Vamos falar sobre violência no local de trabalho.

 Vamos falar sobre violência no local de trabalho.

Em virtude do acordo entre a CLACSO e a CONTAR, plataforma pública e gratuita da Secretaria de Mídia da Argentina, na sexta-feira, 17 de dezembro, às 17h30 (horário da Argentina, UTC-3), ambas as instituições convidam você para um debate sobre o documentário “Retiradas (in)voluntárias"De Sandra Gugliotta, disponível no site de CONTAR.

Participar: Sandra Wolanski, pesquisadora assistente do CONICET, que investigou as lutas dos trabalhadores de telefonia na Argentina contra a privatização na década de 90, e Damian PierbattistiPesquisador do CONICET (CITRA) e professor titular de Sociologia, o filme é inspirado em sua pesquisa sobre a privatização da ENTel e sua sucessora na França. Apresentado por: Fito Mendonça Paz, jornalista e colaboradora da CONTAR.



SINOPSE: Em 2 de julho de 2008, às 17h30, um homem de 53 anos chamado Jean-Michel é atropelado por um trem em Saint-Lyé. Nas proximidades, em outra cidade da França, um indivíduo decide se enforcar com um cabo telefônico em seu local de trabalho.

As tragédias continuam e o número de mortos subiu para 50 pessoas.

O que inicialmente parece ser uma série de suicídios sem relação entre si revela um fator comum: todos são ex-funcionários da France Telecom.

Os efeitos desse sistema perverso que força seus trabalhadores a se demitirem têm como precedente um processo semelhante ocorrido há 10 anos na Argentina pela mesma companhia telefônica.

O assédio psicológico, a violência indireta e o medo da demissão disfarçados de supostas "aposentadorias voluntárias" tiveram consequências terríveis para seus funcionários, levando à depressão, doenças e, nos piores casos, ao suicídio.

(In)voluntary Retirements propõe ir do particular ao coletivo, do privado ao laboral, da Europa à América do Sul, para expor nessa jornada as consequências devastadoras que a implementação de políticas neoliberais deixa para os indivíduos.

Um documentário político, mas também um filme-ensaio, no qual a diretora desenvolve uma investigação que une a intimidade de sua história pessoal a um conflito de dimensões globais sobre corporações.

Assim, o desaparecimento de uma forma de trabalho com a qual várias gerações cresceram, a dureza de certas políticas de recursos humanos e a insignificância do sofrimento dos indivíduos em relação às empresas surgem como questões centrais.



Sandra GugliottaNascida em Buenos Aires, ela é diretora, roteirista e produtora. Desde seu primeiro curta-metragem, faz parte do grupo de cineastas que formou o que ficou conhecido como Novo Cinema Argentino. Em seu trabalho, explora diversos gêneros, estilos e formatos com uma perspectiva sempre perspicaz, sensível e pessoal. Seus filmes foram exibidos em festivais como Cannes, Berlim e Locarno, ela foi indicada ao Prêmio Goya e recebeu inúmeros outros prêmios e indicações. Com *Retiros (In)voluntários*, ela retorna ao gênero do documentário político, que explorou em *La Toma*. Atualmente, trabalha em seus próximos projetos: o longa-metragem *Amanda* e o documentário *El proceso*, uma coprodução entre França e Argentina.

Filmografia: Noites Asiáticas (1994) / Um Dia de Sorte (2002) / Pontos de Vista (2003) / Vidas Possíveis (2007) / A Tomada (2013) / Êxtase (2014)


VER APRESENTAÇÃO DOCUMENTAL “TARANTO – VAMOS FALAR SOBRE POLUIÇÃO”


CONSULTE O ACORDO DA CLACSO PARA CONTAR


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