Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas

Grupo de trabalhoEconomia política da informação, comunicação e cultura

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Economia política da informação, comunicação e cultura
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Isabel Ramos
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
César Bolaño
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Daniela Inés Monje
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Num contexto global marcado pelo aprofundamento das desigualdades, pela consolidação do neoliberalismo autoritário (Bruff e Tansel, 2019) e pela acelerada plataformização dos processos de produção (Parikka, 2021; Srnicek), e pelas práticas sociais e culturais, cujos impactos nos países da América Latina e do Caribe têm estado no centro das agendas de pesquisa e intervenção na região nos últimos anos, a Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPIC) apresenta-se como um campo de reflexão crítica com grande potencial para analisar e propor alternativas transformadoras a essas novas lógicas que estruturam as sociedades contemporâneas.

Processos como a datificação da esfera pública, a mineração de dados e a implantação de sistemas algorítmicos sob controle corporativo global estão moldando um cenário que não apenas redefine as relações sociais, mas também intensifica os processos de apropriação privada do conhecimento socialmente produzido, a dependência e o colonialismo digital no Sul Global. Em resposta, este Grupo de Trabalho visa consolidar uma agenda situada capaz de articular a pesquisa acadêmica e a defesa social em prol de uma nova ordem de comunicação ética, inclusiva e democrática.

A pesquisa em Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPIC) contribui com elementos fundamentais de análise para o pensamento crítico em comunicação, abordando a dialética do acesso e do controle da informação em nossas democracias latino-americanas. Esta proposta dá continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de seis anos pelo Grupo de Trabalho EPICC e se insere em uma tradição do pensamento crítico latino-americano, que remonta, inicialmente, à publicação de três livros pelo CLACSO — incluindo uma extensa antologia do período formativo da EPC nas décadas de 1970 e 1980 — e a dois dossiês publicados na revista EPTIC (Brasil) e em Avatares de la Comunicación (Argentina), conforme pode ser verificado no relatório dos três primeiros anos do grupo.

No segundo trimestre, esses esforços prosseguiram com a criação do boletim informativo Contra Senso, que publicou três edições, bem como o livro Economia Política e Cultura: A Batalha pela Comunicação na América Latina do Século XXI, de César Bolaño, publicado pela CLACSO e Ciespal. Este livro foi concebido com o propósito didático de apoiar a formação de pesquisadores nesta área. Durante este período, priorizou-se a colaboração com outros grupos de trabalho e instituições da área. Por exemplo, foi organizado um painel no congresso da IAMCR de 2024, que resultou em um diálogo com os editores da revista Plataforma e Sociedade. Este diálogo contou com o apoio do Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) e do Centro de Estudos de Economia Política da Comunicação e Cultura (CEPOS) da Universidade Federal de Sergipe, que realiza pesquisas significativas sobre a regulação de plataformas. Como resultado, estamos atualmente editando um dossiê para esta publicação. Essas atividades estão entre as descritas no relatório dos últimos três anos.

A relação com outros Grupos de Trabalho tem sido desenvolvida desde o início, priorizando a organização de painéis nos encontros da CLACSO no México e em Bogotá, especialmente (mas não exclusivamente) com outros grupos dedicados à comunicação. Isso culminou na criação, em 2025, da Rede de Comunicações Democráticas em Bogotá, com a participação dos Grupos de Trabalho sobre Apropriação de Tecnologias Digitais e Interseccionalidade e Comunicação, Cultura e Política, bem como outras instituições relevantes, como a Internet Cidadã. A proposta atual é dar continuidade a essa colaboração por meio da organização de seminários e eventos presenciais e virtuais, da publicação do boletim informativo e de outras iniciativas editoriais. Além dos grupos com os quais já colaboramos, propomos, após a renovação de nossa estrutura, organizar pelo menos um seminário e possíveis publicações em seus respectivos boletins informativos com o Grupo de Trabalho sobre Crise e Economia Mundial e com a Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico (SEPLA).

Do Relatório McBride ao Fórum de Porto Alegre, ou ao Fórum Social da Internet, acadêmicos, comunicadores e movimentos de libertação social vêm reivindicando outra estrutura de comunicação baseada na análise da economia política e na contribuição do conhecimento materialista na comunicação para a apropriação social das novas tecnologias e sistemas de informação.

Este Grupo de Trabalho visa dar continuidade à articulação, ao agrupamento e à promoção dos estudos econômico-políticos e da teoria crítica da mediação, recuperando o legado histórico e científico da produtiva escola latino-americana (Monje, 2019), cuja gênese é claramente explicada na antologia supracitada e que permanece muito ativa nos âmbitos latino-americano e global, e, neste momento, muito evidente nas ciências sociais, dada a centralidade que a informação e a comunicação assumiram na estrutura do capitalismo com as plataformas digitais e a expansão dos sistemas de inteligência artificial. Nesse sentido, apresenta-se uma proposta dirigida tanto à comunidade acadêmica quanto aos movimentos e coletivos sociais que defendem uma nova ordem informacional em tempos de plataformização e algoritmos (Srnicek, 2018).

Fiel à sua tradição de unir vontades e coordenar esforços crítico-reflexivos no campo da comunicação e da cultura, o Grupo de Trabalho EPICC visa, em suma, a dar conta do pensamento mais avançado sobre o tema, a fim de formular uma crítica teórica bem fundamentada, bem como análises inovadoras das alternativas democráticas emergentes para o progresso, que devem ser consideradas geopoliticamente, utilizando novas estruturas e ferramentas analíticas (Parikka, 2021; Zuboff, 2020). As linhas de trabalho definidas durante o segundo triênio do grupo são:

I. EPISTEMOLOGIA E TEORIA DA ECONOMIA POLÍTICA DA COMUNICAÇÃO.

II. ESTRUTURA DE PROPRIEDADE E POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO NA AMÉRICA LATINA.

III. ECONOMIA SOCIAL DA COMUNICAÇÃO.

IV. GEOPOLÍTICA E A GEOLOGIA DA INFORMAÇÃO.

V. CAPITALISMO DE PLATAFORMA E ALTERNATIVAS REGIONAIS.

VI. CONECTIVIDADE E TIC NA AMÉRICA LATINA.

VII. CIBERATIVISMO E COMUNICAÇÃO EMERGENTE NA CULTURA DIGITAL

VIII. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E COLONIALISMO.

Para o terceiro triênio, está prevista uma reconsideração e um ajuste (possivelmente uma redução no número) dessas linhas de investigação. Esse trabalho será realizado coletivamente em seminários virtuais específicos, com a participação de todo o grupo. Em todo caso, em torno dessas linhas de pesquisa — a conexão entre os aspectos culturais e comunicativos, tecnológicos e econômicos, e político-informacionais e tecnoestéticos que fundamentam o modelo de análise do EPC latino-americano — buscamos definir o arcabouço teórico e analítico para uma compreensão abrangente da inter-relação entre os diferentes níveis de ação. Esse arcabouço visa revelar tanto os problemas práticos quanto a lógica atual da desinformação, como aspectos substantivos dos modelos de representação ideológica presentes na prática teórica contemporânea.

A Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (PEC) é uma tradição de pesquisa que hoje se mostra mais do que relevante para a análise das complexas lógicas organizacionais da chamada Sociedade da Informação e/ou do Conhecimento, na medida em que conecta ou reconecta o histórico e o social com a dominação da natureza, quando se trata de compreender as práticas e lógicas sociais concretas que fundamentam as formas de desenvolvimento contemporâneo da chamada economia da inovação.

BRUFF, I.; TANSEL, CB (2019). Neoliberalismo autoritário: trajetórias de produção e práxis do conhecimento. Globalizações, 16(3):233-244. DOI: 10.1080/14747731.2018.1502497.
MONJE, D. (2019) Gênese do debate latino-americano sobre políticas de comunicação na década de 70. Tendências e regressões contemporâneas. Da Nova Tecnologia Mundial da Informação e Comunicação (NWICO) à Conferência Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI). A Contracorriente: Revista de Estudos Latino-Americanos. Dossiê: Texturas das décadas de 60 e 70. Vol. 16, nº 2. ISSN: 1548-7083. Editora: New York State University. EUA. 2019. Disponível em: https://acontracorriente.chass.ncsu.edu/index.php/acontracorriente/article/view/1862/3229
PARIKKA, J. (2021) Uma Geologia dos Meios. Tradução: Maximiliano Gonnet. Coleção: Futuros Próximos.
SRNICEK, N. (2018) Capitalismo de plataforma. Caixa preta.
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

A Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPICC) analisa como a comunicação e a cultura participam do processo de acumulação de capital. Isso abrange diversas questões relacionadas ao papel da mídia nesse processo, às relações de poder expressas dentro do sistema cultural no contexto da crescente integração da mídia de massa à estrutura econômica, à estratificação e desigualdades de classe, às condições de produção, distribuição e troca das indústrias culturais e às relações entre os centros de poder político e econômico. Em suma, considera as classes sociais, a mídia, a relação entre produção material e intelectual e as políticas de comunicação (Herscovici et al., 1999). Vincent Mosco definiu a EPICC como o estudo das relações sociais, especialmente as relações de poder, que constituem a produção, distribuição e consumo de recursos, incluindo os recursos de comunicação (Bolaño, 2007). As contribuições precursoras da EPC podem ser encontradas a partir da década de 1960, nas obras de autores como Dallas Smythe, Herbert Schiller, Paul Baran, Paul Sweezy, Nicholas Garnham, Graham Murdock, Peter Golding, Bernard Miège, Patrice Flichy, Dominique Leroy (Herscovici et al. 1999:12).

Na América Latina, desde as décadas de 1970 e 1980, análises pioneiras podem ser encontradas em autores como Juan Dias Bordenave, Leonardo Acosta, Enrique Sanchez Ruiz, Roque Faraone, Armand Mattelart, Hector Schmucler, Ingrid Sarti, Heriberto Muraro, Margarita Graziano, Mario Kaplún, Soto Acosta, Sergio Capparelli, César Bolaño, Sergio Mattos, Patricia Arriaga, Maria Arminda Nascimento Arruda, Diego Portales, Javier Esteinou Madrid, Adorfo Zinser, Othon Jambeiro, Alvaro Portillo, para citar apenas aqueles que compuseram a Antologia produzida pelo grupo EPICC/CLACSO (Bolaño et al, 2022), todos descendentes do estruturalismo histórico latino-americano, de autores como Raul Prebisch, Celso Furtado, Rui Mauro Marini e tantos outros que formam a gênese do pensamento crítico latino-americano sobre o Século XX. O intercâmbio com os autores do norte, mencionado no parágrafo anterior, é antigo.

Assim, por exemplo, em oposição ao behaviorismo positivista e às definições althusserianas dos aparelhos ideológicos de Estado, a obra inicial de Herbert Schiller foi inspirada pela filosofia de Freire, especificamente por sua Pedagogia do Oprimido (1970). Em 1974, seguindo Paulo Freire, ele argumentou que a manipulação da mente humana é um instrumento de conquista e que os meios de comunicação de massa possuem o poder de exercê-la. Enquanto isso, pesquisadores norte-americanos se propuseram a examinar como a mídia funcionava em relação à macroeconomia e sua conexão com outras instituições do sistema capitalista. Suas análises não eram estritamente econômicas, mas buscavam estabelecer relações entre as dimensões econômica e ideológica da mídia, destacando seu lugar no contexto da estrutura econômica internacional.

Quase simultaneamente, do outro lado do Atlântico, Graham Murdock e Peter Golding publicaram *Por uma Economia Política das Comunicações de Massa* (1974), na Inglaterra, onde defenderam a necessidade de se considerar as inter-relações entre as dimensões ideológica, econômica e política. Eles apontaram que há duas razões pelas quais os meios de comunicação são importantes na vida das pessoas: 1) proporcionam uma forma de ocupar grande parte do tempo livre e 2) são a principal fonte de informação e explicação dos processos sociais e políticos. Na França, desenvolveu-se uma linha de pesquisa em torno do Groupe de Recherches sur les Enjeux de la Communication (GRESEC), fundado em 1978 por Bernard Miège e Yves de la Haye. O parisiense Patrice Flichy também fazia parte desse grupo. Mas, antes deles, já circulavam as obras clássicas de Dominique Leroy, hoje raramente citadas, e de Jacques Attali, ainda muito influente no campo da música. Bolaño (2000) classifica a obra de espanhóis, como Enrique Bustamante e Ramón Zallo, como pertencente à segunda geração da escola francesa. Ele também classifica a obra de Alain Herscovici e dos canadenses da escola de Quebec, como Gaëtan Tremblay e seus colegas, dessa forma, enquanto Mosco descende mais diretamente do campo anglo-saxão. Aqui, devemos mencionar também os autores italianos, como Giovanni Cesareo, Richeri e Pilatti, que aparentemente não formaram uma escola própria, mas fazem parte das contribuições europeias mais amplas para o campo.

A influência dessas escolas de pensamento dentro da EPICC (Ciência Política da Educação) na América Latina tem sido muito limitada. Somente após o congresso da IAMCR de 1992, no Brasil, começou a ocorrer um certo grau de unificação nesse campo, que eventualmente passou a ser conhecido como EPICC, seguindo a nomenclatura anglo-saxônica. Contudo, mesmo hoje, essas são escolas distintas com influências diversas, geralmente surgindo separadamente e respondendo às suas próprias necessidades, com base em debates políticos e intelectuais locais. A América Latina, em particular, tem sua própria história, como fica claro pelos materiais publicados na antologia mencionada anteriormente, produzida pelo grupo EPICC/CLACSO. A introdução descreve explicitamente as características específicas, inclusive nacionais, do campo em diferentes países latino-americanos. A EPICC mexicana, por exemplo, está mais próxima da escola norte-americana, enquanto no restante do continente, com exceção do Brasil, a influência espanhola e, consequentemente, a influência francesa (da qual é amplamente dependente), cresceram desde então. Nos últimos anos, a influência francesa tendeu a diminuir, sendo ela própria influenciada pela abordagem hegemônica anglo-saxônica.

O EPICC brasileiro, por sua vez, continuou a evoluir autonomamente a partir de meados da década de 1980 e, desde o início da década de 90, estabeleceu um diálogo crítico com sua contraparte francesa. O EPICC argentino, por exemplo, tem recebido diversas influências, incluindo as brasileiras e, especialmente hoje, as espanholas. Não seria descabido adotar a hipótese de que o EPICC latino-americano é atualmente guiado por três influências principais: as tradições brasileira, espanhola e anglo-saxônica, sendo esta última amplamente hegemônica em todo o mundo. Obviamente, essa hipótese precisaria ser testada por meio de pesquisa — que o grupo EPICC teria grande interesse em apoiar — para mapear o estado da arte internacionalmente.

Embora este não seja um objetivo imediato do grupo EPICC, suas atividades, e esta proposta de continuidade, podem trazer elementos importantes para uma maior compreensão do problema, promovendo (a) o intercâmbio interno (latino-americano) por meio de seminários e todos os tipos de diálogo acadêmico e iniciativas de publicação em diferentes níveis, incluindo o diálogo interdisciplinar sobre os temas centrais do EPICC e (b) o diálogo internacional por meio de encontros e publicações, como já vem sendo desenvolvido até o momento, com o apoio da CLACSO e de outras instituições que o grupo conseguiu reunir.

Os estudos contemporâneos sobre EPICC na América Latina geraram uma nova agenda de problemas e abordagens teórico-metodológicas. Essa nova agenda inclui fenômenos como: a participação de tecnologias convergentes em ambientes regulatórios e produtivos associados aos Serviços de Comunicação e Telecomunicações, e a gestão e utilização de recursos e bens públicos no âmbito da administração do espectro radioelétrico.

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Becerra, M. (2015) Da concentração à convergência: políticas de mídia na Argentina e na América Latina. Editorial
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------------ (2007). Qual é a lógica das políticas de comunicação no Brasil? São Paulo: Paulus.
----------- (2000) Indústria Cultural, Informação e Capitalismo: (edição brasileira, São Paulo:
Hucitec); 2013 (edição espanhola, Barcelona:
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Bolaño, C. (Coord) (2022). Economia Política da Comunicação e Cultura na América Latina (1970 e 1980). CLACSO.
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Bruff, I., & Tansel, CB (2020). Neoliberalismo autoritário: Trajetórias de produção de conhecimento e práxis. In Neoliberalismo autoritário (pp. 1-12). Routledge.
De Charras, D. & Galup, L. (2018) Das indústrias culturais ao planeta Big Data. Em Sosa, N., Cardelli, M e San Cristóbal, A. (Comps.), Emergências. Repensando o Estado, as subjetividades e a ação política, Ed. Fundação Ciccus. Págs. 65-76. ISBN 978-987-693-763-4. Buenos Aires. Argentina.
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Gerber, B., Brant, J. e Mastrini, G. (2017) O progressismo em seu labirinto: principais políticas de mídia e comunicação no Cone Sul. Em Ominami, C. (Ed.) “A luz e a sombra dos governos progressistas”, Catalunha, Santiago do Chile. Chile.
Herrera Flores, J (2005) Direitos humanos como produtos culturais. Crítica do humanismo abstrato. Livros da Catarata. Espanha.
Herscovici, A., et al. (1999) Economia política da comunicação e da cultura: uma introdução. In Mastrini, G. e Bolaño, C. (orgs.) Globalização e monopólios na comunicação na América Latina. Rumo a uma economia política da comunicação. Biblos, Buenos Aires, Argentina.
Monitoramento da Propriedade dos Meios de Comunicação. Capítulo Argentina. Disponível em: https://argentina.mom-rsf.org/es/.
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Parikka, J. (2021) Uma Geologia dos Meios de Comunicação. Tradução: Maximiliano Gonnet. Coleção: Futuros Próximos. C
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
OBJETIVO GERAL DE TRÊS ANOS:
Consolidar e projetar a tradição crítica latino-americana da Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (PEC), por meio da produção e articulação de pesquisas teóricas e aplicadas que analisem as relações entre comunicação, cultura e processos de dominação capitalista, no contexto do capitalismo de plataforma, da datificação e da expansão da inteligência artificial; promovendo o diálogo interdisciplinar, a cooperação regional e internacional e os vínculos com movimentos e organizações sociais, a fim de gerar conhecimento situado, fortalecer agendas democráticas e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas para a justiça comunicacional na América Latina e no Caribe.

Objetivos específicos:

1. Revisão e atualização das linhas de pesquisa definidas no trimestre anterior.
2. Construir coletivamente uma agenda de trabalho comum para as novas linhas de trabalho e para as linhas restantes reestruturadas.
3. Propor articulações epistemológicas entre o EPICC e os Novos Materialismos, a fim de promover estudos sobre o tecnoceno relacionados ao campo da informação e comunicação.
4. Elabore uma matriz analítica para a integração transversal das diferentes linhas em um projeto de trabalho unificado.
5. Promover atividades conjuntas com outros grupos de trabalho da CLACSO, em particular o GT.
Grupo de Trabalho "Comunicação, Política e Cidadania", "Apropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades" e Grupo de Trabalho "Pensamento jurídico crítico e conflitos sociopolíticos"
6. Mapear redes e atores sociais para cooperação científica, intervenção e financiamento.
7. Desenho da metodologia de um projeto conjunto sobre os desafios teóricos e analíticos do EIPCC no estudo da IA ​​na América Latina.
1. Reuniões virtuais internas do GT
2. Elaboração do plano de pesquisa e produção de conhecimento
3. Sistematização das fontes
4. Criação de espaço de trabalho virtual e promoção de publicações da GT.
5. Reuniões virtuais com outros Grupos de Trabalho da CLACSO:
Nomes dos GTs com os quais trabalhamos na REDE
- Pensamento jurídico crítico e conflitos sociopolíticos
- Economia mundial e crise
1. Espaço virtual estruturado no sistema CLACSO para organização de grupos, trabalho coletivo e divulgação.
2. Seminários internos mensais.
3. Seminários semestrais em colaboração com outros grupos.
4. Elaboração de um relatório regional sobre o trabalho e os debates teóricos nas diferentes linhas de trabalho propostas.
5. Produzir informações e análises atualizadas que permitam projetar alternativas e diagnosticar os problemas presentes no capitalismo informacional que os países da região enfrentam.
6. Relativamente ao trabalho conjunto dos GTs: Elaboração de conclusões com possibilidade de publicação conjunta com artigos de investigadores de ambos os GTs.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Divulgar os resultados da pesquisa na comunidade acadêmica.
2. Devolver a informação aos atores institucionais.
1. Organização de painéis e outras atividades em eventos nacionais e internacionais de interesse.
2. Publicações
1. Painéis e outras atividades no seminário trienal da CLACSO.
2. Um livro por ano sobre um tema relevante, produzido pelo grupo ou em colaboração com outros grupos e/ou outras instituições e coletivos de trabalho.
3. Uma edição do boletim informativo Contra Senso por semestre (possivelmente em colaboração com outro GT).
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1. Intervenção social com atores dos setores público e sem fins lucrativos.
1. Oficinas e outras atividades de socialização em conjunto com entidades públicas e movimentos sociais.
1. Todos os esforços iniciais serão concentrados na consolidação do Fórum para a Comunicação Democrática, criado pelo grupo em conjunto com outros grupos de trabalho da CLACSO e outros atores da sociedade. O objetivo específico é ampliar o número e a influência dos atores envolvidos.
2. Workshops e outras atividades de formação
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Colaboração internacional com IAMCR, ALAIC FELAFACS, FLACSO, EPTIC Society, ALAS e SEPLA.
2. Coordenação em nível nacional com os institutos, grupos de trabalho e grupos de pesquisa relevantes.
(IEALC/Arg., CEA/Arg., CEHSEU/Cuba, FLACSO/Chi./Ecu.), UDELAR
(Urug.), OBSCOM-CEPOS/Br e outros
1. Troca de conhecimento.
2. Projetos conjuntos de pesquisa e divulgação.
3. Apoio financeiro
1. Reforçar os laços de cooperação a nível nacional e regional para a consolidação da GT.
2. Criar uma rede internacional de estudos comparativos sobre processos de plataformização e Inteligência Artificial.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 50
Diego García Ramirez
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Diego Rossi
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Diego De Charras
Departamento de Ciências da Comunicação, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade de Buenos Aires
Argentina
Katherine Marisela Castro Landaverde
Faculdade de Ciências e Humanidades, Universidade de El Salvador
El Salvador
Álvaro Andrés Terán Alban
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Gabriel Kaplún
Faculdade de Informação e Comunicação - Universidade da República
Uruguai
Elisabet Gerber
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Chile
Chile
José Roberto Pérez
Faculdade de Ciências e Humanidades, Universidade de El Salvador
El Salvador
Alejandra Gabriela Jiménez Ovando

Refaela Martins De Souza
Universidade de Coimbra
Portugal
Maria Madalena Doyle
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Odet Rodríguez Cruz
Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana
Cuba
Ruy Sardinha Lopes
Instituto de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo
Brasil
Alina Soledad Fernández
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Olga Milena Forero Contreras

Ezequiel Rivero
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Manoel Dourado Bastos
Universidade Estadual de Londrina
Brasil
Verlane Aragão Santos
Departamento de Economia e Pós-Graduação em Economia e Comunicação, Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Gustavo Buquet
Faculdade de Ciências da Informação (FIC). Universidade da República (UDELAR)
Uruguai
Daniela Inés Monje [Coordenador]
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Helena Martins Do Rêgo Barreto
Universidade Federal do Ceará
Brasil
Enrique Quibrera Matienzo
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Ana Laura Hidalgo
Departamento de Comunicação. Faculdade de Ciências Humanas. Universidade Nacional de San Luis
Argentina
Mariela Baladron
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Anderson David Gomes dos Santos
Universidade Federal de Alagoas
Brasil
Mauricio Herrera Jaramillo
Faculdade de Estudos Ambientais e Rurais
Departamento de Desenvolvimento Rural e Regional
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
María Soledad Segura
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Vitória Batiston
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Juan Diego Muñoz Socha

Luis Lozano
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Hilda Maria Saladrigas Medina
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Judith Gerbaldo
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Isabel Ramos [Coordenador]
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Denni Salvador Portillo Zavaleta
Departamento de Jornalismo, Universidade de El Salvador.
El Salvador
Juan Martín Zanotti
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Federico Beltramelli
Faculdade de Informação e Comunicação
Uruguai
Florencia Agostina Guzmán
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Mauro Larrea
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Hugo Nestor Mamani
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Wanda Fraiman
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Nancy Pierina Benites Alfaro
Universidade Nacional de Engenharia.
Peru
Gerardo Caetano
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
César Bolaño [Coordenador]
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Omayra Chauca Gonzales

Aníbal Orue Pozzo
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Ivonete Da Silva Lopes
Universidade Federal de Viçosa
Brasil
Angy Mora
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Carlos Fernández Hernández
Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana
Cuba
Carlos Peres De Figueiredo Sobrinho
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Victor Ricardo Ramirez Vazquez
Programa Universitário de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Nacional Autônoma do México
México