Área temática: Transições justas e soberanias contestadas

Grupo de trabalhoEnergia e desenvolvimento sustentável

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Energia e desenvolvimento sustentável
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Eliana Celeste Canafoglia
Secretaria de Pesquisa e Publicação Científica
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
Nora Estela Fernandez Mora
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Esteban Serrani
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Na última década, a crise climática, visivelmente exacerbada pela crescente frequência de eventos climáticos extremos, emergiu como um dos principais desafios do século XXI. O setor energético e o papel central dos hidrocarbonetos são cruciais para a compreensão das raízes do aquecimento global desde a Revolução Industrial até os dias atuais, sendo responsáveis ​​por dois terços das emissões de gases de efeito estufa associadas. Nesse contexto, a busca deliberada pela descarbonização das economias por meio de uma transição energética que envolva a redução gradual da exploração de hidrocarbonetos tornou-se uma prioridade máxima na agenda global.

De fato, a transição energética tornou-se um eixo estruturante da reorganização do capitalismo global (Lazaro & Serrani, 2023). Impulsionada pela urgência climática, pela competição geopolítica entre as grandes potências e pela busca de novas trajetórias de acumulação derivadas de políticas industriais verdes, ela é frequentemente apresentada pelo Norte Global como um processo necessário e tecnologicamente determinista (Van de Graaf et al., 2016; Kern & Markard, 2016).

Da mesma forma, outra faceta da transição energética explica que ela deixou de ser meramente uma agenda climática e se tornou o foco de uma disputa geopolítica e tecnoprodutiva entre a China e as potências ocidentais (Eckersley, 2020). Tendo como pano de fundo a “economia verde” promovida desde a Rio 1992, a Rio+20 e os primeiros planos de crescimento verde (Barbier, 2012; Loiseau et al., 2016), a China acelerou, desde o final da década de 2000, uma estratégia explícita de liderança industrial e tecnológica: uma redução drástica nos custos da energia renovável (Wei et al., 2019), a implantação de capacidades de manufatura em larga escala e o lançamento do Made in China 2025, que coloca a economia verde (energias renováveis, baterias, eletromobilidade, eficiência energética, redes e infraestrutura associada) no centro de sua estratégia de poder manufatureiro (Serrani, 2025). Nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão, esse progresso é percebido como uma ameaça de atraso tecnológico e industrial, transformando a transição energética em uma corrida pelo controle de elos críticos nas novas cadeias de valor. A resposta ocidental assume a forma de uma nova onda de políticas industriais verdes, altamente seletivas e cada vez mais protecionistas. Nos Estados Unidos, a combinação da Lei de Infraestrutura, da Lei CHIPS e, sobretudo, da Lei de Redução da Inflação, proporcionou (até sua suspensão pelo governo Trump em 2025) subsídios massivos, créditos fiscais e incentivos diretos à produção e à demanda (por exemplo, em baterias e veículos elétricos), condicionados a exigências de conteúdo local, integração regional e exclusão de fornecedores chineses (Mehdi & Moerenhout, 2023). Após o Pacto Ecológico Europeu, a União Europeia lançou o Plano Industrial do Pacto Ecológico para consolidar a produção de tecnologias de emissão zero (baterias, turbinas eólicas, bombas de calor, eletrolisadores, etc.) em seu território e garantir o acesso a matérias-primas essenciais. Enquanto isso, a Alemanha está redefinindo sua relação com a China sob a tríade de "parceiro, concorrente e rival sistêmico", buscando reduzir a dependência de insumos e tecnologias essenciais. Em conjunto, essas estratégias demonstram que a transição energética está sendo estruturada como uma competição pela liderança comercial e tecnológica, onde a política industrial verde se torna o principal instrumento para disputar o controle sobre quem define as regras, domina as tecnologias e captura o valor agregado da nova economia descarbonizada.

