Área temática: Reconfigurações geopolíticas e multilateralismo
Grupo de trabalhoReflexões Geográficas Críticas sobre a América Latina e o Caribe
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
A América Latina e o Caribe são territórios marcados por dinâmicas de desapropriação que se intensificaram nas últimas décadas. O avanço do extrativismo, do agronegócio, dos megaprojetos de infraestrutura e da especulação imobiliária criaram um cenário de conflito socioterritorial que exige enquadramentos analíticos situados e politicamente engajados. Do Sul Global, nossa região enfrenta o aprofundamento de um modelo de acumulação que reproduz lógicas coloniais de apropriação de territórios, corpos e recursos naturais.
Como já apontamos em nossos argumentos anteriores, a geografia na região surgiu como resposta ao levantamento cadastral e ao inventário detalhado de recursos naturais, cidades e populações. No entanto, a representação dos espaços geográficos foi criada e imposta a partir de uma perspectiva eurocêntrica, colonial, moderna e patriarcal, tornando invisíveis os diversos saberes e sabedorias dos povos da América Latina e do Caribe. Diante desse legado colonial do conhecimento geográfico, nosso Grupo de Trabalho tem defendido a necessidade de renovar o pensamento hegemônico e conservador por meio de uma revisão crítica das categorias analíticas e metodológicas.
O pensamento geográfico crítico em nossa região entrelaça múltiplas perspectivas com um forte interesse em defender a transformação das realidades socioterritoriais. A luta pela propriedade, pela moradia, a produção de espacialidades diferenciadas e os deslocamentos populacionais são processos enraizados em disputas por poder e territórios. As políticas neoliberais estão se intensificando, afetando diferentes grupos e comunidades, que são reprimidos, deslocados e marginalizados de seus territórios de origem e pertencimento.
Nossa proposta define sua vocação como um espaço aberto ao diálogo, à reflexão crítica e à disseminação das múltiplas vozes e das variadas realidades vivenciadas nas diversas latitudes de nossos Suls. Essa formulação — "Suls" no plural, múltiplas vozes, variadas realidades — constitui o fundamento epistemológico e político para avançarmos rumo à designação "Pensamentos Geográficos Críticos da América Latina e do Caribe". Nossos Suls refere-se especialmente à América Latina e ao Caribe, mas também representa um compromisso com a ruptura de barreiras regionais e a transcendência para múltiplos espaços, em conexão com os pensamentos, as lutas e as resistências que emergem daqui.
Uma perspectiva decolonial permite-nos compreender que a colonialidade não terminou com os movimentos de independência do século XIX, mas persiste como uma estrutura de poder que organiza as relações sociais, económicas, epistémicas e territoriais. A colonialidade do saber opera através do descrédito sistemático do saber produzido fora dos cânones ocidentais. Mapas, categorias de planeamento territorial e noções impostas de desenvolvimento reproduziram um olhar externo que fragmentou os territórios indígenas, tornou invisíveis as fronteiras ancestrais e legitimou a desapropriação em nome da modernização.
Enfatizamos a importância de sentir e pensar no, com e a partir do território, reconhecendo a tríade corpo-terra-território que articula as lutas dos povos indígenas, das comunidades afrodescendentes e dos feminismos comunitários. A renovação do pensamento crítico que destaca o sentir e o pensar pressupõe também uma renovação de perspectivas, práticas e saberes. A escolha de um método crítico é imbuída de valores e emoções que expressam cosmovisões que conduzem a posicionamentos políticos marcados pela luta pela produção desigual do saber territorial.
É crucial defender o fortalecimento do pensamento geográfico crítico, que possibilita o diálogo entre diferentes formas de conhecimento e a escuta de outras vozes — aquelas que emergem dos processos contínuos de resistência, luta e movimentos sociais em defesa dos territórios e da vida. Essas "reexistências" — um conceito central em nosso trabalho coletivo — enfatizam que a resistência dos povos não é meramente reativa, mas constitui modos alternativos de existir, de habitar o território e de gerar conhecimento geográfico situado.
Nossa proposta também envolve o estabelecimento de conexões com movimentos Sul-Sul em todo o mundo, criando laços de colaboração e solidariedade não apenas dentro do nosso continente, mas também com a África e a Ásia, fomentando relações internacionalistas entre a academia e os movimentos sociais. Esse compromisso Sul-Sul decorre da compreensão de que os processos de desapropriação territorial operam de forma coordenada em escala global e exigem respostas igualmente coordenadas das comunidades afetadas.
A trajetória do nosso Grupo de Trabalho reflete um processo de expansão política e epistêmica progressiva. No período de 2016 a 2019, nos estabelecemos como "Pensamento Geográfico Crítico Latino-Americano", nome que mantivemos de 2019 a 2022. Para o ciclo de 2022 a 2025, propusemos a incorporação do Caribe, reconhecendo que o Caribe — com suas experiências de agricultura de plantação, diáspora africana e resistência insular — constitui uma matriz territorial específica que não pode ser subsumida sob o guarda-chuva da "América Latina". Propomos agora o plural como um reconhecimento de "nós" entre "outros": reconhecemos que produzimos conhecimento a partir de territórios moldados por histórias, conflitos e formas de resistência distintos.
A justiça espacial articula as dimensões territoriais e sociais da desigualdade. Não se trata simplesmente de redistribuir recursos no espaço, mas de transformar as estruturas de poder que produzem configurações espaciais injustas. Na América Latina e no Caribe, a justiça espacial está intrinsecamente ligada à justiça étnico-racial, de gênero e ambiental. Os territórios mais poluídos, propensos a desastres e despossuídos são predominantemente habitados por populações racializadas, empobrecidas e feminizadas.
O plural que propomos não fragmenta: ele se articula politicamente a partir da diferença. Permite o diálogo entre diversas geografias críticas — andina, amazônica, caribenha, centro-americana, do Cone Sul, urbana e rural — sem subordinar uma à outra. Reconhece que cada território ameaçado gera suas próprias formas de compreender e defender o espaço. Nomear no singular torna essas diferenças invisíveis e reproduz a lógica colonial que impõe uma única forma válida de conhecimento.
Os territórios em luta nas Américas e no Caribe nos convocam a produzir um pensamento geográfico crítico que esteja à altura dos desafios que enfrentamos: o avanço do extrativismo, a militarização dos conflitos territoriais, a criminalização dos defensores e a crise climática que atinge com mais força aqueles que menos contribuíram para sua criação. Em resposta, defendemos geografias dos bens comuns que subvertam a geopolítica do poder e do conhecimento e construam horizontes de vida digna a partir desses territórios.
Santos, M. (1996). A natureza do espaço. Técnica e ritmo. Razão e emoção. São Paulo: Hucitec.
Santos, M. (2000). Por outra globalização: um pensamento único na consciência universal. Rio de Janeiro: Record.
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Porto-Gonçalves, CW (2013). "Territorialidades e a luta pelo território na América Latina". In: Conflitos territoriais e lutas camponesas na América Latina. Buenos Aires: CLACSO.
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Lander, E. (org.) (2000). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO.
Mignolo, W. (2000). "Colonialidade em todas as frentes: o hemisfério ocidental no horizonte colonial da modernidade". In: Lander, E. (org.), A colonialidade do conhecimento. Buenos Aires: CLACSO.
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De Sousa Santos, B. (2009). Uma epistemologia do Sul. México: Século XXI/CLACSO.
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Alimonda, H. (org.) (2006). Os tormentos da matéria. Contribuições para uma ecologia política latino-americana. Buenos Aires: CLACSO.
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Svampa, M. (2019). As fronteiras do neoextrativismo na América Latina. Buenos Aires: CLACSO.
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Sandoval, JM; Porto, J.; Furlong, A. e Netzahualcoyotzi, R. (coords.) (2021). Espaços globais para a expansão do capital transnacional no continente americano. Buenos Aires: CLACSO.
Escobar, A. (2014). Sentir e pensar com a terra. Novas leituras sobre desenvolvimento, território e diferença. Medellín: UNAULA.
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Cruz Hernández, DT (2016). "Um olhar muito diferente sobre os territórios corporais femininos". Solar, vol. 12, nº 1, pp. 35-46.
Relevância teórica
O pensamento geográfico crítico latino-americano e caribenho constitui um campo epistêmico em constante desenvolvimento que dialoga com as tradições do pensamento crítico regional — da teoria da dependência à virada decolonial — e contribui com categorias analíticas situadas para a compreensão das dinâmicas socioterritoriais contemporâneas. Em contraste com uma geografia hegemônica que historicamente serviu aos levantamentos fundiários coloniais e ao inventário de recursos para apropriação, nosso campo propõe uma ruptura epistemológica que reconhece o território não como mero suporte físico, mas como uma produção social permeada por relações de poder, memória coletiva e projetos de vida contestados.
A categoria de território, reinterpretada através das lutas dos povos, adquire, em nossa perspectiva, uma profundidade teórica que transcende as definições funcionalistas de organização territorial estatal. Seguindo Porto-Gonçalves (2001), entendemos o território como espaço apropriado, inscrito em relações de dominação e/ou solidariedade. Essa concepção permite analisar como o capitalismo contemporâneo produz territórios para desapropriação — zonas de sacrifício, corredores extrativistas, periferias urbanas precárias — enquanto os povos constroem territorialidades alternativas a partir de suas experiências vividas.
O conceito de r-existência constitui uma contribuição teórica fundamental que transcende a noção de resistência como mera reação defensiva. As r-existências implicam modos alternativos de existir, de produzir espaço e de gerar conhecimento territorial a partir de matrizes civilizacionais que o projeto moderno/colonial buscou eliminar. Essa categoria dialoga com as contribuições da virada decolonial — particularmente com a colonialidade do poder de Quijano (2000) e a colonialidade do conhecimento de Lander (2000) — demonstrando como as lutas territoriais são, simultaneamente, lutas epistêmicas contra a imposição de uma única forma válida de habitar e conhecer o mundo.
A proposta de avançar rumo a "Pensamentos Geográficos Críticos" no plural responde a um imperativo teórico: reconhecer que não existe uma matriz única de pensamento geográfico crítico, mas sim múltiplas tradições que emergem de experiências territoriais diferenciadas. A geografia crítica brasileira, com sua marca miltoniana; as geografias andinas atravessadas pelo horizonte do bem viver; as geografias caribenhas marcadas por plantações e pela diáspora africana; as geografias centro-americanas forjadas em contextos de violência e migração; e as geografias feministas que consideram o corpo como território primordial, constituem expressões irredutíveis que o singular torna invisíveis. Como aponta De Sousa Santos (2009), não há justiça social global sem justiça cognitiva global.
Relevância social
A América Latina e o Caribe estão vivenciando um aumento nos conflitos socioterritoriais. A expansão das indústrias extrativas — mineração em larga escala, agronegócio, fraturamento hidráulico e megaprojetos hidrelétricos — gera deslocamento forçado, contaminação de fontes de água, destruição de ecossistemas e violência contra comunidades e defensores da terra. Nossa região apresenta o maior número de assassinatos de ambientalistas e defensores da terra em todo o mundo, demonstrando que a defesa do território é uma atividade de alto risco.
O pensamento geográfico crítico não pode permanecer dissociado dessa realidade. Nossa relevância social reside na nossa capacidade de produzir conhecimento situado que apoie as lutas territoriais, torne visíveis as injustiças espaciais e forneça ferramentas analíticas às comunidades e aos movimentos sociais. Como afirmamos em argumentos anteriores, buscamos um diálogo de saberes e damos ouvidos a outras vozes — aquelas que emergem da reexistência e da evolução dos processos de resistência em defesa dos territórios e da vida.
A dimensão urbana da desapropriação constitui outro campo fundamental. As cidades latino-americanas vivenciam gentrificação, despejos forçados, privatização do espaço público e segregação socioespacial. Setores populares, racializados e feminizados são expulsos para periferias precárias, expostas a riscos ambientais. O pensamento geográfico crítico oferece estruturas para compreender esses processos não como efeitos colaterais do desenvolvimento, mas como expressões de uma produção capitalista do espaço que distribui desigualmente os ônus e os benefícios territoriais.
A crise climática torna nosso trabalho ainda mais urgente. Os territórios mais vulneráveis aos seus impactos coincidem com territórios historicamente despossuídos e populações racializadas. Essa distribuição desigual evidencia o que a ecologia política denomina racismo ambiental. O pensamento geográfico crítico tem a responsabilidade de tornar essas injustiças visíveis e contribuir para a construção de alternativas a partir da base.
Relevância intelectual
Nosso Grupo de Trabalho faz parte de uma tradição intelectual que abrange quase uma década e que tem contribuído significativamente para o campo da geografia crítica regional e internacional. Os boletins da Geocrítica Latinoamericana, as publicações coletivas, os seminários virtuais e a participação nas Conferências da CLACSO constituem um conjunto de trabalhos que dialoga com os principais debates do pensamento crítico contemporâneo.
A relevância intelectual reside em três dimensões. Primeiro, a articulação entre a produção acadêmica e o compromisso político com as lutas territoriais, superando a falsa dicotomia entre rigor científico e relevância social. Segundo, o diálogo Sul-Sul com geografias críticas da África e da Ásia, reconhecendo que os processos de desapropriação operam de forma interconectada em escala global. Terceiro, a abertura ao conhecimento geográfico não acadêmico — conhecimento territorial de povos indígenas, cartografias sociais de comunidades afrodescendentes, conhecimento espacial de organizações de mulheres — que enriquece as categorias herdadas da tradição disciplinar.
Nomear nossos pensamentos geográficos críticos no plural é uma contribuição intelectual que busca coerência entre o que dizemos e como nos denominamos. Se afirmarmos que a colonialidade do conhecimento opera por meio da imposição de uma singularidade universal que torna a pluralidade invisível, não podemos reproduzir essa lógica em nossa própria nomenclatura. O plural é um ato de coerência epistemológica e justiça cognitiva com as múltiplas tradições do pensamento territorial que convergem em nosso Grupo de Trabalho.
A conexão com a Comissão de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da União Geográfica Internacional e a articulação com outras Geografias-Gerais da CLACSO – “Ecologia(s) Política(s) do Sul/Abya-Yala, Corpos, territórios e feminismos, Povos Indígenas, autonomias e direitos coletivos” – fortalecem nossa relevância intelectual ao inscrever o pensamento geográfico crítico em redes mais amplas de produção de conhecimento engajada.
Em suma, a relevância do nosso Grupo de Trabalho reside na sua capacidade de produzir conhecimento situado, politicamente engajado e epistemologicamente pluralista, que apoie as lutas pela defesa dos territórios e da vida na América Latina e no Caribe. Os territórios em disputa nos convocam a pensar criticamente a partir da perspectiva dos povos que resistem à desapropriação e com eles.
De Sousa Santos, B. (2009). Uma epistemologia do Sul. México: Século XXI/CLACSO.
Escobar, A. (2014). Sentir e pensar com a terra. Novas leituras sobre desenvolvimento, território e diferença. Medellín: UNAULA.
Lander, E. (org.) (2000). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO.
Leff, E. (2006). "Ecologia política na América Latina. Um campo em construção." In: Alimonda, H. (org.), Os tormentos da matéria. Buenos Aires: CLACSO.
Porto-Gonçalves, CW (2001). Geografias: movimentos sociais, novas territorialidades e sustentabilidade. México: Siglo XXI.
Porto-Gonçalves, CW (2006). O desafio ambiental. Cidade do México: PNUMA.
Quijano, A. (2000). "Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina". In: Lander, E. (org.), A colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO.
Santos, M. (1996). A natureza do espaço. Técnica e ritmo. Razão e emoção. São Paulo: Hucitec.
Santos, M. (2000). Por outra globalização. Rio de Janeiro: Record.
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
-Publicar dois números com dossiês temáticos: (a) "Pensamentos geográficos plurais: epistemologias territoriais do Sul" e (b) "Extrativismos e r-existências em tempos de crise climática" na Revista ESPIRAL.
-Organizar o Colóquio Virtual "Pensamentos Geográficos Críticos: territórios, corpos e resistências", com a participação de membros da GT, movimentos sociais e GTs aliadas.
-Promover o desenvolvimento de um livro coletivo sob o selo CLACSO sobre "Geografias da desapropriação e territorialidades em resistência na América Latina e no Caribe".
-Publicar o livro coletivo do GT e fazer apresentações em pelo menos 5 países da região.
-Produzir uma série audiovisual (4 capítulos) sobre experiências de defesa territorial e cartografias comunitárias na América Latina e no Caribe.
-Fortalecer nossa revista ESPIRAL e garantir sua publicação e divulgação nas redes da CLACSO.
-Colóquio realizado com a publicação de memórias.
-Manuscrito do livro entregue à CLACSO.
-Livro publicado e distribuído online.
-Séries audiovisuais disponíveis nas plataformas da CLACSO.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Realizar 2 oficinas virtuais sobre mapeamento social e defesa do território para organizações e movimentos sociais.
-Oferecer o curso virtual "Metodologias Participativas para a Pesquisa Territorial" (60 horas) em conjunto com a Escola Internacional de Pós-Graduação da CLACSO.
-Implementar um programa de intercâmbio virtual entre os membros da GT para o ensino conjunto em cursos de graduação e pós-graduação em suas universidades.
-Desenvolver o curso presencial de verão "Pensamento geográfico crítico e defesa do território" em conjunto com a X Conferência CLACSO ou EGAL.
-Desenvolver e publicar um Guia Metodológico de ferramentas da geografia crítica para movimentos sociais (formato digital, acesso gratuito).
Desenvolver o curso de verão presencial "Pensamento geográfico crítico e defesa do território" em conjunto com a X Conferência CLACSO ou EGALC 2027.
-Desenvolver e publicar um Guia Metodológico de ferramentas da geografia crítica para movimentos sociais (formato digital, acesso gratuito).
- 2 oficinas com a participação de organizações sociais. - 1 curso com certificação CLACSO.
- Pelo menos 4 experiências documentadas de coensino
-Escola de Verão com participantes de pelo menos 12 países
-Guia metodológico publicado e divulgado
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
- Elaborar pelo menos duas declarações públicas do Grupo de Trabalho sobre situações de conflito territorial e violações dos direitos comunitários. - Produzir dois relatórios técnicos sobre conflitos socioterritoriais emblemáticos na região, em colaboração com as comunidades afetadas e organizações parceiras.
- Participar em pelo menos dois espaços de defesa de direitos (fóruns, audiências, sessões de diálogo) perante órgãos públicos ou internacionais, relativos aos direitos territoriais. - Organizar o Fórum Regional "Políticas Públicas e Justiça Territorial na América Latina e no Caribe", com a participação de acadêmicos, movimentos sociais e formuladores de políticas de países da nossa região.
- Sistematizar as experiências de apoio às comunidades e publicar um documento com as lições aprendidas e recomendações políticas.
-Declarações divulgadas nas redes da CLACSO e em mídias alternativas.
-2 relatórios publicados e compartilhados.
- Participação documentada em espaços de defesa de direitos. - Fórum realizado com declaração final.
-Documento de sistematização publicado
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Realizar pelo menos 2 atividades conjuntas por ano com os GTs aliados: Ecologia(s) Política(s) do Sul/Abya-Yala; Corpos, territórios e feminismos; Povos indígenas, autonomias e direitos coletivos.
-Participar ativamente das Conferências e Encontros de Geografias da América Latina e do Caribe (EGALC) da CLACSO 2028.
- Promover a incorporação de novos membros, priorizando a diversidade geográfica, de gênero, geracional e de afiliação institucional.
-Pelo menos 6 atividades conjuntas com GTs aliados
-Participação nas Conferências CLACSO 2028 e EGALC 2027
-Aumentar o número de membros com base em critérios de diversidade geográfica.
Número total de pesquisadores admitidos: 39
Coletivo para Estudos Sociais e Pesquisa
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires
Argentina
Fundação Centro Internacional Miranda
Venezuela
Faculdade de Ciências Geológicas - UMSA
Bolívia
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Universidade Autônoma Meritória de Puebla (BUAP)
México
Centro de Pesquisa e Estudos em Belas Artes (CIEBA) e Linha Transversal de Arte Pública (LTAP) do CIEBA.
Portugal
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Instituto de Ciências, Campus da Praia Vermelha, Departamento de Geografia
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Universidade Estadual do Pará
Brasil
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Azcapotzalco
México
Universidade de Jena
Alemanha
Centro Operacional de Habitação e Assentamento AC
México
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Brasil
Instituto de Desenvolvimento Profissional e Estudos Superiores Prof. Juan E. Pivel Devoto
Uruguai
Seminário Permanente de Estudos Chicanos e de Fronteira, Diretoria de Etnologia e Antropologia Social, Instituto Nacional de Antropologia e História
México
Centro Alternativo de Pesquisa Social e Educação Popular
Peru
Escola Edward J. Bloustein de Planejamento e Políticas Públicas
Estados Unidos
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Instituto de Investigação Geográfica IIGEO - UMSA
Bolívia
União Geográfica Internacional - Peru
Peru
Universidade de Narino
Colômbia
Universidade Externado
Colômbia
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Instituto Universitário para o Desenvolvimento e a Cooperação / Universidade Complutense de Madrid
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Faculdade de Ciências Humanas e Artes - Universidade de Tolima
Colômbia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Faculdade de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru