Área temática: Educação e alternativas pedagógicas

Grupo de trabalhoEducação e interculturalidade

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Educação e interculturalidade
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Ana Carolina Hecht
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Gabriela Czarny
Universidade Pedagógica Nacional de Hidalgo
Universidade Pedagógica Nacional
México
Patrícia Ames
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

A América Latina é caracterizada por uma enorme diversidade socioétnica, cultural e linguística, resultante tanto da presença histórica de numerosos povos indígenas e afrodescendentes quanto dos processos migratórios. Em contextos educacionais, essas dinâmicas populacionais são frequentemente abordadas por meio da identificação — e muitas vezes da problematização — de certos grupos de estudantes, particularmente aqueles que são rotulados ou se autoidentificam como indígenas, afrodescendentes e migrantes. No entanto, essa abordagem tende a se concentrar mais nas diferenças atribuídas a esses indivíduos do que em uma compreensão profunda e relacional dos processos históricos, sociolinguísticos e políticos que produzem e moldam essa diversidade.

Recentemente, no contexto político contemporâneo da América Latina e do Caribe, o ressurgimento e a consolidação de forças de direita — incluindo expressões abertamente conservadoras, nacionalistas e, em alguns casos, neocoloniais — introduzem novas tensões para a educação desses grupos. Esses governos frequentemente reinstauram discursos que reforçam narrativas homogeneizadoras e nacionalistas da nação e relativizam os marcos de direitos conquistados pelos povos indígenas e, em alguns contextos, aqueles relacionados às comunidades afrodescendentes e migrantes. Em diversos países, observam-se cortes orçamentários, despriorização institucional de áreas ligadas à diversidade cultural e linguística e uma crescente criminalização das mobilizações que buscam defender os direitos dos povos indígenas, afrodescendentes e migrantes. Esse cenário afeta diretamente a sustentabilidade das políticas interculturais e a capacidade das instituições educacionais de apoiar abordagens que promovam a pluralidade, a justiça linguística e a igualdade de direitos.

Essas tendências aprofundam a desigualdade estrutural enfrentada por grupos historicamente racializados, afetando não apenas a vida comunitária, mas também as condições para a produção de conhecimento. Nesse contexto, análises comparativas que nos permitam compreender como essas reconfigurações políticas impactam a educação bilíngue intercultural e as experiências educacionais de crianças e jovens indígenas, migrantes e afrodescendentes tornam-se ainda mais relevantes. Compreender os efeitos dessas disputas globais e regionais sobre os direitos culturais e linguísticos torna-se fundamental para o fortalecimento de estratégias de resistência e a construção coletiva de horizontes verdadeiramente interculturais.

Na América Latina, historicamente, os Estados-nação consolidaram-se construindo esses "outros" como representantes da diversidade populacional, com os quais mantinham relações distintas. No ambiente escolar, essa ligação se expressava e continua se expressando de maneira particular: ali, indivíduos de diferentes comunidades convergem, todos tratados pelo Estado como "diferentes". É importante destacar o papel que a escola, enquanto instituição estatal, desempenhou historicamente na consolidação de narrativas sobre identidade nacional e nas formas de classificar a população incluída e excluída daquilo que é considerado comum. Nesse sentido, cabe ressaltar a maneira crucial como a dinâmica populacional, o desenrolar de um projeto nacional e a forma hegemônica como os indivíduos são nomeados e categorizados se articulam em políticas identitárias que tanto possibilitam quanto restringem direitos. Povos indígenas, afrodescendentes e populações migrantes têm sido alvos de políticas sucessivas, caracterizadas tanto pela invisibilidade quanto pela discriminação, pela negação ou pela ênfase excessiva na diferença. A formação de sistemas educacionais liderados por elites políticas gerou propostas em nível regional nas quais as línguas, o conhecimento, as historiografias e os modelos de interpretação da realidade das elites hegemonizaram o discurso e construíram modelos nacionais.

Como contraponto a essa perspectiva, a interculturalidade se posicionou na região como um conceito-chave nas discussões e intervenções de especialistas, formuladores de políticas educacionais e líderes de organizações indígenas e migrantes. A interculturalidade surge, portanto, como parte de uma resposta contínua aos modelos tradicionais de homogeneização. Nas últimas décadas, ela se moldou como uma perspectiva política e social diante de um cenário que historicamente foi abordado por meio de noções como extermínio, invisibilidade, aculturação e/ou assimilação.

A interculturalidade não é apenas uma proposta pedagógica, mas também metodológica e política. Seu desenvolvimento é contínuo e, portanto, permanece um desafio significativo. Povos indígenas, afrodescendentes e populações migrantes encontram-se em contextos de subordinação e subalternidade, o que significa que o desenvolvimento pedagógico da interculturalidade por vezes esbarra nas armadilhas desse contexto. Embora progressos significativos tenham sido feitos em termos de direitos, muitos outros passos são necessários para alcançar a verdadeira interculturalidade e para que essa educação contribua para o desenvolvimento dessas identidades tão debatidas. Houve avanços pedagógicos e curriculares interessantes no campo da formação de professores e na reflexão sobre as implicações pedagógicas e políticas da interculturalidade. Nas últimas duas décadas, a pesquisa sobre Educação Bilíngue Intercultural nas Américas pode ser enquadrada em diferentes tendências. Por um lado, houve um aumento nas publicações que alertam para os processos de substituição e perda de línguas indígenas americanas em favor de outras línguas mais dominantes. Por outro lado, os benefícios e as possibilidades educacionais, bem como a qualidade dos programas educacionais bilíngues e interculturais, ainda são questionados, e as implicações dos modelos escolares baseados em abordagens decoloniais são debatidas. Finalmente, muitos estudos exploram a complexa relação entre as experiências educacionais formais e informais de crianças, jovens e adultos indígenas e migrantes. Os avanços na compreensão do papel das esferas doméstica, religiosa e recreativa, entre outras, na formação do conhecimento e da compreensão intercultural — definidos como experiências formativas — permitem uma gama mais ampla de questionamentos sobre a relação entre instituições estatais, famílias e comunidade.

Vale ressaltar que, com o objetivo de fortalecer o diálogo interdisciplinar e internacional, este Grupo de Trabalho reúne pesquisadores de diversos países que têm analisado criticamente o alcance e as limitações dessas políticas e práticas, bem como estudado uma ampla gama de experiências educacionais e formativas em contextos interculturais. A maioria desses pesquisadores são especialistas com formação em ciências sociais que vêm realizando pesquisas há anos sobre crianças e jovens indígenas e migrantes — particularmente crianças indígenas e migrantes —, relações intergeracionais, escolarização e educação em contextos marcados pela diversidade sociocultural e desigualdade estrutural na América Latina e no Caribe. Portanto, será essencial conectar essas situações educacionais de base familiar e comunitária com os contextos escolares contemporâneos, analisando, por sua vez, os aspectos compartilhados regional e globalmente e as especificidades das formações nacionais de alteridade. Ou seja, neste novo ciclo, propomos especificamente avançar no desenvolvimento de uma abordagem sistematicamente comparativa da chamada perspectiva da educação intercultural, seu alcance e suas limitações nas atuais disputas pelo reconhecimento dos direitos educacionais de povos e comunidades indígenas, afrodescendentes e migrantes.

Aliata, MS (2017) Reflexões sobre a figura do professor em contextos interculturais em Chaco. In: Educação, Língua e Sociedade, v. 14, n. 14.
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Ames, P. e A. Gomes (2017) Abordagens contrastantes da educação de povos indígenas no Peru e no Brasil: processos de integração ou diferenciação na escolarização. In: Rockwell, E, & K. Anderson-Levitt, Comparando etnografias: estudos locais de educação nas Américas. Washington DC: AERA.
Borton, A., N. Enriz, M. García Palacios e AC Hecht (2010) Capítulo 8. Uma abordagem às representações escolares da criança indígena como sujeito de aprendizagem. Silvia Hirsch e Adriana Serrudo (orgs.) Educação Bilíngue Intercultural na Argentina. Identidades, línguas e protagonistas. Buenos Aires: Novedades Educativas, pp. 197-222.
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García Palacios, M e T Catter (2021) “Imagens, vozes e práticas da infância indígena na América Latina: perspectivas antropológicas sobre processos e experiências do passado e do presente. Introdução ao dossiê”. Indiana, vol. 38, nº 1, pp. 9-18.
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Novaro, G; Padawer, A. e A. Borton (2017) Interculturalidade e educação na Argentina desde uma perspectiva comparada. In: Educação e Realidade; Local: Rio Grande do Sul; vol. 42 pág. 939 – 958.
Ossola, M. (2015) Entre permissões e exemplos. Reconfigurações familiares entre jovens estudantes universitários Wichí no noroeste da Argentina. Cuicuilco 62 (1): 75-90.
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3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

O (re)surgimento dos movimentos identitários na América Latina é um tema de grande relevância. É evidente que as populações indígenas, migrantes e afrodescendentes estão passando por um processo de crescente visibilidade e expansão. O modelo hegemônico, no qual os sistemas educacionais se desenvolvem sem levar em conta a diversidade sociocultural da sociedade, está sendo desafiado em sua essência, baseado em uma perspectiva monocultural. De diversas maneiras, nas Américas, as últimas décadas foram marcadas por processos, com maior ou menor sucesso, de incorporação das línguas, conhecimentos e ideologias das populações indígenas, afrodescendentes e migrantes na educação formal. Esse ímpeto permite que tudo o que foi produzido, reinterpretado e reinventado no desenvolvimento de inúmeras experiências educativas interculturais em contextos domésticos, cotidianos e comunitários para crianças, jovens e adultos comece a ganhar visibilidade. Assim, a palavra indígena, juntamente com crianças, mulheres e homens, sai dos lares e comunidades para as escolas interculturais e também para as escolas do sistema geral que, em alguns países da região, adotaram a interculturalidade para todos.

Contudo, esse progresso coexiste com um contexto político e social marcado por retrocessos significativos nos direitos coletivos. Em diversos países da região, observam-se cortes orçamentários, desfinanciamento de programas interculturais, discursos públicos que revivem lógicas assimilacionistas e a crescente circulação de narrativas negacionistas que deslegitimam a presença de línguas e culturas indígenas, afrodescendentes e migrantes nas escolas. Esses processos não apenas buscam limitar as políticas inclusivas conquistadas nas décadas anteriores, mas também reinstauram visões monoculturais do Estado-nação que comprometem o progresso alcançado e aprofundam as desigualdades preexistentes. Nesse contexto, a visibilidade da identidade e a produção de conhecimento intercultural assumem um caráter ainda mais estratégico: tornam-se práticas de resistência, afirmação de direitos e contestação a projetos que buscam restringir a pluralidade cultural que historicamente caracteriza nossas sociedades.

Há algum tempo, dentro do amplo paradigma teórico da interculturalidade, diversas questões relativas ao tratamento da diversidade étnica e linguística têm sido debatidas com o objetivo de promover relações equitativas e igualitárias, baseadas no reconhecimento dos direitos de diferentes grupos e comunidades. A meta é superar problemas relacionados à discriminação e à exclusão social, econômica, cultural e política. Nesses debates, modelos para a escolarização de populações indígenas, migrantes indígenas, afrodescendentes e migrantes com diversas identidades nacionais têm sido um foco central de discussão. Contudo, essa questão ainda é controversa e sua implementação tem sido recente, dependendo do contexto nacional de cada país. Nesse sentido, embora desde a década de 1980 diversos países latino-americanos (Guatemala, Honduras, Suriname, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Guiana, Brasil, Paraguai, Venezuela, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, México, Equador e Argentina) venham implementando programas de Educação Intercultural Bilíngue e/ou Multilíngue, muitos problemas permanecem sem solução nesse campo. Dentre esses desafios, destacam-se: como incluir línguas indígenas no currículo, como integrar diferentes formas de conhecimento, como conceber modelos interculturais que sejam sensíveis à diversidade e busquem reverter as condições tradicionais de desigualdade, como produzir conteúdo básico diversificado, como propor e desenvolver materiais educativos que permitam a identificação de crianças, adolescentes e jovens em diversos territórios, como considerar a complexidade das experiências educacionais de grupos indígenas, afrodescendentes e migrantes em contextos contemporâneos e como fortalecer políticas inclusivas no âmbito dos Estados-nação da América Latina e Central, entre muitos outros dilemas e desafios. Além disso, as populações multilíngues, especialmente aquelas cuja primeira língua é uma língua indígena, são as mais desfavorecidas em suas interações com as diversas instituições estatais, situação que se verifica em todos os países da região.

Embora a institucionalização da Educação Intercultural Bilíngue e/ou Multilíngue na maioria dos países da região represente um progresso significativo, esse reconhecimento formal está longe de resolver as múltiplas demandas das comunidades indígenas e migrantes. Em vez disso, estabeleceu um novo terreno comum de direitos que precisa ser sustentado, ampliado e defendido neste contexto específico. Como já mencionado, no atual cenário sociopolítico, torna-se ainda mais urgente examinar as tensões, o potencial e os riscos inerentes aos modelos escolares interculturais. Nesse contexto, a pesquisa sistemática e comparativa que este Grupo de Trabalho propõe realizar assume um caráter estratégico: permite a identificação de padrões regionais, a documentação de inovações pedagógicas e a compreensão de como as transformações atuais afetam o exercício dos direitos linguísticos e culturais. Dessa forma, o trabalho coletivo do Grupo de Trabalho pode contribuir tanto para o fortalecimento dos programas existentes quanto para o desenvolvimento de políticas mais equitativas, relevantes e sustentáveis.

Aliata, MS (2017) Reflexões sobre a figura do professor em contextos interculturais em Chaco. In: Educação, Língua e Sociedade, v. 14, n. 14.

Alonso, G. e R. Díaz. (2004) A educação intercultural é uma modificação do status quo? Díaz, Raúl e Graciela Alonso (Comp.) Construção de espaços interculturais. Buenos Aires: Editorial Miño y Dávila, pp.75-96.

Ames, P. e A. Gomes (2017) Abordagens contrastantes da educação de povos indígenas no Peru e no Brasil: processos de integração ou diferenciação na escolarização. In: Rockwell, E, & K. Anderson-Levitt, Comparando etnografias: estudos locais de educação nas Américas. Washington DC: AERA.

Homi K. Bhabha. [Organizador] (2010) Nação e Narrativa: Entre a Ilusão de uma Identidade e as Diferenças Culturais. Buenos Aires: Clacso

Borton, A., N. Enriz, M. García Palacios e AC Hecht (2010) Capítulo 8. Uma abordagem às representações escolares da criança indígena como sujeito de aprendizagem. Silvia Hirsch e Adriana Serrudo (orgs.) Educação Bilíngue Intercultural na Argentina. Identidades, línguas e protagonistas. Buenos Aires: Novedades Educativas, pp. 197-222.

Castillo Guzmán, E. (2021). Rumo a uma educação antirracista na América Latina. Revista Nodos e Nudos, 7(50), 8-12. https://revistas.upn.edu.co/index.php/NYN/article/view/15790

Czarny, G., Navia, C., Velasco, S., e Salinas, G. (coords.). (2023). Racismos e ensino superior na América Latina Indo-Afro-Latina. Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO); Universidade Pedagógica Nacional.

Czarny, Gabriela (2016) “Juventude indígena e histórias sobre escolaridade na Universidade Pedagógica Nacional”. In: Cisen Journal Tramas/Maepova, 4 (1), 137-151.

Dietz, G. (2012) Multiculturalismo, interculturalidade e diversidade na educação. Uma abordagem antropológica. Cidade do México, México: Fondo de Cultura.

Enriz, N., García Palacios, M., e Hecht, AC 2017. Levando a Palavra. Uma análise da relação entre igrejas e a escolarização de crianças indígenas Toba/Qom e Mbya-Guaraní na Argentina. Universidades Humanísticas (83): 187-212.

García Palacios, M; Hecht, AC e Enriz, N. (2015) “Povos indígenas e escolarização: os usos do conceito de interculturalidade no debate educacional contemporâneo”. In: Revista Educação, Língua e Sociedade 12 (12) pp. 53-77. Universidade Nacional de La Pampa.

Hecht, AC; García Palacios, M.; Enriz, N. e Diez, ML (2015) “Interculturalidade e educação na Argentina: reflexões sobre um conceito polissêmico”. In: Novaro, G.; Padawer, A. e Hecht, AC (orgs.) Educação, povos indígenas e migrantes. Avanços do México, Brasil, Bolívia, Argentina e Espanha, pp. 43-64.

Loncon, E. e Hecht, AC (orgs.) (2011) Educação Bilíngue Intercultural na América Latina e no Caribe: Equilíbrios, Desafios e Perspectivas. Santiago do Chile: Programa de Doutorado em Ciências da Educação com Menção Intercultural da Universidade de Santiago do Chile e da Fundação Equitas.
López Hurtado, LE (2019). Interculturalidade e políticas públicas na América Latina. In J. González (org.), Multiculturalismo e interculturalidade nas Américas: Canadá, México, Guatemala, Colômbia, Bolívia, Brasil e Uruguai (pp. 46-101). Cátedra Unesco - Diálogo Intercultural; Universidade Nacional da Colômbia.

Novaro, G; Padawer, A. e Hecht, AC (orgs.) (2015) Educação, povos indígenas e migrantes. Avanços do México, Brasil, Bolívia, Argentina e Espanha. Editorial Biblos: Buenos Aires.

Novaro, G; Padawer, A. e A. Borton (2017) Interculturalidade e educação na Argentina desde uma perspectiva comparada. In: Educação e Realidade; Local: Rio Grande do Sul; vol. 42 pág. 939 – 958.

Ossola, María Macarena (2015) Entre permissões e exemplos. Reconfigurações familiares entre jovens estudantes universitários Wichí no noroeste da Argentina. Cuicuilco 62 (1): 75-90.