Fica claro, portanto, que as transições nunca são neutras: elas redistribuem o poder, reconfiguram os padrões de especialização e modificam as condições de bem-estar e vulnerabilidade. De uma perspectiva histórico-estrutural, a América Latina enfrenta esse processo a partir de um ponto de partida radicalmente diferente, caracterizado por baixa responsabilidade climática histórica, alta vulnerabilidade socioambiental, escassez fiscal para atender aos investimentos substanciais necessários para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas e capacidades tecnológicas limitadas (Canafoglia, 2024; Chavez & Sweeney, 2020).

As características únicas da América Latina se expressam, sobretudo, na configuração de suas matrizes energéticas e elétricas (Lazaro & Serrani, 2023). Primeiramente, a região combina um uso relativamente baixo de carvão, uma alta participação da energia hidrelétrica e uma crescente, embora desigual, incorporação de energia eólica, solar e bioenergia. Essa característica reduziu a intensidade de carbono em comparação com outras regiões, mas também gerou novas dependências: vulnerabilidade hídrica em um contexto de mudanças climáticas, concentração territorial de megaprojetos e tensões distributivas em torno dos impactos sociais dos projetos energéticos (Werner, 2012). Soma-se a isso a persistência do gás natural como fonte de energia de transição e a heterogeneidade entre países altamente dependentes da água e outros com estruturas energéticas mais intensivas em calor.

Em segundo lugar, as transições energéticas na América Latina são atravessadas por tensões estruturais ligadas a três dimensões analíticas (IEA, 2021).

(a) Geopolítica e integração regional: A América Latina é simultaneamente um fornecedor estratégico de minerais críticos, um receptor de investimentos em energias renováveis ​​e um território onde os padrões e as cadeias de suprimentos associados ao hidrogênio, às baterias e à eletrificação são contestados. Essas oportunidades coexistem com os riscos de reprimarização verde, dependência tecnológica e fragmentação regional (Ugarteche et al., 2023; Puyana, 2020; Guerrero, 2024).

(b) Políticas de transição, políticas públicas e política industrial verde: Os Estados enfrentam restrições orçamentárias, fragilidade regulatória e pressão para conciliar a descarbonização com o crescimento, o emprego e a estabilidade macroeconômica. A falta de capacidades tecnológicas próprias ameaça consolidar uma nova dependência de setores verdes altamente complexos (Meyer, 2020).

(c) Pobreza energética, descentralização e democratização: persistem déficits no acesso, na qualidade e na acessibilidade da energia. Sem mecanismos redistributivos, modelos descentralizados e participação social, a transição corre o risco de aprofundar as desigualdades territoriais e socioeconômicas (Guzowski, 2020; Cortes Oggero et al., 2022; Cordoba, 2025; Banegas Diaz & Cardozo, 2023).

Por isso, a transição energética na América Latina não pode ser concebida como uma simples substituição tecnológica, mas sim como um processo político que redefine a integração internacional, a estrutura produtiva e a justiça social. Dois imperativos emergem com força: evitar uma integração subordinada à nova divisão internacional do trabalho, baseada em minerais críticos, digitalização e manufatura verde de alto valor agregado (Gudynas, 2011; Sabbatella, 2010), e garantir que a transição contribua efetivamente para a solução dos problemas estruturais da região: desigualdade, pobreza, emprego informal e vulnerabilidade climática (Hickel, 2020; Pichs, 2024).

Nesse sentido, o projeto do Grupo de Trabalho para o período 2026–2028 visa construir uma análise situada e crítica da transição energética latino-americana que integre, de forma articulada, as três dimensões mencionadas: geopolítica e integração regional, políticas públicas e industrialização verde, e justiça energética vinculada ao acesso, à descentralização e à democratização. A partir de uma perspectiva crítica em relação às visões normativas do Norte Global, o objetivo central será identificar as condições materiais, institucionais e sociais necessárias para que a transição energética contribua para um desenvolvimento mais autônomo, inclusivo e equitativo na América Latina.

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Wei, S.J., Xie, Z., & Zhang, X. (2017). De “feito na China” para “inovado na China”: Necessidade, perspectiva e desafios. Journal of Economic Perspectives, 31(1), 49-70.
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Werner, D. (2021). Desenvolvimento Regional e Grandes Projetos Hidrelétricos (1990-2010): o caso do Complexo da Madeira. Inclusão Social, Brasília, DF, 6(1), 157–174. jul./dez. 2012.
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

A interação entre a transição energética, a geopolítica internacional, a política climática, a política industrial verde e as desigualdades socioenergéticas constitui uma das questões analíticas centrais na transformação contemporânea do capitalismo (Geels, 2002; Van de Graaf, T., & Sovacool, 2020; Lazaro & Serrani, 2023). A transição energética opera atualmente como um processo que reordena hierarquias globais, redefine cadeias de suprimentos, reorganiza fluxos de financiamento climático e reconfigura a fronteira tecnológica da economia "verde".

Na América Latina, esses processos estão inseridos em trajetórias históricas marcadas por estruturas de produção baseadas no setor primário, dependência tecnológica, vulnerabilidade climática e déficits persistentes de bem-estar social (Bertoni et al., 2009; Bertola & Ocampo, 2013). Dentro desse macrocontexto, é possível argumentar que a transição energética na América Latina e no Caribe apresenta características estruturais que a diferenciam claramente das trajetórias dos países desenvolvidos.

Por um lado, a região pode ser considerada uma “credora climática”: sua contribuição histórica para o aquecimento global é significativamente baixa, enquanto os países desenvolvidos arcam com a maior parte da responsabilidade pelo excesso de emissões (Hickel, 2020). Isso cria uma profunda assimetria entre responsabilidades e capacidades, que deve orientar qualquer discussão sobre esforços de mitigação. Ao mesmo tempo, a matriz energética da América Latina apresenta uma dependência relativamente baixa de combustíveis fósseis, especialmente carvão, e uma participação significativa de fontes de baixa emissão (hidrelétrica), o que coloca a região em uma posição mais favorável para acelerar a descarbonização (Lazaro & Serrani, 2023; IEA, 2019). Além disso, com base em dados da CEPAL, essa situação é complementada por melhorias contínuas no acesso à eletricidade, especialmente entre as famílias de baixa renda, demonstrando progressos significativos em termos de inclusão energética e capacidade institucional para expandir a infraestrutura (embora a desigualdade de acesso, particularmente entre as áreas rurais e urbanas, ainda precise ser reduzida).

Contudo, essas vantagens coexistem com tensões estruturais que condicionam a velocidade e a direção da transição. A região apresenta baixo consumo de energia per capita, industrialização limitada em setores estratégicos de tecnologias limpas, investimento público e privado restrito em energias renováveis ​​e forte dependência da renda proveniente de recursos naturais, o que limita o espaço fiscal para financiar uma transformação profunda do sistema energético (IEA, 2024; OCDE, 2022; Stanley, 2021). Além disso, a ausência de políticas industriais robustas tem dificultado o desenvolvimento de cadeias de valor locais ligadas à transição e a consolidação de um padrão de integração em que a América Latina corre o risco de se tornar novamente fornecedora de minerais e energia primária para as estratégias industriais da China, dos Estados Unidos e da União Europeia (Ugarteche et al., 2023). Em conjunto, esses elementos constituem uma transição marcada por um paradoxo: a região possui condições iniciais favoráveis, mas enfrenta obstáculos estruturais (financeiros, tecnológicos e produtivos) que podem perpetuar sua posição de dependência na nova economia “verde”, caso não redefina sua estratégia de desenvolvimento em termos de criação de valor e justiça socioambiental.

De fato, a relevância teórica do tema proposto surge precisamente do fato de que a transição energética não pode ser compreendida fora dessas tensões: ela é simultaneamente um desafio ambiental, um problema de desenvolvimento, um campo de disputa geopolítica e um vetor que pode reproduzir ou transformar desigualdades (Mideros Mora & Fernández Mora, 2021; Garcia & Fernandez, 2021).

A proposta da GT baseia-se na convergência de três debates teóricos que, na literatura internacional, geralmente seguem caminhos separados.

(1) A geopolítica da transição energética, que explora como a competição por minerais críticos, tecnologias verdes e padrões globais reorganiza as posições de poder e abre novas dependências no Sul Global.

(2) A economia política do desenvolvimento, que analisa se a transição pode permitir estratégias de industrialização verde, agregação de valor e autonomia tecnológica, ou se, pelo contrário, consolida uma reprimarização sob novas justificações ambientais.

(3) Estudos críticos de energia e desigualdade, que nos permitem compreender como as transições afetam os territórios, os grupos sociais e as famílias de forma diferenciada, especialmente em contextos onde a pobreza energética, as disparidades urbano-rurais e as assimetrias tarifárias são estruturais.

A interação entre esses três campos molda uma abordagem analítica que ilumina processos que outras perspectivas tendem a obscurecer: as tensões distributivas que emergem da descarbonização, a luta por vantagens competitivas em setores verdes estratégicos, os limites da financeirização climática, a necessidade de políticas industriais que apoiem a transição e o papel da democratização da energia na construção da legitimidade social. Essa articulação nos permite compreender dinâmicas que só emergem quando abordadas em conjunto: como as transformações tecnológicas se entrelaçam com as desigualdades históricas, como as políticas climáticas influenciam a especialização produtiva e como a geopolítica molda a justiça energética. Nessa interseção analítica, torna-se possível identificar padrões, contradições e oportunidades que permanecem opacos a partir de perspectivas disciplinares isoladas.

A justificativa para o novo período do Grupo de Trabalho também decorre do trabalho acumulado durante as fases de 2019–2022 e 2023–2025. No primeiro período, consolidou-se uma análise crítica da relação entre energia, desenvolvimento e desigualdade, abordando a segurança do abastecimento, as empresas estatais, os impactos socioambientais, a integração regional e a dependência. No segundo período, o Grupo de Trabalho aprofundou a agenda da transição energética, introduzindo discussões sobre transição justa, descarbonização, financiamento, capacidade industrial e, especialmente, pobreza energética e democratização do acesso à energia. A combinação de ambas as fases permitiu a construção de um corpo de trabalho conceitual e empírico que demonstra que a transição energética só pode ser compreendida pela articulação simultânea de suas dimensões geopolítica, produtiva e social.

O período de 2026–2028 propõe um passo adiante: o desenvolvimento de um quadro analítico integrado que permita compreender a transição energética como um processo multidimensional, no qual convergem lutas globais pelo poder, estratégias de desenvolvimento e demandas por justiça social. Essa abordagem, situada na América Latina e no Caribe e atenta às suas tensões estruturais, oferece ferramentas para vislumbrar transições que não reproduzam a subordinação, mas que, ao contrário, possibilitem capacidades endógenas, integração regional e democratização do acesso à energia.

Alimonda, H. (Ed.). (2011). Natureza colonizada: Ecologia política e mineração na América Latina (1ª ed.). Ciccus & CLACSO.
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Bértola, L., & Ocampo, JA (2013). O desenvolvimento económico da América Latina desde a independência. Fundo de cultura econômica.
Bertoni, R., Fleitas, S., García Repetto, U., Sanguinetti, C., Sienra, M., & Torrelli, M. (2009). De quem, para quem e com que finalidade? Finanças públicas no Uruguai do século XX.
Dos Santos, T. (2020). Construindo soberania: uma interpretação econômica da e para a América Latina. CLACSO.
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Mideros Mora, AI, & Fernández Mora, NE (2021). Bem-estar como uma tarefa inacabada no Equador: rumo a novos pactos para garantir a proteção social universal. Fundação Friedrich-Ebert (FES).
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4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1. Elabore a pesquisa "Transição energética e política industrial verde na América Latina e Caribe".





2. Realizar sessões internas de treinamento virtual sobre temas relacionados à Energia e ao Desenvolvimento Sustentável.



3. Coordenar a edição especial da revista acadêmica Meio Ambiente e Sociedade do Brasil.


4. Promover a criação de uma série de publicações da CLACSO sobre “Clima, Energia e Meio Ambiente”

5. Preparar boletins temáticos para divulgar as reflexões dos pesquisadores do GT.
1. Discussão do projeto de pesquisa. Definição de objetivos, hipóteses e metodologia. Definição de critérios comparáveis ​​para variáveis, indicadores e fontes secundárias de informação para os estudos de caso. Redação dos artigos. Edição, compilação e publicação dos resultados.

2. Realizar videoconferências bimestrais para promover a apresentação de estudos de caso sobre a transição energética, com base na análise da política energética em níveis nacional, regional e comparativo.

3. Submissão da proposta à revista. Redação dos artigos. Revisão por pares duplo-cega dos artigos. Publicação e apresentação pública da edição especial.

4. Submissão de propostas à CLACSO e maior colaboração com outros grupos de trabalho. Incentivar a submissão de propostas de publicação de livros.

5. Elaboração de dois boletins temáticos: um sobre pobreza energética e outro sobre a geopolítica da energia, para divulgar as reflexões temáticas que surgirem dos encontros de formação virtuais.
1. Publicar um livro






2. Material sistematizado como registro das reuniões virtuais.




3. Publicação da Edição Especial.



4. Proposta apresentada e maior coordenação com os demais Grupos de Trabalho. Propostas apresentadas.

5. Publicação de 2 boletins informativos
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Promover espaços de encontro para o trabalho e o intercâmbio académico e aumentar progressivamente a articulação do trabalho dos membros do GT.






2. Acompanhar os membros do GT na conclusão de teses de pós-graduação sobre temas de energia.

3. Desenvolver uma estratégia diversificada de produções acadêmicas e conteúdo audiovisual para ampliar a disseminação de temas relacionados à energia, tanto em ambientes acadêmicos quanto nas diversas plataformas de mídias sociais.





4. Promover a divulgação da pesquisa realizada pelos membros do Grupo de Trabalho.




5. Colaborar com outros Grupos de Trabalho da CLACSO





6. Apresentar uma proposta para um Diploma em Clima, Energia e Sustentabilidade à CLACSO.
1.1. Organizar um seminário internacional sobre Transição Energética e Política Industrial Verde, que servirá de base para a publicação do livro. Possíveis locais: Argentina, Brasil, Uruguai.

1.2. Montagem de mesas especiais em congressos acadêmicos latino-americanos.



2. Promoção, acompanhamento e apoio a jovens pesquisadores interessados ​​em desenvolver teses de pós-graduação em temas de energia.

3.1 Desenvolvimento de uma produção audiovisual em formato de podcast sobre energias renováveis ​​em colaboração com as equipes técnicas do CLACSO


3.2 Desenvolvimento de um mini-site da GT considerando as particularidades das diferentes regiões. Concepção e implementação do mini-site, que funciona como um repositório de artigos produzidos no âmbito da GT, bem como pelos seus membros.

4. Elaboração de um boletim anual com os principais avanços dos membros do GT (em colaboração com a equipe técnica da CLACSO) e apresentação formal nos programas de pós-graduação relacionados ao tema em cada uma das organizações membros do GT.

5. Desenvolvimento de 3 encontros virtuais anuais para troca de experiências e reflexão no âmbito do projeto "Transições Justas e Sustentabilidade para um Projeto Econômico da e para a América Latina e o Caribe", com o Grupo de Trabalho sobre Transições Justas e Cuidado da Casa Comum.

6. Preparação da proposta e submissão à próxima chamada pública da CLACSO. Se aprovada, o curso de diploma será oferecido.
1.1 Seminário Organizado. Trabalhos apresentados no Seminário.

1.2. Aumentar o trabalho associativo promovendo a participação em congressos e conferências realizados nas instituições membros da GT e relacionados com temas da área da energia.

2. Seis projetos de tese de jovens pesquisadores do GT em programas de pós-graduação em quatro países: Argentina, Brasil, México e Chile.

3.1. Produção audiovisual. Divulgação através das redes dos institutos e organizações membros da GT

3.2. Mini site GT online





4. Boletins informativos elaborados e compartilhados
Apresentações nos diversos programas de pós-graduação



5. Aumentar o diálogo e a coordenação entre os Grupos de Trabalho da CLACSO




6. Ampliar a formação de pós-graduação nos temas abordados pelo Grupo de Trabalho, que atualmente são escassos na CLACSO. Oferecer o Programa de Diploma.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1. Promover o diálogo com agências nacionais especializadas e empresas públicas de energia.


2. Promover o diálogo com organizações regionais de energia.




3. Promover o diálogo com organizações sociais e sindicais.
1. Elaboração de um documento de diagnóstico sobre a situação das empresas públicas de energia na região.
Apresentação de documentos às diversas empresas públicas nacionais.

2. Elaboração de um documento regional sobre a situação da pobreza energética, para contribuir para a formulação de políticas públicas.
Apresentação a organizações regionais especializadas em energia, como a CEPAL e a OLACDE.

3.1 Iniciar a busca por novos pesquisadores nos países das instituições membros da GT.

3.2. Iniciar o diálogo do GT com redes da sociedade civil na região, como a Latindadd, a Rede de Justiça Fiscal e redes sindicais regionais.
1. Promover o diálogo e a influência entre os funcionários das empresas públicas de energia.


2. Promover o diálogo e a influência em organizações regionais especializadas na elaboração de políticas públicas de energia.


3.1. Ampliar a composição dos membros do GT

3.2. Coordenação de ações e estratégias com diferentes grupos de interesse da sociedade civil ligados a questões energéticas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Iniciar uma estratégia de articulação com outras instituições doadoras.
























2. Promover o diálogo da CLACSO com parceiros estratégicos extrarregionais sobre questões relacionadas às mudanças climáticas e à transição energética.





3. Projetar a criação de um Observatório de Transição Energética na América Latina e no Caribe.
1.1 Gerir o apoio da Fundação Ebert, para desenvolver e fortalecer o espaço de debate e atividades académicas e de discussão com atores políticos e sociais a partir de uma perspetiva e abordagens críticas e originais.


1.2. Dar continuidade à relação com a OXFAM-LAC após o evento coorganizado em Buenos Aires em 2025, a fim de desenvolver e fortalecer o espaço para debate, atividades acadêmicas e discussões com atores políticos e sociais a partir de uma perspectiva e abordagens críticas e originais.


1.3 Gerir o apoio da Internacional de Serviços Públicos (PSI) para desenvolver e fortalecer o espaço de debate, atividades académicas e discussão com atores políticos e sociais a partir de uma perspetiva e abordagens críticas e originais.


1.4 Cooperar com as TNI para desenvolver estudos sobre a transição energética e a política industrial verde.




2.1. Promover o diálogo estratégico com a Academia Chinesa de Ciências Sociais da China através da organização de fóruns temáticos para reflexão e troca de informações.


2.2. Promover o diálogo estratégico da CLACSO com o programa Diálogo Sul-Sul por meio da organização de fóruns temáticos para reflexão e troca de informações.

3. Desenvolver a proposta e o projeto do Observatório. Buscar parceiros, incluindo os Grupos de Trabalho do CLACSO, e dialogar com diversas organizações e universidades para garantir o financiamento da implementação.
1.1 Diversificação das fontes de financiamento para expandir o trabalho do GT, recebendo apoio financeiro para a realização de workshops e reuniões de trabalho.

1.2. Diversificação das fontes de financiamento para expandir o trabalho do GT, recebendo apoio financeiro para a realização de workshops e reuniões de trabalho.


1.3 Diversificação das fontes de financiamento para expandir o trabalho do GT, recebendo apoio financeiro para a realização de workshops e reuniões de trabalho.


1.4 Diversificação das fontes de financiamento para expandir o trabalho do GT, recebendo apoio financeiro para a realização de workshops e reuniões de trabalho.

2. Reuniões organizacionais e fóruns organizados de diálogo e reflexão. Novos projetos são iniciados com base nessas ações iniciais.





3. Elaboração da proposta e reuniões com diversos parceiros potenciais da iniciativa.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 89
Sebastian Ibarra Gonzalez
Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Universidade de Aysén
Chile
Jonathan Rodrigo Guerrero Navarro
Rede de Combate à Pobreza Energética
Raiana Schirmer Soares
Instituto de Energia e Meio Ambiente/USP
Brasil
Pablo Daniel Garibaldi
Faculdade de Ciências Sociais (UBA)
Argentina
Diego Pérez Roig
Instituto Patagônico de Estudos de Ciências Humanas e Sociais – IPEHCS-CONICET-UNCo
Argentina
Nora Estela Fernandez Mora [Coordenador]
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Alicia Puyana
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, México
México
Débora Eliana Ascencio
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Robson Santos Dias
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
David Bonilla Vargas
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Orlando Alberto Huerta Ponce
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Oscar Ugarteche
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Mariano Alejandro Barrera
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Israel Felipe Solorio Sandoval
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Lilia García Manrique
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, México
México
Jonatan Andrés Nuñez
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
José Gabriel Luis Cordova
Departamento de Direito, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Central “Marta Abreu” de Las Villas
Cuba
Cristóvão Alfredo Becerra Diaz
Rede de Combate à Pobreza Energética - Universidade do Chile
Chile
Javier Taks
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Emiliano Dicósimo
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires
Argentina
Ivan Gonzalez Gordon
Centro Latino-Americano de Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Equador
Equador
Clara Garcia
Faculdade de Economia e Administração de Empresas. Universidade Complutense de Madrid
Espanha
Rodrigo Valdovinos Flores
Departamento de energias renováveis ​​e eficiência energética, Instituto do Meio Ambiente (IDMA)
Chile
André Galindo Da Costa
Escola Superior de Gestão e Contas Públicas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo
Brasil
Mônica Cavalcanti Sá De Abreu
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Daniel Sandoval
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana, Unidade Cuajimalpa
México
Angus McNelly
Sociedade de Estudos Latino-Americanos (Reino Unido)
Reino Unido
Gonzalo Berron
Instituto Transnacional
Holanda
Cláudia Cohanoff
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Lênin Mondol
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Henrique Iure Paiva Silva
Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba
Brasil
Astrid Yanet Aguilera Cazalbón
Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGRI/UERJ)
Brasil
Soledad Contreras
Universidade da República
Uruguai
Laura Beatriz Rodríguez Castellón
Centro de Pesquisa da Economia Mundial
Cuba
Paula Gabriela Lhama
Universidade de São Paulo
Brasil
Paula Blodinger
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais, Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
Paula Sturm
CONICET-IGEHCS
Argentina
Carlos Andrés Valdivia Alcántara
Universidade Nacional de Cuyo, Faculdade de Ciências Políticas e Sociais.
Argentina
Desafio Bertoni
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Betina Cardoso
Universidade Nacional de Comahue (UNCo), Instituto Andino-Patagônico de Tecnologias Biológicas e Geoambientais (IPATEC-CONICET), Argentina
Argentina
Antônio Zambrano Allende
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Brasil
Ramón Pichs Madruga
Centro de Pesquisa da Economia Mundial
Cuba
Edgar Israel Belmont Cortés
Departamento de Antropologia. Universidade Autônoma de Querétaro.
México
Luciano Duarte
Faculdade de Ciências Humanas (FCH/UFGD)/ Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Camarões
Sigrid De Aquino Neiva
Instituto de Energia e Meio Ambiente / Universidade de São Paulo (IEA/USP)
Brasil
Raúl Borrego
Centro de Pesquisa da Economia Mundial
Cuba
Cássio Cardoso Carvalho
Universidade Federal do ABC (UFABC)
Brasil
Alejandra Marcela Vanegas Díaz
IIDyPCa CONICET
Argentina
Denise Linares
DIREITO, MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS - DAR
Peru
caio rodrigues
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Brasil
Ignacio Sabbatella
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Alejandra Cortés Fuentes
Rede de Combate à Pobreza Energética
Chile
Humberto Campodónico
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Andrea Michelle Viera Romero
Universidade de Guayaquil (UG)
Equador
Stefano Monaldi
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
Fernando Gabriel Lopes Cavalcante
Universidade Estadual de Feira de Santana
Brasil
Néstor Julião Antônio Cortés Oggero
Rede de Combate à Pobreza Energética - Universidade do Chile
Chile
Andrés Díaz Alarcón
Centro de Energia e Desenvolvimento Sustentável, Universidade Diego Portales
Chile
Isabel Rodríguez Peña
Universidade de Anahuac
México
Andrea Molinari
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Maria Maria Ibáñez Martin
Departamento de Economia da Universidade Nacional do Sul - Instituto de Pesquisa Econômica e Social do Sul (IIESS, CONICET-UNS)
Argentina
Valentina Licanqueo
Universidade do Chile – RedPE
Chile
Márcio Giannini Pereira
Centro de Pesquisa em Energia Elétrica - Eletrobras Cepel
Brasil
Lira Luz Benites Lázaro
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Tamara Oyarzún
Faculdade de Ciências Sociais da Universidade do Chile (NIID-UCHILE)
Chile
Ariela Ruiz Caro
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Elaine Valton Legrá
Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García
Cuba
Esteban Serrani [Coordenador]
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Carina Guzowski
Universidade Nacional do Sul, Departamento de Economia
Argentina
Milena Poggiese
Instituto de Pesquisa Econômica e Social do Sul (UNS-CONICET)
Argentina
Rafael Almeida Ferreira Abrao
Universidade Federal do ABC (UFABC)
Brasil
Rafael Fernández Sánchez
Faculdade de Economia e Administração. Universidade Complutense de Madrid.
Espanha
Josué Ernesto Rosendo Rentería
Centro de Estudos e Pesquisa da Barranca.
México
Leandro Navarro Rocha
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Mónica Santillán Vera
Centro de Pesquisa e Ensino Econômico AC
México
Daniel Eduardo Chavez Miños
Instituto Transnacional
Holanda
Branca Mariana Galícia Ramos
Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM)
México
Lucas Reis Santos
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Eliana Celeste Canafoglia [Coordenador]
Secretaria de Pesquisa e Publicação Científica
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
Ana Lía Del Valle Guerrero
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
Armando Mendoza Nava
Centro Peruano de Estudos Sociais
Peru
Luís Eduardo Reina Bermúdez
Escola de Ciências Sociais, Artes e Humanidades
Universidade Nacional Aberta e à Distância
Colômbia
Kenny Díaz Arcaño
Centro de Pesquisa da Economia Mundial
Cuba
Daniela Higgin Amaral
Universidade de São Paulo
Brasil
Andrés Iván Mideros Mora
Centro Latino-Americano de Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Equador
Equador
César Leônidas Gamboa Balbín
Direito Ambiental e Recursos Naturais (DAR)
Peru
Paz Isabel Araya Jofré
Rede de Combate à Pobreza Energética
Chile
Débora Werner
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Laura Aragón Castro