Área temática: Desigualdades estruturais e justiça redistributiva

Grupo de trabalhoProcessos urbanos na América Latina: (in)justiças e (in)desigualdades

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Processos urbanos na América Latina: (in)justiças e (in)desigualdades
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Vicente Moctezuma Mendoza
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Loreto Rojas Symmes
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Ramiro Segura
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

A cidade é uma figura central no pensamento social (Gorelik, 2022) e nos debates latino-americanos (Svampa, 2016). Os processos de urbanização na América Latina constituem um prisma para a teoria social (Sassen, 2012), ou seja, um espaço privilegiado para a compreensão e o debate das tendências na reconfiguração da vida social. Na região, dispomos de um rico e consolidado corpo de conceitos-chave para pensar os processos urbanos e as desigualdades de forma situada, que remontam a debates sobre "urbanização dependente" (Quijano, 1967, 1968), "marginalidade" (Lomnitz, 1975), "periferias" (Caldeira, 1984) e "exploração urbana" (Kowarick, 1979), entre outros. Não sem descontinuidades, resultantes de governos ditatoriais e crises econômicas e institucionais, esta frutífera tradição de estudos urbanos latino-americanos continua até hoje, dando contribuições significativas em diversas dimensões como "urbanização periférica" ​​(Caldeira, 2017), "informalidade" (Cravino, 2018), "mobilidades" (Jirón, 2010; Lulle e Di Virgilio, 2021), "financeirização" (Rolnik, 2021), entre outras.

Contudo, os estudos urbanos são dominados por uma “geografia teórica restrita” que, como aponta a crítica pós-colonial (Robinson, 2002; Roy, 2013), toma as experiências e histórias das cidades do Norte Global como norma para o urbano, o moderno e o global, concluindo que as cidades em outras latitudes, associadas ao subdesenvolvimento, à tradição e à informalidade, pertencem a uma categoria de cidade diferente e deficiente (Segura, 2021). “Abrir” a geografia teórica implica reconhecer a heterogeneidade, a multiplicidade e as assimetrias das modernidades metropolitanas contemporâneas, situando o conhecimento do Sul Global com vistas a desestabilizar binarismos recorrentes na teoria urbana, como moderno/tradicional, Ocidente/Terceiro Mundo e global/local.

A natureza situada do conhecimento urbano apresenta-nos o desafio epistemológico de evitar tanto as armadilhas da universalidade quanto a incomensurabilidade dos processos urbanos. Nesse sentido, o CLACSO constitui uma plataforma inigualável para aprofundar o diálogo sobre urbanismo em nível regional, com o objetivo de desenvolver um diagnóstico e prognóstico sobre os processos urbanos na produção e reprodução de desigualdades e injustiças, bem como os mecanismos para revertê-las.

As cidades latino-americanas vivenciaram processos singulares, ligados às condições históricas que moldaram seus territórios, bem como aos legados coloniais, projetos de modernização, dependência internacional e reestruturação econômica neoliberal, entre outros fatores. Esses processos geraram profundas desigualdades estruturais e persistentes. Ao mesmo tempo, deram origem a movimentos de resistência e lutas sociais voltadas para a garantia de acesso e permanência na cidade para diversos setores marginalizados. Essa dualidade, de longa data e em constante evolução, evidencia-se, por um lado, na estrutura urbana resultante dos processos de urbanização das cidades latino-americanas e caribenhas e, por outro, nos processos urbanos em que diversos atores com relações assimétricas e perspectivas conflitantes sobre a cidade (Estado, mercado, organizações sociais e políticas, grupos ativistas, moradores, etc.) se engajam no desenrolar de lógicas e dinâmicas conflitantes em torno das (des)igualdades e (in)justiças sociais e urbanas.

É especialmente importante considerar as dinâmicas socioespaciais das desigualdades e injustiças que se relacionam tanto com as tendências de urbanização predominantes e seus efeitos em várias dimensões da vida social (trabalho, educação, meio ambiente, gênero) quanto com os processos urbanos situados, que vão desde a expulsão e o deslocamento da população devido a dinâmicas como a gentrificação, as políticas públicas sobre espaços residenciais "informais", o aumento dos custos de moradia, entre outros, até as diversas formas de resistência a essas dinâmicas e as organizações (de bairro, comunitárias, de gênero, etc.) que contestam o acesso, a permanência e o usufruto da cidade. Nesse sentido, uma vasta literatura tem indicado nos últimos anos (Prévot-Schapira, 2001; Janoschka, 2002; Portes e Caldeira, 2007; Ziccardi, 2014; Duhau e Giglia, 2008; De Mattos, 2010; Di Virgilio e Perelman, 2014; Saraví, 2015; Rojas-Symmes, 2017) que os processos de urbanização no continente mais urbanizado e desigual do mundo sofreram mudanças drásticas nas últimas décadas. Em vez de expressarem diretamente processos migratórios e demográficos, como ocorreu durante grande parte do século XX, os padrões predominantes de espacialização e crescimento urbano devem ser compreendidos como resultado articulado de novas (e tendenciosamente excludentes) formas de: novas lógicas de mercado e financeiras, novas maneiras de produzir terrenos urbanos, novas orientações em políticas públicas e mudanças nos estilos de vida e na composição familiar, entre outros.

Simultaneamente a esses processos socioterritoriais, evidencia-se o surgimento de diferentes formas e escalas de organização social (desde organizações de bairro até coalizões políticas nacionais e internacionais, incluindo diversos movimentos sociais) que, partindo de demandas e disputas urbanas, desafiam injustiças e desigualdades e aspiram a um horizonte de igualdade social e reconhecimento da diversidade e dos direitos. Nesse sentido, desde o início do século XXI, um conjunto de pesquisas sobre processos urbanos e políticos em cidades latino-americanas tem destacado a constituição — para usar a expressão de Holston (2009) — de “cidadãos insurgentes”, embora isso esteja enraizado em tradições anteriores de luta (Merklen, 2005; Grimson, 2009). Por um lado, deparamo-nos com movimentos cuja luta não começa na praça central, mas na periferia, centrada em direitos de acesso a uma vida digna (moradia, propriedade, água, segurança, transporte, etc.), por meio dos quais constroem não apenas uma vasta nova cidade, mas também um novo tipo de cidadania (Agier, 2015). Mas também enfrentamos lutas para permanecer em espaços centrais e centros urbanos, tanto relacionadas à habitação quanto ao espaço público e seus usos, como o comércio ambulante, mas também no que diz respeito à juventude e às práticas culturais, como o hip hop, o grafite e os encontros sociais, entre outros (Magnani, 2005; Moctezuma, 2021). Soma-se a isso a crescente relevância de coletivos feministas e LGBTQ+ que, em consonância com a geografia feminista (Kern, 2020), questionam a ordenação espaço-temporal patriarcal e generificada das cidades (Falú, 2009) e exigem a remoção de barreiras para a igualdade de acesso e permanência, bem como a coexistência das diversidades de sexo e gênero no espaço urbano.

Este Grupo de Trabalho visa dar continuidade ao trabalho dos Grupos de Trabalho anteriores focados em questões urbanas: a) Grupo de Trabalho Habitat e Inclusão Social, coordenado por Teolinda Bolívar e Jaime Erazo; b) Grupo de Trabalho Direito à Cidade, coordenado por Fernando Carrión e María Cristina Cravino; c) Grupo de Trabalho Desigualdades Urbanas, coordenado por Manuel Dammert; e d) Grupo de Trabalho Processos Urbanos Latino-Americanos: (In)justiças e (In)desigualdades, inicialmente coordenado por Paulina Cepeda e Ramiro Segura. Esta proposta compartilha com esses Grupos de Trabalho anteriores um campo de diálogo e uma rede cada vez maior de instituições e pesquisadores da região em diferentes estágios de suas carreiras profissionais, com o objetivo de gerar conhecimento e fomentar o debate em torno dos estudos urbanos na América Latina.

