Hegemonia, comunicação e poder. Rumo a uma geopolítica do século XXI.

 Hegemonia, comunicação e poder. Rumo a uma geopolítica do século XXI.


Seminário 2029

CoordenaçãoIsabel Rauber (Universidade de Havana, Cuba) e Wim Dierckxsens (Universidade da Costa Rica)

faculdade: Formento, Walter (Universidade de Buenos Aires, Argentina) Schulz Juan Sebastián e Zuccaro Agustín Ezequiel (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)


Início: 27/05/2020 | Inscrição: 20/04/2020 a 24/05/2020

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Este seminário visa fomentar a reflexão e o debate sobre o estado das relações internacionais e latino-americanas em termos de hegemonia, comunicação e geopolítica, com base numa sólida formação em ferramentas teóricas e metodológicas para a pesquisa social, promovendo também uma atualização das categorias e dos quadros conceptuais para a análise destes problemas, em relação às transformações do capitalismo global contemporâneo e à sua crise.

Recorremos a autores clássicos das ciências sociais e do pensamento crítico para recuperar certas ferramentas teóricas na transição da conceitualização da dominação ideológica para a hegemonia política. Em seguida, focaremos nas novas formas de hegemonia que emergem das transformações estruturais do capitalismo nas sociedades pós-industriais/financeiras.

Neste ponto, será abordado o processo de crise dos partidos ideológicos de massa e serão consideradas as chaves analíticas para a compreensão do papel estratégico dos meios de comunicação de massa, das plataformas multimídia e de telecomunicações e das novas mídias digitais virtuais em um mundo globalizado e mediado.

Por fim, abordaremos a disputa pela hegemonia em nível global no início deste século XXI, em tempos de crise estrutural das civilizações, ou crise civilizacional, de intensa luta pela reconfiguração da ordem mundial e de surgimento de atores que promovem um mundo multipolar.

  • Teorias da hegemonia. Conflito e confronto na ordem internacional.
  • Da dominação ideológica à hegemonia política. Análise de situações e dinâmicas de poder.
  • Nova forma de capital dominante, globalização e revolução tecnológica
  • Novas formas de hegemonia no capitalismo contemporâneo. Impactos nas formas de organização do trabalho.
  • O papel atual da comunicação na construção da hegemonia. Meios de comunicação de massa e a crise dos partidos políticos.
  • A ascensão das novas mídias digitais virtuais. Tecnologias da informação e comunicação (TICs), algoritmos e Big Data.
  • Disputas pela hegemonia global. Crise e transição da ordem mundial.
  • Nova territorialidade do poder e arquitetura da ordem mundial.
  • A desconexão como uma ruptura civilizacional com o capital no século XXI.
  • Em direção a uma geopolítica do século XXI: multipolaridade, pluriversalismo e decolonialidade.
  • Amin, S. (2004). “Geopolítica do imperialismo contemporâneo” em A. Boron (org.) Nova Hegemonia Mundial. Alternativas para a Mudança e Movimentos Sociais. Buenos Aires: CLACSO.
  • Arrighi, G. (2007). Adam Smith em Pequim. Origens e Fundamentos do Século XXI. Madrid: Akal. Capítulo 12: Origens e Dinâmica da Ascensão da China.
  • Bilmes, J., Formento, W. e Dierckxsens, W. (2019) Projetos estratégicos em disputa, Multipolarismo e Pluriversalismo na geopolítica da crise mundial.
  • Bruckmann M. e Dos Santos, T. (2015). “Por uma agenda estratégica para a América Latina” em Agência de Informação Latino-Americana.
  • Castells, M. (2008). “Comunicação, poder e contrapoder na sociedade em rede (I). A mídia e a política”, em TELOS: Cadernos de Comunicação e Inovação, nº 74, pp. 13-24.
  • Ceceña, Ana Esther (2004) Estratégias para construir uma hegemonia sem limites, em "Hegemonias e emancipações no século XXI", Ceceña, A. e Sader, E. (coords.).
  • Cox, Robert (2016) Gramsci, hegemonia e relações internacionais: um ensaio sobre método, em "Relações Internacionais, Número 31, fevereiro-maio ​​de 2016, Grupo de Estudos de Relações Internacionais (GERI) – UAM.
  •  Dierckxsens, W. e Formento, W. (coords.) (2018). A crise mundial. Trump, Brexit, BRICS, Francisco. Dólar, bitcoins, yuan. Continentalismos, globalismo e pluriversalismo. Buenos Aires: Fabro. Capítulo 2. O aprofundamento da crise global venceu (p. 107-125).
  • Formento, W. e Dierckxsens, W. (2017) Globalização, Desglobalização, Capital e Crise Global.
  • Formento, W. e Dierckxsens, W. (coords.) (2018) A crise mundial. Continentalismos, globalismo e pluriversalismo, Ed. Fabro. Prólogo de Samir Amin, p. 11-18.
  • Formento, W. e Santella, H. (2001): “Novas formas de capital, impacto na organização do trabalho”, artigo apresentado no IV Workshop Científico Internacional Primeiro de Maio. Instituto de História de Cuba e Central dos Trabalhadores de Cuba, Havana.
  • Formento, W., Dierckxsens, W. e Sosa, M. (2017). “Capital financeiro global, crise, acumulação e trabalho”, artigo apresentado no Congresso 50 anos de Estudos Latino-Americanos da UNAM. Teoria do valor e da crise. Universidade Nacional Autônoma do México.
  •  García Linera, A. (2013). "9 teses sobre o capitalismo", palestra proferida no Left Forum, 7 a 9 de junho, Pace University, Nova York.
  • González Madrid, M. (1993). Análise política da situação atual. Sobre "O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte"; em: Polis. Anuário de Sociologia, nº 1992, pp. 229-248.
  • Gramsci, A. (1971). Materialismo histórico e filosofia de Benedetto Croce. Buenos Aires: Nueva Visão. Parte Um, pp. 7-25
  • Gramsci, A. (1984). Notas sobre Maquiavel, sobre a Política e o Estado Moderno, Buenos Aires, Ed. Nueva Visión. Seções: “O Partido Político” e “Industrialistas e Agrários”, pp. 28-48; “Análise das Situações. Relações de Forças”, pp. 51-62; “Observações sobre Alguns Aspectos da Estrutura dos Partidos Políticos em Períodos de Crise Orgânica”, pp. 62-75.
  • Grosfoguel, R. (2008). “Rumo a um pluriversalismo transmoderno decolonial”, em Tabula Rasa, Bogotá, Colômbia, nº 9, julho-dezembro, pp.
  • Gullo, M. (2015). A Insubordinação Fundadora. Uma Breve História da Construção do Poder das Nações. Caracas: El perro y la rana. Capítulo 2: O Limiar do Poder.
  • Harvey, D. (2004). O “novo” imperialismo. Sobre reajustes espaço-temporais e acumulação por desapropriação. Revista Herramienta, 27, Buenos Aires.
  • Klachko, P. (2017). “O socialismo é uma luta intersticial travada pela sociedade e pelo Estado em meio a um mar infinito de capitalismo.” Entrevista com Álvaro García Linera, na revista Observatorio Latinoamericano y Caribeño, número 1, IEALC-FSOC-UBA.
  • León, Irene (2012) Desconexão em tempos de implosão do capitalismo global, entrevista com Samir Amin.
  • Magnani, E. (2017). “Big data” e política. O poder dos algoritmos. Nueva Sociedad 269, maio-junho.
  •  Martins, CE (2015). “O sistema mundial capitalista e os novos alinhamentos geopolíticos no século XXI: uma visão prospectiva”, em M. Gandásegui, C. Martins e P. Vommaro (coords.). Soberania, hegemonia e integração das democracias em revolução na América Latina (pp. 19-50). Quito: Editora IAEN.
  • Rauber, Isabel (2016) Construindo outra geometria do poder.
  • Sabido Méndez, A. (2005). “Sobre o conceito de hegemonia”. Gramsci e o Brasil.
  • Schuliaquer, I. (2014). “O povo, as massas, a televisão e a política. Entrevista com Gabriel Vommaro”, em O poder da mídia. Seis intelectuais em busca de definições (pp. 79-102). Buenos Aires: Capital Intelectual.
  • Schuliaquer, I. (2014). “Reconfigurações da mídia na sociedade globalizada. Entrevista com Néstor García Canclini”, em O poder da mídia. Seis intelectuais em busca de definições (pp. 123-144). Buenos Aires: Capital Intelectual.
  •  Sforzin V. (2019) "Neoliberalismo e poder na era das tecnologias de comunicação e informação"
  •  Sforzin, V. (2015). “Meios de comunicação como partidos políticos. A batalha da comunicação na América Latina”, em Crise Financeira Global. Seu desenvolvimento e impacto social. Revista do Centro de Pesquisa em Política e Economia (CIEPE), Bs. As., pp.19-23.
  • Vásquez, A. (2013) “Poder e transmídia na sociedade em rede: transpoder midiático”. Na revista: “Razão e Palavra. Número 83”.

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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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