Adeus, Taty Almeida
Do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) nos despedimos com profundo pesar de «Taty» Almeida, ponto de referência histórico do Mães da Praça de Maio, Linhagem Fundadora da Argentina, que lutou por seu filho Alejandro, detido e desaparecido em 17 de junho de 1975, e pelos 30.000 até seu último suspiro.
Falecida no domingo, 14 de junho, aos 95 anos, sua vida constitui um legado essencial para a Argentina, a América Latina e o Caribe.
O desaparecimento de seu filho, Alejandro Almeida, transformou seu luto em uma busca incansável por justiça e um compromisso ético com os direitos humanos que transcendeu fronteiras e gerações. Taty fez da lembrança uma prática diária, inseparável da defesa da democracia, da paz, da igualdade e da solidariedade entre os povos.
Sua presença nas ruas, nas universidades, nos espaços educativos e nas lutas do nosso tempo sempre expressou uma profunda convicção: a de que não pode haver futuro sem memória, nem democracia sem justiça social. Seu exemplo desafiou novas gerações e fortaleceu os laços entre os movimentos sociais, o pensamento crítico e as organizações comprometidas com a construção de sociedades mais justas.
Na CLACSO, lembramos Taty Almeida com admiração e gratidão. Sua voz e sua determinação inabalável continuarão a acompanhar as lutas pelos direitos humanos e por uma América Latina baseada na democracia, dignidade, igualdade e justiça. E, como nossa querida Taty tão sabiamente disse, "a única luta perdida é aquela que é abandonada".
30.000 detidos desaparecidos presentes, agora e para sempre!