Área temática: Transições justas e soberanias contestadas
Grupo de trabalhoEcologias políticas do Sul/Abya Yala
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Há várias décadas, a ecologia política vem se desenvolvendo como um campo de convergência, diálogo e retroalimentação entre diferentes disciplinas e os sistemas de conhecimento das comunidades, partindo de uma profunda crítica à fragmentação do saber científico e tecnológico que responde à ideia de uma crise ambiental única. Por essa razão, a proposta parte de uma necessária integração de perspectivas para abordar seus objetos de estudo, incluindo aquelas que emergem da escuta, do acompanhamento e da coparticipação nas lutas ambientais das comunidades. Dessa forma, a ecologia política se configura simultaneamente como uma perspectiva inter e transdisciplinar do saber acadêmico e uma prática política renovada, articulada com as lutas dos movimentos sociais, indígenas e camponeses.
Este campo de estudo não se preocupa apenas com os conflitos sobre a distribuição ecológica (Martínez-Alier, 2006), mas também com a exploração das relações de poder que se entrelaçam entre os modos de vida das comunidades que sustentam a coexistência socioambiental e as dinâmicas impostas pelo mundo globalizado. Ou seja, abrange o conflito político sobre a distribuição ecológica e as lutas sociais pela defesa dos bens comuns e da natureza em suas dimensões material e simbólica, bem como pela continuidade da vida no planeta.
Hoje, testemunhamos uma policrise generalizada do capitalismo global (Svampa, 2025), que se configura simultaneamente como uma crise financeira, social, econômica, cultural e ecológica, afetando também o bem-estar emocional e psicológico. Portanto, a ecologia política exige um diálogo interdisciplinar entre diversas áreas do conhecimento para formar uma visão transdisciplinar e complexa, com o intuito de melhor compreender a multidimensionalidade dos conflitos socioambientais de nossa época e construir alternativas concretas que nos permitam reorientar nossas formas de pensar o mundo e de nos desenvolvermos nele.
Nesse contexto, a ecologia política latino-americana se consolidou como um campo de pensamento distinto, com relevância internacional. Trata-se de um campo pluralista de análise, crítica e discurso, construído sobre a formação de redes acadêmicas latino-americanas que mantêm a continuidade com as tradições regionais de pensamento crítico, ambientalista, indígena, feminista, pós-colonial e anticapitalista. Adota uma perspectiva teórica interdisciplinar, construída na interseção da história ambiental e política, da economia política, da geografia crítica, da economia ecológica, dos estudos culturais, da psicologia social, dos estudos indígenas latino-americanos e do pensamento ambientalista do Sul Global.
A construção das sociedades humanas envolveu questões de apropriação e o estabelecimento de relações de poder que permitem a alguns atores o acesso à natureza e a tomada de decisões sobre seu uso, enquanto excluem outros. Essas relações de poder estão presentes na América Latina, particularmente desde a era colonial, e embora tenham passado por diversas fases ao longo dos séculos, continuam a perpetuar a colonialidade do poder sob a construção de uma modernidade eurocêntrica (Quijano, 2014). Dessa forma, o genocídio perpetrado desde a colonização e a reformulação desses mecanismos de expropriação e apropriação da natureza na atualidade são obscurecidos, assim como a destruição racista ou a subalternização de identidades (Alimonda, 2017). Portanto, a ecologia política concentra-se na análise do papel do Estado e de suas políticas públicas como fator relevante na configuração atual das relações sociedade-natureza e nas disputas que nelas emergem.
A ecologia política latino-americana não se limita ao chamado conhecimento "científico". Nos últimos anos, inúmeras vozes que atuam nessa área têm incorporado novas compreensões ao arcabouço conceitual a respeito da importância da diversidade intercultural na construção do conhecimento ambiental. Elas têm demonstrado que a diversidade biológica do planeta está intrinsecamente ligada à sua gestão por milhares de povos e comunidades locais ao longo da história, especialmente no Sul Global (Toledo e Barrera-Bassols, 2008).
