Área temática: Transições justas e soberanias contestadas
Grupo de trabalhoAgroecologia política
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais. Universidade Autônoma de Querétaro.
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais.
Universidade Autônoma de Querétaro,
México
A América Latina e o Caribe (ALC), assim como outras regiões, enfrentam as consequências ambientais extremamente graves do modelo agroindustrial e do regime agroalimentar corporativo (McMichael, 2006). Esse sistema, interconectado tecnológica, econômica, cultural e ambientalmente, opera de forma análoga ao processo metabólico industrial, causando danos severos aos solos, como erosão, compactação, salinização, acidificação, perda de matéria orgânica e diminuição da atividade biológica. Os impactos ambientais incluem uma drástica redução na população de insetos devido ao uso de pesticidas, bem como o consumo de 70% da água do mundo, que retorna contaminada ao ciclo hidrológico (MEA, 2015). O agroextrativismo contribui com 12% das emissões globais que causam mudanças climáticas, um número que pode chegar à metade quando se considera todo o sistema alimentar. Além disso, causa a eutrofização de corpos d'água e está associado ao desmatamento e à consequente perda de biodiversidade. A região perdeu 30% de sua biodiversidade nos últimos 20 anos. As monoculturas, como a da soja, são um exemplo emblemático na América Latina, responsáveis pelo desmatamento de 20 milhões de hectares no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia (WWF 2014). Esse modelo insustentável simplifica a complexidade dos ecossistemas, favorecendo pragas e doenças, o que aumenta a dependência de agrotóxicos. Por sua vez, reduz a diversidade biocultural essencial para a alimentação das populações, tanto pela padronização das lavouras quanto pela introdução de sementes geneticamente modificadas. Pode-se afirmar que o setor agroalimentar gera a maior pegada ecológica global, atuando como o principal motor das transformações biofísicas no planeta (Tilman 2001; Foley 2005; Weis 2013; Rockström et al. 2017).
O desenvolvimento do sistema alimentar corporativo está inserido no contexto da globalização neoliberal, onde o número de pessoas vivendo na pobreza praticamente não mudou desde 1990. Em 2024, quase 3600 bilhões de pessoas (44% da população mundial) viviam abaixo da linha da pobreza do Banco Mundial (US$ 6.85 por dia em Paridade do Poder de Compra – PPC). Em uma simetria perversa, o 1% mais rico da população mundial detém 45% da riqueza total. A América Latina e o Caribe são a região mais desigual do mundo, onde o 1% mais rico concentra quase 43.5% da riqueza, enquanto os 50% mais pobres detêm apenas 0.8%. Essa desigualdade, agravada por sistemas tributários injustos, pelo modelo baseado em mercadorias e pela concentração de poder, afeta desproporcionalmente as mulheres (uma em cada dez vive em extrema pobreza, com menos de US$ 2.15 por dia em PPP, e há 24.3 milhões de mulheres a mais do que homens nessa situação), bem como as comunidades indígenas e afrodescendentes (Oxfam, 2025).
A região também é a mais desigual do mundo em termos de distribuição de terras (Oxfam, 2016). O 1% dos maiores agricultores controla mais da metade das terras agrícolas da região. A desigualdade de gênero na distribuição de terras é evidente, visto que as mulheres representam apenas 12% daqueles que têm acesso e controle sobre as terras beneficiadas pelos processos de reforma agrária. Esse fenômeno se agravou, com transações desde 2000 afetando mais de 9 milhões de hectares na América Latina e no Caribe, destinados a monoculturas (florestas, soja, palma de óleo, milho e cana-de-açúcar) e à expansão da pecuária (LandMatrix, 2019; Giraldo, 2015). Essa apropriação de terras, juntamente com o desapossamento causado por projetos extrativistas (megamineração, usinas hidrelétricas, extração de hidrocarbonetos) e infraestrutura, impacta as práticas de vida rural, impedindo que os jovens permaneçam em áreas rurais e aumentando a migração para as cidades e para os Estados Unidos.
