Área temática: Movimentos sociais e ativismo
Grupo de trabalhoPovos Indígenas: Diálogos e Disputas Epistêmico-Territoriais
Instituto de Estudos Nacionais
universidade do Panamá
Panamá
Os povos indígenas representam aproximadamente 10% da população da América Latina e seus territórios abrangem um quinto da região, mantendo altos níveis de biodiversidade apesar da histórica desapropriação colonial. Sua relação com esses territórios se baseia em suas próprias epistemologias, de natureza holística e espiritual, que prezam valores como respeito, reciprocidade e proteção ambiental, e a partir das quais se posicionam como atores políticos em diversos níveis. Essas epistemologias desafiam as categorias com as quais as ciências sociais e as instituições estatais abordam o território, questionando noções como "recursos naturais" e substituindo-as por conceitos como "territórios de vida".
Para os povos indígenas, o extrativismo não se limita à exploração da natureza, mas também inclui o extrativismo epistêmico, exercido por meio de práticas acadêmicas que os despojam do conhecimento. O texto destaca a importância de metodologias colaborativas, da coprodução de conhecimento e da soberania epistêmica, expressas especialmente em experiências de educação intercultural e em universidades indígenas e interculturais que promovem seus próprios sistemas de conhecimento.
Outro tema central é a autonomia territorial e a governança indígena, tanto em estruturas constitucionalmente reconhecidas (comarcas, resguardos, TIOCs) quanto em experiências autônomas não formalmente reconhecidas (comunidades Cherán, zapatistas). Essas autonomias desenvolvem formas de autogoverno, proteção territorial e soberania alimentar, enfrentando tensões com projetos extrativistas. Embora haja avanços normativos, como a Convenção 169 da OIT e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, os conflitos persistem devido à aplicação formalista, fragmentada e limitada do direito à consulta e ao consentimento prévio. Contudo, paralelamente a esses desafios legais, emerge outra questão igualmente crítica: a soberania alimentar indígena baseia-se em sistemas agroecológicos tradicionais — como a milpa, o nainu ou as chacras — caracterizados por resiliência, diversidade e sustentabilidade, mas ameaçados pela globalização alimentar e pela entrada de produtos industrializados, que deterioram a saúde e a cultura alimentar. Esses problemas são exacerbados por desigualdades estruturais que impactam particularmente as populações indígenas e camponesas.
Contudo, para além desses marcos legais, é também necessário considerar a educação indígena, que evidencia a reprodução, pelos sistemas educacionais da região, de uma matriz colonial e de um saber hegemônico. Propõe-se uma interculturalidade crítica que reconheça a diversidade epistêmica, os conflitos e a diáspora indígena urbana, cujas experiências são frequentemente invisibilizadas. Os modelos atuais não consideram adequadamente as diferenças territoriais, linguísticas e políticas dos povos indígenas, nem as estratégias culturais desenvolvidas em contextos urbanos.
O Grupo de Trabalho concentra suas atividades na relação entre os povos indígenas e seus territórios, adotando uma abordagem intercultural para sistemas de conhecimento plurais por meio de diálogos interepistêmicos e descolonização metodológica. Busca documentar sistemas alimentares, analisar experiências de autonomia e monitorar regulamentações sobre a participação indígena, articulando o conhecimento indígena com teorias críticas contemporâneas, como ontologias relacionais, perspectivismo, ontologias da natureza e o conceito de bens comuns.
A aplicação dos regulamentos
Este eixo temático aborda a aplicação das normas locais, nacionais e internacionais relacionadas aos direitos dos povos indígenas e afrodescendentes, considerando tanto os marcos legais vigentes quanto os mecanismos práticos que determinam sua implementação nos territórios de vida.
Parte-se do reconhecimento da autodeterminação como princípio orientador e da obrigação de garantir o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) em qualquer processo que envolva tomada de decisão, impacto territorial, projetos extrativistas, iniciativas de desenvolvimento, pesquisa ou intervenção externa.
Além disso, enfatiza-se a importância do respeito aos protocolos comunitários, aos sistemas de autogoverno e aos conhecimentos indígenas e afrodescendentes como fontes legítimas de autoridade e regulamentação. Essa abordagem inclui a análise e a promoção de instrumentos como a Convenção 169 da OIT, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, as leis de autonomia nacional e os protocolos criados pelas comunidades para regulamentar o acesso, as relações e a interação em seus territórios.
Nesse sentido, assume-se como premissa central que toda pesquisa ou intervenção deve problematizar as relações históricas de poder, as formas de representação e as lógicas extrativistas do conhecimento (Caniuqueo, Tricot e Espinoza, 2019). Portanto, toda ação em territórios indígenas deve ser guiada pelos princípios da justiça epistêmica, do diálogo horizontal e do pleno cumprimento das normas que salvaguardam os direitos coletivos dos povos indígenas.
Soberania alimentar
Modelos como a milpa, o nainu na Mesoamérica e as chacras/chagras em territórios do sul constituem sistemas agroecológicos que demonstram resiliência, diversidade e sustentabilidade há séculos. Embora ainda não sejam plenamente reconhecidos pelas políticas convencionais, esses sistemas contribuem significativamente para a redução da pobreza e da fome, apresentam baixas emissões de gases de efeito estufa, não dependem de agrotóxicos e utilizam sementes nativas, evitando o uso de variedades geneticamente modificadas.
Nosso Grupo de Trabalho busca aprofundar a compreensão de como essas práticas se relacionam com os desafios atuais das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade e das pressões extrativistas sobre territórios vitais. A análise será conduzida a partir da perspectiva de nossos próprios sistemas de conhecimento dialógico, articulando a experiência comunitária e a sabedoria local com metodologias colaborativas e descolonizadas. Estamos interessados em compreender as condições atuais de acesso à terra, os impactos do modelo agroindustrial e as estratégias comunitárias para enfrentar o aquecimento global.
Incorporamos também as Recomendações do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), que destacam que as desigualdades estruturais — de gênero, econômicas, territoriais, étnicas, geracionais e de acesso a oportunidades — afetam a segurança alimentar, perpetuam a pobreza e aprofundam a violência, especialmente contra mulheres e grupos historicamente marginalizados, como pequenos produtores, camponeses sem terra, trabalhadores agrícolas, migrantes, refugiados e povos indígenas.
A desigualdade, a insegurança alimentar e a desnutrição prejudicam o direito à saúde, à educação e a uma vida digna. Esses problemas são agravados por fenômenos como desastres naturais, pandemias, conflitos armados e crises econômicas, que aumentam a vulnerabilidade das comunidades indígenas e rurais. A globalização alimentar também alterou os padrões de consumo por meio da entrada de produtos processados, impactando a saúde, a cultura alimentar e a continuidade do conhecimento culinário tradicional (OPAS, 2020).
Educação Intercultural
A proposta defende que a educação intercultural não pode se limitar à incorporação ocasional de conteúdo cultural ou linguístico no currículo oficial. Pelo contrário, exige transformações estruturais e epistemológicas que desafiem os próprios fundamentos do sistema educacional ocidental moderno. Nesse sentido, propõe um modelo construído em colaboração com os povos indígenas, levando em consideração seus contextos territoriais, linguísticos e políticos, bem como suas experiências históricas.
Canedo, G. e Antequera, N. (2019). Políticas públicas, reconhecimento e direitos dos povos indígenas: uma perspectiva da Bolívia. In F. De la Maza e M. De Cea (orgs.), Povos nativos e tribais da América do Sul e Oceania: reconhecimento e políticas públicas comparadas. Santiago: Centro Pehuén de Estudos Interculturais e Indígenas.
Fals Borda, O. (1991). O poder do conhecimento: Uma proposta pedagógica baseada na pesquisa-ação participativa. Siglo del Hombre Editores.
Freire, P. (1970). Pedagogia do Oprimido. Século XXI Editores.
Walsh, C. (2009a). Interculturalidade crítica e pedagogia decolonial: Por meio de convite. Abya-Yala Editions.
Tuhiwai, Linda. 2016. Metodologias de descolonização: pesquisa e povos indígenas. Santiago: Edições LOM.
Rivera Cusicanqui, S. (2010). Ch'ixinakax utxiwa: Uma reflexão sobre práticas e discursos de descolonização. Tinta Limón.
Para compreender a dinâmica que opera nos territórios dos povos indígenas, em nosso Grupo de Trabalho, as perspectivas dos sistemas de conhecimento indígena coexistem e dialogam com correntes teóricas críticas das ciências ocidentais que, em sentido geral, fazem parte da chamada virada ontológica, a qual inclui perspectivas conceituais das ontologias relacionais de Arturo Escobar, o perspectivismo de Viveros, as ontologias de Philippe Descola, a teoria ator-rede de Bruno Latour, bem como o arcabouço conceitual dos bens comuns da ecologia política latino-americana.
Uma das expressões dos povos indígenas como atores políticos em seus territórios que interessa ao nosso Grupo de Trabalho corresponde às experiências de autonomia territorial e autogoverno indígena, tanto aquelas reconhecidas nas constituições quanto aquelas implementadas "sem pedir permissão". Em suas diversas formas de autonomia, os povos indígenas e afrodescendentes avançam no exercício de seu direito à autodeterminação sobre seus territórios e comunidades.
A partir dessas experiências, desenvolvem ferramentas para governar o território e as comunidades que o habitam, promovem legislação que mina o Estado colonial monocultural e incorporam suas fontes de direito (leis tradicionais, seus próprios sistemas jurídicos) ao direito internacional. E um terço dessas comunidades não tem seus direitos coletivos reconhecidos (FAO e FILAC, 2021).
Nas últimas décadas, os projetos extrativistas e de desenvolvimento têm sido fonte de conflitos socioambientais, ameaçando ou matando defensores da terra e expropriando terras de comunidades indígenas, inclusive dentro de seus territórios autônomos. Novas estratégias dentro desses mecanismos incluem a consolidação dos mercados de carbono para lidar com as mudanças climáticas, utilizando narrativas alternativas de práticas "verdes" ou "sustentáveis" e de "transição energética" nos setores de mineração, energia, hidrocarbonetos, silvicultura e costeiro. No setor de mineração, isso levou ao surgimento de novos territórios mineradores: o Triângulo do Lítio, que afeta comunidades indígenas na Argentina, Bolívia e Chile, e a mineração de minerais críticos e raros. Paradoxalmente, esses projetos não resultaram no fechamento de minas de carvão, como a localizada no território Wayuu, na Colômbia. Essa narrativa também promove uma "nova" forma de mineração, que supostamente respeita os direitos dos povos indígenas por meio de suas políticas de responsabilidade social corporativa. No setor energético, novos projetos estão sendo promovidos, desta vez para fontes de energia renovável não convencionais (ERNC), como energia eólica, hidrelétricas a fio d'água e projetos fotovoltaicos. No setor de hidrocarbonetos, longe de reduzir os projetos de petróleo e gás, o fraturamento hidráulico também está sendo incorporado (como o projeto Vaca Muerta na Argentina). No setor florestal, projetos estão sendo introduzidos no âmbito do programa REDD+.
Essas dinâmicas recentes também se cruzam em escala internacional sob uma articulação complexa entre o sistema internacional geral de governança ambiental e a governança climática em particular (articulada sob os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima, a Convenção sobre Diversidade Biológica, o programa REDD+, a Parceria para Ação em uma Economia Verde), organizações intergovernamentais internacionais (como a OCDE, IPBES) e regionais (como a UNASUL e seu programa IIRSA, a Rede de Sistemas de Interconexão Elétrica dos Países da América Central - SIEPAC), organismos internacionais multissetoriais (como a Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extrativas - EITI, os Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos, a União Internacional para a Conservação da Natureza), instituições financeiras internacionais (como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento) e até mesmo organizações internacionais (como o ICMM, IPIECA) e nacionais (como a CCCMC) da indústria extrativa. Essa diversidade de atores internacionais se une para promover iniciativas e projetos que têm alto impacto e até mesmo violações dos direitos humanos dos povos indígenas, com base em narrativas de "transição energética", "economia verde", "mineração sustentável", "descarbonização", "adaptação às mudanças climáticas" e até mesmo "respeito ao direito ao consentimento prévio, livre e informado" dos povos indígenas.
A fundamentação e a análise da relevância teórica, social e intelectual do tema são articuladas em três dimensões interligadas: a urgência da crise civilizacional em relação ao território, a disputa pela hegemonia do conhecimento e o papel político das autonomias indígenas diante do Estado e do extrativismo global.
A relevância social e intelectual desta questão reside na urgência da crise civilizacional global, marcada pela degradação ambiental, superexploração e perda de biodiversidade, da qual o extrativismo é um fator central. Os povos indígenas, que representam aproximadamente 10% da população e cujos territórios abrangem quase um quinto da área total da região, posicionam-se como atores políticos fundamentais. Apesar da história de desapropriação colonial, os territórios indígenas ainda abrigam a maior biodiversidade do planeta. Sua importância reside no fato de que sua concepção de território como território de vida, baseada em sistemas de conhecimento com uma perspectiva holística de respeito e reciprocidade, e não como "recursos naturais", transforma a defesa do território na defesa da própria vida diante dos crescentes conflitos socioambientais gerados pelas pressões extrativistas.
A relevância intelectual e teórica reside no desafio epistêmico imposto pela colonialidade do conhecimento, que eleva a perspectiva eurocêntrica como conhecimento autêntico e relega os legados intelectuais indígenas à ignorância ou à superstição. O Grupo de Trabalho (GT) confronta o extrativismo epistêmico ou acadêmico, partindo do pressuposto de que a desapropriação da natureza/território faz parte do mesmo processo de desapropriação de suas epistemes (epistemicídio). Teoricamente, o GT está comprometido com a justiça epistêmica e a descolonização das metodologias, promovendo diálogos entre sistemas de conhecimento plurais, correntes críticas ocidentais (como a virada ontológica, ontologias relacionais e ecologia política latino-americana) e epistemologias indígenas. Isso implica reconhecer o status dos sistemas de conhecimento indígena como ciências (no sentido de verdadeiro conhecimento para os povos indígenas).
Finalmente, no âmbito político, surge a questão das autonomias territoriais e da governança, incluindo aquelas reconhecidas constitucionalmente (como as comarcas no Panamá ou os resguardos na Colômbia).
Essas experiências são cruciais porque desenvolvem ferramentas para a governança territorial e promovem legislação que mina o Estado monocultural e introduz suas fontes de direito (leis tradicionais, seus próprios sistemas jurídicos) na arena internacional. Essa análise é fundamental no contexto das dinâmicas recentes, em que narrativas hegemônicas como a “transição energética” (mineração de lítio, elementos de terras raras) e a “mineração sustentável” impulsionam novas formas de extrativismo e violações dos direitos humanos contra os povos indígenas. O Grupo de Trabalho, ao adotar uma perspectiva situada, busca desenvolver análises de governança que incorporem perspectivas coloniais e tomem os povos indígenas como ponto de partida epistemológico. Isso exigirá, por um lado, o fortalecimento dos sistemas de conhecimento indígena e, por outro, o questionamento das estruturas quase imutáveis do sistema de conhecimento ocidental e a criação de um diálogo.
Quijano, A. (2000). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. (p. 201-246). Buenos Aires: CLACSO.
Terán, E. (2014). A crise do capitalismo rentista e do neoliberalismo mutante (1983-2013). Fundação Centro de Estudos Latinoamericanos Rómulo Gallegos, Working Paper no. 5, Caracas.
Smith, LT (2016). Metodologias de descolonização: pesquisa e povos indígenas. Santiago: LOM Ediciones.
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
(1) Plano de ação concertado, criado com base na troca de experiências na defesa de territórios contra projetos extrativistas e (2) Plano de ação concertado, criado com base na troca de experiências na construção da soberania e da autonomia territorial, alimentar e epistêmica.
Coprodução de sistemas de conhecimento sobre autonomias territoriais, disputas epistêmicas e estratégias indígenas de defesa territorial.
Seminários com elementos que permitem construir uma relação de sujeito para sujeito a partir da perspectiva dos povos indígenas. (Quem são os povos indígenas, autodeterminação baseada no consentimento livre, prévio e informado, educação indígena, governança)
Sistematização das conclusões e novas aprendizagens resultantes desses diálogos para a criação de materiais de divulgação.
Publicar em formatos de acesso aberto para disseminar propostas de políticas públicas, academia, redes, organizações, comunidades e povos indígenas.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
b) Coordenar discussões intergeracionais (jovens, idosos, mulheres, autoridades indígenas)
c) Documente as experiências por meio de círculos de conversa, gravações ou relatórios.
c) Divulgação de diálogos com comunidades e organizações sociais: com conexões com rádios comunitárias, programas no YouTube: proclamando ideias para a cultura do povo (Núcleo CLACSO IDEN-UP), podcasts, livretos populares e oficinas abertas)
b) A produção de podcasts, vídeos com depoimentos e infográficos com o objetivo de destacar os desafios e as estratégias dos povos indígenas na defesa de seus territórios e sistemas de conhecimento, incluindo o uso de ferramentas de mapeamento jurídico, político, organizacional e participativo. Esses formatos garantem a disseminação de informações em línguas acessíveis aos povos indígenas e às organizações sociais.
c) Um livro digital co-publicado com a CLACSO para apresentar os resultados da sistematização dos avanços teóricos e práticos, consolidando o debate analítico sobre extrativismo, justiça epistêmica e autonomias territoriais, e garantindo visibilidade nos circuitos acadêmicos.
C) O retorno dos resultados visa à democratização do conhecimento, promove sua apropriação social e fortalece os laços entre as comunidades acadêmicas, as organizações de territórios indígenas e os tomadores de decisão.
e, utilizando formatos de acesso aberto para impactar políticas públicas, circuitos acadêmicos e organizações e comunidades, incluindo povos indígenas. Feedback público sobre os resultados da pesquisa em formatos adaptados. Edição e coedição de um livro digital de acesso aberto (dentro da Coleção de Grupos de Trabalho da CLACSO) que sistematiza os avanços teóricos e práticos alcançados, e desenvolvimento de materiais de divulgação em formatos acessíveis, como infográficos, podcasts e vídeos com depoimentos.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
b) Influenciar as políticas de trabalho de instituições acadêmicas públicas para a adoção de abordagens e metodologias de pesquisa colaborativa que garantam justiça epistêmica e previnam o extrativismo acadêmico.
Com foco em políticas públicas que permitam desafiar as limitações monoculturais do Estado, promovendo estruturas regulatórias mais justas e pluralistas.
b) Realizar seminários e fóruns com representantes de povos indígenas e tomadores de decisão em políticas públicas para compartilhar experiências de trabalho acadêmico colaborativo e desenvolver estratégias de defesa de direitos em órgãos públicos de pesquisa.
Desenvolver discussões com o objetivo de ampliar o conhecimento e conscientizar os participantes sobre temas de pesquisa, promovendo uma cultura de pesquisa e a troca de experiências e boas práticas para fortalecer a gestão, a estrutura e a visibilidade dos centros de pesquisa universitários.
Essas discussões podem ocorrer dentro do período de datas relevantes, como:
• Dia Internacional das Mulheres Indígenas
• Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, eventos comemorativos de acontecimentos históricos por povo, país e região, etc.
c) Realizar uma discussão com representantes de instituições estatais responsáveis por políticas públicas para povos indígenas, academia, sistema de pesquisa, organizações indígenas e outros atores relevantes, incluindo: universidades com programas interculturais, agências governamentais para assuntos indígenas, institutos de pesquisa, congressos e conselhos indígenas e organizações da sociedade civil ligadas aos direitos dos povos indígenas.
b) Alcance digital cumulativo das interações nas redes sociais (visualizações, compartilhamentos, comentários).
c) Elaboração de boletins, relatórios e recomendações resultantes dos diálogos
b) A disseminação de materiais sobre instrumentos jurídicos e políticos e protocolos de pesquisa que garantam a proteção do conhecimento e dos direitos dos povos indígenas. Isso fortalecerá diretamente as lutas dos povos indígenas em defesa de seus territórios, cosmovisões e sistemas de conhecimento.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Articulação com o Laboratório
Estudos e pesquisas colaborativas com povos indígenas, comunidades quilombolas e povos e comunidades tradicionais do Departamento de Artes Liberais/UnB; Articulação com o Museu Nacional dos Povos Indígenas, vinculado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil (MNPI/FUNAI); Articulação com a Rede de Minerais da Universidade Laval (Quebec/CA)
a) Sistematização do âmbito regional das estratégias jurídicas e políticas utilizadas pelos povos indígenas para defender seus territórios de vida contra projetos extrativistas.
b) Realizar fóruns e diálogos interepistêmicos virtuais ou presenciais focados nas experiências de autonomia territorial dos povos indígenas em Abya Yala.
c) Ações conjuntas de comunicação com as GTs relacionadas com território, extrativismo, direitos humanos, comunicação e cultura.
a) Compilação de experiências de defesa territorial de povos indígenas: Esta compilação reuniria as estratégias jurídicas e políticas analisadas de forma comparativa, cumprindo o objetivo de promover o debate analítico e estratégico sobre o extrativismo, enriquecendo a reflexão acadêmica e fortalecendo as lutas dos povos indígenas em defesa de seus territórios e cosmovisões.
b) Registros de encontros e seminários que destacam estratégias de autogoverno, as fontes do direito indígena e o conhecimento dos povos indígenas.
c) Divulgação cruzada e atividades compartilhadas com outros Grupos de Trabalho da CLACSO
Número total de pesquisadores admitidos: 36
Instituto de Estudos Nacionais
universidade do Panamá
Panamá
Nicarágua
Universidade de Agroecologia de Cochabamba
Faculdade de Ciências Agrícolas, Pecuárias e Florestais
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política
Universidade de São Paulo
Brasil
Universidade Católica de Maule
Chile
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Cienfuegos.
Cuba
Fundador da Fundação Qhapaq Ñan
Chile
Honduras
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Fundação Biodiversa Colômbia
Colômbia
Instituto Mexicano de Tecnologia da Água, IMTA-SEMARNAT
México
Costa Rica
Centro de Estudos Sociais e Pesquisa da Associação Argentina de Sociologia
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Negócios
-Universidade Federal Fluminense (UFF)
Brasil
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Vice-Reitoria de Extensão
Universidade especializada das Américas
Panamá
Universidade Estadual de Sonora
México
Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania
Centro de Estudos Multidisciplinares Avançados da Universidade de Brasília - CEAM/UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Universidade Aberta e a Distância do México
México
Conselho Indígena, Os Passos do Jaguar
El Salvador
ELA - Departamento de Estudos Latino-Americanos
Universidade de Brasília
Brasil
Universidade Intercultural Amawtay Wasi de Nacionalidades e Povos Indígenas
Equador
Escola Nacional de Antropologia e História
México
Rede de Estudos Latino-Americanos de Montreal
Canadá
Universidade de la Frontera
Chile
Universidade Católica
México
Universidade de Agroecologia de Cochabamba
Faculdade de Ciências Agrícolas, Pecuárias e Florestais
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
_Outros
ELA - Departamento de Estudos Latino-Americanos
Universidade de Brasília
Brasil