Agier, M. (2015). "Do direito a cidade ao fazer-cidade. O antropólogo, a margem e o centro." Maná, 21, 3, 483-498.
Caldeira, T. (1984). À política dois outros. Ou cotidiano dois habitantes da periferia que pensam sobre o poder e duas pessoas poderosas. San Pablo, Editora Brasileira.
Caldeira, T. (2007). Cidade das Muralhas. Crime, segregação e cidadania em São Paulo, Barcelona: Gedisa.
Caldeira, T. (2017). Urbanização periférica: Autoconstrução, lógicas transversais e política nas cidades do sul global. Environment and Planning D: Society and Space, 35(1), 3-20.
Cravino, C. (2018). A cidade renegada: abordagens para o estudo de assentamentos populares em nove cidades argentinas. Los Polvorines: Universidade Nacional de General Sarmiento.
Di Virgilio, M. e Perelman, M. (Coord.) (2014). Cidades latino-americanas: desigualdade, segregação e tolerância. Buenos Aires: CLACSO.
Duhau, E. e Giglia, A. (2008). As regras da desordem. Habitando a metrópole. México: Siglo XXI.
Gorelik, A. (2022). A cidade latino-americana. Uma figura do imaginário social do século XX. Buenos Aires: Siglo XXI.
Grimson, A. (2009). “Introdução: classificações espaciais e territorialização da política em Buenos Aires”, em: Grimson, A., Ferraudi Curto, C. e Segura, R. (Org.) Vida política nos bairros populares de Buenos Aires. Buenos Aires: Prometeo, 11-38.
Holston, J. (2009). “Cidadania insurgente em uma era de periferias urbanas globais”. Cidade e Sociedade, 21, 2, 245-267.
Janoschka, M. (2002). “O novo modelo da cidade latino-americana: fragmentação e privatização”. EURE Journal, 26, 85, 11-29.
Jirón, P. (2010). 'On Becoming “la sombra/the shadow”', in: M. Büscher, J.Urry and K.Witchger (eds) Mobile Methods. London: Taylor & Francis Books.
Kern, L. (2020). Cidade Feminista: A Luta pelo Espaço em um Mundo Projetado por Homens. Buenos Aires: Edições Godot.
Kowarick, L. (1979). Pilhagem urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Lomnitz, L. (1975). Como os marginalizados sobrevivem. México: Siglo XXI.
Lulle, T. e Di Virgilio, M. (2021). “Olhando para a vida urbana a partir do caleidoscópio das mobilidades”. INVI Journal, 36(102), 1-19.
Mattos, C. (2010). “Globalização e metamorfose metropolitana na América Latina. Da cidade ao urbano generalizado”. Revista de Geografía Norte Grande, 47, 81-104.
Merklen, D. (2005). Pobres Cidadãos. As classes populares na era democrática (Argentina, 1983-2003). Buenos Aires: Editorial Gorla.
Montezuma, V. (2021). O desaparecimento do popular. Gentrificação no centro histórico da Cidade do México. México: CIESAS/El Colegio de México.
Prévot-Schapira, M. (2001). “Fragmentação espacial e social. Conceitos e realidades”. Perfis Latino-Americanos, 19, 33-56.
Quijano, A. (1967). A urbanização da sociedade na América Latina. Revista Mexicana de Sociologia, 29 (4), 669-703.
Quijano, A. (1968). Dependência, urbanização e mudança social na América Latina. Revista Mexicana de Sociologia, 30 (3), 525-570.
Robinson, J. (2002). Cidades globais e mundiais: uma visão de fora do mapa. Revista Internacional de Pesquisa Urbana e Regional, 26(3), 531–554.
Rojas-Symmes, L. (2017). “Cidade vertical: a 'nova forma' de precariedade habitacional. Comuna da Estação Central, Santiago, Chile”. Journal 180, (39), 1-17.
Rolnik, R. (2021). A guerra de lugares. Santiago do Chile/Buenos Aires: Editorial El Colectivo.
Roy, A. (2013). “As metrópoles do século XXI. Novas geografias da teoria”. Andamios, 10(22), 149-182.
Saraví, G. (2015). Juventude fragmentada. Socialização, classe e cultura na construção da desigualdade. México: Flacso - Ciesas.
Sassen, S. (2012). Uma sociologia da globalização. Buenos Aires: Katz.
Segura, R. (2021). Cidades e teorias. Estudos sociais urbanos. San Martín: UNSAM Edita.
Svampa, M. (2016). Debates latino-americanos. Indianismo, desenvolvimento, dependência e populismo. Buenos Aires: Edhasa.
Ziccardi, A. (2016). “Pobreza e desigualdade urbana: o caso
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

A análise dos processos urbanos envolve a observação do território em constante transformação, de seus habitantes heterogêneos e desiguais e, principalmente, de suas práticas cotidianas, das tensões que os permeiam e da produção urbana coletiva resultante do encontro conflituoso entre agentes, interesses e empreendimentos imobiliários desiguais, bem como instituições públicas e privadas em diversas escalas (Delgadillo, 2014; Rodríguez e Di Virgilio, 2016; Ziccardi, 2020; Jirón et al., 2021; Rojas-Symmes, 2022). As configurações urbanas desiguais resultantes (Reygadas, 2008, 2020; Saraví, 2015; Dammert, 2018; Segura, 2020) fazem parte de um processo de negociação entre as forças, os interesses e o poder dos atores do mercado, do Estado e da sociedade, dentro de um contexto de múltiplas e tensas realidades urbanas. Dentre esses, a exclusão e a expulsão, por um lado, e a resistência e a autogestão, por outro, destacam-se como polos de um contínuo complexo e conflituoso. A continuidade de um grupo de trabalho focado nos processos urbanos resultantes da interseção entre urbanização e (des)igualdade e (in)justiça na América Latina busca avançar em pelo menos três questões interligadas que merecem destaque:

Eixo 1. Mercantilização urbana e extrativismo:

Nos últimos anos, intensificaram-se os processos de mercantilização, especulação e financeirização do acesso à terra e à habitação, bem como aos serviços urbanos e ao espaço público. A lógica da troca econômica tende a expandir-se até mesmo para práticas e estratégias que (embora sempre repletas de contradições e ambivalências) eram caracterizadas principalmente por laços sociais, reciprocidade e disputas em torno do espaço como bem de uso, e não como bem de troca. Nesse contexto, novas lógicas de desapropriação, acumulação, exploração e busca de renda estão emergindo em diferentes dimensões da produção e da experiência urbana, perpetradas por diversos atores: investidores, empresários, proprietários de imóveis, líderes de organizações de base e criminosos, entre outros.

Eixo 2. Direita para a cidade:

A formulação do direito à cidade tem circulado amplamente em debates acadêmicos, programas de políticas públicas e movimentos sociais. Seus usos e conceitualizações são diversos e, em muitos casos, contraditórios e até mesmo opostos: às vezes funciona como um horizonte emancipatório e, outras vezes, é enquadrado em uma linguagem institucional que, embora responda às demandas e preocupações dos atores sociais, também permite a gestão e a limitação das demandas sob uma perspectiva governamental. Assim, o direito à cidade refere-se tanto a processos de luta social quanto à cidadania contemporânea — como a defesa do acesso à moradia acessível, a permanência no bairro e a participação de setores marginalizados em decisões sobre conservação e transformação urbana; a resistência a despejos e deslocamentos associados à valorização imobiliária; e o confronto entre a busca de renda e as dinâmicas de financeirização que transformam a cidade e a habitação em ativos e veículos de investimento — bem como políticas e programas sociais que buscaram (com diferentes ênfases e alcances) reduzir as desigualdades socioespaciais por meio de políticas de habitação social, assim como por meio do desenvolvimento de infraestrutura urbana e serviços públicos voltados para a redução das desigualdades e a integração física e social de bairros populares.

Eixo 3: Mobilidades urbanas desiguais:

As cidades latino-americanas estão passando por transformações significativas relacionadas à mobilidade urbana. A infraestrutura disponível, sua produção e gestão, sua distribuição desigual pelo território e a qualidade dos serviços revelam lacunas históricas de acesso, segurança e experiência nos deslocamentos diários. Essas lacunas não apenas moldam os tempos e rotas de viagem, mas também produzem condições desiguais de exposição a riscos, acesso a oportunidades urbanas e uso do espaço público, que são ainda mais agravadas por diferenças relacionadas a gênero, idade, classe social, aparência física, deficiência, raça e localização.

Estas três dimensões analíticas para abordar as (des)igualdades e (in)justiças constituem uma propriedade emergente do trabalho coletivo desenvolvido nos três anos anteriores do GT e partilham a questão das relações de género e dos regimes de cuidado como uma dimensão analítica transversal.

Espera-se que o progresso nessas questões seja alcançado por meio de uma combinação de diversas instâncias, ferramentas e suporte. Em primeiro lugar, serão feitos progressos na organização dos pesquisadores em três subgrupos (não exclusivos) em torno das três dimensões analíticas, a fim de desenvolver linhas de diálogo e cooperação com vistas a consolidar a dimensão latino-americana e comparativa da exploração dos processos urbanos. Em segundo lugar, um conjunto de dispositivos virtuais (reuniões, workshops, espaços de debate e encontro, entre outros) visa dinamizar e multiplicar os diálogos, envolvendo organizações civis, sociais e políticas, bem como representantes de órgãos e instituições públicas. Dentro desses dispositivos, está prevista a continuidade da produção do podcast bimestral do GT "Spoken Cities". Um arquivo oral de estudos urbanos latino-americanos? (Criado por Paulina Cepeda e Ramiro Segura). Daremos continuidade também ao "Seminário de Educação Continuada", um fórum virtual que, neste período, será coordenado por Manuel Dammert e Hernando Sáenz, no qual jovens pesquisadores apresentarão e discutirão o progresso de suas pesquisas. Da mesma forma, dentro desse eixo encontram-se um conjunto de atividades planejadas para os próximos três anos, visando fortalecer o vínculo com outros Grupos de Trabalho da CLACSO, a Rede Universitária de Estudos Urbanos do Equador (CIVITIC), redes regionais de pesquisa como a MECILA e a CALAS, instituições como o Centro de Estudos Latino-Americanos, Caribenhos e Latinos (CLACLS) da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) e o Laboratório Internacional Associado "A questão territorial na França e na Argentina: estilos de vida, mercados e meio ambiente em perspectiva comparativa". (LIA EMMA), entre outros. Em terceiro lugar, serão organizados pelo menos dois seminários híbridos anuais sobre GT, com locais já confirmados: Cidade do México em 2026 e Santiago do Chile em 2027. Cada um desses seminários será organizado em três espaços definidos: colóquio de jovens pesquisadores, mesas temáticas abertas e debates centrais com especialistas, e visitas de campo com pesquisadores locais, como já aconteceu em Bogotá (2024) e Assunção (2025). Além disso, está prevista a coorganização de pelo menos três seminários internacionais (híbridos ou virtuais) em conjunto com os Grupos de Trabalho da CLACSO sobre Pobreza e Políticas Sociais. (como já aconteceu em Buenos Aires em 2023) e "Desigualdades e mudança social?" cujos focos são: 1. Seminário internacional "Políticas sociais urbanas, desigualdades e formas de intervenção estatal"; 2. Seminário Internacional – Crise Social, Econômica e Urbana. A nova agenda de políticas públicas na América Latina e no Caribe?; e 3. Fórum Internacional? Da esquerda para a direita. A reconfiguração da agenda social e urbana na América Latina e no Caribe? Finalmente, o objetivo é encerrar os três anos do GT com pelo menos dois (2) dossiês em revistas científicas sobre mercantilização e extrativismo urbano, o direito à cidade e/ou mobilidades urbanas desiguais (prevê-se a proposta de dossiês em revistas como Transporte y Territorio, Quid 16, IJJUR, Revista Mexicana de Sociología, Tramas y Redes) e um (1) livro coletivo que compile as contribuições mais significativas para abordar os processos urbanos contemporâneos nas/das cidades latino-americanas.

Dammert, Manuel (2018). “Três caminhos para revitalizar o estudo das desigualdades sociais: fronteiras simbólicas, espaço urbano e redes sociais. Uma revisão da literatura”. Sociológica, 33(95), 125-158
Delgadillo, Victor (2014). “Urbanismo à la carte: teorias, políticas, programas e outras receitas urbanas”. Cadernos da Metrópole, v. 16, n. 31, pp. 89-111.
Jirón, Paola; Imilán, Walter; Lange, Carlos; Mansilla, Pablo (2021). “Intervenções urbanas placebo: observando narrativas de cidades inteligentes em Santiago do Chile”. Estudos Urbanos, Vol. 58(3) 601-620
Reygadas, Luís (2008). Apropriação. Desvendando as redes de desigualdade. México: Anthropos/UAM–Iztapalapa.
Reygadas, Luis (2020). “A construção simbólica das desigualdades”, em Elizabeth Jelin, Renata Campos Motta e Sergio Costa (orgs.) Repensando as desigualdades. Como as assimetrias globais são produzidas e interligadas (e o que as pessoas fazem a respeito). Buenos Aires: Siglo XXI.
Rodríguez, María Carla e Di Virgilio, María Mercedes (2016), "Uma cidade para todos? Políticas públicas e resistência à gentrificação nos bairros do sul de Buenos Aires". Geografia Urbana, 37, 1215-1234.
Rojas-Symmes, Loreto (2022). “O negócio de habitar: governança interna das torres da Estación Central, Santiago do Chile”. Revista INVI, 37(105), 45-70.
Saraví, Gonzalo (2015). Jovens Fragmentados. Socialização, Classe e Cultura na Construção da Desigualdade. México: Flacso - Ciesas.
Segura, Ramiro (2020). “Espaço urbano e a (re)produção das desigualdades sociais. Desconexões entre distribuição de renda e padrões de urbanização em cidades latino-americanas”, em Elizabeth Jelin, Renata Campos Motta e Sergio Costa (orgs.), Repensando as desigualdades: como as assimetrias globais são produzidas e interligadas (e o que as pessoas fazem a respeito). Buenos Aires: Siglo XXI.
Ziccardi, Alicia (2020). Cidades latino-americanas. A questão social e a governança local. Antologia essencial. Buenos Aires: CLACSO.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
OBJETIVOS
1) Promover o intercâmbio e exercícios comparativos entre cidades latino-americanas e/ou sobre os processos urbanos de mercantilização e extrativismo urbano, o direito à cidade e as desigualdades de mobilidade urbana que ocorrem em duas ou mais cidades.
2) Produzir conhecimento comparativo sobre a mercantilização e o extrativismo urbano, o direito à cidade e as desigualdades na mobilidade urbana em cidades latino-americanas.
1) Consolidar subgrupos dentro da GT focados na troca e comparação sobre mercantilização e extrativismo urbano, o direito à cidade e as desigualdades na mobilidade urbana.
2) Organizar seminários híbridos anuais
para avançar nos exercícios comparativos
3) Coordenar publicações (livros e dossiês) com base no progresso dos exercícios comparativos.
1) Pelo menos dois (2) dossiês em revistas científicas sobre mercantilização urbana e extrativismo, o direito à cidade e mobilidades urbanas desiguais (prevê-se a proposta de dossiês em revistas como Transporte y Territorio, Quid 16, IJJUR, Revista Mexicana de Sociología, Tramas y Redes) nos quais membros do GT tenham participação.
2) Pelo menos um (1) livro coletivo resultante dos seminários anuais.
3) Pelo menos duas (2) reuniões anuais (Cidade do México e Santiago do Chile).
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1) Consolidar um espaço de formação para estudantes de pós-graduação e jovens pesquisadores.
2) Construir e divulgar um arquivo oral de estudos urbanos latino-americanos.
3) Participar em eventos científicos reconhecidos
1) Dar continuidade ao “Seminário de Educação Continuada” para jovens pesquisadores (modalidade virtual).
2) Continue com o podcast “Cidades Faladas: Um arquivo oral de estudos urbanos latino-americanos”.
3) Organizar painéis e mesas-redondas em eventos científicos reconhecidos.
1) Pelo menos dez (10) novos episódios do podcast “Cidades Faladas. Um arquivo oral de estudos urbanos latino-americanos”.
2) Pelo menos quatro (4) painéis e/ou mesas redondas em eventos científicos reconhecidos.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1) Inserir no debate público a relevância dos processos urbanos para compreender e reverter as desigualdades e injustiças.
2) Coordenar com instituições públicas e organizações sociais e políticas envolvidas em processos urbanos.
1) Organizar grupos de trabalho com diversos agentes sociais, instituições públicas e organizações da sociedade civil sobre processos urbanos, desigualdades e injustiças.
2) Organizar visitas de campo e espaços de diálogo com instituições públicas e organizações sociais e políticas envolvidas em processos urbanos situados no espaço-tempo dos encontros anuais.
1) Pelo menos três (3) espaços para diálogo público.
2) Pelo menos duas (2) viagens de campo (no âmbito das reuniões anuais em Santiago do Chile e na Cidade do México).
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1) Fortalecer as relações com outras redes de pesquisa, instituições científicas e agências de cooperação.
2) Consolidar a cooperação com outros grupos de trabalho da CLACSO.
1) Criar espaço para diálogo e troca de informações com outras redes, instituições e organizações.
2) Organizar espaços híbridos para intercâmbio entre GTs.
1) Organização de pelo menos dois (2) painéis/mesas redondas com outras redes, instituições e organizações (MECILA, LIA EMMA, CLACS, CIVITIC, etc.).
2) Organização de pelo menos três (3) seminários inter-GT CLACSO: políticas sociais urbanas e formas de intervenção do Estado; nova agenda social e urbana na América Latina e no Caribe; e a reconfiguração da agenda social e urbana na América Latina e no Caribe.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 47
Violeta Luciana Prieto Granada
Faculdade de Arquitetura, Design e Arte. Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Paola Andrea Jiron Martinez
Universidade do Chile
Chile
Alicia Ziccardi
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Thierry Lulle
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Paulette Landon
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Maura Véras
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Brasil
Hernando Sáenz Acosta
Centro de Pesquisa Louis Joseph Lebret OP para Economia e Humanismo
Universidade de Santo Tomás
Colômbia
Loreto Rojas Symmes [Coordenador]
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Manuel Dammert-Guardia
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Fernando Carrión
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Javier Allende Chamorro
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Ana María Falú
https://www.facebook.com/events/913583075663914/
Argentina
Juan Edson Cabrera Quispe
Universidade Privada Boliviana
Bolívia
Francisco César Pinto da Fonseca
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Brasil
Maria Laura Canestraro
Instituto de Pesquisa sobre Sociedades, Territórios e Culturas (ISTEC) - Faculdade de Ciências Humanas - Universidade Nacional de Mar del Plata
Argentina
Ana Laura Elorza
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Lúcia Frank
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Alice Beuf
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Patrícia Ramírez Kuri
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Paula Rodriguez
DO SUL
Chile
Maria Belén Torres Leiva
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Maria Soledad Arqueros Mejica
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Simone Toji
Universidade de San Pablo
Brasil
Maria Cristina Cravino
CONICET/Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Pablo Vega Centeno Sara Lafosse
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Jeremy Roberto
Instituto Francês de Estudos Andinos
Peru
Andrés Leonardo Góngora Sierra
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Ana Raquel Flores López Moreira
Faculdade de Arquitetura, Design e Arte - UNA
Paraguai
Maria Mercedes Di Virgílio
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Paulina Cepeda
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Andrés Salcedo

Alejandro Andrés Cortés Salinas
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Ricardo Jiménez Palacios
Universidade Nacional Jorge Basadre Grohmann
Peru
Ramiro Segura [Coordenador]
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
César M. Fuentes Flores
Colégio da Fronteira Norte
México
Diana Torres Obregón
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Angélica Patrícia Camargo Sierra
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Vicente Moctezuma Mendoza [Coordenador]
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Mónica Alvarado Rodríguez
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Tilmann Heil
MÉCILÁ
Brasil
Andreina Torres
CUNY Graduate Center
Estados Unidos
Victor Delgadillo
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Florença Musante
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Natalia Cosakov
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Nelson Carroza Atenas
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Violeta Ventura
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Magela Cabrera Arias
Centro de Estudos Latino-Americanos "Justo Arosemena"
Panamá