A persistência da pobreza na região é um fator crucial. A taxa de pobreza na América Latina e no Caribe (ALC) em 2023 foi de 27.3% (172 milhões de pessoas), e a pobreza extrema afetou 10.6% (66 milhões). A pobreza total aumentou de 28.5% em 2014 para 37% em 2017 (FAO/OPAS/PMA e UNICEF, 2018). As disparidades entre as áreas urbanas e rurais são impressionantes: em 2017, quase 50% da população rural vivia em situação de pobreza. Embora a pobreza entre a população não indígena tenha aumentado, as diferenças são gritantes: há 10% mais pobreza entre as populações indígenas e afrodescendentes. A pobreza extrema é prevalente em áreas rurais, indígenas e afrodescendentes, que são justamente as áreas de produção de alimentos.
O modelo agroalimentar corporativo falhou em sua promessa de eliminar a fome. O número de pessoas subnutridas aumentou, chegando a quase 40 milhões (6% da população da América Latina e do Caribe). A região enfrenta a coexistência da desnutrição aguda (que afeta aproximadamente 700 mil crianças) e uma epidemia de sobrepeso e obesidade, associada a uma dieta industrializada. O sobrepeso infantil afeta 7.5% das crianças menores de 5 anos, e quase um quarto da população adulta sofre de obesidade, com projeções indicando um aumento para quase um terço até 2030. Os padrões alimentares foram transformados pelo sistema agroalimentar global e pelo comércio de alimentos processados (FAO/OPAS/PMA e UNICEF, 2018), fazendo com que doenças crônicas não transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes) substituam as doenças infecciosas como principal causa de morte.
O relatório Estado da Alimentação e da Agricultura (FAO, 2023) destaca os custos ocultos do sistema alimentar. Mais de 70% desses custos devem-se a dietas pouco saudáveis (alimentos ultraprocessados, gorduras, açúcares), que são a causa da obesidade e de doenças não transmissíveis. Um quinto está relacionado ao impacto ambiental, decorrente das emissões de gases de efeito estufa e nitrogênio, das mudanças no uso da terra e do consumo de água. Esses custos exacerbam as desigualdades, afetando desproporcionalmente os países de baixa renda, onde representam mais de um quarto do PIB, em comparação com menos de 8% nos países de alta renda.
Em suma, o modelo alimentar corporativo hegemônico, extrativista, concentrador, acumulador, excludente, violento e predatório, por meio de sistemas tecnológicos, econômicos, culturais e ambientais articulados, gera desigualdade, pobreza, exclusão, fome, desnutrição e má alimentação, viola direitos e compromete a capacidade de sustentar a reprodução da vida.
Nesse contexto, dois aspectos tornam-se centrais para enfrentar a crise emergente: a reconfiguração dos sistemas alimentares para garantir alimentos acessíveis, suficientes, saudáveis, saborosos, soberanos e culturalmente adequados, juntamente com o acesso, a redistribuição e a gestão de bens, infraestruturas ecológicas, políticas e instituições, na perspectiva de um projeto agroecológico.
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Neste novo mandato, para o qual solicitamos a continuidade do Grupo de Trabalho de Agroecologia Política, propomos como foco central um debate sobre como a questão agrária deve ser formulada hoje a partir de uma perspectiva agroecológica. Nós, que apresentamos esta solicitação, estamos convencidos não apenas da relevância e urgência do tema, mas também de seu potencial para conectar dois campos que, com exceções como as propostas da Via Campesina, têm progredido em paralelo: a agroecologia e os estudos agrários críticos. Acreditamos que esta questão é igualmente relevante para ambos os campos e que pode fortalecer os laços do Grupo de Trabalho de Agroecologia Política com outros grupos já estabelecidos que trabalham em temas correlatos. A questão agrária, que parecia ter perdido sua centralidade nas últimas décadas, recuperou destaque diante dos novos planos de acumulação impulsionados pelo sistema alimentar corporativo e da gravidade da crise ambiental. Essa retomada, no entanto, corre o risco de ser cooptada por discursos populistas de direita, tornando-se um obstáculo à transição para a sustentabilidade que é necessária hoje (Mamonova, 2024; Mamonova & Franquesa, 2020).
