismo, é possível outra produção?
Tabela nº 16: Políticas sociais e transformações políticas.
Tabela nº 17: Utilização de estatísticas oficiais para o planejamento, avaliação de políticas públicas e análise de questões de interesse social.
Eixo H: Saúde, epidemiologia e práticas de saúde.
Tabela nº 18: A natureza social do processo de saúde-doença-cuidado.
EIXO I: Educação: processos, políticas e história da educação.
Tabela nº 19: Temas e problemas da Sociologia da Educação na Argentina: perspectivas interdisciplinares, metodologias e desafios
Tabela nº 20: Educação em tempos de crise: sistemas, políticas e experiências
Tabela nº 21: Direitos, inclusão e desigualdade social nos processos escolares atuais.
Tabela nº 22: Pedagogias críticas dentro e fora do sistema educacional. Teorias, reflexões e experiências na América Latina nos séculos XX e XXI.
Eixo J: Gênero, feminismos e sexualidades
Tabela nº 23: Sociologia de gênero e sexualidades em um ponto de ebulição: das políticas públicas às intimidades revolucionadas.
Tabela nº 24: Alternativas políticas e propostas teórico-metodológicas para o debate feminista contemporâneo com base na agência de gênero nas Ciências Sociais.
Eixo K: Estudos sociais da comunicação e dos meios de comunicação.
Tabela nº 26: Os desafios atuais das Ciências da Comunicação como espaços para a construção do conhecimento e das práticas sociais.
EIXO L: Sociologia jurídica e formas de controle social.
Tabela nº 27: Política, violência e controle social
Tabela nº 28: Instituições e Políticas de Justiça: Dilemas e Desafios Atuais
Eixo M: Infância, adolescência e juventude
Tabela nº 29: Poderíamos, por favor, falar sobre adolescência e juventude?
Eixo N: Estudos sociais de ciência, tecnologia e inovação.
Tabela nº 30: Produção, circulação e avaliação do conhecimento científico em contextos periféricos.
EIXO O: Seitas, religiões e crenças.
Tabela nº 32: Realidades, crenças, imaginários e representações. Espaços e identidades numa perspectiva histórico-sociocultural.
Tabela nº 33: Dinâmicas da religião e do espaço público na América Latina
Eixo P: Povos indígenas, interculturalidade e decolonialidade.
Tabela nº 34: Povos indígenas: visibilidade, lutas e resistência: análises, perspectivas e debates.
Tabela nº 35: Povos indígenas e o Estado: Reetnização em territórios educacionais.

