Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas
Grupo de trabalhoViolência, autoritarismo e políticas de segurança democráticas
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Esta proposta busca aprofundar a discussão sobre os desafios enfrentados pelas democracias latino-americanas e sua relação com os fenômenos de violência que caracterizam nossa região. Pretendemos contribuir para o desenvolvimento do tema "Democracias em Disputa: Horizontes, Resistência e a Construção de Alternativas a partir do Público e dos Bens Comuns" desta nova chamada de artigos, com foco principal nas formas como as democracias se entrelaçam e são afetadas/enfraquecidas pelos fenômenos de violência e autoritarismo que se manifestam de maneiras cada vez mais complexas. O objetivo é dar continuidade à pesquisa que vem sendo realizada há 25 anos, desde a criação do Grupo de Trabalho "Violência e Sociedade" no âmbito da CLACSO (Briceño León, 2001). Muitos dos pesquisadores que participaram desse grupo ainda estão atuando hoje, dedicados a investigar a violência e o conflito, e a destacar importantes transformações que contribuem para a compreensão do contexto latino-americano.
Briceño-León, um dos fundadores do grupo, destaca que a violência faz parte do cotidiano na América Latina, desde a violência da conquista, da escravidão, da independência e dos processos de apropriação de terras, expropriação de excedentes e violência estatal, incluindo a repressão militar dos governos ditatoriais do Cone Sul e da América Central (Briceño-León, 2001). O conhecimento produzido pelos pesquisadores deste grupo marca mudanças importantes na dinâmica da violência, que hoje constitui um processo distinto e sobreposto, referindo-se à violência criminal e urbana.
Este estudo situa-se no contexto das décadas de 1970 e 1980, um período em que as taxas de homicídio aumentaram exponencialmente na região, particularmente entre os jovens. Nenhuma outra região do mundo apresenta taxas de homicídio tão elevadas, nem uma variedade tão grande de tipos e formas de violência, incluindo a proliferação de gangues juvenis violentas, a prevalência da violência de gênero e a violência relacionada às drogas e à lavagem de dinheiro, todos problemas urgentes na atualidade. Esses problemas são agravados por formas de violência mais históricas, como guerras civis persistentes, movimentos guerrilheiros e esquadrões da morte, terrorismo de Estado, ditaduras, levantes sociais e revoluções violentas (Imbrush, Misse, Carrión, 2011).
Falar da América Latina e do Caribe hoje nos leva a focar nas múltiplas formas de violência e nas diversas formas de conflito que assumiram novas dinâmicas e trajetórias. A questão das organizações criminosas e como elas operam em mercados ilegais (Tenenbaum, 2022) é atualmente um dos principais desafios para as democracias latino-americanas e as políticas de segurança pública. Esses grupos expandiram suas operações e estão presentes em capitais e áreas rurais, prisões, favelas e regiões de fronteira (Rodrigues, Feltran e Zambon, 2023), estabelecendo-se como atores-chave em esquemas criminosos transnacionais que operam por meio de redes (Dias e Paiva, 2022).
A expansão do âmbito das atividades desses grupos impactou diversas dimensões da vida social, desde o funcionamento de mercados ilegais, com a fragmentação da dinâmica criminal - o que antes era considerado crime comum ou desvio - (Rodrigues, Feltran e Zambon, 2023), até o impacto na vida cotidiana, constituindo um obstáculo à eficácia da democracia.
A governança de questões criminais relacionadas à violência é central tanto para os círculos acadêmicos quanto para as agendas públicas dos governos estaduais. Portanto, uma das razões mais urgentes para abordar esse tema é examinar o papel dos governos estaduais nas intervenções que implementam para construir mecanismos de prevenção desses tipos de violência. É crucial também reconstruir a rede de ações e mediações realizadas por diversas organizações sociais, comunitárias e de bairro para evitar, prevenir e reduzir a violência homicida ligada ao narcotráfico. Nos últimos anos, a disseminação da violência (Dammert, Croci e Frei, 2024; Giavedoni e Ginga, 2017; Binder, 2009) tornou-se um problema profundamente conectado ao surgimento e à consolidação de mercados ilegais e à ascensão de diferentes grupos criminosos que os controlam, utilizando a violência para resolver suas disputas.
Isso, aliado à expansão da indústria de assassinatos por encomenda e ao aumento do número de pessoas com transtornos por uso de substâncias — um fenômeno exacerbado pelos efeitos da pandemia — está deixando sua marca em diversos setores da sociedade. A violência de gênero se manifesta no aumento contínuo das taxas de feminicídio (Fachinetto, 2025) e de transfeminicídios, o que levou ao desenvolvimento de ferramentas de mensuração estatística, instrumentos legais e políticas públicas específicas para sua prevenção, punição e erradicação.
Assim, é possível identificar como os fenômenos da violência, em suas mais variadas manifestações, tornaram-se mais complexos ao longo do tempo, mas persiste um dilema — tanto em termos acadêmicos quanto em termos de práticas sociais e políticas públicas — a respeito da relação entre violência e democracias no contexto latino-americano. A expectativa de que os contextos democráticos levariam a uma diminuição da violência não se materializou e, na prática, houve um aumento e uma diversificação da violência (Peralva, 1997; Neto, 2011). A relação entre violência e democracia também se evidencia no próprio uso do processo democrático para promover políticas autoritárias por meio da disseminação do medo e da expansão de táticas como o uso do termo "narcoterrorismo", que legitima intervenções violentas e repressivas, inclusive como justificativa para a interferência de agendas externas nas políticas nacionais dos países latino-americanos.
Isso desloca o debate da simples discussão de modelos de democracia para o foco em modelos de enfrentamento de diferentes formas de violência e crime. Governos de centro-esquerda implementaram políticas sociais inclusivas e estratégias de política internacional orientadas para o multilateralismo, mas na área do controle social, enfatizaram — mesmo alegando combatê-las — políticas punitivas baseadas em uma força policial repressiva, um sistema judicial opaco e penalizador e o aumento do encarceramento (Tavares dos Santos, Barreira, 2016).
Além do exposto, essas políticas se intensificaram por meio do Modelo Bukele em El Salvador e das operações policiais no Brasil, guiadas por uma estratégia de extermínio do inimigo. Essas políticas tiveram pouco impacto na redução da violência e no desmantelamento do crime organizado, embora gozem de certo grau de legitimidade social e política. Diante desse cenário de formas e dinâmicas de violência cada vez mais complexas (Venegas Álvarez, 2025), bem como das controvérsias em torno dos modelos de enfrentamento desses fenômenos, nos quais medidas estritamente repressivas, marcadas pelo populismo penal, ganham legitimidade social, consideramos essencial, nesta nova proposta de trabalho, revisitar o debate sobre o papel do Estado nas políticas de segurança pública, guiado pela garantia do devido processo legal, do respeito à dignidade e dos direitos humanos. É crucial que a academia, os movimentos sociais e os agentes públicos assumam um papel de liderança na proposição de respostas mais qualificadas e eficazes ao crime e à violência, em que as políticas de segurança pública devem ser guiadas por valores e princípios democráticos.
Briceño-Leon, Roberto. Introdução. A nova violência urbana da América Latina. In: Briceño-Leon, Roberto. Violência, sociedade e justiça na América Latina. Buenos Aires: CLACSO, setembro de 2001.
Dammert, Lucia; Croci, Gonzalo; e Frey, Antonio. Por que tanta violência homicida na América Latina? Caracterizando o fenômeno e expandindo seu quadro interpretativo. Working Papers, (94), 1-13. 2024. https://doi.org/10.33960/issn-e.1885-9119.DT94
Dias, Camila Nunes; Paiva, Luiz Fábio S. Prisões de facções em dois territórios fronteiriços. Tempo Social, São Paulo, v. 34, no. 2, pág. 217-238, maio/agosto. 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ts/a/qqb3vsh94nXg9kDZN3MvhLd/. Acesso em: 3 jun 2025.
Fachinetto, Rochele Fellini. Mortes de mulheres, justiça criminal e confronto com a violência de gênero. Rev Estud Fem [Internet]. 2025;33(3):e108016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2025v33n3108016
Fregoso, Rosa Linda; Bejarano, Cynthia. Feminicídio na América Latina. México: UNAM, Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências e Humanidades, Rede de Pesquisadores pela Vida e Liberdade das Mulheres, 2011.
Giavedoni, José Gabriel e Ginga, Luciana. Neoliberalismo e violência: o ovo da serpente. Diário Bordes, 19-30. 2017 https://publicaciones.unpaz.edu.ar/OJS/index.php/bordes/article/view/199/176
Gutierrez, Juan Manuel. Histórias de mortes: homicídios de jovens de Montevidéu em acertos de contas e conflitos entre grupos criminosos: Gabriel Tenenbaum, Nilia Viscardi, Mauricio Fuentes, Ignacio Salamano e Fabiana Espíndola. Revista De Ciências Sociais, 2023, 36(53), 215-219. https://doi.org/10.26489/
ILGALAC: Martín De Grazia, Crimes de Ódio contra Pessoas LGBTI na América Latina e no Caribe. (Buenos Aires: ILGALAC, 2020) https://lacasadelohanaydiana.ar/wp-content/uploads/2023/04/Crimenes-de-Odio-Martin-De-Grazia.pdf
Imbusch, Peter, Misse, Michel e Carrión, Fernando. Pesquisa sobre violência na América Latina e no Caribe: uma revisão da literatura. International Journal of Conflict and Violence, 5(1), 87–154, 2011. https://doi.org/10.4119/ijcv-2851
Neto, Paulo de Mesquita. Ensaios sobre segurança da cidade. São Paulo: Quartier Latin; FAPESP, 2011.
Paiva, Luiz Fabio; Dias, Camila Nunes. Para fora de São Paulo: O Processo de Expansão do Primeiro Comando Capital (PCC). Relatório de Pesquisa. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, 2025. https://www.invips.com.br/pesquisa/pasp-pcc
Peralva, Angelina. Democracia e violência: modernização por baixo. Lua Nova [Internet]. 1997. Ago;(40-41):217–40. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-64451997000200010
Rodrigues, Fernando de Jesus; Feltran, Gabriel; Zambon, Gregório. Apresentação: expansão dos fatos, mutação dos mercados ilegais. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 1, pág. 11-18, 2023.
Santos, José Vicente Tavares e Barreira, César. Introdução: a construção de um campo intelectual: violência e segurança nas cidades na América Latina. Em: ______. (Orgs.). Paradoxos da segurança da cidade. Porto Alegre: Tomo, 2016. p. 9-40.
Tenembaum, Gabriel. Os Protetores do Capital: As Conexões entre o Tráfico de Drogas Mexicano e a Lavagem de Dinheiro no Uruguai. Montevidéu: Penguin Random House Grupo Editorial, 2022.
Viscardi, Nília e Tenenbaum, Gabriel. (2023). Violência, territórios e tráfico de drogas na América Latina. Revista De Ciencias Sociales, 36(53), 7-14. https://doi.org/10.26489/
Vanegas Alvarez, Beatriz Elena, & Martinez Herrera, Luis Adolfo. Entre desenvolvimento, necropolítica e “limpeza social”: o estudo de caso da cidade de Pereira, Colômbia. European Public & Social Innovation Review, 10 (2025), 1–19. https://doi.org/10.31637/epsir-2025-1237
A maior parte da literatura científica especializada em criminologia concorda que a América Latina é a região mais violenta do mundo. Essa situação mina gravemente os processos democráticos e a capacidade do Estado, ao mesmo tempo que fomenta o desenvolvimento de poderosas atividades ilegais (Dammert, 2025). A violência está ligada à consolidação e diversificação dos mercados ilegais em toda a região. O que há 40 ou 50 anos se concentrava no tráfico de drogas ilícitas — particularmente cocaína — expandiu-se agora para uma ampla gama de economias ilícitas, incluindo a produção e o tráfico de diversas drogas, o tráfico de pessoas, o tráfico de armas de fogo, crimes ambientais, diversos mercados de contrabando, bem como serviços criminosos como extorsão e sequestro, e crimes financeiros e de corrupção — especialmente lavagem de dinheiro e a captura de instituições públicas — por meio dos quais os lucros dessas atividades são canalizados e protegidos.
As organizações criminosas exibem conexões cada vez mais prósperas e fluidas entre si (Trejo e Ley, 2021; Auyero e Sobering, 2021), adquirindo uma escala regional e transnacional. A interconexão entre essas organizações e certas elites políticas e econômicas (Florez Peres, 2009; Snyder e Durán Martínez, 2009; Sain, 2023) permite que esses mercados ilegais se tornem fluidos e consistentes. O elo que interconecta esses complexos fenômenos sociais e econômicos é o crescente nível de corrupção, que coloca em xeque a própria democracia como sistema de governo em nossos países.
Nesse contexto, um novo repertório de controle social emergiu nas últimas décadas, marcado por redefinições políticas e sofisticados mecanismos de segurança. O termo "governança da segurança" é usado para descrever como atores públicos e privados moldam conjuntamente a gestão da ordem (Bergman, 2023). Mecanismos como condomínios fechados, vigilância em massa (câmeras, reconhecimento facial), sistemas de monitoramento e big data policial estão proliferando. Esses dispositivos tendem a privatizar a segurança e restringir o espaço público, estabelecendo uma "gramática do controle social" centrada no "sujeito em risco", substituindo o "cidadão com direitos" e identificando certos grupos (migrantes, jovens pobres, minorias) como "outros perigosos" e ameaças potenciais (Wacquant, 2007 e 2023). Essa linguagem tecnocrática disfarça medidas repressivas como soluções rápidas: promovem-se "guerras contra" o crime ou as drogas, juntamente com slogans radicais para persuadir uma população amedrontada de que "a ordem será restaurada" imediatamente (Durán Martínez, 2022). Segundo essa lógica, o Estado social (de bem-estar social) recua enquanto um processo autoritário de Estado penal avança, prometendo ordem por meio da punição, da vigilância e da normalização das exceções.
O exposto acima pode ser visto como uma deriva autoritária, referindo-se à tendência de usar a segurança como foco central de discursos e políticas que minam as garantias democráticas. Em muitos países, a agenda política e eleitoral tem se voltado para promessas de uma abordagem linha-dura e securitização extrema. Os defensores da linha-dura argumentam que uma "garantia excessiva" alimenta a impunidade, justificando medidas extraordinárias que extrapolam os limites da legalidade normal. Isso se traduz em estados de emergência prolongados, militarização da segurança pública e reformas legais punitivas. Simultaneamente, no nível conceitual e criminológico, observa-se uma mudança em direção ao que Garland (2005, 2007) denominou "criminologias do outro". As instituições penais estão ganhando terreno enquanto as políticas sociais estão perdendo força. Feeley e Simon (1992) propõem uma abordagem baseada na racionalidade atuarial, que gerencia riscos em vez de garantir direitos. Na prática, isso se evidencia em penas mais severas, aumento da população carcerária e indiferença em relação à reintegração.
Ao analisar os processos de transição de regimes autoritários para democracias no final da década de 1980, Pinheiro (1991) identificou uma resistência estrutural na sociedade civil que opera independentemente do regime político e constitui uma continuidade autoritária baseada em sistemas de hierarquia social que são regularmente reproduzidos com o apoio de instrumentos de opressão e criminalização. O autor denomina isso de “autoritarismo socialmente implantado”, que precede e supera os regimes políticos autoritários. Esse conceito é fundamental para a compreensão não apenas da persistência de práticas arbitrárias e tortura pelo Estado, mas também das formas como a própria sociedade civil apoia e legitima essas ações hoje, mais de 40 anos após o fim dos regimes ditatoriais. Entendemos que essa noção contribui para a nossa compreensão de alguns dos desafios que surgem na consolidação efetiva de uma cultura democrática (Alvarado Mendoza et al, 2024) no atual contexto latino-americano, e que merece ser expandida, revista e aprofundada (Alvarez et al, 2021) diante das novas formas de autoritarismo que se expressam nas mais variadas formas de violência social e estatal e constituem um obstáculo para as democracias na América Latina.
Diante dessas tendências, surge o imperativo de construir políticas democráticas de segurança cidadã. Alcançar a segurança com democracia exige mudar o foco da punição para a proteção social, reduzindo o papel do sistema penal e fortalecendo o Estado de bem-estar social — por meio da educação, saúde e oportunidades econômicas — como primeira linha de defesa contra o crime. Sem abordar as causas estruturais da violência, como a desigualdade e a exclusão, as políticas de linha dura conseguem apenas conter o problema temporariamente.
A América Central será um foco central do Grupo de Trabalho, tanto pela disseminação de modelos autoritários quanto pelo interesse já existente entre seus membros. Propõe-se a coordenação do trabalho com o Grupo de Trabalho sobre "Violência na América Central" por meio das conferências "Decifrando a América Central: Violência, Autoritarismo e Resistência", com encontros virtuais anuais, aproveitando as pesquisas em andamento sobre violência, políticas de segurança e autoritarismo (incluindo o caso Bukele-MS13). Simultaneamente, será fomentada a colaboração com o Grupo de Trabalho sobre "O Estado como Contradição" por meio de encontros virtuais anuais sobre "Violência, Segurança e o Estado", para discutir políticas públicas, as ligações entre o Estado e o crime organizado, estratégias repressivas e políticas para prevenir o feminicídio, a violência contra jovens e a violência contra mulheres trans. Em um contexto regional adverso à segurança democrática dos cidadãos, o Grupo de Trabalho visa fortalecer as dimensões inclusivas do Estado e desafiar práticas de segurança socialmente legitimadas, porém autoritárias.
Portanto, nosso objetivo geral é contribuir para o fortalecimento das linhas de conhecimento sobre violência, autoritarismo e políticas de segurança democrática por meio de um diálogo entre a academia, instituições estatais e grupos sociais que influenciam a elaboração multissetorial de políticas públicas e intervenções no campo da segurança cidadã e o fortalecimento genuíno dos regimes democráticos na América Latina e no Caribe. A estratégia de consolidação do Grupo de Trabalho prevê a incorporação planejada de jovens pesquisadores de países prioritários com formação acadêmica, vínculos com o Estado e movimentos sociais, e a criação de três funções de facilitação (acadêmica, de financiamento e de comunicação/divulgação) para dinamizar o grupo. Os facilitadores serão três jovens pesquisadores atuantes nas três áreas-chave mencionadas para o funcionamento dinâmico do Grupo de Trabalho.
Alvarez Marcos Cesar, Benett Pedro Rolo, Higa Gustavo L, Novello Roberta Heleno, Funari Gabriel. Revisitando a noção de autoritarismo socialmente implementado Entrevista com Paulo Sérgio Pinheiro. Tempo soc [Internet]. 2021. Set;33(3):301–32. Disponível em: https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2021.187081
Auyero, Javier e Sobering, Katherine. Entre traficantes de drogas e a polícia: as relações clandestinas entre o Estado e o crime e seu impacto violento na vida das pessoas. Siglo XXI Editores Argentina, 2021.
Bergman, Marcelo. O Negócio do Crime: O Crescimento da Criminalidade, dos Mercados Ilegais e da Violência na América Latina. Cidade Autônoma de Buenos Aires, Argentina: Fondo de Cultura Económica, 2023.
Dammert, Lucía. Anatomia do Poder Ilegal: Violência, Crime Organizado e Corrupção na América Latina. Santiago, Chile: Editorial Ariel, 2025.
Durán-Martínez, Angélica. Dilemas e possibilidades de negociação com grupos criminosos na América Latina. LASA Forum, 53(4), 25–30. 2022
Feeley, Malcolm e Simon, Jonathan. A Nova Penologia: Notas sobre a Estratégia Emergente das Correções e suas Implicações. Criminologia, vol. 30, nº 4, 1992, pp. 449–474. https://doi.org/10.1111/j.1745-9125.1992.tb01112.x
Flores Perez, Carlos Antonio. O Estado em Crise: Crime Organizado e Política. Desafios para a Consolidação Democrática. Cidade do México, México: Ciesas, 2009.
Garland, David. A Cultura do Controle: Crime e Ordem Social na Sociedade Contemporânea. Barcelona: Gedisa, 2005.
Guirlanda, David. Crime e Castigo na Modernidade Tardia. Bogotá: Siglo del Hombre Editores/Universidade de los Andes, 2007.
Melossi, Dario. Controlando o Crime, Controlando a Sociedade: Teorias e Debates sobre a Questão Criminal, do Século XVIII ao XXI. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2018.
Pinheiro, Paulo Sérgio. Autoritarismo e transição. Revista USP. Nº 45. Março/abri/maio, 1991. Disponível em: https://nev.prp.usp.br/wp-content/uploads/2015/05/25547-29466-1-SM.pdf
SAIN, Marcelo Fabián. Cidade dos corações pobres: Estado, crime e violência do narcotráfico em Rosário. Rosário: Prohistoria, 2023.
Scaraffuni, Luciana, & Paternain, Rafael. (2023). O Estado e suas margens: uma abordagem etnográfica do bairro Marconi. Journal of Social Sciences, 36(53), 129-147. https://doi.org/10.26489/rvs.v36i53.5
Snyder, Richard, e Angélica Durán-Martínez. “Drogas, violência e esquemas de proteção patrocinados pelo Estado no México e na Colômbia”. Colombia Internacional (70): 61-91, 2009.
Solís Moreira, Julio, Adaptações da política criminal na segurança cidadã e prevenção da violência na América Latina / Julio Solís Moreira. – 1ª edição – San José, Costa Rica: FLACSO, 2018.
Trejo, Guillermo e Ley, Sandra. Votos, drogas e violência. Cidade do México, México: Debate, 2021.
Universidade da República (Uruguai), Faculdade de Ciências Sociais. Departamento de Sociologia. Uruguai sob uma Perspectiva Sociológica 20 / Faculdade de Ciências Sociais. Departamento de Sociologia. Montevidéu: Udelar. FCS-DS: Doble clic · Editoras, 2023.
Wacquant, Loïc. Punindo os pobres: o governo neoliberal da insegurança social. Buenos Aires: Manantial, 2007.
Wacquant, Loïc. A invenção da “subclasse”: um estudo sobre a política do saber. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2023.
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1.2 Propor um dossiê especial em uma revista científica especializada nas áreas temáticas ligadas à violência, ao autoritarismo e às políticas públicas de segurança democrática - pode ser na revista científica CLACSO Tramas y Redes - intitulado "Violência, autoritarismo e políticas de segurança democrática", da coordenação do GT, com capacidade para 10 (dez) artigos de pesquisadores membros (de autoria individual ou coletiva de até 3 (três) autores) de 10 (dez) países diferentes (ou mais) que contribuam para o tema de uma perspectiva comparativa.
1.2 Coordenação, gestão e proposta do dossiê especial em revista científica especializada nas áreas temáticas ligadas à violência, ao autoritarismo e às políticas públicas de segurança democrática - pode ser na revista científica CLACSO Tramas y Redes - intitulado "Violência, autoritarismo e políticas de segurança democrática", a partir da coordenação do GT, com capacidade para 10 (dez) artigos de investigadores membros (de autoria individual ou coletiva de até 3 (três) autores) de 10 (dez) países diferentes (ou mais) que contribuam para o tema de uma perspetiva comparativa.
1.2 Um dossiê especial em uma revista científica especializada nas áreas temáticas ligadas à violência, ao autoritarismo e às políticas públicas de segurança democrática - pode ser na revista científica CLACSO Tramas y Redes - intitulado "Violência, autoritarismo e políticas de segurança democrática", que reúne 10 (dez) produções acadêmicas de vários membros do GT em torno do tema sugerido de "Violência, autoritarismo e políticas de segurança democrática", a ser publicado em 2027.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2.2 Desenvolver uma estratégia de comunicação e divulgação para as publicações do GT nas redes sociais, a fim de ampliar a disseminação das atividades do grupo junto ao público acadêmico, aos movimentos sociais e às organizações estatais.
2.2 Criação de um perfil no Instagram, uma página no Facebook para o novo Grupo de Trabalho, um canal no YouTube, um website vinculado à CLACSO, veículos de comunicação e uma identidade visual, e conexão destes com usuários-chave na academia, movimentos sociais, associações profissionais e organizações de cooperação internacional para disseminar as principais atividades, propostas e ações. Estas incluem: em primeiro lugar, a realização de uma série de entrevistas audiovisuais curtas com os fundadores do Grupo de Trabalho para comemorar seu 25º aniversário; e em segundo lugar, a elaboração de um boletim informativo anual que resuma as atividades do grupo no ano.
2.2 Um perfil no Instagram e no Facebook para o novo Grupo de Trabalho “Violência, Autoritarismo e Políticas Democráticas de Segurança” para divulgar suas atividades, propostas e ações. Isso inclui uma série de breves entrevistas audiovisuais com os fundadores do Grupo de Trabalho, marcando os 25 anos de sua formação, juntamente com um boletim informativo anual apresentando os resultados do grupo.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
3.2 Reforçar os laços estabelecidos com os movimentos e organizações sociais que lutam e resistem à violência nos países membros da GT, procurando colaborar e enriquecer-nos mutuamente.
3.2 Organização de mesas-redondas interinstitucionais, multissetoriais ou interinstitucionais sobre questões de violência, autoritarismo e políticas públicas democráticas (ou a sua ausência), preferencialmente em congressos nacionais, locais ou em universidades públicas.
3.2 Impacto no debate sobre a legitimidade das reformas legais ou inovações institucionais relacionadas às políticas de segurança democrática. Recomendações de políticas públicas nos níveis regional, nacional e local.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
4.2 Articular e fortalecer os vínculos com redes científicas, agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas — incluindo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Observatório da Violência de Gênero (UFRGS/Brasil), o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), o ILANUD (Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento de Criminosos) e outras unidades do sistema das Nações Unidas ligadas à violência e ao crime, bem como redes nacionais e internacionais como o Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos (IEALC) da Universidade de Buenos Aires (onde está sediado o Grupo de Trabalho “O Estado como Contradição”), com as quais os membros do grupo mantêm relacionamento — a fim de ampliar a colaboração, o intercâmbio técnico e a projeção do Grupo de Trabalho.
4.2 Ações de colaboração técnica com o FBSP, UNODC, ILANUD, IEALC e outras redes especializadas, através do desenvolvimento conjunto de contribuições metodológicas, guias de análise comparativa, documentos de trabalho ou quadros conceptuais relacionados com a violência, o crime e as políticas de segurança democrática, refletidas na organização de sessões de trabalho presenciais ou virtuais.
4.2 Documentos técnicos conjuntos (por exemplo, um documento de trabalho, diretrizes analíticas ou um relatório sobre metodologia comparativa) elaborados com pelo menos duas dessas instituições ou redes, que consolidam a cooperação interinstitucional e fortalecem o alcance do Grupo de Trabalho. Os documentos de orientação para a promoção de políticas públicas democráticas serão amplamente divulgados pelos canais do grupo disponibilizados pela CLACSO e entre formuladores de políticas e gestores.
Número total de pesquisadores admitidos: 87
UFRGS
Brasil
Instituto de Estudos Regionais
Universidade de Antioquia
Colômbia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudos Comparativos em Ciências Criminais e Sociais
Paraguai
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Universidade Luterana do Brasil
Brasil
Laboratório de Estudos sobre Violência
Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Ciências Sociais. Centro de Humanidades.
Universidade Federal do Ceará
Brasil
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade Ibero-Americana-León
México
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Centro de Planejamento e Gestão
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Liceo B-56 Rebeca Olivares Benítez.
Chile
Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas
Brasil
Centro de Estudos Antropológicos da Universidade Católica
-Universidade Católica "Nossa Senhora da Assunção"
Paraguai
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Brasil
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
CENTRAL DE MEMBROS PLENOS - PPGEO-UESB
Brasil
Doutorado em Ciências Humanas e Sociais
universidade do Panamá
Panamá
Universidade de Guadalajara, CUCSH, Departamento de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos (DEILA)
México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Universidade da Pensilvânia
Reino Unido
Sem dados
México
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Não se aplica
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Faculdade de Governo. Universidade do Chile
Chile
Centro de Pesquisa sobre Dinâmica Social
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Extership universitário da Colômbia
Colômbia
Universidade Católica de Pelotas, UCPEL, Brasil.
Brasil
Instituto Acadêmico Pedagógico de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Villa Maria
Argentina
Instituto de Estudos Comparativos em Ciências Criminais e Sociais
Paraguai
Universidade de Guadalajara, Departamento de Estudos Educacionais
México
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Laboratório de Estudos sobre Violência
Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Ciências Sociais. Centro de Humanidades.
Universidade Federal do Ceará
Brasil
Universidade de Carleton
Canadá
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Centro de Pesquisa Jurídica da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Estado do México
Faculdade de Direito
Universidade Autônoma do Estado do México
México
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Sistema Universitário Virtual
Universidade de Guadalajara
México
Não se aplica
Colômbia
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Universidade Nacional de Quilmes / Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Centro de Humanidades
Universidade Estadual do Ceará
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Centro de Humanidades
Universidade Estadual do Ceará
Brasil
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Departamento de Ciências Políticas
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo
Brasil
Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos
Brasil
Instituto de Altos Estudos Nacionais
Universidade Estadual de Pós-Graduação
Equador
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Universidade de São Paulo
Brasil
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Instituto de Sociologia Jurídica / Faculdade de Direito / UDELAR
Uruguai
Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT
Brasil
Secretaria Acadêmica
Universidade Nacional de Três de Fevereiro
Argentina
Faculdade de Ciências, Tecnologias e Artes
Universidade Nacional de Pilar
Paraguai
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
Universidade de Caldas
Colômbia
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Universidade Central do Chile
Chile
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Laboratório de Ciências Sociais
Venezuela
Universidade da República - Espaço Interdisciplinar
Uruguai