Rockwell, E. (2009): A experiência etnográfica, História e cultura dos processos educativos, Editorial Paidós, Buenos Aires
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1) Promover a elaboração de uma agenda comum com uma abordagem comparativa dos problemas estudados em escala regional e internacional.
2) Promover um diálogo mais amplo entre o meio acadêmico e as organizações sociais a respeito do problema do GT.
1) Reuniões (virtuais e/ou presenciais) dos membros do GT para apresentar o progresso de nossa pesquisa e articular objetivos individuais em uma agenda compartilhada.
2) Reuniões com organizações indígenas e funcionários/gestores estatais onde os resultados da pesquisa possam ser discutidos.
3) Coordenação de edições temáticas em revistas especializadas para promover o debate sobre o tema do grupo.
4) Participar da Rede Latino-Americana de Educação, Política e Interculturalidade.
1) Publicações conjuntas (compilações de livros, edições temáticas em revistas) onde são desenvolvidos os resultados da pesquisa realizada.
2) Intercâmbios de formação acadêmica e ensino entre membros do GT de diferentes países e que se encontram em diferentes estágios de formação.
3) Publicação dos Boletins Educativos em Diversidade da GT.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1) Divulgar os resultados nos meios académicos e sociocomunitários.
2) Desenvolver estratégias para atender às demandas das organizações indígenas em relação à escolarização.
3) Desenvolver atividades de treinamento para diferentes agentes sociais (pesquisadores, funcionários públicos e membros de comunidades indígenas).
1) Coordenação conjunta em eventos acadêmicos relevantes para a região, com base na apresentação de propostas para simpósios, grupos e grupos de trabalho.
2) Criação de espaços de encontro (presenciais e/ou virtuais) onde o diálogo e o debate sobre problemas prementes relacionados com o tema das GT possam ser fomentados.
3) Elaboração de cursos de formação e seminários.
4) Participação nos espaços de ensino de colegas do GT, com o objetivo de disseminar conhecimento nas comunidades educativas.
5) Criação e manutenção de redes virtuais (Facebook, WhatsApp, Twitter, etc.).
6) Produzir novos boletins informativos no âmbito do GT e em conjunto com outros GTs.
7) Continuar a produção do podcast GT
1) Participação em eventos regionais e internacionais para estabelecer a relevância do problema da Teoria Fundamentada.
2) Realização de seminários virtuais para a formação de recursos humanos sobre este tema.
3) Enriquecer e expandir o site https://lenguasindigenas.clacso.org/
4) Publicação dos Boletins Educativos em Diversidade da GT.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
Trocar ideias e debater experiências com gestores e responsáveis ​​por políticas públicas e/ou com representantes de organizações e comunidades indígenas, tanto a nível nacional, regional como internacional.
1) Organizar reuniões (virtuais e/ou presenciais) para facilitar a troca de informações.
2) Palestras e cursos com organizações indígenas para atender às demandas dessas organizações.
1) Elaborar materiais de divulgação para as populações-alvo do projeto.
2) Divulgação dos produtos através dos canais virtuais da GT (site de idiomas, boletim informativo Educating in Diversity e podcast Interculturality in Dialogue).
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer os laços já estabelecidos com os Grupos de Trabalho da CLACSO “Políticas Educacionais e o Direito à Educação” e “Educação Popular e Pedagogias Críticas”, no âmbito da Rede Latino-Americana de Educação, Política e Interculturalidade, e com o Grupo de Trabalho sobre Educação Ambiental Superior na América Latina e no Caribe, e acolher os membros do Programa de Estudos Decoloniais sobre Formação Humana e Educação.
1) Elaboração do Boletim em conjunto com outros Grupos de Trabalho
2) Encontro de pesquisadores em congressos, simpósios, fóruns e/ou ateneus para debate, troca de ideias e discussão acadêmica.
3) Estágios de formação para pesquisadores da GT.
4) Incorporar pesquisadores do Programa de Estudos Decoloniais sobre Formação Humana e Educação da Faculdade de Ciências Humanas e da Educação da Udelar
1) Produção de publicações conjuntas que articulem as diferentes perspectivas analíticas dos pesquisadores.
2) Estabelecer diálogos com redes de pessoas com ideias semelhantes no contexto internacional.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 70
Walter Bobadilla
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Miranda Gonzalez Martin
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Laura Selene Mateos Cortés
Universidad Veracruzana
México
Gerardo Octavio Muñoz Troncoso
Instituto de Ciências da Educação
-Universidade Australiana do Chile
Chile
Inés Olivera Rodríguez
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Maria Martinha Barbosa Mendonça
Programa de Pós-Graduação em Política Social - Universidade Federal Fluminense
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Melina Varela
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Stefano Claudio Sartorello
Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Educacional
UNIVERSIDADE IBEOAMERICANA
México
David García Vitor
Universidade de Entre Rios
David Gonzales Miranda
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Alice Sophie Sarcinelli
Laboratoire d'Anthropologie Sociale et Culturelle (Ax Anthropologie de l'enfance et des enfants), Facultué des Sciences Sociales, Université de Liège, Bélgica
Bélgica
Rainer Enrique Hamel
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Azcapotzalco
México
Maria Macarena Ossola
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Mircko Vera
Universidade Prefeita de San Andrés (UMSA)
Bolívia
Julieta Briseño
Departamento de Pesquisa Educacional
Centro de Investigação
Instituto Politécnico Nacional
México
Erik disse Lara Coro
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de San Martin
Argentina
Ana María Sarmiento
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
José Luis García García
Faculdade de Filosofia e Letras, Universidade Autônoma de Guerrero.
México
José Luis Ramos Ramírez
Escola Nacional de Antropologia e História
México
Letícia Alfonsina Pacheco
Cooperativa de Educadores e Pesquisadores Populares de História
Argentina
Maria Laura Diez
Secretaria de Pesquisa
UNIPE
Argentina
Alfonsina Cantore
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de San Martin
Argentina
Mariana García Palacios
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Daniel Hernández Rosete
Departamento de Pesquisa Educacional
Centro de Investigação
Instituto Politécnico Nacional
México
Alexis Larrosa
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Virgínia Cavallaro
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Teresa Valiente Catter
Lateinamerika-Institut (Instituto de Estudos Latino-Americanos) da Freie Universität Berlin (Universidade Livre de Berlim) Alemanha
Alemanha
Patrícia Ames [Coordenador]
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Paula Gauna
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Gunther Dietz
Universidad Veracruzana
México
Maria Florencia Amigó
Faculdade de Artes e Educação
Universidade Deakin
Australia
Elsie Rockwell Richmond
Departamento de Pesquisa Educacional
Centro de Investigação
Instituto Politécnico Nacional
México
Yuma Ima Forero Rojas
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Ana Carolina Hecht [Coordenador]
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Victor Adrian Diaz Esteves
Departamento de Serviço Social
Universidade Católica de Temuco
Chile
Silvia Hirsch
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Erica Elena Gonzalez Apodaca
CENTRO DE PESQUISA E ESTUDOS SUPERIORES EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
México
Alejandra Capocasale
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Helmith Betzabé Márquez Escamilla
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Juan Diego Landeta Ortega
Universidade Pedagógica Nacional de Hidalgo
Universidade Pedagógica Nacional
México
Rukmini Becerra Lubies

Paladina Mariana
-
_Outros
Luís Serrato Pineda
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Magali Pastorino

Andrea Diaz Genis
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Gabriela Czarny [Coordenador]
Universidade Pedagógica Nacional de Hidalgo
Universidade Pedagógica Nacional
México
Gabriela Novaro
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Gabriela Piña
Prefeito da Universidade
Chile
Ana Padawer
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Ricardo Sant´ana Félix dos Santos
Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC
Brasil
Nicolás Gimenez
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Eneicy Morejón Ramos
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Eneicy Morejón Ramos
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Susana Ayala Reyes
Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências e Humanidades
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Araceli Soler Homobonus
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Virgínia Guadalupe Reyes De La Cruz
Instituto de Pesquisa Sociológica
Benito Juarez Universidade Autônoma de Oaxaca
México
Rocío Paloma Aveleyra
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Ana Maria Rabelo Gomes

Maria Aparecida Bergamaschi
-
Brasil
Noelia Enriz
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Mónica Fernández
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Diana Yaneth Avila Camargo
Centro de Pesquisa em Ciências Sociais, Humanidades e Educação
Área de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Politécnica Salesiana
Equador
Nahuel Nicolas Martinez
Instituto de Ciências Antropológicas (UBA)
Argentina
Carlos Sanchez Avendaño
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Carlos Sánchez Avendaño
Universidade da Costa Rica (Faculdade de Letras)
Costa Rica
Amílcar Forno
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile
Ana Paula Massadar Morel.
Programa de Pós-Graduação em Política Social - Universidade Federal Fluminense
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Mónica Marisel Medina
[IIGHI] INSTITUTO DE PESQUISA GEOHISTÓRICA
Argentina
Betsabe Márquez
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Jazmin Nallely Arguelles Santiago
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México