A atualização da questão agrária exige uma revisão crítica de seus princípios tradicionais. As perguntas são inevitáveis: ela pode ser resolvida unicamente pelo acesso à terra, sem desafiar o modelo dominante da agricultura industrializada? A ideia clássica de reforma agrária é compatível com abordagens baseadas na soberania alimentar e na agroecologia? Para diversos autores, é inegável que a questão agrária do século XXI não pode ser dissociada do modelo agrícola vigente. Manter um sistema ambientalmente predatório, economicamente inviável e socialmente injusto aprofundaria a destruição do tecido produtivo, o despovoamento rural, a deterioração ecológica e a dependência de mercados concentrados, além de perpetuar um padrão alimentar prejudicial à saúde (Martins, 2000; Fernandes Mançano, 2025). Em resposta, o Grupo de Trabalho visa contribuir para o debate sobre a atualização conceitual e política da questão agrária a partir de uma perspectiva da Agroecologia Política (González de Molina et al., 2020).
Nas últimas décadas, a questão agrária passou por um processo de “ambientalização” (Akram-Lodhi, 2010; Pinto, 2013; Tasdemir, 2022; Petras & Veltmeyer, 2015), embora esse processo ainda esteja incompleto. A “nova” questão agrária não pode ser reduzida à distribuição de terras sem considerar os impactos ecossistêmicos de seu manejo (Altieri, 1989; Shattuck et al., 2023). A plena incorporação da dimensão ambiental implica repensar postulados históricos e, nesse processo, a agroecologia contribui com critérios para a construção de um discurso contemporâneo adaptado aos desafios atuais (Holt-Giménez et al., 2021). Um fator determinante é a crise estrutural do capitalismo, que gerou a emergência climática e ameaça a base ecológica que sustenta os agroecossistemas. A isso se soma o debate contínuo sobre o papel do campesinato na solução do problema agrário e sobre quem deve ser o foco central das políticas públicas. A agroecologia pode lançar luz sobre esse debate, destacando a relevância do campesinato e do "novo campesinato" como atores estratégicos.
Em relação à redefinição da questão agrária, esta não pode se limitar ao acesso à terra. A solução continua sendo a reforma estrutural, mas sob critérios que integrem saúde ambiental, viabilidade econômica e equidade social, indo além do foco na propriedade rural e adotando uma perspectiva territorial e da cadeia alimentar. Este será um objetivo central do Grupo de Trabalho, que busca reunir pesquisadores de diversos Grupos de Trabalho da CLACSO para avançar no consenso sobre essa questão crucial para a América Latina.
Historicamente, a questão agrária emergiu em contextos de transição para a agricultura industrial, onde a terra e o trabalho eram os fatores decisivos. As desigualdades no acesso à terra deram origem a lutas por uma distribuição mais equitativa, baseadas em três imperativos: ético, econômico e político. O Grupo de Trabalho visa atualizar esses imperativos. O componente ético implica não apenas o acesso equitativo à terra, mas também à água, a outros recursos naturais e a relações justas dentro da cadeia alimentar (Hornborg, 2017). Tudo isso está atualmente enquadrado na lógica da acumulação capitalista do sistema alimentar corporativo (Wolford et al., 2024).
O imperativo econômico também precisa ser reexaminado. A crítica clássica argumenta que as grandes propriedades rurais dificultam o desenvolvimento agrícola e que a redistribuição permitiria um uso mais intensivo e eficiente da terra, aumentando a produção, o emprego e a renda. No entanto, essas premissas devem ser consideradas à luz dos limites ecológicos e da necessidade de gestão sustentável (McKay et al., 2024). Por fim, o imperativo político — a reforma agrária como democratização diante do poder dos latifundiários — precisa ser atualizado considerando a nova rede de interesses corporativos nacionais e transnacionais que agora controlam o sistema alimentar. A configuração do poder na agricultura mudou substancialmente, exigindo novas ferramentas analíticas e políticas.
Os imperativos revistos colocam no centro não só o acesso, mas também a gestão sustentável da terra, vista principalmente de uma perspectiva territorial (Gliessman, 1998). Isto exige repensar quem deve ser o beneficiário da reforma. Embora a tradição marxista tenha enfatizado os assalariados rurais (Araghi, 2009; Bernstein, 2014; Martínez Valle & Martínez-Godoy, 2019), nas últimas décadas os camponeses e os seus movimentos ganharam destaque como atores políticos. A agroecologia apela à interrupção da destruição das explorações agrícolas camponesas e à valorização do seu papel na transição socioecológica.
Outro ponto de debate fundamental no âmbito do Grupo de Trabalho será a definição dos critérios para uma reforma agrária agroecológica. Essa reforma deve garantir o acesso equitativo à terra e aos recursos produtivos, assegurando, ao mesmo tempo, a gestão sustentável dos agroecossistemas (Akram-Lodhi, 2021), a manutenção e a melhoria de seus estoques e a otimização dos serviços ecossistêmicos (Guzmán Casado et al., 2022). Deve ser planejada em escala territorial (Poiani, 2000; Adriaensen, 2003; Patrizi et al., 2018; Altieri et al., 2024), priorizar a intensificação baseada em conhecimentos tradicionais e científicos, fortalecer a autonomia produtiva e gerir coletivamente os recursos naturais.
Por fim, a questão agrária deve ser vinculada aos principais movimentos sociais latino-americanos (Edelman, 2024) e tornar-se uma ferramenta para promover a transição agroecológica. Isso implica articular as lutas por terra e território com a construção de cadeias alimentares camponesas e com amplas alianças que permitam a formação de maiorias sociais capazes de promover mudanças institucionais e profundas reformas agrárias (Petersen & González de Molina, 2025).
Akram-Lodhi, A.H., & Kay, C. (2010). Analisando a questão agrária (Parte 2): Debates atuais e além. Journal of Peasant Studies, 37(2), 255–284.
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Shattuck, A., Grajales, J., Jacobs, R., Sauer, S., Seshia Galvin, S., & Hall, R. (2023). Vida na terra: novas perspectivas para questões agrárias. Journal of Peasant Studies, 50(2), 490–518. https://doi.org/10.1080/03066150.2023.2174859
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(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
Desenvolver e implementar um programa da CLACSO sobre Agroecologia e Reformas Agrárias na América Latina, com a participação de membros de outros Grupos de Trabalho.
Desenvolver um processo de pesquisa situado, comprometido e ativista, voltado para jovens pesquisadores da América Latina e do Caribe, que, a partir da interseção entre estudos da juventude, estudos agrários e a perspectiva agroecológica, aprofunde a compreensão das mudanças nos novos sujeitos políticos nas agroecologias e suas implicações para a juventude.
Consolidar um eixo de trabalho em Questões Agrárias e Alimentação, com foco no estudo da vulnerabilidade e das reconfigurações alimentares.
2. Desenvolver processos de pesquisa comparativa no México, Colômbia, Brasil e Uruguai sobre mudança agrária, juventude e agroecologia, incluindo as etapas de planejamento, gestão e execução dos projetos.
3. Organizar seminários regulares entre os membros do grupo que investigam a juventude e suas intersecções com os estudos agrários, a agroecologia e os estudos de gênero, a fim de trocar avanços, referenciais teóricos e metodologias de pesquisa.
2. Implementação de um seminário de formação e organização interna, a ser realizado durante os três anos do projeto (frequência a ser definida), orientado para o intercâmbio teórico-metodológico, articulação da equipe e discussão crítica sobre juventude, mudança agrária e agroecologia.
3. Elaboração de um caderno de reflexões, contribuições e propostas-chave derivadas do seminário interno, que sistematize os debates, aprendizados e perspectivas do grupo (2026).
4. Desenvolvimento de um projeto de pesquisa comparativa no México, Colômbia, Brasil e Uruguai sobre mudança agrária, juventude e agroecologia, com resultados parciais apresentados em seminários internos e externos.
5. Publicação de um livro de pesquisa comparativa, como produto final e síntese do processo colaborativo e interdisciplinar do grupo, integrando descobertas, análises e propostas derivadas do projeto (2028).
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Tornar visíveis as lutas, experiências e propostas da juventude agroecológica em diferentes territórios, utilizando linguagens acessíveis e formatos diversos que facilitem sua apropriação social.
Desenvolver, em conjunto com centros acadêmicos da região e com o apoio do nosso Grupo de Trabalho, um seminário internacional sobre “Questões Agrárias e Alimentação: vulnerabilidade e reconfigurações alimentares”.
2. Coordenar universidades, organizações de educação popular, movimentos sociais, ONGs e governos departamentais na concepção, implementação e apoio territorial da Sexta Edição do DIAS.
3. Desenvolver a sétima edição do DIAS (curso semipresencial de 6 meses, 2027–2028) sobre agroecologias e reformas agrárias na América Latina, com o objetivo de elaborar um mapa regional das características agrárias, conflitos e movimentos sociais.
4. Conceber e consolidar o programa curricular da Sétima Edição do DIAS, em coordenação com os Grupos de Trabalho e instituições parceiras, integrando abordagens críticas sobre agroecologia, reforma agrária e justiça territorial.
5. Publicar três livros resultantes dos processos de formação e pesquisa do DIAS e do GT, sobre agroecologia e reforma agrária, a obra de Roberto Caporal e diagnósticos agroecológicos na Colômbia e no México.
6. Organizar painéis, seminários e workshops e participar em congressos nacionais e internacionais para divulgar os progressos e resultados do DIAS e das articulações territoriais.
7. Realizar o Seminário Internacional “Questões Agrárias e Alimentação: vulnerabilidade e reconfigurações alimentares”, com chamada para trabalhos e participação de centros acadêmicos, organizações e movimentos sociais.
8. Desenvolver diálogos sobre juventude rural e agroecológica, espaços para a troca de experiências internacionais (incluindo a Reforma Agrária no Brasil) e uma série de podcasts no CLACSO sobre estudos da juventude e processos agroecológicos emergentes.
2. Sétima edição do DIAS desenvolvida com um mapa regional comparativo das características agrárias, conflitos e movimentos pela soberania alimentar na América Latina e no Caribe.
3. Programa curricular consolidado da Sétima Edição, integrando abordagens críticas sobre agroecologia, reforma agrária e justiça territorial, em coordenação com os Grupos de Trabalho e instituições afins.
4. Três livros publicados como produtos acadêmicos do processo de formação e pesquisa:
5. Agroecologia e reforma agrária no século XXI na América Latina.
- Antologia de Roberto Caporal.
- Diagnósticos agroecológicos em territórios da Colômbia e do México.
- Desenvolvimento de painéis, seminários e workshops, e participação ativa em congressos nacionais e internacionais para divulgar o progresso do DIAS e das articulações territoriais.
6. Seminário Internacional realizado com chamada para trabalhos e participação de centros acadêmicos, movimentos sociais e organizações territoriais.
7. Diálogos com jovens realizados, com sistematização das contribuições sobre terra, sistemas alimentares, resistência e horizontes políticos da juventude; e intercâmbios internacionais documentados, incluindo a experiência brasileira de Reforma Agrária.
8. Série de podcasts produzida na plataforma CLACSO, com episódios regulares produzidos por membros do grupo, divulgando debates, experiências e processos emergentes sobre juventude e agroecologias.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
Promover a intervenção social e ações de defesa de políticas públicas por meio da construção participativa de diagnósticos agroecológicos, da organização de congressos, painéis e seminários, e da elaboração de materiais escritos (livros, relatórios, mapas territoriais) que sirvam de subsídio para autoridades locais, gestores de políticas públicas e organizações sociais comprometidas com a reforma agrária, a soberania alimentar e a defesa dos territórios de vida na América Latina e no Caribe.
Formar e consolidar uma rede de pesquisadores e ativistas que articule as relações entre alimentação, saúde, cultura e território, promovendo abordagens abrangentes e críticas para os problemas alimentares contemporâneos.
Fortalecimento do trabalho colaborativo entre pesquisadores e organizações sociais em questões de alimentação, saúde, cultura e território, em diálogo com a agroecologia política e as lutas por justiça socioambiental.
Apoiar as lutas por uma alimentação "saudável, segura, saborosa e soberana" das organizações sociais no campo e na cidade, através de processos de formação, investigação-ação e produção de conhecimento situado que reforcem as suas estratégias e reivindicações.
Identificar as organizações, redes e territórios em que jovens pesquisadores e ativistas atuam, e construir uma agenda comum de defesa de direitos com o objetivo de dar visibilidade e posicionar as demandas históricas e emergentes da juventude agroecológica.
2. Desenvolver e implementar processos de capacitação em agroecologia com foco territorial, em conjunto com programas e instituições parceiras na Colômbia e no México, fortalecendo sua responsabilidade pública para com as comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas.
3. Desenvolver diagnósticos territoriais agroecológicos participativos nos contextos das instituições corresponsáveis, de modo que sirvam de subsídio para a tomada de decisões e a formulação de políticas públicas locais e regionais.
4. Coordenar ações de intervenção social e de defesa de direitos em políticas públicas por meio de congressos, painéis, seminários e encontros territoriais com redes e instituições parceiras (RASA, CEFAS, entre outras), envolvendo autoridades, organizações sociais e comunidades rurais.
5. Promover a produção coletiva de conhecimento em agroecologia entre as instituições reunidas, por meio de livros, relatórios, cadernos pedagógicos e mapas territoriais que sistematizem os processos de formação e diagnósticos.
6. Identificar e mapear as organizações, redes e movimentos em que os membros da GT participam, bem como seus temas, lutas comuns e o papel da juventude neles.
7. Conectar organizações e grupos de jovens com agendas semelhantes que ainda não trabalharam juntos, promovendo a construção de espaços e ações comuns de defesa de direitos relacionados à alimentação, saúde, cultura, território e agroecologia.
2. Concepção e implementação conjuntas da Sexta Edição do DIAS, com um plano de formação articulado entre as instituições organizadoras e baseado no diálogo entre os saberes académicos, comunitários, indígenas, negros, camponeses e territoriais presentes na rede.
3. Fortalecimento das capacidades institucionais em agroecologia e apoio territorial, evidenciado pela participação ativa das instituições corresponsáveis na organização, tutoria, acompanhamento e apoio aos diplomados em seus contextos locais.
4. Aprofundamento dos laços de colaboração binacional a médio e longo prazo, visando o desenvolvimento de novas iniciativas conjuntas de formação, pesquisa, extensão e ação social em agroecologia, defesa do território e transformação social.
5. Criação e consolidação de espaços de formação e intervenção em matéria de alimentação, saúde, cultura, território e defesa pública, com a participação de organizações camponesas, movimentos sociais, atores institucionais e jovens, com o objetivo de fortalecer agendas comuns em torno da agroalimentação e da justiça territorial.
6. Realizar um workshop-discussão especializado para compartilhar estratégias, ferramentas e aprendizados úteis para a ação coletiva e as lutas sociais ligadas à reforma agrária, à juventude rural e agroecológica e às necessidades emergentes identificadas nos territórios.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a cooperação internacional e transdisciplinar por meio da implementação de projetos colaborativos, escolas de formação, estágios acadêmicos e intercâmbios entre Brasil, México, Colômbia e outros países da região, visando ampliar o impacto territorial da agroecologia, da mitigação e adaptação às mudanças climáticas e da defesa dos territórios de vida.
2. Vincular o programa à Plataforma LAC-SMART (Coalizão Latino-Americana para a Transformação Rural Baseada na Ciência – Ciência para Mitigação, Adaptação, Resiliência e Transformação), por meio da participação nas Escolas de Formação Transdisciplinar e Conhecimento para a Vida no Brasil, México e Colômbia, em coordenação com o Governo Federal do Brasil e outras instituições parceiras.
3. Estabelecer ações conjuntas com a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), visando à organização de seminários, intercâmbios acadêmicos, produção de materiais técnicos e fortalecimento de redes latino-americanas em agroecologia.
4. Desenvolver atividades de formação, pesquisa e extensão com a Escola Nacional de Estudos Superiores (ENES) de Morelia, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), integrando ao programa perspectivas interdisciplinares sobre território, sustentabilidade e agroecologia.
5. Promover projetos de colaboração com a Escola Nacional de Estudos Superiores (ENES) de Morelia, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) - Campus de Morelia, incluindo estágios acadêmicos, codireção de trabalhos de pesquisa, apoio a territórios rurais e geração de conhecimento aplicado em agroecologia e sustentabilidade.
4. Coordenar ações de intervenção social e influenciar políticas públicas em aliança com atores e grupos que trabalham com questões alimentares, como a Rede CALISAS, a Fundação Rosa Luxemburgo, o Grupo de Estudos sobre Sistemas Alimentares e Saúde Pública no Contexto da Mudança Global (Global Room), o Grupo ETC, a FIAN Colômbia, o Centro de Pesquisa sobre Problemas Alimentares e Nutricionais (CISPAN), o PACS, entre outros espaços relacionados.
5. Estabelecer acordos de colaboração e trabalho conjunto com redes de jovens, agroecologia e pensamento crítico, como a SOCLA, a MAELA, a Articulação Jovem da CLOC, redes de economia social e solidária, entre outras, para promover agendas compartilhadas de pesquisa, formação e defesa de direitos.
2. Concepção e implementação de atividades conjuntas de formação e pesquisa, como diplomas, cursos, seminários, escolas de formação transdisciplinares e projetos de pesquisa aplicada, desenvolvidos em coordenação entre as redes e instituições parceiras do Brasil, México, Colômbia e outros países da região.
3. Produção e divulgação de resultados de pesquisa e materiais técnicos, incluindo artigos, relatórios, documentos de trabalho e recursos educacionais, elaborados em conjunto pelas equipes das instituições e redes participantes, com o objetivo de avaliar e dar visibilidade às experiências agroecológicas na América Latina.
4. Reforçar as capacidades de estudantes, jovens investigadores e líderes territoriais, através de estágios académicos, coorientação de trabalhos de investigação, apoio a experiências rurais e participação nas Escolas de Formação Transdisciplinar e Conhecimento para a Vida.
5. Expansão e adensamento das redes de agroecologia na América Latina, evidenciados por uma maior articulação entre organizações científicas, instituições acadêmicas e experiências territoriais, bem como pela participação conjunta em fóruns, plataformas e espaços de cooperação internacional ligados à mitigação, adaptação, resiliência e transformação diante da crise socioecológica.
6. Consolidação de alianças estratégicas com organizações e grupos-chave na questão alimentar, refletidas em ações conjuntas de intervenção social, influência nas políticas públicas, produção de conhecimento e participação articulada em debates regionais sobre soberania alimentar, nutrição, sistemas agroalimentares e justiça territorial.
7. Formalização de acordos de colaboração com redes de juventude, agroecologia e pensamento crítico — como a SOCLA, a MAELA, a Articulação Juvenil da CLOC e redes de economia social e solidária — que permitam o desenvolvimento de agendas comuns de pesquisa, formação, mobilização e ação pública, fortalecendo a liderança juvenil e a articulação continental em torno da agroecologia e da transformação dos sistemas alimentares.
Número total de pesquisadores admitidos: 52
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto da Grande Buenos Aires
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Agrícolas, Universidade Nacional de La Plata
Argentina
O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais. Universidade Autônoma de Querétaro.
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais.
Universidade Autônoma de Querétaro,
México
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade do Cauca
Colômbia
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade do Cauca
Colômbia
Universidade Federal do Paraná/UFPR
Brasil
Fundação Antonio Núñez Jiménez para a Natureza e o Homem
Cuba
Universidade Autônoma Chapingo
México
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Centro de Treinamento RASA
México
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Instituto Federal de Brasília
Brasil
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Universidade de Brasília
Brasil
Centro Universitário da Costa da Universidade de Guadalajara
Universidade de Guadalajara
México
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
Colégio de Graduados do Ensino Médio do Estado de Tlaxcala
México
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
AS-PTA - Agricultura Familiar e Agroecologia
Brasil
SOCLA
Bolívia
Associação Brasileira de Agroecologia / Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Fundação Perseu Abramo
Brasil
Sementes da Vida
México
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Instituto de Ciências Ambientais e Ecológicas da Universidade de Los Andes
Venezuela
Terra Livre
Colômbia
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Rede DATALUTA
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Brasil
Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
Universidade de Caldas
Colômbia
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Brasil
Universidade Pablo Olavide de Sevilha
Universidade de Jaen
Espanha
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México