Área temática: Reconfigurações geopolíticas e multilateralismo

Grupo de trabalhoRegionalismo, integração e autonomia diante da disputa hegemônica global.

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Regionalismo, integração e autonomia diante da disputa hegemônica global.
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Alberto Rocha Valência
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Rei Katiuska
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Julian Kan
Escola de Política e Governo
Universidade Nacional de San Martin
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

A América Latina precisa, objetivamente, concentrar-se em sua regionalização, integração e autonomia regional, tanto pela necessidade de seus países enfrentarem desafios sociais, culturais, econômicos e políticos semelhantes, quanto pelos fortes desafios e problemas geopolíticos e geoeconômicos decorrentes da crise geral e profunda da ordem internacional liberal nestas primeiras décadas do século XXI.

A ordem internacional que emergiu da Conferência de Yalta e da Conferência de São Francisco por volta de 1945 entrou em grave crise quando a bipolaridade global chegou ao fim e a superpotência hegemônica, agora livre das amarras da bipolaridade e da Guerra Fria, tentou implementar um "experimento unipolar". No entanto, esse experimento unipolar começou a apresentar fissuras durante a primeira década do século XXI em diversas dimensões. Entre elas, a militar, com o desfecho da invasão do Afeganistão e, posteriormente, da Segunda Guerra Mundial e da invasão do Iraque, bem como as consequências desses eventos; a geopolítica, com a derrota do projeto da Área de Livre Comércio Pan-Americana das Américas (ALCA); a econômica, com a crise financeira de 2008 nos Estados Unidos; e a multilateral, com o surgimento do Grupo dos 20 (G20) como um novo fórum multilateral que facilitou o diálogo entre os países emergentes e as grandes potências, países que desafiavam diferentes aspectos da ordem econômica e política internacional.

O G20 construiu uma estrutura regulatória paralela por meio do Conselho de Estabilidade Financeira. Em seguida, a ordem internacional começou a ser questionada durante o primeiro mandato de Donald Trump e está sendo completamente desmantelada durante seu segundo mandato, a partir de 2025, apesar dos esforços do governo Joe Biden (2021-2024) e suas tentativas de relançar políticas neoliberais internamente e o establishment neoliberal internacionalmente. Assim, por um lado, nos EUA (e em outras partes do mundo), o neoliberalismo persiste economicamente como neoliberalismo privatizado e politicamente como um enfraquecimento da democracia diante da manipulação; por outro lado, o establishment neoliberal internacional parece estar envelhecendo e repleto de problemas. E, nesse contexto, a hegemonia da superpotência estadunidense declina e enfraquece. Essas foram as condições para o surgimento e fortalecimento do movimento conservador e de extrema-direita nos EUA e no chamado Ocidente Coletivo. O contexto geral é de crise na ordem internacional e de um processo aberto orientado para a configuração de uma nova ordem mundial.

Entre o final do século XX e o início do século XXI, na ausência de um impulso dos centros ocidentais de desenvolvimento capitalista global, começou-se a vislumbrar a emergência da região Ásia-Pacífico, e da China em particular, competindo com os EUA em diversas áreas.

Esse processo avançou em diversas frentes, como por meio da consolidação do BRICS, que inclui China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul como países líderes e potências regionais e globais, posteriormente formando o BRICS Plus. Esse bloco e outras iniciativas impulsionaram a formação do que hoje é chamado de Sul Global, um grupo de países emergentes da semiperiferia e periferia do capitalismo que antes eram considerados parte do Terceiro Mundo.

Em uma análise adequada, nesta fase de transição histórica, a formação de um Sul Global também implicou a configuração de um Norte Global (também chamado de Ocidente Coletivo), revelando um fenômeno de polarização geopolítica global. Sem dúvida, esses dois "polos" são altamente heterogêneos e bastante problemáticos, embora compartilhem problemas comuns e tenham responsabilidades diferenciadas. Mas, em geral, é possível visualizar que, de um lado, encontramos os EUA e o Reino Unido, o G7, a UE e a OTAN, e, do outro lado, a China, a Rússia e o BRICS PLUS. Isso representa o polo conservador-neoliberal e o que alguns autores poderiam considerar o polo progressista-neodesenvolvimentista. Esse panorama geral de polarização global é a realidade histórica na qual se desenrola o processo da crise terminal da velha ordem mundial e a possível configuração de uma nova ordem planetária. O processo de competição e confronto entre as grandes potências mundiais está em pleno andamento.

Este contexto global de crise e polarização geopolítica generalizada afeta todas as regiões do mundo, especialmente a América Latina e o Caribe. Em nossa região, desde o início do século XXI, testemunhamos o início de um ciclo de governos progressistas que impulsionaram mudanças positivas nas prioridades políticas, econômicas e sociais na maioria dos países e fomentaram a integração regional. É importante ressaltar que, entre os anos de 2000 e 2015, esses processos de integração regional também avançaram e se fortaleceram, com uma agenda multidimensional que deixou de ter um foco estritamente econômico ou comercial e passou a enfatizar significativamente o fortalecimento da soberania e da autonomia.

Referimo-nos à reconfiguração do MERCOSUL, ao surgimento da UNASUL, da ALBA e, posteriormente, da CELAC, entre as iniciativas mais proeminentes. Contudo, nos últimos anos, esse processo perdeu força e declinou, dando lugar à Aliança do Pacífico. Isso inaugurou um período de regressão e paralisia para os processos empreendidos nos níveis nacional e regional, promovidos por governos conservadores-neoliberais (2016-2019). Após esse breve período de domínio conservador-neoliberal, iniciou-se um segundo ciclo progressista, que se estende de 2000 até o presente, embora ainda não tenha se consolidado plenamente nem funcionado de forma eficaz, apesar dos esforços dos governos do México, Brasil, Colômbia, Chile e outros. Cabe ressaltar que, durante esse segundo ciclo progressista, uma corrente de governos conservadores-neoliberais começou a se organizar e consolidar, ganhando significativa influência política e geopolítica. Isso levou ao posicionamento da corrente governamental progressista-neodesenvolvimentista e da corrente governamental conservadora-neoliberal e, sem dúvida, à sua disputa na região e pelo controle geopolítico da mesma.

Assim, notamos que a polarização geopolítica global tem repercussões na região e está relacionada à competição e à disputa entre as duas correntes (geo)políticas regionais. Isso se torna ainda mais evidente considerando que os principais líderes dessa polarização global, os EUA e a China, estão presentes e competindo na região, buscando também se alinhar a uma das duas correntes de governo: a progressista-neodesenvolvimentista ou a conservadora-neoliberal.

A crise geral da ordem mundial, a polarização geopolítica global e as lutas geopolíticas regionais internas colocam o regionalismo, a integração e a autonomia na América Latina e no Caribe (ALC) em uma situação de problematização e revisão de cada um dos aspectos mencionados. Como o regionalismo na ALC deve ser concebido? Como a integração regional pode ser promovida? Como a autonomia regional pode ser fortalecida? Essas são questões-chave a serem abordadas no próximo período. O regionalismo implica uma visão da dinâmica geral da região e da articulação de suas sub-regiões. A integração regional leva à projeção do ímpeto da integração regional e à articulação dos processos de integração sub-regional. E a autonomia levanta a questão da soberania e do fortalecimento das capacidades regionais internas. Essa perspectiva abre espaço para as grandes questões de unidade, acordo e consenso para trilhar um caminho histórico no contexto da polarização geopolítica global e construir possíveis alternativas.

