Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas

Grupo de trabalhoElites, desigualdade e democracia

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Elites, desigualdade e democracia
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Anahí Macaroff Lencina
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Florença Luci
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Nas duas primeiras décadas do século XXI, a América Latina e o Caribe consolidaram sua posição como uma das regiões mais desiguais do planeta, apesar dos ciclos de crescimento econômico, reformas redistributivas parciais e expansão de políticas sociais. A extrema concentração de renda e riqueza nos 10% mais ricos, e particularmente no 1% mais rico, está ligada a estruturas de poder econômico, político, midiático e tecnológico que transcendem fronteiras nacionais e reconfiguram formas de dominação. De uma perspectiva situada no Sul Global, o estudo das elites não se limita, portanto, a descrever o sistema social de "cima para cima", mas envolve questionar como esses grupos se organizam e se legitimam, e como contribuem para produzir e naturalizar desigualdades persistentes em um contexto de democracias contestadas.

A região testemunhou profundas mudanças nos padrões de acumulação e na relação entre capital e Estado. As formas clássicas de poder oligárquico e grupos econômicos diversificados agora se sobrepõem às elites financeiras, extrativistas, tecnológicas e midiáticas, bem como a novos atores empresariais que ocupam diretamente a presidência, ministérios e gabinetes, e a agentes intermediários que, por meio da aplicação de conhecimento jurídico e contábil especializado, configuram circuitos transnacionais para a movimentação e organização do capital em nível global. Esses processos fazem parte da reconfiguração geopolítica da ordem mundial, marcada pelo declínio relativo da hegemonia dos EUA, pela ascensão da China e pela emergência de um mundo multipolar instável. A América Latina e o Caribe se veem presos em novas formas de dependência e integração subordinada, enquanto certos segmentos de suas elites se reposicionam como mediadores privilegiados dos fluxos de capital, tecnologia e recursos naturais.

Nesse contexto, a ascensão do capitalismo de plataforma e das infraestruturas digitais, que operam como dispositivos para extração de dados, reorganização do trabalho e construção do senso comum, torna-se central. Empresas de tecnologia globais e regionais concentram poder econômico, capacidade de vigilância e influência política por meio da gestão algorítmica da comunicação, da publicidade e da circulação de informações. A expansão dessa economia de plataforma no Sul Global se apoia em marcos regulatórios frágeis, práticas trabalhistas precárias e na captura de agências estatais, o que reforça tanto a concentração de poder nas mãos das elites digitais quanto a vulnerabilidade da maioria trabalhadora.

Em paralelo, a expansão dos discursos sobre “desenvolvimento sustentável” e “transições verdes” abriu uma nova arena para a intervenção das elites econômicas, financeiras e tecnológicas, onde a linguagem ambiental funciona tanto como vetor para reformas regulatórias quanto como estratégia para legitimar privilégios e perpetuar modelos extrativistas. A linguagem da sustentabilidade, do investimento responsável e da responsabilidade social corporativa tem sido apropriada de forma ambivalente: por um lado, viabiliza certas reformas e mecanismos de regulação e proteção ambiental; por outro, opera como estratégia de legitimação e “lavagem verde” que permite a manutenção de padrões de acumulação extrativistas, agroexportadores ou fortemente dependentes de combustíveis fósseis. Do ponto de vista do Sul Global, é crucial analisar como esses discursos corporativos “sustentáveis” se articulam com a continuidade de instituições privilegiadas, a baixa progressividade tributária e a apropriação das agendas públicas em torno da crise ecológica e das transições energéticas.

Da mesma forma, a região tem servido como campo de testes tanto para governos progressistas que buscam desafiar privilégios e promover políticas redistributivas, quanto para novos movimentos de direita e projetos autoritários que, em aliança com facções das elites, promovem agendas antiestatais, antitributárias, anti-gênero, anti-imigração e negacionistas das mudanças climáticas. As disputas em torno da democracia são atualmente travadas na interação entre elites econômicas, políticas, midiáticas e religiosas, centros de pesquisa e fundações transnacionais, todos os quais participam ativamente da construção de narrativas sobre mérito, ordem, segurança, família, nação e bem comum. De uma perspectiva contextualizada, analisar essas dinâmicas exige considerar tanto a evolução histórica das elites na América Latina quanto as recentes mudanças nos mecanismos de criação e legitimação de privilégios.

Analisar esses processos a partir da perspectiva do Sul Global também implica questionar pressupostos eurocêntricos que separam drasticamente Estado, mercado e sociedade civil, ou que concebem as elites como atores homogêneos que operam segundo uma racionalidade única. Na América Latina e no Caribe, as elites se constituem em campos heterogêneos, atravessados ​​por clivagens de classe, raça, gênero, territorialidade e laços coloniais, onde antigas linhagens oligárquicas, novos grupos empresariais, tecnocratas globalizados e elites digitais emergentes coexistem. Ao mesmo tempo, seu poder é sustentado por sua articulação com atores subalternos, mecanismos de gestão da vida cotidiana, sistemas de crédito e dívida e formas de violência estatal e paramilitar.

O Grupo de Trabalho sobre Elites, Desigualdade e Democracia situa-se, portanto, na intersecção de três processos-chave para o contexto contemporâneo da América Latina e do Caribe: a consolidação de estruturas de extrema desigualdade; a reconfiguração das elites no âmbito do capitalismo financeiro, digital e verde; e a crise e a luta das democracias, marcadas por dinâmicas de captura do Estado, ofensivas autoritárias e resistência social. A partir de uma perspectiva crítica e comparativa do Sul Global, o Grupo busca estudar esses processos de forma relacional, atentando tanto para as continuidades históricas quanto para as inovações do século XXI nos modos de concentração de poder, na legitimação de privilégios e na erosão ou expansão das possibilidades democráticas na região.

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3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

O Grupo de Trabalho sobre Elites, Desigualdade e Democracia visa abordar um campo de estudo que, apesar de sua recente expansão, ainda apresenta lacunas teóricas e políticas significativas quando analisado sob a perspectiva da América Latina e do Caribe. A literatura clássica sobre elites tem se concentrado na ocupação de posições formais de poder e na concentração de recursos estratégicos nas mãos de minorias organizadas. No entanto, é necessário atualizar essas discussões à luz das transformações do capitalismo financeiro, digital e verde, das reconfigurações geopolíticas e da ascensão de projetos autoritários e de extrema-direita na região.

Em termos teóricos, o Grupo busca articular três tradições: a sociologia das elites e do poder, a economia política das desigualdades e a teoria democrática crítica sobre regimes políticos, representação, cidadania e a qualidade da democracia. Essa articulação permite pensar as elites não apenas como "topoias" nacionais, mas também como nós em redes transnacionais que conectam capital extrativo, financeiro, midiático e tecnológico, organizações multilaterais, centros de pesquisa e governos, configurando um complexo arcabouço de captura regulatória, influência simbólica e redefinição das fronteiras entre as esferas pública e privada. Da mesma forma, a abordagem relacional propõe estudar, em conjunto, as estratégias das elites e as resistências, negociações e disputas levantadas por atores subalternos, movimentos sociais, organizações territoriais e coalizões políticas que buscam democratizar o poder e contestar o próprio significado da democracia.

A relevância social deste tema decorre do papel central das ações das elites na formação das desigualdades estruturais, na influência sobre as políticas públicas e na qualidade das democracias na região. Em contextos onde as pressões fiscais são frequentemente regressivas, as políticas fiscais são capturadas e os sistemas de proteção social são fragmentados, as decisões das elites relativas a investimentos, fuga de capitais, financiamento político e estratégias de responsabilidade social corporativa impactam diretamente a distribuição de renda, trabalho e risco. O Grupo de Trabalho visa gerar conhecimento que esclareça essas conexões, fornecendo evidências comparativas e análises qualitativas contextualizadas para compreender tanto a reprodução de privilégios quanto as possibilidades de democratização da economia e do Estado.

Em termos intelectuais, o Grupo propõe uma abordagem dupla. Por um lado, busca revisitar o apelo de Wallerstein (1999) para "abrir as ciências sociais", questionando a compartimentalização disciplinar e os postulados herdados que naturalizam a separação entre "economia", "política" e "sociedade", e que tendem a encarar as experiências latino-americanas como casos secundários de teorias produzidas no Norte Global. Por outro lado, visa construir uma perspectiva do Sul que reconheça as contribuições de pesquisas recentes sobre as elites na região, mas que também as conecte aos debates contemporâneos sobre capitalismo de plataforma, crise ecológica, racismo estrutural, tributação, patriarcado e trabalho de cuidado, e geopolítica multipolar.

A questão da democracia permeia e estrutura essas discussões. Em sociedades marcadas pela concentração de poder econômico e midiático, desigualdade extrema e violência estatal e paramilitar, as formas de intervenção das elites na esfera política não se limitam ao financiamento de campanhas ou à ocupação de cargos, mas também incluem a produção de narrativas sobre "ordem", "liberdade econômica", "meritocracia" e "sustentabilidade" que buscam legitimar o status quo e deslegitimar demandas redistributivas, feministas, antirracistas ou ambientais. Analisar essas disputas simbólicas é crucial para compreender por que certas formas de desigualdade se tornam toleráveis, inevitáveis ​​ou até mesmo desejáveis, e como elas se articulam com ataques ao multilateralismo, aos direitos humanos ou aos bens comuns.

O GT contribuirá, assim, para a renovação dos estudos sobre as elites sob quatro perspectivas:

a) aprofundar a análise dos mecanismos de captura do Estado, das instituições de privilégio e das formas de influência estrutural e instrumental das elites sobre as políticas públicas;

b) examinar as ligações entre as elites económicas, políticas, mediáticas e tecnológicas na produção de projetos autoritários, com ênfase nos dispositivos digitais e nas batalhas culturais;

c) investigar como as agendas de "transições justas", "capitalismo verde" e "inovação tecnológica" são apropriadas, reformuladas ou resistidas por diferentes facções de elite em um contexto regional e comparativo, e como essas disputas são articuladas por meio de narrativas, conflitos e regressões democráticas.

d) fornecer ferramentas conceituais e empíricas para a concepção de políticas fiscais, trabalhistas, ambientais e de regulação digital que contribuam para a democratização do poder e a redução das desigualdades.

Na perspectiva da CLACSO, a relevância do Grupo de Trabalho reside também na sua capacidade de conectar a pesquisa acadêmica com a formação e o engajamento público. O Grupo visa produzir conhecimento crítico em diálogo com organizações sociais, sindicatos, movimentos feministas, ambientalistas e territoriais, bem como com tomadores de decisão em políticas públicas. Por meio de pesquisas comparativas, programas de formação, materiais educativos e iniciativas de comunicação, buscará contribuir para os debates sobre tributação justa, regulação de plataformas digitais, transições energéticas, democratização do Estado e o desenvolvimento de alternativas que ampliem os horizontes da justiça social, ambiental e de gênero na América Latina e no Caribe.

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4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
Produzir conhecimento crítico, comparativo e situado sobre as elites econômicas, políticas, midiáticas e tecnológicas da América Latina e do Caribe, analisando como suas decisões (relativas a investimentos, políticas fiscais, financiamento político e controle de infraestruturas digitais) moldam a desigualdade estrutural e impactam a qualidade das democracias, a fim de gerar evidências situadas que nos permitam compreender os mecanismos contemporâneos de reprodução de privilégios e fundamentar estratégias para a democratização da economia e do Estado.

Analise os mecanismos de captura do Estado, privilégio institucional e poder estrutural e instrumental que permitem que diferentes facções da elite influenciem as agendas públicas, orientem os marcos regulatórios e moldem a distribuição de renda, trabalho e riscos.

Fortalecer uma comunidade de pesquisa transregional e multidisciplinar que integre jovens pesquisadores, com ênfase especial em equipes da América Central e do Caribe, promovendo metodologias inovadoras – como análise de redes, estudos fiscais, genealogias do poder, etnografias do mundo corporativo e análise digital comparativa – para estudar as transformações contemporâneas do poder.
Articulação e desenvolvimento de pesquisas individuais e coletivas sobre as elites econômicas, políticas, midiáticas e tecnológicas, com especial atenção às decisões de investimento, políticas fiscais, financiamento político, plataformas digitais e marcos regulatórios.


Seminários internos trimestrais para apresentar o progresso da pesquisa e trocar abordagens metodológicas (análise de redes, estudos fiscais, genealogias, etnografias do poder, análise digital comparativa).


Organização de reuniões e mesas-redondas temáticas com outros Grupos de Trabalho da CLACSO e com redes acadêmicas regionais (REPAL, ALAS, LASA, TRANDES), promovendo a comparação regional.


Mentoria e apoio a jovens pesquisadores, com ênfase em equipes da América Central e do Caribe.


Desenvolvimento coletivo do livro CLACSO GT, integrando capítulos nacionais e comparativos.


Elaboração de documentos de trabalho comparativos sobre captura do Estado, privilégio institucional, poder estrutural e instrumental, desigualdade e democracia.
Geração de conhecimento crítico, comparativo e situado sobre os mecanismos contemporâneos de reprodução de privilégios e seu impacto na desigualdade e na qualidade democrática.


Consolidação de uma rede de pesquisa sobre elites na América Latina e no Caribe, com participação ativa de jovens e países prioritários da CLACSO.


Publicação de um livro coletivo da CLACSO que sintetiza as conclusões do Grupo de Trabalho e incorpora análises sobre investimento, tributação, financiamento político, plataformas digitais e captura do Estado.


Fortalecimento das capacidades metodológicas e analíticas dos membros do GT, através da utilização de abordagens inovadoras para o estudo do poder.


Produção contínua de documentos de trabalho e sínteses regionais que forneçam evidências relevantes para debates acadêmicos e de políticas públicas.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Desenvolver uma estratégia para divulgar os resultados da pesquisa e promover o debate público.

Aumentar a visibilidade pública do GT e posicionar sua produção nos debates acadêmicos, políticos e sociais.


Formar novas gerações de especialistas por meio de cursos, workshops e seminários.
Organização de uma série de palestras com acadêmicos, ativistas, jornalistas e atores-chave.

Publicação e apresentação do livro CLACSO e outras produções coletivas em congressos e eventos regionais e internacionais.


Produção de livros de exercícios, ensaios, resumos de políticas, podcasts, vídeos e materiais gráficos.


Curso virtual regional sobre metodologias para o estudo de elites, desigualdade e democracia.


Participação em painéis e mesas de discussão nas conferências ALAS, LASA, REPAL, POLSOC e CLACSO.
Consolidar uma plataforma regional para disseminação e debate.

Publicação e divulgação dos resultados (livro/revistas). Continuação da publicação do Boletim Clacso “América Latina vista de cima”.

Maior circulação regional e internacional da obra da GT.


Promover debates sobre elites, desigualdade e democracia em redes acadêmicas e midiáticas.


Formação de novos pesquisadores especializados nos temas da GT.


Produção contínua de materiais acessíveis a públicos diversos.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
Fornecer ferramentas conceituais e empíricas para a elaboração de políticas fiscais, trabalhistas, ambientais e de regulação digital que contribuam para a democratização do poder e a redução das desigualdades.
Articular a produção acadêmica com as demandas e diagnósticos das organizações sociais, sindicais e territoriais.


Foco em agendas de políticas públicas: tributação justa, regulamentação de plataformas, transparência e qualidade democrática.


Fortalecimento das capacidades analíticas e de ação dos atores sociais estratégicos.
Gerar subsídios para atores sociais por meio de documentos de políticas públicas, a fim de fortalecer suas demandas por democratização com recomendações concretas para órgãos de controle e entidades reguladoras sobre como mitigar a captura de políticas públicas.

Reuniões com organizações multilaterais (CEPAL, PNUD, OIT), ONGs (OXFAM, Latindadd, Dejusticia), sindicatos, organizações territoriais e movimentos sociais para troca de diagnósticos sobre desigualdade, captura do Estado e qualidade democrática.



Produção de materiais de comunicação acessíveis que permitam um acesso mais amplo ao conhecimento gerado pela GT.


Organização de fóruns públicos, oficinas participativas e espaços de diálogo com movimentos feministas, ambientalistas, comunitários e territoriais para discutir estratégias de democratização do Estado, da economia e das infraestruturas digitais.


Participação na mídia e redação de artigos de opinião sobre desigualdade, elites e democracia para contribuir com o debate público.
Geração de subsídios estratégicos — resumos de políticas, documentos de análise e recomendações regulatórias — utilizados por atores sociais, sindicatos, movimentos e órgãos de controle para fortalecer as demandas por democratização e mitigar os processos de captura do Estado.


Maior articulação entre a produção acadêmica da GT e as lutas sociais por igualdade, transparência e qualidade democrática.


Ampliar o impacto público do GT por meio de materiais acessíveis e mecanismos de comunicação e defesa de direitos.


Fortalecimento das capacidades de análise crítica e intervenção em atores territoriais, feministas, ambientais, comunitários e sindicais.


Participação da GT em debates públicos e na mídia que questionam os significados sobre desigualdade, privilégio e democracia na região.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Ampliar e fortalecer os vínculos com outros Grupos de Trabalho da CLACSO, redes científicas regionais (REPAL, ALAS, ALACIP, TRANDES), centros membros e universidades no Sul Global.


Promover atividades de formação e publicações coletivas em diálogo com redes internacionais especializadas em desigualdade, democracia e elites.


Promover a cooperação académica Sul-Sul e Sul-Norte para enriquecer a análise comparativa e alargar a circulação do conhecimento produzido pela GT
Organização de reuniões, simpósios e grupos de trabalho em conjunto com outros Grupos de Trabalho da CLACSO (especialmente aqueles relacionados à democracia, tributação, trabalho, tecnologias e desigualdades).


Articulação com redes e programas internacionais (REPAL, TRANDES, POLSOC, LASA, ALAS) para desenvolver projetos comparativos, apresentações conjuntas e publicações compartilhadas.


Coordenação com universidades e centros de pesquisa no Sul Global para oferecer seminários, workshops e oportunidades de mobilidade acadêmica.


Gestão de edições especiais em revistas acadêmicas, dossiês temáticos e livros coletivos que integram pesquisas do GT e redes associadas.


Participação da GT em conferências internacionais e fóruns globais, com ênfase especial na circulação de jovens pesquisadores.
Estabelecer uma rede que conecte os diferentes espaços e instituições aos quais os membros da GT pertencem, com produção colaborativa e circulação ampliada do conhecimento.


Publicação de edições especiais, livros coletivos e artigos desenvolvidos em conjunto com redes acadêmicas internacionais.


Maior presença da GT nas agendas globais sobre desigualdade, democracia, tributação, digitalização e poder econômico.


Fortalecimento das capacidades de pesquisa comparativa e aprofundamento dos vínculos institucionais entre universidades, centros de pesquisa e organizações no Sul Global.


Aumento das oportunidades de formação, mobilidade académica e participação internacional para jovens investigadores no GT.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 59
Mónica Alejandra Vargas
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Alejandro Gaggero
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Elis Reis
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Débora Eliana Ascencio
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Gabriel Vommaro
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Inés Nercesian
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Carlos Alberto Adrianzén Bedoya
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Paula Vera Canelo
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Adriano Nervo Codato
Universidade Federal do Paraná
Brasil
Diego Fernando Martínez Vallejo
Universidade Sergio Arboleda
Colômbia
miguel serna
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Fernando Leiva Letelier
Centro de Pesquisa Dolores Huerta para a América
Universidade da Califórnia
Estados Unidos
Tomás Ilabaca Turri

Eduardo Bottinelli
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
José Francisco Durand
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Julieta Grassetti
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Moacir Freitas Júnior

Julián Cárdenas
Instituto de Estudos Latino-Americanos (LAI - ZI Lateinamerika-institut)
FU - Freie Universitat
Alemanha
Eliana Tavares Dos Reis
Universidade Federal do Maranhão
Brasil
Maria Cecília Lascurain
CENTRO DE INOVAÇÃO DOS TRABALHADORES
Argentina
Nayara Macedo De Medeiros Albrecht
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Harald Waxenecker
-
Guatemala
Maria Laura Farías
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Iyari Ríos González
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Jorgelina Ema Capitanich

Mariana Gené
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Mariana Heredia
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Márcia Paola Portela
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Alice Krozer
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Maria Alejandra Salas Porras Soulé
-
México
Juan Pablo Venables

Alfredo Joignant
Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Villegas Arce Villegas Arce

Marta Pontes De Campos

Grelhado Igor Gastal
Universidade Federal do Maranhão
Brasil
Mauricio Rentéria

Jorge Atria
Universidade Católica do Chile
Chile
Agustín Salerno
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Alejandra Colom Bickford

Vitória Gessaghi
INSTITUTO DE CIÊNCIAS ANTROPOLÓGICAS - FACULDADE DE FILOSOFIA E LETRAS
Argentina
Jonas Wolf

Irene Lungo Rodríguez
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Marina Gabriela Mendoza
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Thomas Grégoire Chiasson-Lebel
Centro de Pesquisa Dolores Huerta para a América
Universidade da Califórnia
Estados Unidos
Andrea Avila Serrano
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Diego Fabián Szlechter
-
Argentina
Bastian Gonzalez-Bustamante
Departamento de Gestão e Políticas Públicas, Faculdade de Administração e Economia, Universidade de Santiago, Chile
Chile
Esteban Arias Chavarria
Instituto de Soziologia Leibniz Universität
Alemanha
Rosa Spalding
-
Estados Unidos
Luís Miguel Donatello
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Programa de Pesquisa Econômica sobre Tecnologia, Trabalho e Emprego
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET)
Argentina
Rafael Machado Madeira
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Brasil
Anahí Macaroff Lencina [Coordenador]
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Vanessa Morales Castro
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Paulo Roberto Neves Costa

Camila Matrero
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Florença Luci [Coordenador]
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Roberto Casaglia
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Alexandre Ernesto Segóvia Cáceres
-
El Salvador
Francisco Robles-Rivera
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica