Área temática: Modelos de trabalho e produção

Grupo de trabalhoTrabalho digital, plataformas e inteligência artificial

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Trabalho digital, plataformas e inteligência artificial
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Guillermo Rivera
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Matheus Viana Braz
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Universidade Estadual de Maringá
Brasil
Cora Cecília Arias
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Nos últimos anos, um processo de transformação nos mercados de trabalho acelerou-se, impulsionado pelo desenvolvimento e disseminação das tecnologias digitais. O mundo social em geral, e o mundo do trabalho em particular, está passando por processos de digitalização que alteram a forma como o trabalho é organizado e gerenciado, seu status formal, as condições em que é realizado, as estratégias de controle e resistência e os modos de integração, entre outras dimensões. Essas mudanças representam enormes desafios para as ciências sociais, para os Estados e para os movimentos sociais e trabalhistas em escala global. No entanto, os efeitos concretos desses processos não podem ser adequadamente compreendidos sem uma perspectiva situada que leve em consideração as especificidades históricas, socioeconômicas e políticas da América Latina e do Caribe. A região é caracterizada por uma profunda heterogeneidade estrutural, marcada por níveis desiguais de desenvolvimento e integração em cadeias de valor globais, altos níveis de informalidade e desigualdades persistentes baseadas em classe, gênero, etnia e raça. Além disso, existem diversas capacidades estatais em matéria de regulação trabalhista e tecnológica, bem como distintas tradições trabalhistas e políticas. Esses fatores desempenham um papel decisivo na configuração das formas que a digitalização produtiva assume e nas experiências de trabalho mediadas por plataformas e sistemas de Inteligência Artificial (IA).

Apesar dessa diversidade, ainda há pesquisas insuficientes para compreender essas mudanças a partir de uma perspectiva regional. Uma parcela significativa da literatura que molda os debates contemporâneos sobre o trabalho digital tem origem no Norte Global, onde as transformações trabalhistas se desenrolam sob condições institucionais, tecnológicas, econômicas e políticas substancialmente diferentes daquelas da América Latina. Tanto os conceitos teóricos quanto as análises empíricas emergem e se consolidam em contextos caracterizados por mercados de trabalho mais formalizados, infraestruturas tecnológicas mais robustas, marcos regulatórios mais estáveis ​​e atores institucionais estabelecidos. A circulação global dessas categorias é frequentemente assimilada acriticamente, o que obscurece ou diminui as particularidades regionais, limitando a capacidade analítica para compreender os fenômenos locais e, consequentemente, para elaborar políticas públicas e estratégias sindicais eficazes.

A região apresenta, de fato, um uso diferenciado e profundamente desigual das tecnologias digitais de trabalho. Por um lado, o crescimento acelerado das plataformas de entrega, transporte, microtarefas e serviços profissionais ampliou as margens da precariedade, reforçando tendências históricas de informalidade, vulnerabilidade social e terceirização. Ao mesmo tempo, pesquisas regionais também sugerem que essas são oportunidades de trabalho valorizadas positivamente pelas pessoas, especialmente em contraste com as alternativas de emprego disponíveis. Por outro lado, a adoção de tecnologias de inteligência artificial em setores específicos da indústria, serviços financeiros, educação, comércio e administração pública levanta questões sobre como essas ferramentas redefinem as hierarquias trabalhistas, os processos de qualificação e as formas de controle e resistência. Tudo isso se desenrola em um contexto de persistentes divisões digitais, desigualdades territoriais, capacidades estatais díspares e políticas tecnológicas conflitantes — fatores que condicionam tanto a difusão das tecnologias quanto seu impacto nas condições de trabalho.

Diante desse cenário complexo e em rápida transformação, torna-se essencial construir uma perspectiva crítica, situada e articulada regionalmente que nos permita problematizar pressupostos conceituais originários do Norte Global e desenvolver nossas próprias categorias analíticas. Essas categorias nos possibilitam examinar criticamente a produção de conhecimento baseada em experiências latino-americanas que desafiam e enriquecem os debates internacionais. Formas híbridas de formalidade e informalidade, arranjos institucionais fragmentados, a diversidade de estratégias sindicais e tradições políticas, respostas estatais heterogêneas, a criatividade organizacional dos trabalhadores e as particularidades da inovação tecnológica na região constituem um terreno fértil para o desenvolvimento teórico.

Da mesma forma, há necessidade de fortalecer a circulação e o intercâmbio de conhecimento teórico e empírico regional, bem como de estimular as relações com as demais regiões do Sul Global, o que permitirá, pelo menos, um equilíbrio entre a circulação radial Norte-Sul que reforça uma construção interdependente do conhecimento.

Por isso, a criação do Grupo de Trabalho sobre Trabalho Digital, Plataformas e Inteligência Artificial no âmbito da CLACSO se apresenta como uma iniciativa estratégica. Reunir pesquisadores de diferentes países consolidará um espaço para diálogo contínuo, intercâmbio metodológico e reflexão coletiva, contribuindo para superar a atual dispersão e fragmentação dos estudos, fortalecer as capacidades analíticas e promover pesquisas comparativas que levem em conta a heterogeneidade regional. Além disso, uma rede desse tipo possibilitará a identificação de padrões comuns, divergências significativas e processos emergentes que precisam ser conceituados utilizando parâmetros e critérios latino-americanos.

O trabalho colaborativo também facilitará a construção de diagnósticos atualizados e a geração de evidências empíricas robustas para orientar políticas públicas, debates regulatórios e estratégias de organização coletiva diante do avanço das lógicas de deslaboração, desproteção e fragmentação que são provocadas, nas modalidades atuais, pelos processos de plataformização e digitalização do trabalho.

Num contexto em que governos e atores sociais enfrentam desafios sem precedentes, a produção de conhecimento situado é um insumo fundamental para a defesa dos direitos trabalhistas, a promoção de novos direitos que emergem das necessidades concretas das populações latino-americanas, o fomento da inclusão digital equitativa e a elaboração de respostas que considerem as diversas trajetórias nacionais. Por sua vez, o trabalho em rede incentivará a formação de jovens pesquisadores, a disseminação de materiais, o fortalecimento das capacidades comparativas e a construção de pontes entre a academia, os movimentos trabalhistas e as instituições públicas.

Por fim, esta proposta alinha-se à tradição latino-americana de pesquisa crítica sobre trabalho, desigualdade e desenvolvimento, que historicamente tem contribuído com perspectivas originais para os debates internacionais. A consolidação de um espaço regional específico para o estudo do trabalho digital permitirá que essa tradição seja atualizada e projetada para os desafios contemporâneos, reafirmando a necessidade de produzir conhecimento a partir do Sul Global para compreender fenômenos que, embora de alcance global, se manifestam especificamente em cada território.

CEPAL/OIT (2021). Situação do Trabalho na América Latina e no Caribe: Trabalho Decente para Trabalhadores de Plataformas na América Latina. https://hdl.handle.net/11362/46955
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe e Organização Internacional do Trabalho (2021). Trabalho decente para trabalhadores de plataformas digitais na América Latina.
GPAI (2025). Vozes da Mudança: IA Generativa e a Transformação do Trabalho na América Latina. Parceria Global sobre IA. https://oecd.ai/en/wonk/documents/voices-of-change-generative-ai-and-the-transformation-of-work-in-latin-america
ITUC CSI (2025). Inteligência artificial: Quais são as implicações para os sindicatos? ITUC-CSI. https://www.ituc-csi.org/Artificial-Intelligence-What-are-the-implications-for-trade-unions
Manky, O. (2025). Reimagining Work Security in Latin America's Platform Economy: Workers' Strategies Amid Urban Violence. New Technology, Work and Employment, n/a.
Relatório V(3) da OIT (2025). Trabalho decente na economia de plataformas. Quinto item da agenda da 114ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho. https://www.ilo.org/sites/default/files/2025-08/ILC114-V%283%29-%5BWORKQ-250714-001%5D-Web-SP.pdf
Organização Internacional do Trabalho (2024). IA generativa e empregos na América Latina e no Caribe: a exclusão digital é um obstáculo ou um entrave? https://www.ilo.org/es/publications/la-ia-generativa-y-los-empleos-en-america-latina-y-el-caribe-la-brecha
Organização Internacional do Trabalho (2025). Pesquisa sobre trabalhadores em plataformas digitais baseadas na web. Organização Internacional do Trabalho. https://www.ilo.org/sites/default/files/2025-04/Informe%20Plataformas%20Digitales_ESP_web.pdf
PNUD (2025). Atlas de Inteligência Artificial para o Desenvolvimento Humano na América Latina e no Caribe. https://www.undp.org/es/latin-america/publicaciones/atlas-de-inteligencia-artificial-para-america-latina-y-el-caribe
Poblete, L., Pereyra, F., e Tizziani, A. (2024). Intermediação digital no trabalho doméstico remunerado na América Latina: uma proposta analítica para seu estudo. Revista de Estudios Sociales, 89, 3-22.
Stecher, A e Morales, K (2024). Plataformas de trabalho digital na América Latina. Edições LOM.
Wolf, A; Coelho-Lima, F., Lopes dos Santos Keppler, I., Mirlly de Souza Ferreira, C; Dall'Asta, M; Rodríguez Florez, M. (2025). 'Seja seu próprio chefe?' Explicando a variação na resposta dos trabalhadores à ideologia da economia gig no Norte e no Sul globais. Revista Internacional de Relações de Trabalho. Vol. 63, Número 4
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

A criação deste grupo de trabalho tem como objetivo geral consolidar um espaço estável para pesquisadores de diferentes países, focado na troca contínua de conhecimentos, metodologias e experiências nacionais relacionadas ao trabalho digital. Ao mesmo tempo, busca promover o desenvolvimento de uma agenda de pesquisa comum que permita abordar problemas específicos de âmbito regional e sub-regional, levando em consideração as heterogeneidades que caracterizam os mercados de trabalho e os marcos regulatórios na América Latina e no Caribe.

A crescente proliferação de plataformas de trabalho, a integração de tecnologias digitais nos setores produtivos tradicionais e a rápida adoção de sistemas de inteligência artificial em diversas etapas das cadeias produtivas estão remodelando a forma como o trabalho é organizado, gerenciado e vivenciado. Essas transformações geram novas tensões e questionamentos que exigem uma abordagem coletiva e comparativa, capaz de situar as especificidades locais dentro de dinâmicas globais mais amplas.

Para tanto, estabelece-se um conjunto de dimensões analíticas para orientar o debate e a colaboração no âmbito do Grupo de Trabalho. Essas dimensões permitem organizar os principais desafios conceituais e empíricos que emergem diante do avanço do trabalho digital, e incluem: condições de trabalho; modelos de gestão de processos de negócios e de trabalho; mudanças na organização do tempo e do espaço de trabalho; transformações nas subjetividades; formas de organização coletiva; e processos regulatórios. Cada uma delas será desenvolvida a seguir para definir sua relevância e os debates que suscita no campo:

1. Condições de Trabalho: Analisar as condições de trabalho em ambientes digitais é crucial para compreender a profundidade das transformações em curso. A expansão das tecnologias digitais em geral, e das plataformas e sistemas de inteligência artificial em particular, está remodelando aspectos tradicionais como estabilidade no emprego, intensidade do trabalho, mecanismos de controle e proteção social. Surgem debates em torno da ambiguidade contratual, da distribuição desigual de riscos entre empresas e trabalhadores, de novas formas de vigilância digital e da fragmentação dos coletivos de trabalho. Essas transformações fazem parte de processos estruturais de deterioração das condições de trabalho, aprofundando a precariedade e a informalização dos mercados de trabalho. Esta seção nos permitirá discutir como essas dinâmicas impactam a qualidade do trabalho e o surgimento de novas desigualdades.

2. Modelos de Negócio e Gestão de Processos de Trabalho: Plataformas digitais e outras empresas orientadas por dados estão introduzindo modelos de negócio que desafiam as categorias tradicionais de análise do trabalho. A gestão algorítmica, novas formas de intermediação e terceirização, e a monetização de dados estão redefinindo a organização da produção e quem se apropria do valor gerado. Ao mesmo tempo, os sistemas de gestão algorítmica estão transformando a supervisão, a avaliação de desempenho e a alocação de tarefas, resultando em formas de gestão descentralizadas, porém altamente concentradas em termos de poder e controle sobre o processo produtivo. Esta seção buscará abrir um diálogo sobre mecanismos de governança tecnológica, estratégias de negócios e seu impacto na autonomia e no poder de negociação dos trabalhadores.

3. Mudanças na organização do tempo e do espaço de trabalho: A digitalização do trabalho torna as fronteiras entre o tempo de trabalho e o tempo livre, bem como entre os espaços produtivos e domésticos, mais flexíveis e, muitas vezes, difusas. Do teletrabalho à disponibilidade constante imposta pelas plataformas, novas tensões surgem em torno da gestão do tempo, do descanso e do equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Da mesma forma, as áreas urbanas estão sendo reconfiguradas pela dinâmica do trabalho digital. Este tema nos permitirá discutir como essas transformações reorganizam a experiência cotidiana do trabalho e as formas de exploração e autonomia que elas possibilitam ou restringem.

4. Subjetividades: As transformações tecnológicas afetam não apenas a organização objetiva do trabalho, mas também a construção das subjetividades relacionadas ao trabalho. As promessas de autonomia, flexibilidade e empreendedorismo coexistem com experiências de isolamento, incerteza e pressão autoimposta, impulsionadas por sistemas de reputação e métricas de desempenho. Esta seção abordará como os trabalhadores atribuem significado ao seu trabalho, quais elementos são específicos do trabalho digital e quais correspondem ao estágio atual do capitalismo, como as identidades profissionais são configuradas em contextos de fragmentação e como as narrativas e os discursos corporativos operam sobre as identidades de trabalho em termos de apropriação, resistência ou reinterpretação.

5. Organização Coletiva: Em um cenário marcado pela dispersão espacial, instabilidade contratual e mediação algorítmica, a organização coletiva enfrenta desafios sem precedentes. Contudo, novas formas e repertórios de ação coletiva também estão emergindo, incluindo novos sindicatos, grupos não sindicais, cooperativas de plataforma, redes transnacionais e estratégias jurídicas inovadoras, bem como novas agendas de direitos e novas formas de protesto. Esta seção propõe discutir as tensões entre a desconstrução e a reconstituição do poder coletivo, as formas de resistência às transformações em curso e as possibilidades de articular demandas em contextos de dispersão, atomização e heterogeneidade das experiências de trabalho.

6. Regulamentação: A regulamentação do trabalho digital é um campo altamente controverso, marcado por debates sobre classificação de funções, responsabilidades corporativas, proteção de dados, transparência algorítmica e direitos coletivos. Diversos países estão experimentando marcos regulatórios que redefinem as obrigações das plataformas, buscam limitar o trabalho precário e promover a responsabilização por sistemas automatizados. Esta seção permitirá uma análise comparativa desses processos, uma discussão sobre seu alcance e limitações, e uma reflexão sobre as condições necessárias para garantir direitos em ambientes de trabalho mediados por tecnologias digitais.

Em conjunto, essas dimensões permitem traçar um mapa amplo e dinâmico dos desafios colocados pelo trabalho digital na região. Ao abordar as transformações tecnológicas, as formas de organização do trabalho e suas implicações sociais de maneira integrada, o objetivo é não apenas enriquecer a compreensão acadêmica do fenômeno, mas também contribuir para a formulação de debates e diretrizes relevantes para os atores públicos, trabalhistas e sociais.

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Artavia-Jiménez, M., Solano Ruiz, J., Campos Lizano, M. e Herrera Madrigal, M. (2024). Desprecarização do emprego de entrega em plataformas digitais na Costa Rica. FES.
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Nión Celio, S., & Acosta, M. (2025). Transformações digitais no mundo do trabalho. Revista De Ciências Sociais, 38 (56), 103.
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Zukerfeld, M.; Yansen, G.; Dughera, L.; Rabosto, A.; Lamaletto, L.; Zarauza, G.; Granara, G. e Vannini, P. (2024) Digitalização, plataformização e automação do trabalho em cinco setores: Inquéritos preliminares e avanços da pesquisa. Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, 8(17).
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
Promover diagnósticos comparativos sobre as condições de trabalho, modelos de negócio e práticas regulatórias associadas ao trabalho digital na região, reconhecendo as características comuns e as particularidades dos mercados de trabalho digitais nos diferentes territórios envolvidos.

Identificar continuidades e rupturas entre as formas emergentes de trabalho digital e as trajetórias históricas de emprego na região (informalidade, trabalho por conta própria, precariedade) e produzir contribuições originais que dialoguem criticamente com a literatura do Norte Global e contribuam para a redefinição dos debates internacionais a partir de uma perspectiva latino-americana.
Organização de seminários virtuais para intercâmbio acadêmico e debate de pesquisas pelos membros do Grupo de Trabalho; breves atividades presenciais no âmbito de congressos/conferências relacionados ao tema; e uma rede de pesquisadores em formação como espaço para discussão do progresso em pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em andamento.

Sistematização da produção acadêmica realizada em diferentes países por membros da GT e divulgação das pesquisas dos membros da GT em boletins com artigos produzidos para esse fim.
Publicar um livro com contribuições preparadas por membros do GT e um dossiê em uma revista científica que apresente os avanços e resultados representativos da pesquisa do GT.

Divulgar um repositório online contendo as publicações dos pesquisadores que são membros da GT, com filtros que permitam buscas por tema e por país.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o desenvolvimento de competências analíticas e metodológicas necessárias para investigar o trabalho digital em contextos latino-americanos, com especial enfoque em estudantes, investigadores em formação e ativistas.

Promover a produção conjunta de recursos educacionais e materiais de divulgação acessíveis a públicos diversos.
Organização de debates virtuais direcionados a jornalistas, organizações sindicais e agentes governamentais, com o objetivo de disseminar informações sobre a situação dos mercados de trabalho digitais na região, e de promover diálogos com veículos de imprensa especializados no tema para divulgar os avanços da pesquisa.

Desenvolvimento de materiais audiovisuais que incorporam diferentes formas de visualização de dados, com base em pesquisas sobre trabalho digital, plataformas e inteligência artificial na região.
Publicar artigos curtos sobre trabalho digital, plataformas e inteligência artificial na imprensa da região.

Produzir materiais audiovisuais para serem divulgados através das redes sociais da CLACSO e das redes das instituições e membros participantes do GT.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
Ampliar a colaboração do GT com agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas que abordam questões relacionadas ao trabalho digital, plataformas e inteligência artificial na América Latina e no Caribe.

Contribuir para os debates públicos sobre políticas de proteção social, tributação, direitos trabalhistas e regulamentação da incorporação de tecnologias digitais no ambiente de trabalho.
Sistematização das experiências locais de colaboração com atores da sociedade civil e instituições responsáveis ​​pelas políticas públicas.

Organizar espaços de diálogo regionais com sindicatos e movimentos sociais para gerar contribuições para estratégias de proteção de direitos.
Publicar guias e recomendações para negociação coletiva e diálogo social relacionados à incorporação de tecnologias digitais e ao uso e gerenciamento de dados no local de trabalho.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a articulação com redes acadêmicas, organizações e coletivos do Sul Global (África, Ásia e Oriente Médio), a fim de construir diálogos Sul-Sul que permitam o contraste de experiências, o desenvolvimento de conceitualizações próprias e a promoção de uma agenda global alternativa em torno do trabalho digital.

Promover o diálogo com outros grupos de trabalho da CLACSO que abordam outras dimensões sociais afetadas pelas transformações digitais.
Mapeamento de grupos de trabalho, redes e associações afins que reúnem pesquisadores e ativistas que abordam o trabalho digital em outras regiões do Sul Global, e organização de atividades conjuntas para compartilhar linhas de pesquisa e agendas (por exemplo, a realização de um simpósio virtual coordenado em conjunto com a rede INDL-MEA, que reúne pessoas dedicadas ao estudo do trabalho digital no Oriente Médio e na África).

Realização de atividades conjuntas com diferentes Grupos de Trabalho da CLACSO (por exemplo, uma discussão sobre segurança social e plataformas com o Grupo de Trabalho “Segurança social e sistemas de pensões” e outras relacionadas com desigualdades digitais e acesso ao trabalho com o Grupo de Trabalho “Desigualdades, estrutura social e políticas”).
Consolidar relações com outras redes e espaços que reúnem pesquisadores de outros países do Sul Global.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 93
Elizabeth Mosquera
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Nahuel Federico Aranda
Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Nacional de Córdoba (FCE-UNC)
Argentina
Denise Kasparian
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Roseli Figaro
Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
Brasil
Diego Chaverri
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Diego Rivera
Universidad Diego Portales
Chile
Diego Szlechter
Universidade Nacional de General Sarmiento
Ludmila Costhek Abílio
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Felipe Coelho-Lima
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Brasil
Alejandro Aguilar Nava
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Alejandro Arze Alegría
Centro de Estudos sobre Trabalho e Desenvolvimento Agrícola
Bolívia
Alexandre Castillo
Núcleo do Milênio para a Evolução do Trabalho e Programa de Estudos Psicossociais do Trabalho (Universidade Diego Portales)
Chile
Pedro Adrian Anaya Pedraza
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Juan Ignacio Staricco
CONICET e Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
José Angel Cerón Hernández
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Mariano Zukerfeld
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Hector Fabio Bermudez Lenis
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Leonardo Cosse
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Gonzalo Gastón Granara
Departamento de Ciências Sociais/Universidade Nacional de Luján
Argentina
Rosario Aparicio
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Marlon Campos
Departamento de Psicologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Brasil
Javier Pineda
Gabinete do Vice-Reitor para Pesquisa, Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de los Andes
Colômbia
Julieta Grasas
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Julieta Haidar
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Julieta Longo
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Cora Cecília Arias [Coordenador]
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Natalia Teresa Berti
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Guilhermina Yansen
CONICET - Centro de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CCTS) da Universidade Maimônides (UMAI)
Argentina
Clara Márquez
Departamento de Serviço Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Fernanda Teixeira
Universidade de Antuérpia
Bélgica
Mariana Fernández Massi
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Daniel Abs
Universidade de São Paulo
Brasil
Daniel Vizuete
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Maria Graciana Zarauza
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Indira Galtés
Rede Cubana de Estudos Sociais do Trabalho
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Soledad Nión
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Lorena Poblete
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Josiane Teresinha Ribeiro De Souza
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Maria Júlia Acosta
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Maria Leonela Artavia-Jiménez
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Mariela Campos
Universidade Nacional da Costa Rica
Costa Rica
Hugo Gama Peres Dos Santos
Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Emilia Castiblanco Moreno geralmente
Faculdade de Ciências da Educação da Universidade La Salle, Colômbia
Faculdade de Ciências da Educação
Universidade de La Salle
Colômbia
Alejandra Maria Quintanilla Aguilar
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
Antônio Stecher
Universidad Diego Portales
Chile
Miguel Ángel Díaz Santana Jiménez
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Jeanny Lucero Posso Quiceno
Centro de Pesquisa e Documentação Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais e Econômicas
Universidad del Valle
Colômbia
Madrigal de Maria José Herrera
Universidade Nacional da Costa Rica
Costa Rica
Jorge Solano Ruiz
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Romina López Concha
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Maria Celeste Gómez
Centro de Pesquisa em Ciências Econômicas (Universidade Nacional de Córdoba, Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica)
Argentina
Saúl Recinas López
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Sebastião Saez
Universidad Diego Portales
Chile
Aurora De La Rosa Zapata
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Diana Milec Cifuentes Leiton
Universidade de Santiago de Cali
Colômbia
Luís Diego Soto-Kiewit
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Maria Júlia Tavares Pereira
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Amanda Biazzi
Universidade Estadual de Maringá
Brasil
Guillermo Rivera [Coordenador]
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Andrés Matta
Faculdade de Ciências Econômicas. UNC. (Centro de Pesquisa em Ciências Econômicas - CIECS - CONICET - UNC)
Argentina
Omar Manky
Centro de Investigação
Universidade do Pacífico
Peru
Andrea Del Bono
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Gabriela Pontoni
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Matheus Viana Braz [Coordenador]
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Universidade Estadual de Maringá
Brasil
Julise Lemonje
Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Ricardo Betancourt López
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Ricardo Colturato Festi
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Fabio Tozi
Departamento de Geografia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Brasil
Julie Salvagni
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Nicolás Diana Menéndez
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Nicolás Marrero
Serviço Central de Extensão e Atividades Comunitárias e Programa Abrangente Metropolitano (UdelaR)
Uruguai
Nicolas Ratto
Ministério do Trabalho
Sonia Marina Filipetto
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Aleli Natalia Prevignano
Confederação Geral do Trabalho (CGT)
Argentina
Esteban Sargiotto
Observatório do Trabalho com Computadores
Argentina
Milagres Miceli
Instituto Weizenbaum
Alemanha
Carina Borrastero
Centro de Pesquisa em Ciências Econômicas (Universidade Nacional de Córdoba, Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica)
Argentina
Francisca Gutiérrez Crocco
Universidad Austral de Chile
Chile
Rafael Grohmann
Universidade de Toronto
Canadá
Noelia López Álvarez
Departamento de Serviço Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Óscar Javier Maldonado Castañeda
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Cristian Bedoya Dorado
Universidad del Valle
Colômbia
Triana Carrillo Aguilar
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Florença Eregoitia
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Arturo Arraigada
Universidade Adolfo Ibáñez
Chile
Carlos Zúñiga
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Derly Yohanna Sánchez Vargas
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Alan Valenzuela
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA SOCIAL E COMUNITÁRIA
FACULDADE DE PSICOLOGIA
UNIVERSIDADE ALBERTO HURTADO
Chile
Kruskaya Hidalgo Cordero
Instituto Atlântico
Reino Unido
Teodora Hurtado Saa
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guanajuato, Campus León
México
Vanesa Alejandra Núñez Queralt
CGT Confederação Geral do Trabalho
Argentina
Dante Tonezer
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Universidade Estadual de Maringá
Brasil
Maria Noel Bulloni Yaquinta
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina