Área temática: Movimentos sociais e ativismo

Grupo de trabalhoMovimentos sociais, tecnologias territoriais e gestão popular

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Movimentos sociais, tecnologias territoriais e gestão popular
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Luz Angela Rojas Barragan
Centro de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Surcolombiana
Colômbia
Josué Medeiros
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Nosso grupo de trabalho se baseia na relação entre movimentos sociais e espaços de reflexão acadêmica em diversos países, que vem se desenvolvendo há anos. No entanto, foi em 2023, quando essas organizações sociais se uniram, que surgiu a aliança política conhecida como Territórios Latino-Americanos em Resistência (TELAR). Essa rede reúne organizações de todo o continente: a Frente Popular Darío Santillán (FPDS) da Argentina, o Movimento Popular Ukamau do Chile, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) do Brasil, e o Congresso Popular da Colômbia.

Desde a sua criação, o TELAR tem integrado esses encontros com diversos ambientes acadêmicos e centros de pesquisa, como a Fundação Lauro Campos e Marielle Franco no Brasil; o Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos na Argentina; o Centro María Teresa Cortés de Pesquisa Social na Colômbia; o Observatório de Participação Social e Território no Chile; o Observatório Geopolítico Latino-Americano do Instituto de Pesquisa Econômica no México; e, no Uruguai, a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de [nome da universidade omitido].

Esses encontros possibilitaram a troca de análises sobre as últimas décadas, marcadas por profundas transformações na América Latina: disputas entre neoliberalismo e progressismo, ascensão da extrema direita, resistência popular, militarização e políticas de combate à pobreza, tudo isso em um contexto de crises econômicas, políticas, sanitárias e ambientais. A construção de interpretações dessas particularidades — conectadas à geopolítica global — fortalece alternativas provenientes de setores populares. Nesse sentido, observamos convergências entre as diferentes ações realizadas nos territórios dos países onde atuamos; ações como cozinhas comunitárias e sopões para o combate à fome, propostas de moradia digna (bairros ecológicos, condomínios, conjuntos habitacionais populares) e gestão coletiva (aquedutos, cooperativas, redes de abastecimento). Assim, essas articulações constroem conhecimento territorial localizado e internacionalizado, entrelaçando práticas sociais em redes que geram sínteses conceituais e plataformas programáticas.

Uma fase inicial de reflexão envolveu espaços para troca de experiências e reuniões para o desenvolvimento de propostas. O ponto culminante desses esforços foi nossa participação no programa de bolsas de 2024, "A Economia Política da Desigualdade na América Latina e no Caribe: O Ciclo Neoliberal e a Virada à Esquerda", onde organizamos e aprofundamos nossos argumentos. Esse processo resultou em um capítulo no livro de mesmo nome, bem como em um plano de ação e capacitação que demonstra como fortalecemos nosso pensamento crítico e, consequentemente, nosso trabalho de campo.

Nosso objetivo é refletir, por meio do diálogo entre os setores acadêmicos e os movimentos sociais, sobre as expressões territoriais dos setores populares. Isso fortalece iniciativas de mobilização, soluções e transformação de realidades por meio de tecnologias e gestão de base em áreas rurais e urbanas, bem como o desenvolvimento de propostas por esses movimentos. Essa convergência entre reflexão acadêmica e ação política de base tem potencializado soluções, interpretações e transformações em territórios específicos, aprimorando nossa atuação política e reconhecendo o conhecimento como tecnologias sociais e capacidades de gestão provenientes dos setores populares. Tendo o território e suas práticas como núcleo, reconhece-se a necessidade de plataformas que fomentem a unidade, a análise de perspectivas, formas de ação e propostas para a construção do poder popular e de uma sociedade alternativa diante da iminente crise do capitalismo.

É a partir dessa convergência das lutas políticas dos movimentos sociais latino-americanos que começa a se construir um conhecimento territorialmente localizado e internacionalmente articulado. Conhecimento e práticas sociais se entrelaçam em uma rede, buscando se constituir como sínteses conceituais e plataformas programáticas.

Do nosso ponto de vista, esses processos e ações históricas formam a base do conhecimento que se torna tecnologias populares, integrando uma espécie de ciência popular refletida nas experiências de atores coletivos. Essas experiências servem de referência para a elaboração de políticas públicas e formas de gestão comunitária, demonstrando que as comunidades possuem capacidade de gestão, organização e criação de alternativas.

Esta abordagem rejeita a neutralidade do conhecimento eurocêntrico, fundamentando-se nas realidades vividas em nossas geografias periféricas, onde a colonialidade do poder persiste no extrativismo, nas desigualdades e nas crises sistêmicas. Assim, valorizamos o conhecimento ancestral, a resistência popular e as alianças Sul-Sul como base para a transformação das realidades territoriais, conectando as lutas locais com a geopolítica global por meio das vozes do continente. Posicionamos paradigmas sociocríticos do continente que propõem a transformação da realidade e metodologias participativas que permitem não apenas o reconhecimento do conhecimento, mas também a reflexão e o aprimoramento para viabilizar a gestão comunitária e a transformação dos territórios, obtendo uma perspectiva regional e criando alternativas à iminente crise capitalista e ambiental, promovendo alternativas urgentes como economias solidárias e gestão ecológica que preservem a vida no Sul Global.

Castro, M. (2024). Emergência climática e ativismo juvenil: um estudo de caso em Lisboa. Revista Lusófona de Estudos Culturais.
DAGNINO, R (2004). Tecnologia social e seus desafios. In: LASSANCE Jr. Tecnologia social – uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundação Banco do Brasil, 2004
Del Bufalo, A., e outros. (2025). A economia política da desigualdade na América Latina e no Caribe: o ciclo neoliberal e a virada à esquerda. CLACSO.
Fals Borda, O. (1970). Nossa própria ciência e colonialismo intelectual. Nosso Tempo.
Santoro, M., & Pires, V.M. (Eds.). (2023). Sonhos e resistências: MTST e os testemunhos da luta popular urbana. Autonomia Literária.
Medeiros, J. (2025). Como as políticas públicas territoriais respondem à crise da democracia brasileira. In Cidades: Perspectivas plurais sobre nossos territórios vivos. Editor da Rede Unida.
Salazar, MC (Coord.). (1992). Pesquisa-ação participativa: Inícios e desenvolvimentos. Editorial Popular; OEI; Sociedade Estadual para o Quinto Centenário.
Ouviña, H., & Renna, H. (2022). Municipalismo e comunalismo: utopias reais do poder local para enfrentar a crise. Many Worlds Editions/IEALC-UBA.
Rauber, I. (2020). Epistemologias de baixo para cima: pistas para o pensamento crítico situado, com pertencimento à classe social. Editorial Desde Abajo
Zibechi, R. (2024). Devastação: Corporações e Megaprojetos no México do Século XXI. Underground.
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

O tema do Grupo de Trabalho resulta de experiências de comunidades e organizações populares que, em diálogo com a academia, aprofundaram sua compreensão das dinâmicas de resistência e autonomia diante do neoliberalismo e da extração de recursos, com base em práticas coletivas que reconfiguram territórios e desafiam estruturas de poder desiguais em contextos de empobrecimento, exclusão e crise ambiental e civilizacional.

Movimentos sociais territorializados, como os que compõem as diversas organizações que integram e/ou orbitam em torno da TELAR (Territórios Latino-Americanos em Resistência), criam ações e propostas em resposta à desterritorialização neoliberal, promovendo a ação direta e a reapropriação do espaço público. Na América Latina, esses atores articulam demandas por autonomia e democracia direta, influenciando processos políticos regionais e transnacionais.

Os movimentos sociais estão ligados à gestão territorial popular por meio de práticas coletivas que transformam os espaços cotidianos em arenas de autonomia e resistência, reconfigurando o território como eixo central da ação política direta. Essa conexão surge da necessidade de responder às exclusões neoliberais, em que comunidades organizadas assumem a administração dos recursos locais diante da ausência do Estado ou de formas de apropriação territorial que negam seus usos tradicionais e o conhecimento popular de sua relação com o meio ambiente, a natureza e a vida comunitária.

Os movimentos sociais territorializam suas reivindicações por meio de processos participativos como assembleias e ocupações, gerando redes que evoluem para formas de gestão participativa e recriam a esfera pública entre instituições e bases populares, passando de ações diretas para o planejamento compartilhado com o Estado ou exercícios de autogestão, soberania e autogoverno.

O poder da capacidade de gestão e organização das comunidades também se define pela forma como elas compreendem e analisam criticamente as crises que enfrentam, as diversas maneiras pelas quais essas crises moldam suas vidas e os níveis de subjugação e desigualdade que precisam suportar. No sentido falsbordiano e no contexto da gestão popular, a crise se torna o espaço a partir do qual esse conhecimento alternativo e localizado é construído. Ao conceber a crise como uma realidade social e ao adquirir plena consciência dela, identificando-a dentro de um contexto, um processo histórico e um ambiente político, social e econômico específico, a crise nos permite compreender a necessidade de transformações fundamentais que conduzam a novas estruturas sociais.

A crise não é meramente uma conjuntura que define ou predetermina os lugares das pessoas, ou os padrões e categorias para a compreensão das desigualdades sociais; as crises moldam e condicionam as realidades e se tornam argumentos que sustentam práticas comunitárias de resistência. Conciliar ambos exige superar as tensões entre democracia direta e institucionalização, fomentando diálogos que institucionalizem melhorias sem diluir a autonomia. Na América Latina, isso enriquece a politização do local, articulando o micro com escalas maiores para oferecer alternativas ao capitalismo extrativista.

Tecnologias territoriais referem-se a práticas inovadoras de apropriação territorial por movimentos sociais, como estratégias agroecológicas ou de urbanização de base, que combatem a segmentação socioespacial, possibilitam a ruptura política e moldam identidades coletivas, transformando territórios em campos experimentais contra o capitalismo extrativista. A tecnologia social é construída por meio do controle coletivo, desde sua concepção até seu uso, com o objetivo de transformação social vinculada a um novo projeto social enraizado nos territórios. A tecnologia social é entendida não apenas como artefatos, mas também como práticas sociais geridas com e dentro dos territórios, conhecimento popular, autogestão e autonomia.

A produção e o uso de tecnologias em movimentos populares derivam de uma luta contra-hegemônica contra o modelo tecnológico capitalista moderno, empregando artefatos e práticas sociais como processos políticos de construção coletiva e popular. Bancos comunitários, fábricas recuperadas por trabalhadores, práticas agroecológicas, cozinhas comunitárias e solidárias, escolas populares e cooperativas são tecnologias sociais criadas para resistir à precariedade e propor transformações radicais na sociedade, forjando autonomia e solidariedade diante da racionalidade de mercado.

O debate em torno da organização das forças produtivas e da matriz produtiva de nossos países reflete a configuração das dinâmicas de poder social. Apesar da hegemonia do neoliberalismo na organização das relações de trabalho e na direção dos investimentos nos setores produtivos, como contraponto ao regime neoliberal e ao sistema capitalista nos últimos 20 anos, e ao longo da história de nossos povos, sempre houve resistências e alternativas.

A economia popular tem suas limitações, mas, em geral, permitiu avanços rumo à autonomia, à autogestão e ao fortalecimento das organizações de base. Em um contexto de fragilidade do capitalismo e de crise multidimensional que afeta a humanidade, a criação de novas formas de organização econômica nos parece fundamental. Acreditamos firmemente que devemos forjar um elo e uma conexão entre a economia popular solidária e a matriz produtiva.

Existem inúmeros exemplos de economia de base em nossas comunidades, mas, em geral, eles se envolvem apenas em trocas econômicas com outros grupos de base. Padarias, cooperativas e sistemas de água existem em bairros operários; devemos considerar e sistematizar como essas iniciativas locais, por meio de suas relações sociais, podem moldar uma vida digna — ou seja, como elas evitam reproduzir a lógica capitalista.

Além de considerarmos as iniciativas econômicas de base em termos de produtividade, eficiência, sustentabilidade e viabilidade a longo prazo, devemos ter em mente que o potencial desses espaços pode residir justamente em sua capacidade de oferecer alternativas ao sistema capitalista. Indo ainda mais longe, acreditamos que, ao pensarmos em padarias e em qualquer outra forma de solidariedade e economia de base, devemos considerar como essas iniciativas se relacionam com um projeto nacional e com a matriz produtiva existente. Devemos considerar o papel da economia de base no mercado interno, o debate em torno da soberania alimentar em nossos países, como discutimos o acesso à terra e como se desenrola a produção agroalimentar.

A gestão popular envolve formas colaborativas de administração de recursos e políticas, que surgem do ativismo fora dos mecanismos estatais ou de mercado, como redes locais de acesso à água ou à moradia. Trata-se de práticas autônomas de gestão coletiva de territórios, recursos e serviços, que emergem como resposta à exclusão neoliberal e à crise do Estado. É a autogestão coletiva como ferramenta para reimaginar territórios, priorizando a reprodução social da classe trabalhadora por meio de ocupações, cooperativas, cozinhas comunitárias, projetos habitacionais e atividades culturais, entre outras ações que criam autonomia e a possibilidade de alianças público-populares.

Por fim, devemos resgatar o papel da educação popular e da pesquisa-ação participativa na formação política e no fortalecimento dos movimentos sociais. É essencial que esses elementos estejam interconectados como processos pedagógicos e organizacionais que empoderem as comunidades para resistir e construir autonomia coletiva. No TELAR, a formação política por meio da educação popular, da pesquisa-ação participativa e dos intercâmbios fortalece as identidades coletivas e as tecnologias territoriais.

Castro, M. (2024). Emergência climática e ativismo juvenil: um estudo de caso em Lisboa. Revista Lusófona de Estudos Culturais.
DAGNINO, R (2004). Tecnologia social e seus desafios. In: LASSANCE Jr. Tecnologia social – uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundação Banco do Brasil, 2004
Del Bufalo, A., e outros. (2025). A economia política da desigualdade na América Latina e no Caribe: o ciclo neoliberal e a virada à esquerda. CLACSO.
Fals Borda, O. (1970). Nossa própria ciência e colonialismo intelectual. Nosso Tempo.
Santoro, M., & Pires, V.M. (Eds.). (2023). Sonhos e resistências: MTST e os testemunhos da luta popular urbana. Autonomia Literária.
Medeiros, J. (2025). Como as políticas públicas territoriais respondem à crise da democracia brasileira. In Cidades: Perspectivas plurais sobre nossos territórios vivos. Editor da Rede Unida.
Salazar, MC (Coord.). (1992). Pesquisa-ação participativa: Inícios e desenvolvimentos. Editorial Popular; OEI; Sociedade Estadual para o Quinto Centenário.
Ouviña, H., & Renna, H. (2022). Municipalismo e comunalismo: utopias reais do poder local para enfrentar a crise. Many Worlds Editions/IEALC-UBA.
Rauber, I. (2020). Epistemologias de baixo para cima: pistas para o pensamento crítico situado, com pertencimento à classe social. Editorial Desde Abajo
Zibechi, R. (2024). Devastação: Corporações e Megaprojetos no México do Século XXI. Underground.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1 - Fortalecer a produção de conhecimento, práticas organizacionais e tecnologias territoriais desenvolvidas pelos movimentos sociais latino-americanos, por meio de processos colaborativos de pesquisa, formação política e sistematização, que contribuam para a elaboração de propostas programáticas e estratégias de gestão popular situadas no contexto do Sul Global;

2 - Recuperar, analisar e sistematizar tecnologias populares e formas de organização territorial; produzir conhecimento situado e gerar propostas programáticas inovadoras.
1 - Mapeamento colaborativo de tecnologias e práticas territoriais, com as seguintes etapas:

-Estabelecimento de equipes internacionais para levantamentos topográficos

-Identificação de experiências relevantes

-Elaboração de formulários de inscrição e metodologia comum

-Elaboração de mapas político-territoriais

-Análise comparativa entre países

2 - Escolas virtuais e presenciais de formação política e técnica com
Módulos sobre:

-Poder popular e organização territorial

-Economia política latino-americana

-Tecnologias populares (energia comunitária, agroecologia, urbanismo popular, comunicação, etc.)

-Metodologias de pesquisa-ação participativa

-Gestão popular de políticas públicas

-Formação político-pedagógica em educação popular e políticas educacionais
1 - Produção de mapeamentos de experiências territoriais com uma perspectiva de articulação para sistematização e intercâmbio com

- Sistematização das experiências operacionais para sua articulação, consolidação e visibilidade.

-Promoção de ações para solucionar problemas territoriais comuns aos nossos territórios

2 - Elaboração de diagnósticos sobre disputas territoriais, políticas públicas, economia e lutas populares e elaboração de relatórios de situação com

- Formação de investigadores e divulgadores populares que partilhem as experiências adquiridas e promovam novas experiências de intervenção.

- Articulação das experiências existentes e aprimoramento das soluções comunitárias para os problemas abordados.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1 - Promover a produção de dados e informações sobre experiências territoriais que permitam um debate quantitativo e qualitativo sobre as vivências dos movimentos, bem como a elaboração de diagnósticos sobre as prioridades e necessidades sociais urgentes para a formulação de políticas públicas, com as seguintes etapas e objetivos:

-Disseminar, democratizar e tornar visível o conhecimento produzido.

-Qualificar quadros militantes, pesquisadores populares e intelectuais;

- Gerar integração e solidariedade internacionalistas, ampliando os mecanismos de integração e intercâmbio de experiências e tecnologias.

2 - Promover a produção de dados e informações sobre experiências territoriais que permitam um debate quantitativo e qualitativo sobre as vivências territoriais dos movimentos, bem como a elaboração de diagnósticos sobre quais são as prioridades e necessidades sociais urgentes para a formulação de políticas públicas, com foco nos seguintes eixos:

-Disseminar, democratizar e tornar visível o conhecimento produzido.

-Qualificar quadros militantes, pesquisadores populares e intelectuais;

- Gerar integração e solidariedade internacionalistas, ampliando os mecanismos de integração e intercâmbio de experiências e tecnologias.
1 - Publicações e produtos de comunicação
-Criação de uma biblioteca virtual de movimentos populares.
-Publicações das produções da GT
-Mapas interativos.
- Folhetos temáticos (energia, habitação, agroecologia, etc.).
-Vídeos curtos de experiências.
-Atividades públicas abertas e conferências de imprensa
-Curso de formação em políticas públicas e gestão comunitária

-Produção de jogos e atividades de educação popular para uma abordagem metodológica inclusiva e que promova o pensamento sensível.

2 - Fóruns trimestrais para análise de eventos atuais
-Painéis e debates virtuais com organizações sociais, centros de pesquisa, veículos de comunicação e outras organizações da sociedade civil.
1 - Formação de investigadores e divulgadores populares que partilhem as experiências construídas e promovam novas experiências de intervenção, sendo capazes de:

-Produção de materiais para discussão em debates públicos na comunidade.

- Disseminação de experiências existentes para orientar políticas públicas populares.

2 - Elaboração de diagnósticos sobre disputas territoriais, políticas públicas, economia e lutas populares e elaboração de relatórios de situação com

- Formação de investigadores e divulgadores populares que divulguem as experiências adquiridas e promovam novas experiências de intervenção.

- Produção de materiais para discussão em debates públicos na comunidade.

- Divulgação e troca de experiências existentes para impulsionar políticas públicas populares.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1 - Identificar e promover mecanismos populares de intervenção territorial como possíveis políticas públicas e aprofundar a relação entre a política urbana e a política popular económica e ambiental, especialmente as dinâmicas que permitem visualizar os processos de desmercantilização do acesso a direitos: habitação, serviços, alimentação, trabalho, etc.

2 - Gerar integração e solidariedade internacionalistas, expandindo os mecanismos de integração e intercâmbio de experiências e tecnologias, e desafiar as formas existentes de democracia a partir de experiências populares concretas e da coexistência da comunidade pública.
1 - Diálogos entre movimentos sociais e sociedade civil com:

-Reunião anual para troca de ideias, avaliação e projeção do GT.

-Apresentação de produtos desenvolvidos ao longo dos anos: mapas, estatísticas, artigos, debates teóricos, etc.

-Identificação de futuras linhas de pesquisa.

-Espaço para troca de experiências.

2 - Reuniões internacionais de intercâmbio presencial
1 - Revalorizar as experiências populares de intervenção territorial e considerá-las como potenciais políticas públicas, promovendo o intercâmbio e o diálogo entre a sociedade civil e a GT.

2 - Equilíbrio e melhoria no trabalho de três anos
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1 - Expandir e aprofundar as articulações entre movimentos sociais, universidades e centros de pesquisa e gerar articulação entre as instituições existentes e o poder constituinte (poder popular)

2 - Promover o fortalecimento urgente dos sistemas públicos. Reverter o processo de privatização e investir urgentemente em saúde pública, educação, ciência, saneamento e outros serviços essenciais.
Diálogos entre movimentos sociais, redes e instituições com:

-Apresentação de produtos desenvolvidos ao longo dos anos: mapas, estatísticas, artigos, debates teóricos, etc.

-Espaço para troca de experiências.

-Visitas a territórios e experiências existentes.

-Oficinas de formação institucional para os territórios.

-Espaços para formulação conjunta de programas
1 - Promover a criação de vínculos e articulações entre os sistemas públicos e os mecanismos de intervenção territorial.

2 - Gerar síntese entre propostas públicas institucionais e propostas populares.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 28
Diego Pinto
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Rudrigo Rafael Souza E Silva
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Maira Villas Boas Vannuchi
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Nicolás Armando Herrera Farfán
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Mateo Munin Prado
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Julian Alvaran Muñoz
Secretário Técnico do Comitê Nacional de Participação no âmbito da Mesa de Diálogo
Colômbia
Renata Castro Boulos
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Marisol Del Toro Romo
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Josué Medeiros [Coordenador]
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Fernanda Fonseca
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Cristão Adel Mirza
Departamento de Serviço Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Mariana castro
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Daniel Angelim
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Alice De Maman Nied
Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento Social/Centro de Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Alan Castro Nuñez
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Luz Angela Rojas Barragan [Coordenador]
Centro de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Surcolombiana
Colômbia
Damaris Astete Marchant
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Raúl Guillermo Ornelas Bernal
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Romina Martínez Velarde
Centro de Pesquisa sobre a América Latina e o Caribe
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Maia Mauriño
Centro de Educação de Adultos Roca Negra
Argentina
Hélio Alexandre Da Silva
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Brasil
Lidia Elizabeth Martinez Aguilera
Corporação para Educação Popular e Pesquisa CED INS
Colômbia
Jhon Eyder Galindo Pedreros
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Robinzon Piñeros Lizarazo
Centro de Excelência em Pesquisa em Qualidade Educacional
Universidade Surcolombiana
Colômbia
Sérgio Gaitán
Escola secundária popular El Puente e Warisata
Argentina
Júlio Jaime-Salas
Centro de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Surcolombiana
Colômbia
Hernán Darío sina
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Israel Daniel Inclán Solís
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México