*Ansaldi Waldo, "Por pátria entendemos a vasta extensão de ambas as Américas. O projeto de unidade latino-americana em perspectiva histórica", in Bulletin of the Library of the Congress of the Nation, No. 127 (South America, a region II), 2013, pp. 19-58.
*Barrenengoa Amanda e Kan Julián (2023). “A política externa do governo de Mauricio Macri em um contexto regional: voltamos ao mundo?” em Perfiles Latinoamericanos, nº 61, vol. 31. Flacso México. doi: dx.doi.org/10.18504/pl3161-005-2023
*Kan Julián (2015): Integração desde cima. Empresários argentinos frente ao MERCOSUL e à ALCA, Buenos Aires, CICCUS-Imago Mundi.
*Kan Julián (Compilador) (2016): O Não à ALCA dez anos depois. A Cúpula de Mar del Plata e a recente integração latino-americana. Buenos Aires: Editorial da FFyL-UBA.
*King, Katiuska. (2016). Estudo de escopo sobre arquitetura internacional. Latindadd.
*Marchini J., J., Kupelian, R., Urturi, A., Wierzba, G. (2013). A unidade e integração da América Latina. A sua história, o presente e o foco numa oportunidade sem precedentes. Buenos Aires: CEFID-AR.
*Martins Carlos Eduardo (2013): Os restos da integração e a América do Sul, Buenos Aires: CLACSO.
*Merino G. e Morgenfeld L (Eds.) (2025). Nossa América, os Estados Unidos e a China. Transição Geopolítica do Sistema Mundial. CLACSO/Tricontinental
*Morgenfeld Leandro (2011): Vizinhos em Conflito. Argentina e Estados Unidos nas Conferências Pan-Americanas (1880-1955), Buenos Aires, Peña Lillo / Ediciones Continente.
*Noyola Ariel, Silva Flores Consuelo e Kan Julián (2018) (Coordenadores): América Latina: uma integração regional fragmentada e sem rumo. Buenos Aires: CLACSO, IADE, MEGA2. ISBN 978-956-398-302-9.
*Rapoport Mario e Cervo Amado (2002): O Cone Sul. Uma história compartilhada. Buenos Aires, FCE.
*Rocha V. Alberto (2018): “A integração autônoma da América Latina: o papel relevante da CELAC”, em Globalização Neoliberal em Crise (José Luis Calva, coordenador). Conselho Nacional de Universidades e Universidade de Guadalajara, Cidade do México, México.
*Rocha V. Alberto (2019): “A dimensão político-institucional dos processos de integração da América Latina (2000–2016)”, Anuário Latino-Americano. Ciência Política e Relações Internacionais, Volume 7. Universidade Maria Curie-Sklodowska, Lublin-Polônia.
*Rocha V. Alberto (2019): “A América Latina nas águas turbulentas da multipolaridade da ordem mundial emergente. Política regional e geopolítica (2000-2018), Revista de Sociologia nº 29. Universidade Nacional de San Marcos, Lima, Peru.
*Rocha V. Alberto (2023) (Coordenador): América Latina na ordem mundial emergente do século XXI. Do progresso autônomo à regressão heterônoma. Universidade de Guadalajara, México.
*Morales Ruvalcaba, Daniel e Rocha Valencia, Alberto (Editores) (2024): Poder Nacional e Geoestruturas Internacionais. Ed. Springer, EUA.
* Rocha Valencia, Alberto (2025): “Liderança dos BRICS e a Configuração da Ordem Multipolar: Competição e Cooperação em Cenários Regionais”. In A Competição entre as Grandes Potências. Multipolaridade Refletida em Cenários Regionais. Ed. Tirant lo Blanch. Espanha.
*Silva Flores Consuelo e Martins Carlos Eduardo (2013): Novos cenários de integração na América Latina, Editorial Arcis-CLACSO, Buenos Aires / Santiago do Chile.
*Soler Ricaurte (1980): Ideia e Questão Nacional Latino-Americana. Da Independência à Emergência do Imperialismo. México: Siglo XXI
*Silva, C. e Lara, C. (2014). Aprofundar a integração financeira regional. Dilemas e desafios atuais, na Revista Nueva Sociedad, nº 250. FF Ebert. Buenos Aires. Abril.
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

O contexto internacional, a situação na região e as questões levantadas nos levam a colocar a América Latina e o Caribe (ALC), como região, no centro da pesquisa que planejamos realizar. Dessa forma, acreditamos que os mecanismos de integração regional e sub-regional devem continuar sendo os principais pontos de referência para conexão, cooperação e complementaridade na América Latina. É previsível que as disputas regionais internas e a crise internacional continuem a dificultar negociações e soluções multilaterais mais amplas. Daí a necessidade de analisar as condições e alternativas, tanto para fortalecer as relações intrarregionais quanto para ajudar a enfrentar os desafios comuns impostos por um mundo com muitas incertezas e em processo de reestruturação sistêmica.

A América Latina e o Caribe iniciaram seu processo de integração econômica na década de 1960, vivenciando estágios de relativo progresso e, sobretudo, retrocessos significativos. Surgiram uma série de questões a respeito do regionalismo: fechado e desenvolvimentista? Aberto e comercialista? Alternativo e neodesenvolvimentista? Em relação à integração: uma região? Várias sub-regiões? Intergovernamental? Supranacional? Um meio-termo? E em relação à autonomia: capacidades endógenas? Capacidades exógenas? Uma combinação? Alinhamento com um dos dois polos geopolíticos? Uma trajetória histórica distinta?

É importante ressaltar que o processo de pesquisa que iniciamos deve adotar uma abordagem sistêmica global e regional; ou seja, deve abordar a região dentro do contexto do sistema capitalista global — o moderno sistema capitalista e colonial global, como observariam Immanuel Wallerstein e Aníbal Quijano. Tudo isso nos leva a uma análise a partir de uma perspectiva de pesquisa que considere aspectos como:

- O impacto de um novo cenário geopolítico global que está levando a reposicionamentos estruturais, mudanças de papéis, disputas inter-hegemônicas e uma redefinição das prioridades dos Estados tanto na região quanto no mundo.

- A influência da polarização geopolítica global na região sobre a competição aberta entre correntes (geo)políticas: conservadora-neoliberal versus progressista-neodesenvolvimentista; e os consequentes problemas de uma divisão geopolítica regional com maior influência dos EUA na região.

- As consequências da presença e das ações dos Estados Unidos e da China na regionalização, integração e autonomia da região, bem como nas ações dos governos e das forças sociopolíticas da região.

Um novo perfil do comércio exterior regional está emergindo devido ao relativo deslocamento de mercados tradicionais em crise e à crescente importância de novos mercados emergentes, particularmente na China e na região Ásia-Pacífico. Isso impulsionou uma mudança significativa e favorável nos termos de troca para as exportações de certas matérias-primas (alimentos, energia, minerais, entre outras), nas quais a América Latina se especializou. Isso representa uma oportunidade para mudanças estruturais em resposta aos novos desafios ambientais, tecnológicos e materiais em termos de geração de empregos.

-O retorno essencial ao centro das atenções acadêmicas dos problemas da dívida internacional, do comportamento dos mercados de capitais e da evolução do balanço de pagamentos nos países periféricos. E aqui, devemos também levar em conta os papéis desempenhados pelos Estados Unidos e pela China na dinâmica da economia regional e das economias nacionais.

É importante reconhecer que o novo cenário global desafiou o modelo econômico neoliberal predominante no Norte Global e levantou questões sobre a necessidade de um modelo alternativo de desenvolvimento econômico no cenário internacional. Sem dúvida, a atenção está voltada para o modelo de desenvolvimento econômico da China e para as economias em expansão da região Ásia-Pacífico.

É evidente que a América Latina e o Caribe enfrentam diversas encruzilhadas. Visões internacionais sobrepostas e conflitantes, bem como mudanças estruturais, afetam a região. A necessidade de analisar e debater alternativas que abordem estrategicamente modelos de desenvolvimento para suas economias semiperiféricas e periféricas é evidente. Esses modelos devem permitir que a região modifique e expanda suas estruturas produtivas e complemente suas economias, enfatizando políticas ativas para compensar as assimetrias intra e extrarregionais. A compreensão da estrutura política e institucional necessária, bem como da governança na economia e na política, deve necessariamente levar a uma discussão sobre o modelo geral de desenvolvimento e integração que os países da América Latina e do Caribe geralmente necessitam. É possível e esperado que os governos, com diferentes graus de ênfase, possam retomar o processo de avaliação realista das limitações, desafios e potencial para a elaboração de um modelo de desenvolvimento adequado e um rumo positivo para a integração regional.

A tarefa prioritária de desenvolver uma plataforma acadêmica para estudar e analisar as condições e alternativas para promover a regionalização, a integração e a autonomia regional foi novamente definida. Para atingir esse objetivo, não bastará simplesmente gerar análises críticas das condições regionais existentes; será necessário criar mais oportunidades para analisar e debater diagnósticos e, sobretudo, para desenvolver propostas alternativas.

O desafio é encontrar, de forma realista, um caminho consistente e eficaz a seguir. Isso exige uma análise minuciosa do percurso já realizado e uma avaliação dos progressos e limitações das experiências e iniciativas de regionalização, integração e autonomia regional. Exige também aprender com a história para evitar a repetição dos enormes descompassos entre os sonhos e as realizações concretas. O debate é relevante e instigante. Este Grupo de Trabalho pode desempenhar um papel positivo no seu avanço.

-Colacrai M. (2009). As contribuições da teoria da autonomia, uma genuína contribuição sul-americana. A autonomia é hoje uma categoria obsoleta ou enfrenta o desafio da renovação em um contexto mais complexo e interdependente?, em Lechini G., Klagsbrunn V. e Williams G. (orgs.), em Argentina e Brasil: superando preconceitos: as variadas facetas de uma concepção estratégica. Rio de Janeiro: Editorial Revan.
Kan Julián e Lucietto Franco (2021): "O lugar da Guerra Fria e a Doutrina de Segurança Nacional na Teoria da Dependência. Um Levantamento das Obras de Theotonio Dos Santos e Ruy Mauro Marini" em Schneider Alejandro (Eds): América Latina: Sob a Sombra da Guerra Fria. Buenos Aires: Teseo Editorial / CLACSO
Marchini J., J., Kupelian, R., Urturi, A., Wierzba, G. (2013). A unidade e integração da América Latina. A sua história, o presente e o foco numa oportunidade sem precedentes. Buenos Aires: CEFID-AR.
*Martins Carlos Eduardo (2013): Os restos da integração e a América do Sul, Buenos Aires: CLACSO.
*Morales Ruvalcaba, Daniel e Rocha Valencia, Alberto (Editores) (2024): Poder Nacional e Geoestruturas Internacionais. Ed. Springer, EUA.
-Tussie, D. (2015). Relações Internacionais e Economia Política Internacional: notas para debate. Relações Internacionais, nº 48, 155-175.
-Puig, JC (1984). América Latina: políticas externas comparadas. Buenos Aires: Grupo Editor Latinoamericano.
Rocha V. Alberto, Marta Guadalupe Loza V e Ma. Francisca de la Luz Bermejo P. (Coordenadoras) (2023): Contribuições teóricas para a compreensão da América Latina. Universidade de Guadalajara. Guadalajara, Jal. México.
-Van Klaveren, A. (1992). “Compreendendo as políticas externas da América Latina: um modelo para montar”. Estudos Internacionais, (98) 169-216.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
Aprofundar a investigação das realidades nacionais, sub-regionais e regionais, num contexto global mais incerto.
Analisar e problematizar o estado atual dos projetos regionais existentes (MERCOSUL, CAN, CELAC, ALBA, MCCA) e o impacto do cenário de disputa hegemônica global sobre as iniciativas.
Seminário anual interno de pesquisa, com três edições em formato virtual, para analisar o impacto da reconfiguração do cenário internacional nas estratégias de integração e as possibilidades de novos modelos regionais.
Formação de subgrupos de troca e trabalho para abordar tópicos específicos:
A) Fórum CELAC e ligações com a China
B) Reconfiguração do USMCA
C) Situação atual do MERCOSUL e impacto do TLC com a UE
D) Situação atual da CAN
E) Novos exemplos de regionalismo e integração
F) Mudanças no cenário político da região e seu impacto no regionalismo.
1 livro coletivo do GT.
3 livros específicos de autoria de membros do GT em parceria com outras instituições, resultantes das atividades mencionadas.
Preparação de Boletins (continuação do Boletim "Integração Regional: Uma análise crítica") e documentos de trabalho.
Painéis de discussão e troca de ideias, cujas gravações são posteriormente reproduzidas pelas redes CLACSO.
Atividades com GTs semelhantes às nossas no âmbito do eixo principal da Geopolítica e Integração.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Transmitir a análise crítica das reflexões sobre regionalismo e integração aos diversos atores da sociedade civil com os quais temos contato.
Desenvolver atividades de treinamento com organizações sociais, empresariais e governamentais sobre o tema da GT.
Painéis de discussão compostos por representantes da GT e de organizações sociais.
Elaboração de boletins para divulgar as análises realizadas.
Produção de vídeos e podcasts curtos e dinâmicos que permitam o questionamento e a interação entre os diversos atores sociais interessados ​​nas questões regionais e na conjuntura política em constante mudança.
Aprofundar a ligação com diversas organizações da sociedade civil.
Ministrar cursos de treinamento online.
Para dar maior visibilidade às produções da GT e ter impacto nas agendas de regionalismo e integração.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
Para alcançar canais de comunicação mais fluidos com organizações multilaterais e regionais, onde os resultados da GT possam ter um impacto maior.
Coordenar com movimentos sociais, sindicatos, ONGs, partidos políticos e setores acadêmicos a discussão de estratégias de integração novas e inovadoras para a situação atual da região da América Latina e do Caribe.
Articulação com redes existentes que tenham interesse no problema regional: GRIDALE, CALAS, REDEM, SEPLA.
Desenvolver atividades de formação com organizações sociais, painéis, seminários e cursos.
Elaboração de documentos com propostas para aprimorar os órgãos de integração existentes.
Relações mais estreitas com os responsáveis ​​pela formulação de políticas externas nos governos da região.
Formação de líderes de organizações sociais e políticas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Aprofundar os laços existentes com outras redes e gerar novos relacionamentos que aumentem o impacto da GT.
Fortalecer os laços com organizações que priorizam a cooperação Sul-Sul em suas agendas.
Fortalecer os vínculos existentes com as seguintes redes: SEPLA, REDEM, GRIDALE.
Renovar e fortalecer a colaboração com as seguintes instituições:
-Fundação para a Integração Latino-Americana (FILA)
-CEEN Central de Entidades Empresariais Nacionais da Argentina.
-ALAMPYME: Associação Latino-Americana de Micro, Pequenas e Médias Empresas
-CENTRO SUL – Genebra
-Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR)
-Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA)
-Comitê para a Abolição da Dívida do Terceiro Mundo (TDCTM),
-Instituto Transnacional (TNI)
-Instituto Tricontinental
-LATINDADD
- RJFALYC
Atividades conjuntas de formação com as redes acima mencionadas.
Publicação de livros e relatórios.
Criar espaços para troca de ideias, discussão e formação.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 36
Elizabeth Córdoba Alvarado
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Elizabeth Vargas García
Centro Universitário de Ciências Sociais (CUCSH) da Universidade de Guelph
México
Leonardo Federico Manchon Cohan
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Geneviève Marchini
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Ramiro Luís Bertoni
Instituto Argentino para o Desenvolvimento Econômico
Argentina
José Rivas Alvarado
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Maria Teresa Zegada
Centro de Estudos da Realidade Econômica e Social
Bolívia
Julieta Ramirez Torres
Faculdade de Economia
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Julian Kan [Coordenador]
Escola de Política e Governo
Universidade Nacional de San Martin
Argentina
Fernando Gabriel Romero
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Mariana Aparicio Ramírez
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Alexis Nicolas Saludjian
Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Daniel Morales Ruvalcaba
Escola de Estudos Internacionais, Campus de Zhuhai, Universidade Sun Yat-sen, China
China
Gonzalo González Fierro
Universidade
Equador
Roberto Rodolfo Georg Uebel
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
Brasil
Francisco Ernesto Pérez De Rada
Universidade Católica da Bolívia
Bolívia
Luciano Wexell Severo
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Jorge Marchini
Centro de Pesquisa e Gestão da Economia Solidária
Argentina
Alejandra Bussalleu Cavero
Universidad Peruana Cayetano Heredia
Peru
Rei Katiuska [Coordenador]
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Pablo Casillas Herrera

José Enrique Aguirre Torres
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Flávia Lessa De Barros
Departamento de Estudos Latino-Americanos / Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Brasília - UnB
Brasil
Amanda Barrenengoa
UNIVERSIDADE DE LA PLATA
Argentina
Jaime Antonio Preciado Coronado
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Karina Loretta Oliva Perez
Fundação Plebeia
Chile
Ricardo Domínguez Guadarrama
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Gerald Solano Aguilar
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Milton Lahuerta
Universidade Estadual Paulista
Brasil
Isaac Rudnik
ISEPCI
Argentina
Ariela Ruiz Caro
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Gabriel Did Daub De Vuono
Universidade de São Paulo
Brasil
Allen Sabinus Henry
PAPDA
Haiti
Lucas Kerr Oliveira
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
José Briceño Ruiz
Centro de Pesquisa sobre a América Latina e o Caribe
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Alberto Rocha Valência [Coordenador]
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México