"Fazendo" ciências sociais a partir da América Latina: ensino e pesquisa

 "Fazendo" ciências sociais a partir da América Latina: ensino e pesquisa


Seminário 2209

CadeiraCLACSO
Coordenação: Rebecca Lemos Igreja e Camilo Negri (Universidade de Brasília, Brasil)

Home: 20/04/2022 | Inscrições: 20/12/2021 a 19/04/2022

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Neste seminário, abordaremos o ensino das ciências sociais a partir de uma perspectiva prática, com foco no papel das ciências sociais e dos cientistas sociais na interpretação da realidade e na busca de soluções para problemas contemporâneos. Essa abordagem centra-se em experiências de pesquisa, discussões sobre o desenvolvimento do pensamento crítico e a construção de categorias sociais dentro de seus contextos históricos, socioculturais e econômicos. Além disso, como parte do seminário, propomos uma reflexão sobre as oportunidades no mercado de trabalho e os caminhos para que os cientistas sociais se engajem com a sociedade. O objetivo é examinar a aplicação prática das ciências sociais na América Latina a partir de diversas disciplinas, incluindo antropologia, sociologia, ciência política, direito e geografia, entre outras. Contaremos com as contribuições de pesquisadores que refletiram sobre esse tema, sempre em conexão com a academia nacional e internacional, áreas técnicas, pesquisa e ensino. Começaremos abordando brevemente o fenômeno da internacionalização das ciências sociais, questionando o papel das ciências sociais latino-americanas no mundo, suas esferas de ação e intervenção e as formas de avaliação científica. Discutiremos também medidas de produtividade acadêmica e ética científica. Em seguida, refletiremos sobre como as posições de dominação e assimetria são gerenciadas entre os atores envolvidos na pesquisa, incluindo o contexto político e acadêmico mais amplo. Essas construções influenciam a metodologia, o conteúdo, os resultados e as avaliações da pesquisa. O objetivo é conduzir essa reflexão com base em situações concretas e estudos de caso, questionando as metodologias e técnicas de pesquisa. Por fim, o seminário discutirá a seleção e a construção de categorias sociais. A ideia é considerar, com base em experiências de pesquisa, como os cientistas sociais refletem sobre as categorias que utilizam, como estas evoluem de acordo com os temas e contextos de pesquisa e o desenvolvimento de políticas públicas.
  • A internacionalização da produção e disseminação do conhecimento
  • Integração latino-americana – Propostas críticas e desafios práticos
  • Método de pesquisa – observação em larga escala sem perder os detalhes.
  • A comparação e os desafios não são internacionalizados.
  • Ferramentas digitais e bancos de dados internacionais na sala de aula
  • Método de pesquisa - Investigações colaborativas - Cartografias colaborativas
  • Categorias analíticas fundamentais (Classe social e desigualdade)
  • Categorias analíticas fundamentais (Discutindo “raça” na América Latina)
  • Categorias fundamentais (etnia e gênero)
  • Categorias analíticas fundamentais (Território, espaço, migração)
  • ANDRADE, Pablo A. Interdisciplinaridade e Estudos Latino-Americanos. ARAÚJO, Cicero & AMADEO, Javier (organizadores). Teoria Política Latino-Americana. Luxembourg Editions. Buenos Aires, 2010.
  • CAIXETA, MB & Rebouças dos Santos, M. C, As Ciências Sociais Na Cooperação Sul-Sul da América Latina e Caribe: Uma Aproximação Necessária, In IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR: Fazendo ciências sociais na América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1 edição. Brasília: FLACSO, 2019, v.1, p. 14-26.
  • CANO, Ignacio. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Sociologia, v. 14, n. 31, p. 94–119, 2012.
  • COSTILLA, Lúcio Oliver. “O Novo na Sociologia Latino-americana” em Sociologias, Porto Alegre, ano 7, nº. 14, julho de 2005.
  • DA COSTA, António Firmino. Desigualdades globais. Sociologia, Problemas e Práticas, v. 68, p. 9–32, 2012.