Assim, o reconhecimento do saber plural e a necessidade de construir racionalidades alternativas (Leff, 2019) constituem outro ponto-chave na perspectiva teórica e prática deste campo do saber. O exercício do poder dentro da lógica da acumulação e do mercado, ao fragmentar o saber científico e tecnológico e orientá-lo para as suas próprias necessidades, subjugou a vasta diversidade do saber popular sobre a natureza. O saber indígena, baseado em séculos de convivência, observação e experimentação empírica em ecossistemas locais, foi descartado desde a Conquista e ao longo de uma colonialidade que persiste até hoje. A ecologia política pressupõe também uma epistemologia situada em territórios com uma perspectiva decolonial que transcende politicamente o projeto interdisciplinar de construção do saber para abarcar a ambientalização das lutas sociais (Ulloa, 2017).
A ecologia política latino-americana tem se desenvolvido por meio de uma relação ativa de constante troca e retroalimentação com os diversos movimentos e lutas que estão na vanguarda dos conflitos em diferentes escalas e em várias circunstâncias. Ela reúne críticas aos modelos hegemônicos de desenvolvimento e, juntamente com elas, delineia outros futuros possíveis. Nessa perspectiva, com lutas de baixo para cima, da esquerda e pela Terra (Escobar, 2017), a ontologia política e o paradigma da pesquisa-ação (Fals-Borda, 2025) tornam-se ferramentas urgentes e necessárias para combater o extremismo de extrema direita e denunciar as múltiplas formas de violência geradas pela constante expansão das fronteiras do capital e pela acumulação sob lógicas extrativistas. Isso é essencial não apenas para compreender a complexidade desses processos, mas também para apoiar lutas em defesa da Vida por meios comuns e deshierárquicos, dentro de uma estrutura de descolonização e diálogo multiescalar.
Para atingir esses objetivos, são propostas nove linhas de trabalho:
Conflitos ambientais, violência, autoritarismo e lutas em defesa da vida.
Capitaloceno e capitalismo de desastre
- Ecofeminismos e lutas de mulheres contra o extrativismo
Educação Ambiental na América Latina e no Caribe
Transição energética e injustiças climáticas na América Latina e no Caribe
- Movimentos por Justiça Ambiental e Justiça Hídrica no Sul do Caribe.
- Cosmopolítica e ecologias políticas multiespécies
- Caribe Insular
- Arte e ecologias políticas
- Ecologia política da alimentação
Durante esse período, planejamos ampliar o foco para três temas relevantes: ecologia política diante dos avanços tecnológicos, ecologia política do bem-estar e ecologia política das empresas.
Além disso, por meio de diversos projetos, atividades de pesquisa e iniciativas de divulgação, fortaleceremos os laços com outros Grupos de Trabalho com os quais já colaboramos: Territorialidades em Disputa e Resistência; Anticapitalismos e Sociedades Emergentes; Povos Indígenas, Autonomias e Direitos Coletivos; Fronteiras, Regionalização e Globalização; Pensamento Geográfico Crítico Latino-Americano; Estudos Críticos do Desenvolvimento Rural; Corpos, Territórios e Feminismos; Energia e Desenvolvimento Sustentável; e Transições Justas e Cuidado com a Nossa Casa Comum. Propomos também iniciar projetos conjuntos com outros Grupos de Trabalho que desejem colaborar e estabelecer redes de trabalho com o Paraguai e a Bolívia.
Ao mesmo tempo, temos interesse em iniciar um processo de diálogo e construção conjunta com pesquisadores, organizações e movimentos sociais de outros países do Sul Global, especificamente de
Alimonda, Héctor. Descolonizando a Natureza: Rumo a uma Ecologia Política Latino-Americana: Textos Coletados de Héctor Alimonda 1982-2017 / Héctor Alimonda; compilado por Facundo Martín, Gabriela Merlinsky e Felipe Milanez; Prólogo de Facundo Martín, Gabriela Merlinsky e Felipe Milanez - 1ª ed. - Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO, 2025. Livro digital, PDF - (Legados)
Escobar, Arturo (2017). De baixo, da esquerda e com a terra: A diferença de Abya Yala/Afro/Latino/América. In: Walsh, Catherine (org.) Pedagogias Decoloniais: Práticas Insurgentes de Resistência, (Re)existência e (Re)vivência, pp. 55-76. Abya Yala.
Fals Borda, O. (2025). Camponeses dos Andes e outros escritos antológicos. Universidade Nacional da Colômbia.
Leff, Enrique (2019). Ecologia Política. Da Desconstrução do Capital à Territorialização da Vida. Siglo XXI
Martínez-Alier, Joan (2006). O ambientalismo dos pobres. Icaria
Quijano, Aníbal (2014) Questões e Horizontes: Da Dependência Histórico-Estrutural à Colonialidade/Descolonialidade do Poder; selecionado por Danilo Assis Clímaco; com prólogo de Danilo Assis Clímaco. - 1ª ed. - Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO, 2014.
Svampa, Maristella (2025) Policrise: como enfrentar o esvaziamento da esquerda e a expansão de movimentos autoritários de direita. Siglo XXI
Toledo, V. e Barrera-Bassols, N. (2008). Memória biocultural. A importância ecológica da sabedoria tradicional. Icária, Barcelona.
Ulloa, Astrid (Ed.). (2011). Perspectivas culturais sobre o clima. Centro Editorial da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nacional da Colômbia.
Ulloa, Astrid (2017). Dinâmica ambiental e extrativista no século XXI: É a era do Antropoceno ou do Capitaloceno na América Latina? Desacatos, (54), 58-73.
A ecologia política busca compreender os processos que moldam a vida humana e não humana (Machado, 2016), afirmando que as sociedades são natureza e não existem fora dela. Nas últimas décadas, a ecologia política na América Latina e no Caribe consolidou-se como um campo dinâmico que transcende o âmbito teórico e se engaja com desafios globais. Emergindo das lutas por justiça ambiental e social, gerou conceitos — como passivos ambientais, zonas de sacrifício e dívida ecológica — que transformaram a compreensão das relações entre economia, sociedade e natureza no Sul Global. Essas contribuições ampliaram os arcabouços da teoria da dependência e dos estudos de desenvolvimento e foram adotadas em regiões como a África e a Ásia, onde noções como extrativismo, neoextrativismo e comércio ecologicamente desigual permitem uma análise mais profunda do sistema extrativista global e fortalecem o aprendizado entre os países do Sul Global. Da mesma forma, os movimentos agrários, a agroecologia e a soberania alimentar impulsionaram a ecologização das lutas sociais, gerando uma mudança política e epistemológica que renova estratégias, linguagens e ontologias (López-Gómez, Nova, Castro e Empinotti, 2025). Ideias como corpo-território, colonialismo verde e direitos da natureza estão ligadas a feminismos indígenas, afrodescendentes e comunitários, formando um espaço pluralista onde as linguagens relacionais se tornam centrais. Os ecofeminismos e hidrofeminismos latino-americanos emergem como forças críticas que desafiam as estruturas patriarcais e extrativistas, confrontam a criminalização e atuam como pontes de intercâmbio com outros Suls Globais, fortalecendo o debate e a ação coletiva.
Portanto, a presente proposta dá continuidade aos temas desenvolvidos em períodos anteriores e incorpora novos tópicos:
- Ecologia política do extrativismo. O extrativismo não é um fenômeno recente ou circunstancial, mas sim um problema estrutural e de longa data, uma modalidade de acumulação capitalista (Acosta, 2012) que remonta aos tempos da Conquista e da pilhagem de Abya Yala, mas que se intensificou claramente nas últimas décadas em todos os países da América Latina, aprofundando ainda mais a posição colonial, periférica, dependente e subordinada do continente no sistema mundial (Machado, 2016) e que enfrenta novos desafios diante do extrativismo Sul-Sul e Sudeste Asiático.
- Lutas em defesa da vida em contextos rurais e urbanos, que se esforçam diariamente para garantir as condições materiais e simbólicas para sua própria (re)produção e a dos ecossistemas em que vivem, em particular os Movimentos por Justiça Ambiental e Justiça Hídrica. Recorremos à tradição decolonial caribenha para identificar os processos de subalternização de corpos e territórios (culturas hidráulicas).
Os efeitos adversos das mudanças climáticas na região são sentidos com mais intensidade pelas comunidades locais e seus territórios, que travam lutas de longa data pela sobrevivência de modos de vida tradicionais em harmonia com o meio ambiente. É importante apresentar as visões alternativas de justiça ambiental oferecidas pelas comunidades mais vulneráveis: afrodescendentes, indígenas e raizal.
Destacamos e analisamos o papel preponderante e cada vez mais visível que as mulheres desempenham na defesa de territórios ameaçados e afetados; dando voz à violência com que o extrativismo as impacta de forma diferenciada e impulsionando esforços coletivos para persistir na subsistência, defesa e cuidado da vida. A defesa da vida é também uma luta para cuidar, curar, recuperar e reivindicar o corpo-território, reconhecendo e questionando as marcas do colonialismo, do patriarcado e do capitalismo (Lang, Bringel, Manahan, 2024).
A transição energética e as injustiças climáticas na América Latina e no Caribe são analisadas sob uma perspectiva que destaca a necessidade de uma transformação socioecológica dos múltiplos processos de produção e da gestão econômica global. Partimos do pressuposto de que o capitalismo energético nos apresenta falsas soluções, como as energias renováveis e a transição energética corporativa.
- Conexão com a Educação Ambiental crítica que problematiza os efeitos negativos de um modelo de desenvolvimento devastador e as implicações insustentáveis do conhecimento fragmentado. Propomos destacar e analisar como, em nossos territórios, a educação ambiental tem sido intimamente ligada a aspectos socioculturais e étnicos, levando à construção de um pensamento ambiental latino-americano distinto, em conjunto com a ecologia política (Saldi et al, 2025).
A análise do Capitaloceno é um conceito diagnóstico (Svampa, 2019), que destaca o espaço-tempo em que o capital penetrou na esfera da produção e reorganizou o processo de trabalho segundo a sua lógica. Nessa lógica expansiva e acelerada, o capitalismo de desastre, adotado pela classe empresarial e pelos governos, permite-lhes lucrar direta ou indiretamente com desastres e seus riscos, empregando doutrinas de choque e continuando a impor políticas neoliberais e ultraneoliberais.
Acreditamos ser necessário reconhecer que vivemos em um pluriverso, construindo um mundo compartilhado a partir de visões de mundo aparentemente irreconciliáveis. A cosmopolítica trata de entrelaçar a heterogeneidade. Os conflitos entre mundos não se limitam aos seres humanos; envolvem outras espécies, objetos, alimentos, infraestrutura e assim por diante. Portanto, a ecologia política multiespécie se engaja em redes de relações que possibilitam modos alternativos de existência.
O estudo dos modos de produção e consumo de alimentos a partir de uma perspectiva de ecologia política busca consolidar uma linha de pesquisa crítica contra o atual sistema alimentar hegemônico e seus impactos socioambientais, recuperando conhecimentos e práticas comunitárias que sustentam modos de vida baseados na soberania alimentar, na justiça ecológica e em epistemologias do cuidado, reconhecendo nas experiências camponesas, indígenas e agroecológicas alternativas concretas ao colapso do modelo agroindustrial.
Arte e ecologia política. A ecologia política ligada à arte surge como uma ferramenta poderosa para a conscientização e a transformação simbólica, fornecendo instrumentos para modificar regimes de poder (Giraldo e Toro, 2020).
- Continuaremos a promover o fortalecimento do campo da ecologia política nos países insulares do Caribe e na América Central, regiões que são especialmente afetadas pelas mudanças climáticas e pelo extrativismo devido à sua riqueza biocultural.
Neste período de 2026 a 2028, incluiremos novos eixos:
Ecologia política versus avanços tecnológicos: IA, ChatGPT desenvolvido por corporações com o objetivo de controlar corpos e mentes, bem como as implicações socioambientais da localização de centros de dados na região da América Latina.
A ecologia política do bem-estar emocional: analisa como os processos de dominação e exploração do capitaloceno afetam a emotividade da sociedade, criando perturbações em situações de incerteza.
A ecologia política das empresas analisa os casos de empresas e corporações responsáveis por conflitos e danos socioambientais.
Alimonda, Héctor (2011). Natureza colonizada. Ecologia política e mineração na América Latina. CLACSO, Buenos Aires.
Lang, Miriam; Bringel, Breno; Manahan, M. Ann (2024) Além do colonialismo verde, justiça global e geopolítica das transições ecossociais, Cidade do México, CLACSO.
López-Gómez, Aida; Nova, Mariluz; Castro, Edna; Empinotti, Vanessa (2025). A força criativa e transformadora da ecologia política latino-americana. Ecologia Política (69), 4-8.
Giraldo, OF; Toro, I. (2020) Afetividade ambiental: Sensibilidade, empatia, estética do habitar. Chetumal, Quintana Roo, México: El Colegio de la Frontera Sur: Universidad Veracruzana
Machado Aráoz, Horacio (2016). “Do debate sobre o “extrativismo” em direção a uma Ecologia Política do Sul. Um olhar; uma proposta” em: Navarro, L. e F. Daniele, Desapropriação capitalista e lutas comunitárias em defesa da vida no México. Chaves da Ecologia Política. Instituto de Ciências Sociais e Humanas “Alfonso Vélez Pliego” (México: Benemérita Universidad Autónoma de Puebla).
Saldi, L., Cosentino, P., Di Chiara Salgado, S., & Medina, M. (2025). Rumo a uma educação ambiental crítica na América Latina: diálogos e convergências com a Ecologia Política. lgarrobo-EL, 13, 1–16. Disponível em: https://revistas.uncu.edu.ar/ojs3/index.php/mel/article/view/8951
Svampa, Maristella (2019). O Antropoceno como diagnóstico e paradigma. Leituras globais do Sul. Utopia e Práxis Latinoamericana, 24 (84), https://doi.org/10.5281/zenodo.2653161
Toro-Pérez, C., (2024) Neocolonialismo, capitalismo de desastre, desapropriação cultural e territorial: o caso do furacão Iota em Old Providence (Colômbia), Plurivers, Ed. du Commun, Paris
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
- Fortalecer o diálogo de conhecimento entre pesquisadores, comunidades locais, organizações sociais e redes acadêmicas para compreender e abordar os conflitos socioambientais contemporâneos. Em particular, buscaremos estabelecer vínculos com o Paraguai e a Bolívia e reforçar os já existentes com o Caribe insular e a América Central.
- Preparação de publicações coletivas por meio de subgrupos com base em livros e artigos, e submissão de propostas para os dossiês da revista Ecologia Política, bem como mapeamento de organizações civis e acadêmicos do Caribe insular, América Central, Paraguai e Bolívia.
Expansão do campo acadêmico da Ecologia Política do Sul/Abya Yala, integrando novos eixos como arte, emoções, tecnologias, responsabilidade corporativa e impactos do capitalismo de desastre.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Consolidação de linhas emergentes sobre a ecologia política das empresas, o bem-estar emocional e a alimentação, articuladas com a crise civilizacional do capitaloceno.
- Fortalecer o acordo de publicação com a revista Ecologia Política e promover um acordo de publicação com o Journal of Political Ecology e com o Grassroots Journal of Political Ecology.
- Publicação e distribuição do boletim informativo digital da GT. Promoção ativa da revista Political Ecology. Estabelecimento de contatos com o Journal of Political Ecology e o Grassroots Journal of Political Ecology.
Estabelecer contato com outras revistas científicas da área. Desenvolver materiais educativos com foco na educação ambiental crítica.
- Participação em espaços de defesa pública e formulação de políticas ambientais, energéticas e culturais com foco na justiça ecológica e de gênero, com ênfase na publicação de dois dossiês no Journal of Political Ecology e dois dossiês na Revista de Ecologia Política, no âmbito de um acordo de cooperação com a CLACSO.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
- Contribuir para a formulação e o monitoramento de políticas públicas ambientais e sociais a partir das perspectivas de justiça ecológica, gênero e decolonialidade.
- Elaborar documentos de defesa de direitos, recomendações de políticas públicas e protocolos de ação para abordar conflitos socioambientais, em coordenação com instituições estatais e redes de cidadãos.
- Geração de mecanismos participativos para monitoramento e intervenção em resposta aos impactos do extrativismo e das injustiças socioambientais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Integrar os debates da GT em espaços internacionais de reflexão sobre a transição socioecológica, a justiça ambiental e a descolonização do conhecimento.
- Promover projetos conjuntos com universidades e centros de pesquisa no Caribe, América Central e América do Sul para pesquisa comparativa e mobilidade acadêmica; organizar encontros inter-redes e publicações colaborativas que conectem o pensamento ambiental latino-americano aos debates globais sobre sustentabilidade e justiça climática. Proposta para a criação de um programa de doutorado em ecologia política do Sul Global/Abya Yala.
- Produção coletiva de conhecimento situado que fortaleça a visibilidade do Sul Global como um espaço epistêmico e de ação diante da crise socioambiental e formação de pós-graduação para colegas com uma perspectiva de ecologia política do Sul.
Número total de pesquisadores admitidos: 81
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Doutorado em Ecologia Aplicada pela USP
Brasil
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade da República (Uruguai)
Uruguai
Universidade do Chile
Chile
Universidade Nacional de Agricultura
Honduras
CONICET
Argentina
Universidade Nacional de Rio Cuarto
Argentina
Secretaria de Pesquisa e Publicação Científica
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
Universidade Central do Chile
Chile
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Observatório de Conflitos Ambientais Urbanos. Universidade do Vale
Universidad del Valle
Colômbia
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
CONICET
Argentina
CONICET e Universidade Nacional de Cuyo.
Argentina
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Universidade de Porto Rico - Rio Piedras (Escola de Pós-Graduação em Planejamento)
Porto Rico
Universidade Federal de Juiz de Fora
Brasil
Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do Oeste do Pará
Brasil
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
Universidade de KwaZulu-Natal
África do Sul
Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Economia
Brasil
Universidade da República (UY)
Uruguai
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ)
Brasil
Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental. Universidade Autônoma de Barcelona
Espanha
Doutorado em Ciências Sociais
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Rede Muqui
Peru
Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Economia
Brasil
CONICET-CIT Santa Cruz / UNPA
Argentina
Instituto de Estudos Caribenhos
Universidade Nacional da Colômbia, Campus Caribenho
Colômbia
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Universidade Andina Simón Bolívar, Área de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Equador
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Instituto de Estudos Regionais
Universidade de Antioquia
Colômbia
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade La Salle
Colômbia
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
El Colégio de la Frontera Sur
México
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Pesquisador Científico e Tecnológico do CONICET e da Universidade Nacional de General Sarmiento – UNGS
Argentina
Grupo de Pesquisa STAND (Rede de Ação e Treinamento do Sul para a Descolonialidade)
Espanha
Núcleo de Estudos Superiores da Amazônia da Universidade Federal do Pará
Brasil
IANIGLA-CONICET / UNCUYO
Argentina
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Estudos Latino-Americanos
Universidade Andina Simón Bolívar
Equador
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Universidade Federal do ABC - UFABC - Brasil
Brasil
Censat Agua Viva Cedla - Uv Amsterdã
Holanda
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, Universidade Federal da Bahia
Brasil
Vice-Reitoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade do Humanismo Cristão
Chile
Instituto de Estudos Caribenhos
Universidade Nacional da Colômbia, Campus Caribenho
Colômbia
Escola de Ciências Sociais
Universidade Pontifícia Bolivariana - Campus de Medellín
Colômbia
Universidade Nacional de Agricultura
Honduras
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica.
Argentina
Universidade da Carolina do Norte
Estados Unidos
IANIGLA-CONICET / UNCUYO
Argentina
Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/NAEA, da Universidade Federal do Pará.
Brasil
Programa de Doutorado em Ciências Humanas
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de Catamarca
Argentina
IRES-CONICET
Argentina
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Universidade Federal de São Paulo
Brasil
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina