Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas
Grupo de trabalhoO istmo da América Central: perspectivas epistemológicas periféricas
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais e Direitos Humanos
Universidade Católica de Pelotas
Brasil
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Em seu retorno aparentemente eterno, a fragilidade democrática da América Central é mais uma vez percebida não apenas como uma ameaça latente, mas como uma realidade palpável, reposicionando os países do istmo centro-americano no mapa de progresso/regressão na qualidade de vida dentro dos territórios historicamente explorados de resistência no planeta que passamos a chamar de Sul Global. O presente dos povos deste espaço geográfico único, ponte e estreito entre oceanos e continentes, o istmo centro-americano, parece estar ancorado mais uma vez no passado, preso entre a violência e a resistência, entre a distopia e a utopia, que se entrelaçam e se sobrepõem às possibilidades do futuro.
As sociedades de nossos países, que vivenciaram a "loucura e a esperança" das guerras civis nas últimas décadas do século XX, não retornaram à guerra aberta ou ao confronto desenfreado entre facções ideologicamente opostas nestes primeiros anos do século XXI. Contudo, desde os Acordos de Paz de Esquipulas (final da década de 1990), uma forma frágil de democracia e um Estado semipatrimonial se estabeleceram em todos os governos nacionais do istmo — particularmente nos países do chamado Triângulo Norte. Esse tipo de regime permitiu que as elites políticas e econômicas utilizassem as instituições nacionais para seus próprios fins, manipulassem a lei e evitassem a prestação de contas pública e transparente. Trata-se de um modelo que, embora processualmente, em seus fundamentos e lógica liberal, pareça democrático, na prática opera sob princípios profundamente autoritários.
Na região, observa-se um fenômeno que encontra poucos obstáculos em seu caminho para a consolidação: a renovação da antiga lógica transnacional de repressão cidadã e supressão das liberdades civis como forma padrão de poder. Coexistimos com um sistema de governo que recompensa a impunidade e está farto do uso exacerbado e violento da força para manter o controle territorial, um sistema enraizado nos Estados-nação desde o fim do conflito armado.
Nos últimos anos, paralelamente à deterioração democrática e à restrição de direitos enfrentadas pela maioria dos países da América Central, houve um aumento da repressão estatal e da violência sob as políticas de Tolerância Zero. Em suma, o que vivenciamos hoje na América Central é a ascensão de modelos de segurança autoritários, já comprovadamente ineficazes em toda a região, com o uso manipulado de mecanismos legais para reprimir e prender opositores sob o pretexto de combater a insegurança cidadã e a corrupção.
Esse fenômeno é observado particularmente, mas não exclusivamente, nos países desse famoso Triângulo Norte da América Central — El Salvador, Guatemala e Honduras —, ao qual se soma de forma contundente a Nicarágua, onde um regime de governo abertamente ditatorial foi estabelecido desde pelo menos 2018, em meio à atual onda de novos autoritarismos que banalizam e instrumentalizam os significados de "estado de exceção".
El Salvador é o caso mais notório do período histórico atual. Desde que chegou ao poder em 2019, o presidente salvadorenho Nayib Bukele, que ironicamente se autoproclamou "o ditador mais descolado do mundo" nas redes sociais, implementou uma política de segurança no país que chamou a atenção de toda a América. Repressão intensa e encarceramento, especialmente de "mareros" — membros das notórias gangues do crime organizado na América Central — é o seu lema, caracterizado por batidas policiais em massa em bairros periféricos e julgamentos sumários, que já resultaram na prisão de até 75.000 mil pessoas.
A maioria dos salvadorenhos — com base em pesquisas de opinião pública que aprovam o governo Bukele — celebra viver em um clima supostamente mais seguro, com ruas livres de criminosos perigosos que, até recentemente, aterrorizavam a população. Há um inegável apoio popular no país a uma política de tolerância zero em relação às gangues, que se tornaram intrinsecamente ligadas ao narcotráfico e semeiam o terror no país desde o início dos anos 2000. Em última análise, para a grande maioria dos salvadorenhos, esses indivíduos não têm direito a direitos fundamentais. Organizações de direitos humanos denunciam as irregularidades e a violência cometidas pelo Estado salvadorenho, incluindo desaparecimentos, mortes em prisões e prisões arbitrárias de qualquer pessoa que pareça suspeita, entre outros abusos.
O ETERNO RETORNO E ALÉM
Nossas reflexões partiram da premissa de que os eventos na região do istmo da América Central não podem ser totalmente compreendidos sem considerar seus profundos vínculos com o restante da América Latina e do Caribe, onde em vários de seus territórios também se sentiu o crescimento do autoritarismo.
Além do ressurgimento desse tipo de visão de mundo, que muitas vezes se traduz em governos e regimes de imposição e intolerância, e que é aceito e até mesmo celebrado em alguns casos nas realidades sociais latino-americanas em geral, a América Central, especificamente, ainda apresenta características históricas que fazem da região um campo fértil para desequilíbrios e segregação: as regiões centrais e as capitais metropolitanas concentram recursos e investimentos em detrimento das áreas rurais periféricas; o litoral centro-americano, entre o Atlântico e o Caribe, em detrimento do Pacífico, é palco de maior desigualdade e pobreza. Essa área apresenta a maior expansão contemporânea da fronteira agropecuária (em alguns países, de forma violenta, como na Nicarágua e na Guatemala) e é alvo de projetos de desenvolvimento de infraestrutura (barragens hidrelétricas ou canais), concessões de mineração, expansão de monoculturas e privatização de reservas ambientais. E não é coincidência que os fundamentalismos religiosos atualmente prevalentes em toda a região sirvam de munição para ataques aos sistemas educacionais, alegando que esses sistemas "doutrinam" os alunos, quando o que se promove é a reflexão crítica sobre a realidade social. Também houve ataques ao ensino dos Direitos Humanos e aos estudos e políticas sobre igualdade de gênero e direitos sexuais e reprodutivos.
Em sociedades com níveis tão elevados de desigualdade e uma marcada tendência ao autoritarismo, ou mesmo a sua presença explícita, os fundamentalismos, incluindo e particularmente os religiosos, institucionalizam-se. Cria-se uma espécie de simbiose entre a "mão de ferro" e a voz de Deus, que protege as suas figuras e formas de opressão a partir do interior das estruturas de poder. Instalam-se estrategicamente em ministérios governamentais, fazendo-se sentir nos espaços de tomada de decisão da educação, saúde, cultura, segurança pública e em agências que salvaguardam os direitos humanos das populações vulneráveis. Geram políticas públicas impregnadas de moralismo religioso disfarçado de retórica secular.
A regressão é democrática, mas também civilizacional; é sintoma de uma policrise, tão pouco exemplificada em nosso istmo centro-americano, e revela um esgotamento sistêmico, onde a tendência é para um interregno até que outros sistemas, mais justos e cooperativos, sejam concebidos e possam florescer. Nossas epistemologias são periféricas porque nossas preocupações são centrais.
AGUILAR-ANTUNES, A. Um discurso político ístmico – uma integração regional centro-americana entre o significante vazio e a colonialidade do poder. Tese de Doutorado em Ciência Política. Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil. 2017.
CALIX, A. O círculo vicioso centro-americano. O Istmo. Recife. 2014. Disponível em: https://oistmo.com/2014/10/14/analise-el-circulo-vicioso-centroamericano/.
RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE PARA EL SALVADOR. Da Loucura à Esperança. A Guerra dos Doze Anos em El Salvador. Publicado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas em As Nações Unidas e El Salvador, 1990-1995. Série Livros Azuis das Nações Unidas, Volume IV, Nova Iorque, 1995.
Juvenicídio em El Salvador: da mão de ferro ao estado de exceção. (2025). Anuário de Estudos da América Central, 50(00), 1-47. https://doi.org/10.15517/ycet7n42
MENON, Gustavo et al. Povos, movimentos, saberes e migrações no istmo centro-americano. Volume 2 (Série América Central em Perspectiva Ístmica). Universidade de São Paulo. Faculdade de Artes, Ciências e Humanidades, 2023. DOI: https://doi.org/10.11606/9786588503430 Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1203
No que diz respeito à Articulação Centro-Americana, a O Istmo mantém um Grupo de Trabalho na CLACSO há 09 anos (desde o período de 2016-2018) e está atualmente mobilizando seu quarto triênio de atividades para o período de 2026-2028.
Temos produzido trabalhos editoriais e audiovisuais com análises aprofundadas e bem fundamentadas das lógicas econômicas e socioculturais entrelaçadas no istmo da América Central, principalmente por meio do questionamento das narrativas históricas, sociológicas e literárias hegemônicas de nossos territórios istmosos. Toda essa dedicação tem gerado uma reflexão-ação epistemológica das periferias em direção ao centro, uma contribuição teórica autoral do coletivo O Istmo, que permanece aberta e em constante evolução, e que denominamos "Perspectiva Ístmica".
O nome "O Istmo", aliás, busca problematizar semanticamente, por meio de um jogo fonético/gramatical com o português e o espanhol (considerando que a Articulação surgiu de iniciativas de centro-americanos na diáspora brasileira), o fato de que "O Istmo" não corresponde simplesmente ao equivalente português de "El Istmo" em espanhol. É um nome que busca posicionar politicamente a relação semântica do fonema [o] nessas duas línguas em relação à identidade istmiana da América Central. Ou seja, o fonema [o], que existe tanto em português quanto em espanhol, é classificado em diferentes classes gramaticais nas duas línguas. Em português, esse fonema é o pronome pessoal. E na língua espanhola é a conjunção disjuntiva. O mesmo fonema em duas línguas diferentes demonstra a certeza/questionamento da condição istmiana desses territórios na América Central em suas identidades.
A base do nosso trabalho reside numa abordagem tríplice para a compreensão do istmo: Territórios e Estados-Nação; Corpos e Subjetividades; Artes e Culturas. A partir deste entrelaçamento temático, desenvolvemos uma perspectiva crítica sobre a história turbulenta e a realidade contemporânea do istmo, visando uma compreensão profunda e autêntica dos fenômenos que moldam o seu desenvolvimento. No âmbito da reflexão e ação centro-americanista que promovemos, isto significa que nos dedicamos a compartilhar, produzir, sistematizar e disseminar conhecimento sobre a América Central, e a facilitar e conectar expressões culturais e sociopolíticas com as lutas dos povos nos territórios istmicos da América Central e nas suas diásporas, que já promovem ativamente transformações sociais emancipatórias na região.
Nossa fisionomia sociopolítica e geoestratégica singular confere à América Central uma posição geográfica distinta entre os oceanos Atlântico e Pacífico, como uma região inserida na arquitetura do sistema mundial. E "região" é um termo ao qual dedicamos especial atenção e ênfase. De modo geral, é frequentemente entendido como uma categoria simples, embora fundamental, no léxico político em geral, e especificamente na América Central, serve para se referir a uma suposta homogeneidade social e identitária — entendida principalmente por perspectivas estrangeiras — do grupo de países localizados no mapa da Grande Bacia do Caribe. No Istmo, contudo, essa noção não é simplesmente aceita. Pensar, questionar e propor novos significados para o termo "região" também é central para o nosso trabalho. Nessa direção, O Istmo busca ouvir e ecoar a diversidade de vozes que compõem esse espaço geográfico, territorial e simbólico, e nosso nome busca refletir política e linguisticamente a consciência das reflexões teóricas e epistemológicas fundamentais em nosso trabalho e propostas.
Dentro de nossa concepção e compreensão do conhecimento como uma construção coletiva, consideramos a interdisciplinaridade fundamental. Por essa razão, promovemos a presença de múltiplas tradições, disciplinas, abordagens teóricas e diversas gerações em nosso Grupo de Trabalho CLACSO, que funciona como o braço acadêmico de nossa Articulação Centro-Americana, O Istmo. Portanto, somos também uma rede de pesquisa, comunicação e mobilização sociopolítica e cultural em nível latino-americano, afirmando a necessidade de aprofundar o estabelecimento de relações horizontais e vínculos estratégicos entre a esfera intelectual e as lutas sociopolíticas na América Central, promovendo um contínuo de resistência e epistemologias alternativas em diferentes espaços centro-americanos.
Entendemos que essa posição e proposição são necessárias ao analisarmos o que poderíamos chamar de "círculo vicioso centro-americano", a espiral de fragilidades e retrocessos sociopolíticos na região (o "eterno retorno") que revela as profundas deficiências do projeto de Estado-nação e a natureza incompleta dos processos de democratização na América Central. Portanto, um eixo fundamental do nosso trabalho é o questionamento da forma do Estado e suas possibilidades, e propomos dois pontos de partida básicos para essa análise:
Uma apropriação crítica da teoria do Estado-nação soberano que leva em conta os atuais Estados da América Central e a realidade dos conflitos sociopolíticos contemporâneos que se manifestam na interface identidade/território.
Uma abordagem proativa às formas de relacionamento entre "pessoas" em seus diferentes significados (subalternidades, multidão, massas, sociedade civil, cidadania, alteridade, movimentos sociais, povos em movimento, maiorias populares, entre outros) e "Estado-nação" nas atuais condições capitalistas globalizadas, no contexto particular da América Central.
De tudo isso emergem, se baseiam e se projetam nossas linhas temáticas e de ação da Articulação Centro-Americana O Istmo e do nosso Grupo de Trabalho CLACSO:
Estado-nação, territorialidade, extrativismo, justiça ambiental, democracia e geopolítica;
Povos em movimento, movimentos sociais e espiritualidades e pedagogias críticas;
Literatura, artes, identidades, corpos, divergências sexuais e ativismo cultural.
Assim, fazemos parte do esforço coletivo e comprometido de energias intelectuais e políticas que se coordenam para buscar e produzir significados da identidade centro-americana que nos permitam traçar e mobilizar características desse espaço sociopolítico complexo e heterogêneo onde vivemos, sofremos, admiramos, almejamos e pluriversalizamos.
Assim, com a ideia de ampliar horizontes, inovar perspectivas epistêmicas, metodologias transdisciplinares e abordagens teóricas – em consonância com a situação regional e global, bem como abrir novas áreas de ação e lutas – buscamos estudar, compreender e dar sentido às sociedades centro-americanas.
Territórios, identidades e canais: os povos da América Central entre a geopolítica e a cosmopolítica. In: GARITA, N. (Org.). América Latina e seus povos em movimento. Heredia: Costa Rica, pp. 33-76. Letra Maya. 2018. Disponível em: https://sociologia-alas.org/2019/01/28/libro-america-latina-y-sus-pueblos-en-movimiento-dra-nora-garita/ Acesso em: 30 de outubro de 2022
CALIX, A. O círculo vicioso centro-americano. O Istmo. Recife. 2014. Disponível em: https://oistmo.com/2014/10/14/analise-el-circulo-vicioso-centroamericano/.
RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE PARA EL SALVADOR. Da Loucura à Esperança. A Guerra dos Doze Anos em El Salvador. Publicado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas em As Nações Unidas e El Salvador, 1990-1995. Série Livros Azuis das Nações Unidas, Volume IV, Nova Iorque, 1995.
Juvenicídio em El Salvador: da mão de ferro ao estado de exceção. (2025). Anuário de Estudos da América Central, 50(00), 1-47. https://doi.org/10.15517/ycet7n42
MENON, Gustavo et al. Povos, movimentos, saberes e migrações no istmo centro-americano. Volume 2 (Série América Central em Perspectiva Ístmica). Universidade de São Paulo. Faculdade de Artes, Ciências e Humanidades, 2023. DOI: https://doi.org/10.11606/9786588503430 Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1203
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
Desenvolver e executar um processo de reflexão e promoção científico-artística sobre o conceito/proposição autoral sociopolítica da Articulação Centro-Americanista O Istmo “Perspectiva Ístmica” — em desenvolvimento desde 2021 e que já estabeleceu eixos temáticos e linhas de ação — com o objetivo de consolidar teoricamente a ideia, em articulação com redes, projetos de pesquisa, coletivos e movimentos sociais, integrando trabalho de inovação epistemológica, influência política e criação estética no istmo centro-americano;
I.2
Planejar e implementar um projeto científico-acadêmico sobre o retorno/progresso do autoritarismo, da militarização e dos regimes de exceção na América Central em suas dimensões histórica e política, com particular mobilização do debate sobre perspectivas de insegurança, migrações e violência, enfatizando suas conexões com o sul do México, e seus impactos e repercussões nas produções artísticas (especialmente literárias) da/na região do istmo centro-americano.
-- Seminários “Perspectiva Ístmica”
Uma série de sete encontros virtuais, com uma agenda temática diretamente relacionada ao conceito/proposição de O Istmo, no formato de apresentação individual/debate geral, para a formação de um acúmulo de contribuições analíticas visando à consolidação teórica do termo.
A agenda e as áreas temáticas das reuniões são:
Reunião A): Diásporas da América Central em Perspectiva Ístmica
Encontro B): A América Central como uma ideia em (des)construção numa perspectiva istmiana
Encontro C): Feminismos em Perspectiva Ístmica
Reunião D): Economias e democracias numa perspectiva istmiana
Encontro E): Linguagens artísticas em perspectiva istmiana
Encontro F): Espiritualidades e povos nativos numa perspectiva istmiana
Reunião G): Policrise e futuros em perspectiva istmiana
(Reuniões em 2026; sistematização em 2027; publicação em 2028)
I.2.1
-- “Idas e vindas em círculos istmianos”:
Grupo A) Conhecimentos e produções migratórias centro-americanas em sua literatura”
Grupo B) Violência e insegurança na América Central e no sul do México
Formação de um projeto/processo com dois grupos de estudo, com encontros virtuais regulares entre escritores e pesquisadores de literatura e sociólogos/cientistas políticos da América Central, para a organização de um evento presencial sobre o tema/título do grupo.
(mobilização e planejamento, 2026; implementação, 2027).
Publicação, em 2028, de um livro com a sistematização proativa das reflexões suscitadas no processo dos “Seminários de Perspectiva Ístmica”.
I. 2.2
No primeiro semestre de 2028, publicar um volume com o trabalho realizado pelos grupos "Indo e Vindo em Círculos Ístmicos".
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Abrir espaços para a divulgação de eventos e propostas culturais, artísticas e políticas por meio da produção de materiais audiovisuais e escritos em diferentes plataformas digitais, a fim de construir redes de comunicação centro-americanas, tanto entre ativistas sociais e políticos quanto entre artistas, culturais e acadêmicos, através da abertura de espaços de encontro e reflexão que resultem no conhecimento de diferentes projetos realizados no istmo centro-americano.
Produção audiovisual e textual, gestão e edição pela Articulação Centro-Americanista O Istmo – um coletivo e rede que coordena e opera a proposta GT-CLACSO – que inclui produtos como:
– O site oficial do Istmo, com publicação periódica de análises e textos de opinião sobre questões sociopolíticas e culturais da América Central (produto existente e ativo; apresentado para continuidade e prosseguimento entre 2026 e 2028);
– gestão e edição das redes sociais próprias do O Istmo (ferramentas digitais fundamentais para as estratégias de divulgação e mobilização da Articulação e do nosso GT-CLACSO), que incluem: Facebook, Instagram, YouTube e Whatsapp (produto existente e ativo; apresentado para a continuidade do período compreendido entre 2026 e 2028);
– Elaboração do projeto e implementação do podcast “Tecendo Histórias - conhecimento das margens e narrativas comunitárias na América Central” (desenvolvimento do projeto em 2026, lançamento em 2027), com ênfase em histórias de comunidades educativas em resistência na América Central, utilizando a metodologia de histórias de vida e narrativas comunitárias.
– Transmissão de um programa mensal de entrevistas no âmbito da Iniciativa O Istmo: “Fronteira devastada”.
-Participação no projeto “Claroscuros”, um boletim informativo centro-americano onde o O Istmo pode apresentar textos e divulgar atividades.
II.1.2
Organização de eventos acadêmicos como fóruns, seminários, reuniões e conferências, virtuais, presenciais e/ou híbridos. Entre outras possibilidades para esses eventos, de menor escala ao longo do período do GT, três eventos de grande porte já estão em fase de planejamento:
– Encontro da Iniciativa ELAUD (Emancipações Latino-Americanas entre Utopias e Distopias) - 2ª edição: “América Central entre utopias e distopias: novos autoritarismos e antigos vislumbres de esperança”
A Iniciativa ELAUD é um projeto da Articulação Centro-Americana O Istmo, ativo desde 2021. Entre suas produções, destacam-se diversas mesas-redondas virtuais em parceria com o Clacso, o Alas e universidades latino-americanas, além de um dossiê temático com a revista científica do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp).
(2026, em El Salvador);
Congresso Latino-Americano e Caribenho de Pedagogias Críticas na América Central e Pensadores Comunitários Centro-Americanos (2027);
Vídeos mensais que serão divulgados por meio de diferentes redes sociais digitais e funcionarão como material de análise.
II.1.2.1
Gere um arquivo de áudio acessível em plataformas digitais (Spotify, YouTube, CLACSO Podcast) para fortalecer a memória.
Pedagogia do Istmo da América Central
Materiais sonoros da série “Weaving Stories”, que serão divulgados em 2027, após sua preparação ao longo de 2026.
Pelo menos dezoito vídeos do programa Fronteira Devastada serão produzidos em 2026, 2027 e 2028 e divulgados em plataformas como o YouTube, além de serem apresentados em diferentes redes de comunicação da América Central e da América Latina (dentro desse espectro, há espaço na newsletter Claroscuros).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1. Desenvolver espaços para o intercâmbio, a disseminação e a promoção dos direitos humanos, da cidadania e da justiça (em sentido amplo, justiça social, ambiental, cultural, povos indígenas e sistema de justiça) em ambientes universitários e comunitários na América Central.
III 2
Criar espaços alternativos de reflexão e comunicação, conectando literatura e arte aos problemas e ao ativismo em torno da diversidade de identidade, gênero e migração na América Central.
- Realizar reuniões virtuais com os membros do Grupo de Trabalho para organizar esses espaços de troca, definindo datas, locais, conteúdo e responsáveis. O formato proposto é o de fóruns curtos (2026).
- Envolver nesta proposta atores sociais com os quais foram estabelecidos vínculos em GTs anteriores: CALPI, OPIA, OFRANEH, IDHUCA, entre outros.
- Identificar instâncias a nível centro-americano que registam informações sobre direitos humanos, justiça e cidadania, com potencial para coordenar ações de divulgação e promoção com o GT e o Instituto de Direitos Humanos da UCA – El Salvador. (2026).
- Coordenar ações conjuntas para a disseminação e promoção dos direitos humanos, justiça, segurança, democracia e cidadania. Explorando tanto a comunicação digital quanto a participação popular e comunitária. (2027).
- Publicação de textos digitais informativos no site O Istmo sobre diferentes circunstâncias e situações na América Central, com repercussão em entidades centro-americanas ligadas ao
Direitos Humanos. Explorando novas abordagens etnopolíticas e criação digital interativa (2027, 2028).
III 2
- Nomear um pequeno grupo de trabalho para organizar um evento alternativo de comunicação transversal entre artes, literatura, ativismo em diversidade identitária, gênero e o mundo Queer na América Central. Especificamente, o evento terá como foco o segundo Congresso de Literatura Queer e Perspectiva de Gênero em San Cristóbal de las Casas, Chiapas (2026).
- Coordenar, por meio de alianças com organizações sociais, ativistas, sociedade civil, especialistas em literatura e universidades, a realização do evento e sua ampla divulgação.
- Para este evento, considera-se proveitoso envolver nas atividades preliminares: estudantes universitários, professores universitários, ativistas, especialistas em literatura e, possivelmente, funcionários públicos.
- Uma rede ligada à GT e à Articulación o Istmo relacionada à questão dos direitos humanos.
- Um conjunto de textos digitais informativos e concisos sobre direitos humanos na América Central, explorando o potencial etnopolítico e criativo da virtualidade (2027, 2028).
III 2
- Congresso sobre Literatura Queer, Perspectiva de Gênero e Ativismo no primeiro semestre de 2027. A relevância de oficinas anteriores com estudantes será considerada.
e professores universitários.
- Compilação de memórias a serem publicadas em 2028, que registram a interação com a sociedade civil.
- Um evento que foi realizado e seu registro digital sobre um dos dois tópicos escolhidos. (2027).
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a articulação estratégica do Grupo de Trabalho do Istmo de Epistemologias Periféricas com redes científicas, agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas, promovendo espaços de diálogo, pesquisa colaborativa e ação conjunta que abordem os problemas ligados à territorialidade, meio ambiente, extrativismo, povos indígenas e afrodescendentes, movimentos sociais, modelos de desenvolvimento, educação e pedagogias críticas, a fim de influenciar a construção de conhecimento e políticas orientadas para a justiça social, ambiental e epistêmica na América Latina e no Caribe.
IV.2 Conectar e fortalecer a colaboração entre redes científicas, organizações internacionais e instituições acadêmicas para promover projetos conjuntos sobre migração, territórios e justiça social na América Central.
- Implementar, em conjunto com a plataforma O Istmo, um espaço digital que funcione para a articulação entre redes científicas, agências de cooperação internacional, instituições acadêmicas e organizações sociais ligadas à América Central.
- Esta plataforma permitirá a partilha de pesquisas, experiências pedagógicas críticas, recursos educativos e agendas comuns relacionadas com migração, territorialidade, ambiente, extrativismo, povos indígenas, afrodescendentes, movimentos sociais, modelos de desenvolvimento e pedagogias críticas.
- Organizar um encontro regional híbrido (presencial e virtual) que reúna: Redes acadêmicas e científicas (LASA, ACAS, Associação de Pós-Graduados em Estudos Latino-Americanos da Universidade Estadual da Califórnia, Cátedra Centro-Americana da UCR, ASALCA (Associação de Salvadorenhos no Canadá), SUCA América Central, Associação de Pós-Graduados em Estudos Latino-Americanos da Universidade Estadual da Califórnia, Rede Centro-Americana de Resistências), com o objetivo de criar laços interinstitucionais e possibilidades de cooperação.
- Plataforma ativa com pelo menos 50 instituições e redes registradas no primeiro ano, em 2027.
- Projetos colaborativos desenvolvidos no segundo ano (2027).
- Relatório regional sobre articulação e boas práticas no terceiro ano (2028).
Número total de pesquisadores admitidos: 41
École des Hautes Etudes en Sciences Sociales
Brasil
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
Centro de Estudos Superiores do México e da América Central
Universidade de Ciências e Artes de Chiapas
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Universidade de Brasília
Brasil
Articulação ou istmo centro-americanista
Costa Rica
NÃO
_Outros
Universidade Rafael Landívar
Guatemala
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Universidade Nacional de Jujuy (UNJU)
Argentina
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
não
_Outros
Centro de Estudos Superiores do México e da América Central
Universidade de Ciências e Artes de Chiapas
México
University of Melbourne
Australia
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
UCLA
Estados Unidos
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Guatemala
Guatemala
Universidade Estadual da Califórnia, Los Angeles
Estados Unidos
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Escola de Antropologia, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade da Costa Rica / Articulação Centro-Americanista O Ístmo
Costa Rica
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais e Direitos Humanos
Universidade Católica de Pelotas
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
Instituto de Pesquisa Política e Social
Faculdade de Ciências Políticas
Universidade de São Carlos da Guatemala
Guatemala
Centro de Estudos Superiores do México e da América Central
Universidade de Ciências e Artes de Chiapas
México
Articulação ou istmo centro-americanista
Costa Rica
não
Articulação ou istmo centro-americanista
El Salvador
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
N/D
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais e Direitos Humanos
Universidade Católica de Pelotas
Brasil
Coordenação Geral de Estudos de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Sociais
-Universidade Nacional Autônoma de Honduras
Honduras