  • DUTRA, D., & Bandeira, LM (2015). Estudos de gênero na América Latina: epistêmicas dinâmicas e emancipações pluralis. Revista De Estudos E Pesquisas sobre As Américas, 9(2).
  • GIMENEZ, Gilberto, A cultura como identidade e a identidade como cultura,
  • GRILLO, Marlene Correro et al. Eu ensino e pesquiso com pesquisa na sala de aula. UNImagazine, v. 1, n. abril, p. 1–11, 2006.
  • HAMEL, Rainer Enrique. 2017. Enfrentando as estratégias do império: rumo às políticas linguísticas nas ciências e no ensino superior na América Latina. In Diniz, Alai G. et al (orgs.). Poética e política da linguagem no caminho para a descolonização, 229-261.
  • HERNÁNDEZ, Rosalva Aída, 2013 Diário de Exílio. Narrativa de Mulheres Presas, Coleção Revelação Intramuros II.
  • HERRERA FARFÁN, Nicolás Armando; Lorena López Guzmán (Compiladores), Ciência, Compromisso e Mudança Social Orlando Fals Borda 1ª edição 2013: Edição El Colectivo (Argentina), Edições Lanzas y Letras (Colômbia) e Extensiones Libros (Uruguai), Leia a Seção II. Metodologia de Pesquisa-Ação Participativa (PAR)
  • IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR. Fazendo ciências sociais a partir da América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1ª ed. Brasília: FLACSO, 2019, v. 1, 58-68.
  • IGREJA, RL; PINTO, S. A contribuição dos estudos latino-americanos para a produção do conhecimento global. In: IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR. Fazendo ciências sociais a partir da América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1ª ed. Brasília: FLACSO, 2019, v. 1, p. 14-26.
  • IGREJA, Rebecca, Agudelo, Carlos - Afrodescendentes na América Latina e no Caribe: novos caminhos, novas perspectivas num contexto multicultural global in Revistas de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, 8 n. 1 (2014)
  • LISTER, Elissa, El Batey: Uma abordagem às suas realidades e representações a partir da colonialidade em IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR Fazendo ciências sociais a partir da América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1ª ed. Brasília: FLACSO, 2019, v.1, 39-57.
  • MORALES GAMBOA, ABELARDO. 2018. “Fragilidade dos corredores transfronteiriços de trabalhadores temporários. Territórios, mercados de trabalho e mecanismos regulatórios na América Central”, pp. 41-66 em Odile Hoffmann e Abelardo Morales (coord.), Território como recurso: mobilidade e apropriação do espaço no México e na América CentralSan José, Costa Rica: FLACSO-IRD-UNA
  • MORLINO, Leonardo. Introdução à Pesquisa Comparativa. Madrid: Alianza Editorial, 2010. (pp. 25-47)
  • OEHMICHEN-BAZÁN, Cristina, Povos Indígenas e a Economia da Identidade: Os Maias na Riviera Maya. Em IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR. Fazendo ciências sociais a partir da América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1ª ed. Brasília: FLACSO, 2019, v. 1, 246-261.
  • RESTREPO, Eduardo, Uma Virada para Raça e Racismo: Notas da Antropologia na Colômbia. IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR. Fazendo ciências sociais a partir da América Latina: desafios e experiências de pesquisa. 1ª ed. Brasília: FLACSO, 2019, v. 1, 195-207.
  • SCHNEIDER, Sérgio; SCHIMITT, Cláudia Job. A utilização do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 9, p. 49-87, 1998.
  • THERBORN, G. Os campos de extermínio geram desigualdade. Novos Estudos - CEBRAP, n. 87, 2010, p. 145–156.
  • VALDÉS GARCÍA, F., Internacionalização das Ciências Sociais: Desafios, Ameaças e Experiências do Caribe. Em IGREJA, RL; HOFFMANN, O.; PINTO, SR. Fazendo Ciências Sociais a partir da América Latina? Desafios e experiências de pesquisa. Brasília: FLACSO, 2019, p. 289.
  • VARELA HUERTA, AMARELA (2015). A “securitização” da governamentalidade migratória através da “externalização” das fronteiras dos EUA para a Mesoamérica. Contemporâneo. Toda a história no presente. 4 (2015) Julho-Dezembro.

 

 

 

 



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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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